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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Também fizemos um post sobre aventalados! ;)

Como Blogue que se preza, o "Alegrias e Alergias" vem aqui apresentar o seu post sobre Maçonaria, aventais e aventalados!

Como o debate já foi longo na blogosfera e nos OCSocial, resta-nos acrescentar as "aparas" que apanhámos aqui e ali, ao nosso estilo, de vermos pequenos pormenores que escapam mas que muitas vezes são bem mais eloquentes que reportagens ditas sérias.

Por exemplo, um dos pormenores a destacar foi a reacção de alguns figurões dos grandes partidos a estas trapalhadas das lojas maçónicas-totós- para- principiantes tipo "Mozart", "Abade da Serra", "Prometeu , etc.

Assim, Mário Soares, no seu proverbial à vontade, asumiu ter sido maçónico mas já não ser, porque fora de moda (ou seja, entenda-se,agora já alcançou tudo o que quis, mesmo sem a influência das Lojas e das Mercearias e por isso está-se nas tintas). E afirma não ver problema nenhum em os políticos declararem obrigatoriamente que são maçons. Já Almeida Santos (olha quem!) e o Vate do PS, Alegre, ficaram indignados, alegando ser um atentado à Liberdade, um regresso ao fascismo , querer obrigar a tal declaração! Pois... um, porque se indigna contra tudo, pelo menos de garganta, com a sua voz romântica e profunda. O outro porque receará que descubram o que o tem afinal levado a ter tanto prestígio político ao longo de tantos anos, sendo afinal sempre um nº 2 sem responsabilidades de maior... Só que escusava de se afligir. Já toda a gente sabe, assim como os seus lados de sombra são já quase mitos urbanos em Portugal (caso fossem mitos...).

Por outro lado descobrimos que há guerras entre lojas antigas e consagradas, as que vêm já do pós revolução francesa e da Primeira República, guerras entre si e agora entre essas mais famosas e estas de maçons-mirins, com nomes ainda mais pitorescos. Portugal tem o direito de conhecer os padrões e bordados dos seus aventais, para saber se são tão arreigados na defesa dos bons valores como alegam.

Confirmámos assim que todas estas lojas têm os tais apertos de mão secretos, reuniões secretas, frases secretas, juras secretas. Portugal tem o direito de saber se essas juras não colidem com o juramento que tantos deles fazem à Nação, quando ao assumirem cargos públicos "Juram por sua honra cumprir a missão que lhes foi confiada.etc e tal...". Não venham dizer que é algo do foro privado, pois não é o mesmo que pertencer a uma colectividade de matraquilhos ou de columbofilia, ou ao clube do vestido de Chita. Ou sequer é o mesmo que o "Clube do Bolinha", onde "menina não entra".Embora até pareça, pois ali menina não entra muito na jogada,"mêmo"!!!

Ao ver tanta indignação e tanto ritual, o que chegamos é a duas principais conclusões:

- 1ª-Que, uma sociedades que nasceram secretas em tempos de repressão, ao longo de mais de dois séculos, deixaram de fazer sentido em tempos de Liberdade, ou seja, desde o 25 de Abril;

-- Que o anti-clericalismo que afinal estava por detrás de tanto ingresso nas lojas de Maçonaria não passava de inveja e deslumbramento pelo próprio clero: as vestes quase sacerdotais, os rituais, as reuniões tipo Missas laicas, os valores humanísticos defendidos, os graus de progresso na estrutura e a crença num tal de Grande Arquitecto, a substituir o Deus que tanto desprezam! Assim, compreende-se melhor PORQUE ALEGAM QUE DECLARAR PUBLICAMENTE A PERTENÇA À MAÇONARIA É UMA INTERFERÊNCIA NO FORO PESSOAL! Claro! Ficam ofendidos pois ser maçon não é, como dizem muitos, pertencer a um clube, a uma confraria ou associação! Ser maçon é pertencer a uma... RELIGIÃO. Daí o secretismo: a Maçonaria no fundo é uma espécie de religião, mas como tanto proclamam a anti-religião e o laicismo, têm vergonha de o admitir.

NOTA:Há uns meses, numa reportagem, um maçon explicava que, se na Assembleia da República estivessem em causa valores maçons contra valores de um partido, quem era na maçonaria unia-se a outros maçons de outros partidos contra a própria sugestão de voto do seu partido, caso a disciplina de voto o permitisse! E dizem a democracia portuguesa não estar em causa com isto?

Bem, admitam, rapazes (e algumas raparigas): têm uma religião que põem à frente de qualquer outro valores ou compromissos! Se o fizerem, aqui o "Alegrias e Alergias" dá-lhes de brinde a sugestão de vários AVENTAIS interessantes para renovarem o guarda-fatos da Loja, de acordo com as últimas modas de estilistas de cozinha.

AQUI ESTÃO(mini-catálogo):



O AVENTAL DE CHEFE, ao estilo Don Corleone. Para qualquer Loja, mas talvez mais adequado às lógicas Clássicas de cinquentões grisalhos de voz rouca e baixa, múltiplas reformas douradas do Estado e múltiplos cargos em Administrações de Empresas Público Privadas, tenham já presença chinesa ou não. Especialmente indicado para os bem parecidos, ao estilo Brando, mas que não se importem de engolir sapos, nem de colocarem algodões na boca. E que detestem cavalos...



AVENTAL À MINHOTA: Aconselhado aos maçons das gerações acima dos sessenta, mas que tenham um feitio menos autoritário, Que sejam, até mais bonacheirões e afáveis. Os que preferem andar nas áreas da cultura, embora com um pezito conveniente na política. O lenço na cabeça é opcional, consoante queiram ou não ocultar a careca. Os ouros, à parte os anéis , para serem osculados como os dos bispos, devem estar modestamente representados, sem arrecadas ou filigranas sumptuosas. Não vão às vezes serem acusados de enriquecimento ilícito!

AVENTAL IRREVERENTE/Jovenzinho: para membros das Lojas-mirins, tipo Mozart ... ou Loja Lady Gaga. Costumam fazer furor entre a rapaziada. As esposas e namoradas não acham tanta piada, mas de qualquer maneira nem ficam a saber (menina não entra, lembra-se?). Esse tipo de Loja fica assim entre o clube de bridge e bisca lambida e... as despedidas de solteiro. Há também a opção sem ligas. Se a esposa encontrar o avental, ofereça-se para lavar os tachos, para disfarçar. Assim como assim, também na política os seus cargos serão primeiro lavar os tachos dos outros (leia-se, branquear no Parlamento ou nos jornais) antes de terem um tacho como deve ser.

AVENTAL DE LAVADEIRA. Ao estilo Beatriz Costa na Aldeia da roupa branca, este avental tem um aspecto mais discreto, modesto até. Para quem serve então? Para qualquer loja, mas para aqueles maçons que são jornalistas ou opinadores oficiais, nas tvs, jornais, certos blogues afectos a interesses e regimes. Também adequado para meninas. Não muitas, mas só para dar um ar mais democrático. Como dá para descobrir, pelo nome, servem para ajudar a lavar em espaço público (dos "tanques públicos" da nossa pequena aldeia) as porcarias que outros maçons fazem e dizem, explicando, justificando e até minimizando a sua importância, em casos extremos. A frase secreta, segundo a nossa primeira investigação, é "passa-me o sabão" ou então "água fria da ribeira...". Quando mais acalorados, arregaçam o avental até às virilhas e fazem fosquinhas a outras lavadeiras do outro lado do rio. (costume semelhante aos atestados pelos antropólogos tipo Leite de Vasconcelos, a propósito das lavadeiras "normais", que não usavam roupa interior...).


AVENTAL DE EMPREGADA, ou DE MARIA. Para os maçons que se dedicam aos serviços secretos profissionalmente. Este avental assegura um bom e barato disfarce: qualquer latagão barbudo e de largo queixo, ao vesti-lo, será de imediato confundido com uma inocente adolescente vinda das berças , com acne e a falar "achim". Mesmo a presença de buço ajuda à caracterização. Tirem apenas os piercings.




AVENTAL DE CHE(F)- para maçons de esquerda mais radical, caso existam.





AVENTAL COM COELHINHOS- Para maçons da nova Direita, mais ultraliberal! Ficam tão queridos e mimosos! E ligam bem com qualquer tom de cabelo!





AVENTAL RATINHO CEGO (inspirado na cantilena tradicional inglesa dos "Three blind Mice")-

Para maçons ditos de Esquerda, mas no fundo que gostam de optar por seguir cegamente qualquer gabarola arrivista que se proclame líder insubstituível. Já que há lojas com nomes mitológicos, este poderia ser para a tal LOJA Prometeu, mas na Variante Prometeu -mas-não-cumpriu-só-esbanjou. Ou a loja Sócrates... ah, mas esse não era herói mitológico, pois não? foi bem real... da filosofia... (não consegui arranjar uma cópia maior. Quem o digitalizou devia ser um tanto míope...).

Finalmente um AVENTAL DIFERENTE, também tradicional como os outros, mas não adequado a qualquer maçon que se preze e queira enriquecer e trepar socialmente.Depois a parte par´dica do nosso "catálogo" , vem o item de seriedade.Chamar-lhe-ei, AVENTAL LAURA COSTA. É uma homenagem à senhora com esse nome e que assinou este desenho(confirmar assinatura ao lado, em baixo). Alguns lhe reconhecerão o estilo como a artista que, nos anos 60 e 70, ilustrou livros de contos de fadas, agendas domésticas, jogos, calendários e até papéis de embrulho. De forma alguma deve ter sido maçon. Esta ilustradora portuense, que ajudou ao prestígio de editoras e da Majora, dpois de longos anos de trabalho, viveu os seus últimos dias da sua vida em quase indigência, com ajuda de vizinhos, pois , como acontece a quem trabalha nesta área, a precariedade vem de longe: a ilustração é paga à peça e sem se ficar com direitos de reedição. Não há descontos para a Segurança Social, nem existiam à época PPR ou seguros para velhice. Assim, sem apoio de empregadores ou de Lojas semi-políticas, bem se pode ter um trabalho meritório, enquanto se aguenta e se enriquece os outros, como fez a D.ª Laura Costa. Curioso é agora a sua obra perdurar, em catálogos de Internet, como se os desenhos tivessem nascido do ar... A minha homenagem será então perpetuá-la um pouco também, com este seu desenho aqui no blogue. Ou pelo menos enquanto a blogosfera continuar livre.

Não, este belo avental não cabe em nenhum anafado maçon oportunista...

"Alergia" (11-1-2012, in blog "Alegrias e Alergias")























sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O Sincero Líder É Vida e Sol! (Um Louco Pós-Natal 1)

Como prometi, nos vários posts onde comentei a já antológica sugestão de Emigração pelo nosso PM (1-AQUI, sobre o que continha de pornográfica mensagem de Natal,2- ACOLÁ, sobre a famosa Sinceridade atribuída por muitos a PPC; e 3-ACOLI, sobre o que essa mensagem teve de gasoso/tóxico e explosivo) , ainda vou publicar mais uns tantos sobre a questão, como disse, muito sintomática e sumarenta. Como o Natal já passou, irei intitulá-los não "Um Louco PRÉ-Natal", mas "Um Louco PÓS-Natal".

Este é especialmente dedicado aos aduladores do Novo Líder, neste caso, Pedro Passos Coelho, e que acorreram em sua blogosférica ou jornalística defesa.

Temos sem dúvida tendência para o Sebastianismo, incensando cada novo chefe que chega ao poder, como "Salvador" perfeito e absoluto. E esse tem sido um dos nossos grandes males, em Portugal, precisamente desde Alcácer -Quibir, onde a grandeza do salvador não derivava das suas próprias qualidades, mas da ânsia de algo melhor(olhem se D. Sebastião foi, quando vivo, assim tão amado? Tenho a impressão que,se não tivesse morrido naquela batalha, acabaria por não durar muito, com algum venenozito ou outra doença misteriosa, de tal forma o relatam como arrogante, megalómano e perdulário do erário...), conjugada com a apatia em que o nosso povo passou a cair(nem parecia o mesmo que lutara e pusera no trono o Mestre de Avis), deixando de ter iniciativa própria e esperando algo de exterior e absoluto que lhe troxesse a mudança. Não era Salvador por ser bom rei, mas por se esperar um bom rei do seu sonhado regresso, ou pelo menos MELHORZITO do que o ANTERIOR que oprimia ( neste caso os que lhe sucederam,os Filipes de Espanha).

E assim foi em eras subsequentes. Cada Rei e cada Primeiro-ministro era visto como factor de alívio em relação à governança perniciosa do anterior. Basta ver no último século: a República "salvava-nos" da pérfida Monarquia, a segunda República vinha pôr na ordem o caos da primeira, Salazar era o santo salvador (S.=Salvador=Salazar), frugal e patriota, a Democracia de 1974 traria tudo de melhor, como por milagre, o comando Europeu pela CEE seria salvador do isolacionismo e da pobreza, Cavaco trazia o "púgresso", cavalgando até ao congresso da Figueira da Foz, pelo nevoeiro, no seu carro novo e reluzente, Guterres, com bonomia, trazia a salvação do alívio à opressão do Cavaquistão, and so on... até chegar Sócrates, o salvador esperado como mais sério governante do que Santana Lopes, PM considerado de opereta. E Portugal teve de novo a paga por uma maioria se ter iludido com esse novo salvador, animal feroz e determinado, que tratou logo de modelar, também, as estruturas do Estado às medidas dos seus boys e do aparelho do PS (Partido de Sócrates, é claro, o Salvador "S.").

Para se sair de seis longos anos de cativeiro e de ainda maior endividamento e de ditadura partidocrática, surgiu então, por entre as nuvens baixas que se avolumavam no país, batendo a pestana no olho verde e entoando cantos operáticos de salvação à Wagner, Passos Coelho, em passos largos neoliberais, sendo , para quem mais uma vez via nele um novo guru perfeito, "D. Pedro, o Sincero".

O anterior, vilão e ditador era Mentiroso e aldrabão (todos verificámos). Ao lado dele, tudo o que sai da boca de PPC, dos discursos aos cânticos natalícios, soa a Sinceridade, a Verdade pura. Não se sabe então como classificar a imediata quebra de promessas eleitorais. Decerto que não cabe dentro da definição de mentiras... Ah, pois... ele prometera, mas depois surgira o tal "buraco Colossal", que obrigara a falhar as promessas de não aumentar ainda mais os impostos ou de cortar salários e subsídios (e não é que hoje o espanhol Rajoy já descobriu também"desvios" colossais às contas, tendo que criar novas medidas de austeridade? Here we go again!!!....)
Depressa esquecemos que, antes de PPC, já D. Sócrates se queixara da "pesada herança", e antes dele D. Guterres do "pântano", fugindo para os refugiados em planícies africanas, e D. Durão da tanga que havia herdado e que o levou a fugir para se poder agasalhar nas roupas de marca vendidas na Avenue Louise, em Bruxelas.

Por seu lado D. Gaspar, seu fiel braço direito, era como um Marquês de Pombal sem peruca, implacável nas medidas, um vislumbre ressuscitado de Salazar, aquando ministro das Finanças , para quem passa a vida a chorar de saudades do tempo do "Botas", turvando nos cérebros amnésicos tudo o que de terrível teve depois a sua ditadura.

E eis que temos alguns exemplos mais palpáveis, do lado dos arautos dos jornais que têm responsabilidades fortes no construir de opiniões. Dou como mero exemplo uma das mais recentes crónicas de José Manuel Fernandes (JMF) no Público, que veio ironizar (mais uma vez escamoteando parte do que disse PPC e atribuindo o conselho da Emigração apenas para professores) com os docentes, alegando que não pensassem esses que o Estado era obrigado a "dar-lhes um empregozinho", etc e et -tal! Ou seja, mal o novo Salvador ganhou as eleições, JMF, exaurido como nós todos pelos anos de socretinice, veio tomar as dores do Líder, esquecendo de novo o seu sentido imparcial e crítico e tendo passado a ser dos mais ferozes arautos do neoliberalismo, fazendo Pacheco Pereira e Manuela Ferreira Leite parecerem ferozes marxistas ou humanas Madres Teresas de Calcutá!
Outro exemplo, mas pelo lado do absolutamente ridículo, que estive há muito para comentar, mas cujo editorial até recortei e guardei, pelo que mostrará para a posteridade de antológico, no seguidismo dos Líderes. Falo do editorial do jornal "i", de 5 de Dezembro, assinado pelo seu Director(?!) António Ribeiro Ferreira, se bem se lembram o mesmo que ofereceu bolachinhas e "incenso" à ME Maria de Lurdes, estão então perfeitamente fascinado pelas decisões "corajosas" da mesma e do seu Líder salvador " D. Sócrates, o Determinado". Mais tarde foi dos que tentou começar a abandonar o barco do seguidismo, para agora embarcar no navio Titanic de Pedro e Gaspar. O perpicaz Kaos já analisou a dita crónica,logo no mesmo dia dessa edição do "i", num dos seus esmagadores posts (wehavekaosinthegarden.blogspot.com, escusado seria dizer...), mas deixo aqui algumas das frases de idolatria a S. Gaspar, pra quem tenha estado distraído.

O título é uma frase dita por V. Gaspar em conselho de ministros, para criar o mito(e ARF diz mesmo"reza a lenda"):

"Não há dinheiro. Qual destas três palavras não percebeu?"

(ora bem, deixa cá ver: Não= o homem é determinado, Ena! Temos chefe!!!; há= viu o estado da nação e contabilizou tudo, deve ser sério!; "dinheiro"=aquilo que existe para BPNs sem fundo, PPP, IPs e Observatórios que não fecham, apesar de anúncios sucessivos.. hum.. como é..?!)

Depois ARF relata a "lenda", à qual só faltam as rosas a cair do regaço (imaginemos Santa Isabel a dizer a D. Dinis: " Qual destas palavras não percebeu, Dinis?! Não Há dinheiro! O que trago são rosas, digo, Laranjas, senhor!").

E remata ARF a sua prosa com uma série de frases ao estilo do Livro do Eclesiastes (vide canção dos Birds), aquele de : "há um tempo para semear e outro para colher...". Vejam só a horripilante amostra (o texto é maior):

- "Agora é preciso calar e cumprir rigorosamente o que está estabelecido com a troika"

-Agora é preciso dar graças a Deus sempre que a troika desbloqueia mais uma tranche.(...)

-Agora é tempo de unidade Nacional " (ver mais abaixo o que contradiz isto)

- "Agora é tempo de andar DE BICO CALADO e não fazer muitas ondas." (sic!)

-"Agora é tempo de esperar que a Alemanha consiga encontrar soluções(...)(olhem, outra Sebastiana!)

- Agora é tempo de acabar com direitos adquiridos(...) (sic!!!)

-Agora é tempo de acabar com utopias e ilusões soberanias e INDEPENDÊNCIAS" (lá está a tal contradição!)

-Agora não é tempo para o exercício de democracias directas ou indirectas(...) hesitações ou referendos (...) (sic!! Acabe-se a democracia?! Qualquer que seja?!)

E termina :
"Se Vitor Gaspar tem razão quando diz que "não há dinheiro", não é menos verdade que Portugal não tem tempo a perder com formalismos próprios de gente rica. A ordem está falida e os frades famintos".

Que lindo! Os "frades famintos "devem ser os ... credores? E quem levou a "ordem" à falência? Não foram os "abades" e as "madres superioras"? ARF parte então da garantia de que VG está necessariamente a dizer a pura verdade ( mas não nega dinheiro aos bancos, só para dar um exemplo!) e que coisas reles, como a democracia, a soberania, os direitos... são PERDA DE TEMPO, "formalismos" de "gente rica"! Ou seja: se somos pobres,logo, temos de viver em ditadura, renunciar aos direitos conquistados com dificuldade, deixarmos de ser um povo soberano! SIM! ARF (arf arf..?) até renega a democracia e a liberdade de expressão (bico caladinho!!!...pois...), pelo que ficamos sem saber o que está a fazer na sua profissão e muito menos a dirigir um jornal! E renuncia à independência Nacional!Que diriam D. Afonso Henriques , o Mestre de Avis e D. João IV a isto?

Tenho observado nestas semanas o que se passa na Rússia e na Coreia do Norte. No dia das manifestações por todo o país, 10 de Dezembro passado, o Pudim russo mandou colocar em todas as praças altifalantes a repetir sem fim frases como: "Putin é a Vida, Putin é Luz! (sic!!!) (qual Cristo Salvador), encheu a blogosfera local com seus defensores, bloqueando as caixas de comentários de todas as vozes dissidentes do regime. Mandou que à hora da manifestação todos os alunos russos fossem obrigatoriamente a seminários nas suas Escolas, sobre um tema que já não recordo.

Por outro lado, aquando da recente morte do "Grande Kim" coreano, até a Natureza se manifestou de pesar pela grande perda nacional: dizem que o gelo do lago da sua terra natal se quebrou de tristeza, que uma ave parecida com uma pomba limpou a neve numa estátua do líder, que outras pombas fizeram o luto do "querido líder", a "chorar durante meia hora", nos ramos de um pessegueiro.

Sugiro portanto aos meninos prendados que defendem os novos líderes de Portugal, vendo tudo perfeito nas suas acções (e eu sou de opinião que há que criticar o que está mal mas louvar o que está certo, mas mantendo o espírito livre!): Já começaram as louvaminhas na blogosfera. Agora atribuam-lhe os epítetos semelhantes ao da "Monarquia" coreana ou russo-putinica: Kim-Jong -il era o "Querido Líder" (tal como Sócrates, "tão jeitoso"!) Agora o jovem Kim Jong-un é já o "general respeitado"(nunca foi militar!), "grande sucessor" e "Lider espantoso". Sugiro portanto que incensem PPC como "O Grande sucessor Sincero", ou o "Desengordurante espantoso" ( para já, publicidade enganosa!) e Gaspar como o "general liquidatário respeitado".

E, claro, que encham as praças do país com altifalantes a gritar: Coelho é Luz! Coelho é Vida!

Enquanto isso, soltem pássaros negros, melros ou corvos, ou até abutres, que chorem e chorem e chorem, não pela partida pelo "Grande Líder Malabarista" anterior, mas pelo fenecer das nossas escassas poupanças e da nossa querida Democracia! :(

"Alergia" (30-12-2011, in blogue "Alegrias e alergias")

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Reciclagem de cartoons (sempre actuais)

 (Publicado no Facebook em Março de 2011(c) Margarida Alegria)
Ainda reinavam Sócrates e T. dos Santos e faziam tudo por tudo para não pedir ajuda ao FMI.
Agora fazem tudo igual, pois o medo é sempre aos Mercados (esse dragão)! E nem "S. Jorge FMI e das troikas" nos vale! Ainda actual, portanto.
                                      ( (c) Margarida Alegria, Junho de 2010)
Aquando da medida da ministra da E. , Isabel Alçada, de fechar escolas com menos de 20 alunos. Mesmo que tivessem acabado de ser reabilitadas e restauradas com a ajuda dos habitantes das localidades.
Agora, o novo ME, alás MEC, Crato de seu nome, admite que, para novos encerramentos... o "céu é o limite". Ou seja, nem há limite de número,´deve ser tudo a eito, lá a partir dos gabinetes do dispositivo monstruoso da 5 de Outubro. Por falar, em vez de sugerirem que se acabe com o feriado do 5 de Outubro, sugiro que impludam a "5 de Outubro", como este MEC sugeria, antes de chegar ao posto de ministro (pois...).
( (c) Margarida Alegria, Maio de 2010)
E este a dispensar muitas explicações. Continua, infelizmente, actualíssimo! Com o "casal" Ângela/Nicolau a pensar que se vão safar da fome e da desgraça, enviando os seus filhos, pequenos polegares ou dedos médios para a morte na floresta. Ano e meio depois, ainda não compreenderam! :((
(Nota: Estes cartoons foram criados para recrear amigos no Facebook, a propósito dos acontecimentos da altura. São criações muito artesanais, tendo o diâmetro do círculo origem na base de uma caneca de leite. O desenho foi feito no seu interior, depois. Sem grande espaço para altos rasgos ao colorir...
E porquê redondo? Tudo começou porque havia uma aplicação do Facebook, que depois desapareceu, dos chamados "pins", ou "flairs", com imagens e frases engraçadas, ao jeito de "pins" virtuais para coleccionar.
Resolvi então criar a minha própria colecção, sob o mote geral de " Velhos Contos, Novos Tempos...", ou seja, mostrando que, hoje como ontem, os contos de fadas podem ter actualidade, apenas com uma pequena adaptação.
Neste fim-de semana, com mais tempo, prometo publicar toda a colecção(sim, há mais!), bem como outros cartoons da minha lavra, numa Página especial para os ditos (uma espécie de galeria/arquivo de cartoons que publiquei noutras paragens -- ou publicaram por mim).
E também prometo que estão para estrear em breve muitos novos "em folha",nesta página inicial, exclusivos "alegrias e alergias". Para dar alguma alegria  a quem aqui  passa e reflectir sobre as "alergias" que nos suscita este Mundo! ;)
Margarida Alegria( 1-12-2011)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Aprovado o novo caixão de Portugal

Sem muitos comentários.


Depois de uma farsa de debates e de uma farsa de "negociações" com o maior partido da "oposição" (PS, pela mão do seu dirigente inSeguro), lá foi aprovado, no nosso vergonhoso Parlamento, o Orçamento de Estado para 2012.


Não concordar com um orçamento e ABSTER-SE?! A desculpa de terem assinado o acordo com a Troika não cola, pois foi bem proclamado e verificado que este orçamento vai (como dizem os "peritos em gorduras" mas não em dificuldades da vida) "muito para além da Troika".


Assim, o PS poderia bem ter reclamado a "quebra de contrato/acordo" unilateral por parte do Governo. Tão simples como isso. E as negociações aí seriam a "doer" para os jovens "Young Turks" dos ministérios.


Ou seja, foi feito o carregamento de "mais tábuas" (e pregos) para o caixão português, parafraseando o célebre fado, já que está na berra por estes dias, com o PS a ajudar a serrar e martelar.


Ao incentivo e renovação da Economia este programa disse nada.


A insensibilidade para com os mais fracos e pobres lá continua, com uns toscos remendos para disfarçar.


A insensibilidade para com os sectores da Saúde, da Educação, da Cultura e até do Turismo lá campeiam a todo o vapor neoliberal.


Resta perguntar: a quem serve este orçamento? Aos mercados? São eles que cá vivem? São eles ,sequer, que cá votam? E pergunto ainda mais: é SEQUER o dinheiro que "generosamente" nos emprestam ou cá investem... DELES, dos especuladores dos mercados?


Sabemos que não. Sabemos que resultam da sangria já praticada nos erários públicos e classes média e trabalhadora de outros países pelo mundo fora, antes do nosso, pois os célebres e nervosos mercados não vivem, na larga maioria, dos rendimentos do trabalho.


Corrijo: vivem do trabalho, mas do trabalho... dos outros! :((


"Alergia" (30-11-2011)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Chavões em destak (ou: esta jornalista e um carapau de corrida são o mesmo?)

(imagem de :"Laboratório da parvoíce")


(Texto para saborear com calma, com um cálice de Porto ou um chocolate, enquanto os iluminados não os considerarem "acima das nossas possibilidades. Ou : como de um texto pequenito e com ideias pequenitas, surge um texto de protesto bem mais longo, mas também com mais ideias para ler. Aproveitando a isenção de IVA)

Há textos jornalísticos,-- de comentário, crónica ou até mesmo editorial, -- que ultrapassam tanto a racionalidade e que, por outro lado, dão tanto "sumo" para uma análise de chavões e todo o tipo de ideias feitas, que é difícil resistir a ignorar a sua insignificância.
O que os torna ainda mais "acarianos"(vide: ácaro) no que às alergias que provocam, é o facto de muitas vezes virem impressos em milhares de exemplares,em difusão alargada, enquanto tanto bom livro é condenado injustamente às prateleiras dos monos. Um bom exemplo de que este Mundo não é mesmo justo.

Portanto, normalmente acabo por não postar sobre eles. A não ser quando, como no caso que se analiso adiante, há que tentar de alguma forma combater os chavões, as frases feitas e, sobretudo as ideias feitas e "pronto-a-vestir" que pretendem vincular nas cabeças dos cidadãos, numa espécie de lenta lavagem cerebral colectiva. Neste caso, a que nos quer convencer que nos devemos submeter ao que nos foi traçado, à inevitabilidade das coisas, ao conformismo. O tipo de "status quo" na berra é aquele do que "vivemos acima das nossas possibilidades" e o "não há alternativa a estas medidas" e que temos de ficar mais pobrezinhos e que isso de termos andado a ser roubados durante décadas é culpa de todos, responsabilidade de todos e que somos nós TODOS que devemos dinheiro aos mercados, etc etc.Brrrrr! Umas tretas!

Embora haja os escribas-maiores que alardeiam essa teoria, há também os escribas de segunda-linha, tipo brigada de apoio, que vão debitando esses pensamentos, por entre catálogos de carteiras e lantejoulas ou anúncios de produtos para o lar. Mesmo que não se costume ler esses "papiros" preciosos, por vezes esbarra-se com eles inadvertidamente, nas salas de espera de consultórios, no cabeleireiro ou nos cafés,pois, para quem goste de ler e de saber o mundo ,passam por serem um pouco mais substanciais que as concorrentes opções de "Hola"s ou de "Novas Gentes". Fatal engano! Ao menos as revistas cor-de-rosa dizem ao que vêm!
Um dos maiores desse fatais enganos costumam ser os brilhantes (cof cof) editoriais de uma tal (jornalista?) Catarina Carvalho, no Notícias Magazine, que não nos cessa de surpreender com as suas visões do mundo e do país! Lembro-me, a título de exemplo, de como defendeu já que seguissemos o exemplo dos chineses (economicamente!!!), ou de como se devia imitar a cabeleireira dela, a trabalhar até aos feriados (para a atender a ela...), ou de como um dos mais graves factores para que há uns meses estivessemos a baixar de "rating" para as famosas agências era porque... SIM PASMEM( oh mas que profunda teoria!)... porque as "Poor and fitch and moodys an dingdong and standards and bastards and Co." que nos "ratam" viam que os portugueses não queriam trabalhar, porque(tcham tcham!!!)... o modelo de avaliação dos professores havia sido então suspenso no Parlamento!!!

Estão a ver o raciocínio? Os cowboys da especulação andariam, quem sabe, a ler notícias sobre Portugal, paizeco que eles pensam que fica lá para o norte de África ou América do Sul, à direita das ilhas Caimão, uns metros depois do talho, e só nos julgariam dignos do nível Lixo, porque se interessavam muito pelos assuntos da Educação mundial e portuguesa em particular...
Estive na altura para escrever sobre isso noutro blogue, mas depois meteram-se assuntos mais importantes na calha.

Essa Catarina assina como directora da revista domingueira e veio substituir a sua colega Isabel Stilwell, do tempo em que a mesma publicação tinha algum interesse. Posto que a mesma Isabel andou a escrever livros (uma biografias romanceadas, até com piada, de rainhas de Portugal) e artigos noutras publicações da concorrência. "Da concorrência" talvez seja boa qualificação, ou melhor poderiamos acrescentar "concorrência a Catarina Carvalho" , pois, parecendo antigamente uma pessoa de bom senso com algumas ideias, aparenta ter entrado no mesmo tipo de delírios conformisto-iluminados da colega. Já muito andou a ser dissecado na blogosfera um texto que escreveu a criticar a "Geração à Rasca" e ainda uma ou outra "preciosidade" quem tem vindo a sair da sua pena.Ressalvo desde já que dantes até tinha alguma consideração por I. S. como jornalista, mas penso que será mais um caso em que é o afastamento da realidade vivida pela maioria da população e o crescer destes jornalistas numa espécie de "limbo" social que os leva a debitar tais pensamentos.

Hoje trago à berlinda um editorial de I. Stilwell, do "Destak" (11 -11-2011), um daqueles jornais oferecidos gratuitamente em semáforos ou hospitais. Por isso, como dizia acima, com muita tiragem e muitos leitores, mesmo que pouco voluntários. E aí surge das tais lavagens ao cérebro típico dos situacionistas que querem que as pessoas continuem a aguentar as "troikadas" muito "mansamente".

Primeiro, estranhei que um jornal ,que é quase na metade feito de anúncios (neste caso 11 páginas de anúncios num total de 18), tenha um editorial, texto jornalístico que normalmente exprime as ideias base da direcção sobre o que aí é noticiado. Como sintetizaria e conjugaria ela as vantagens do "Vibroplate", com o hipermercado, a toyota e ainda os auto-anúncios? Mas, está bem, um editorial pode ser também um texto de opinião, em usos mais recentes. Mas escrito por jornalista. Pelo que não deveria ser com o principal propósito de lavar cérebros. Enfim, leiamos, pois até nem é dos piores jornais gratuitos e dá notícias importantes, como a de que Top Models vão fazer novo video dos Duran Duran...;)) ou a previsão do tempo....

O título é apelativo : "OS números não são o mau da fita".

Vai portanto falar de economia, aparentemente, e vai dizer-nos quem é que são mesmo "os maus da fita", esperamos. Finalmente uma saída para a crise!

Passa logo depois a comentar uma frase recente de Mário Soares de que "as pessoas estão à frente dos números". Hum....Começo a imaginar Soares a preparar esse discurso , enquanto recebe mais um belo cheque da autarquia para a sua fundação, tendo a inspiração vinda dos muitos zeros à direita da cifra, que logo lhe sugeriram a sentimental imagem das cabeças redondinhas de muitas pessoas, à frente dos outros números... (ai lá estou também a divagar, cala-te boca!).


Bem, queria o antigo PR dizer, no fundo, que as pessoas e os seus direitos eram mais importantes que o dinheiro e as finanças. No fundo, o que muita gente defende: a vida do país e das pessoas não é só feita de "dívidas" aos "nervosos mercados". A vida das pessoas não é só feita de trabalho nem de dinheiro. O dinheiro e o trabalho devem servir as pessoas e não o contrário. Há que ter outros valores, como o tempo para si, para a família e amigos, o lazer, uma felicidade equilibrada.
Se era esta a intenção de M. Soares ao dizer aquilo, concordo. Concordaria I. Stilwell?


Dizia ela, que em princípio sim. Mas depois começou num relambório de que "o dinheiro representa a realidade e por isso não é infinito nem chega para tudo"(sic). Que era lamentável o aumento do desemprego, mas que o dinheiro não estica nem é "mágico ou infinito" e que não há dinheiro e que há que "saber fazer escolhas"(sic) no que se gasta que é preciso optar " entre as finanças e o tratamento de uma doença ou de outra"(sic! sic!) bláblá e blá e que era preciso entender que "Não podemos estar todos felizes ao mesmo tempo." (sic sic sic!!!!!!)


Nem sei por onde começar, a não ser no dizer que provavelmente poderia distribuir estacas virtuais para segura os queixos que possam ter caído, como aconteceu ao meu ao ler isto pela primeira vez. Imagino o quão satisfeitos os senhores dos mercados bolsistas" devem ter ficado. Ganharam mais uma porta-voz para as suas ideologias doentias. Pois Isabel S. pôs a "mão na ferida" , corajosamente explicou aos mais pobrezinhos que este é um mundo onde reina a bela lei do mais forte economicamente, a realista lei da selvajaria especulativa, onde NEM TODOS PODEM SER FELIZES AO MESMO TEMPO! Pois não! Apenas os bons jogadores com dinheiros privados e públicos. E que sabem "fazer escolhas", desde que tenham um bom corrector e saibam manipular os boatos financeiros! E que se se tiver de escolher entre as finanças dos Bancos, coitados, cheios de lucros e bons cobradores de taxas, entre pagar as contas das agências de rating ou do FMI e... a asma dos filhos ou o cancro dos pais (uma ou outra doença, enfim, paciência)... claro que há que sacrificar os segundos! Porque o dinheiro não é "mágico nem infinito"... a não ser quando é para fazer dinheiro a partir do dinheiro, em especulação bolsista, isso é outra coisa!


Só apetece levar a ironia ao máximo, perante estas teorias infelizes! Já não bastava o papelão dos ministros que nos levam a todos para o cadafalso da bancarrota e ainda vêm jornalistas com alguma rodagem defender o primado do dinheiro, na estranha aritmética de que:
PESSOAS = DINHEIRO



E sublinha a ideia no período final do texto, que deve ser o "tour de force" inesperado que tanto gostam de dar às crónicas, mas que considero que mais adequado seria chamar de "punch line", como se de um texto de comédia se tratasse. Aí vai (e repare-se no tom paternalista que demonstra o que perpassa em todo o texto):



"E é por tudo isto que pessoas e números não se podem dissociar, nem dizer que uns devem estar à frente dos outros, porque são o mesmo."



Até podia concordar com a primeira parte e acho que nisso também pensava Mário Soares, por contraste com os contabilistas funerários que agora nos desgovernam : não podemos dissociar os números (do dinheiro) (da vida) das pessoas.


Mas na segunda parte há uma guinada para,digamos, uma espécie de falso silogismo que mete dó.


Resumindo o editorial de I. S. num silogismo falso que parece construir:


-As pessoas precisam de dinheiro para viver


- O dinheiro é igual aos números e não é "elástico"


- LOGO: As pessoas são o mesmo que os números (dinheiro)


(ou estarei a ler mal?)


Nesse caso, também poderia construir os meus silogismos:

- I. Stilwell é uma jornalista

- Alguns jornalistas são "carapaus de corrida",

- LOGO: I. S. é um carapau de corrida (ou, para estrangeirar o nome, um "running mackerel")

Ou ainda:

- Isabel S. foi directora do "Notícias magazine";

-Catarina Carvalho é directora do "N. Magazine";

- LOGO: I. Stilwell e C. Carvalho são o mesmo.


"Qué tal?" Regressa, capa da "Hola!" com a nubente nonagenária duquesa de Alba, que estás perdoada! :)

"Alergia" (23-11-2011, a publicar apenas no dia 25, após a Greve Geral)







sábado, 19 de novembro de 2011

Políticos "em papas": para infantilizar ainda mais a nossa democracia?



Tivemos uma semana de debates sobre o Orçamento "troikano" para 2012, no Parlamento.

Porém, essses debates parecem ser cada vez menos relevantes,talvez porque tudo já está mais ou menos decidido para levar Portugal à total recessão, como confirmaram, nesta mesma semana, as Conferências de Imprensa do Ministro (sinistro) Gaspar e do trio de funcionários da "Troika" que cá vieram carimbar mais um cheque de empréstimo.

Estes senhores estrangeiros --o da segunda conferência, pois o da primeira não descobri ainda se é estrangeiro ou não, com a lendidão com que escolhe as palavras em Português e as soletra e ainda na forma colorida como cria neologismos (lembram-se do recente "conflituacional"?) --explicaram, por entre copos de água,que nos portáramos bem pois eramos um povo "bom"(menino) e que como prémio extra deveríamos empobrecer ainda mais até à escravidão. Não sabemos o que fizeram depois da conferência, se desta vezes foram a pé ou de carro, mas de certeza que receberam por seus turno os seus próprios cheques gordos e abalaram de avião, para os seus países bem comportados do Norte.

Posto isto, todos estes debates no Parlamento, com o enfraquecimento da Oposição sobretudo devido à pose suave-"violenta" do inseguro Seguro(qual prato nº 33 de galinha "agri-doce" de restaurante chinês), acabam apenas por servir de entretenimento, com forte colaboração e gáudio das edições e selecções feitas pelos OCSocial, contribuindo para o enriquecimento não do debate político mas do anedotário nacional.

Salientaram-se as gaffes insensíveis do "fim da crise " do Ministro Álvaro, o "só por cima do meu cadáver" do ministro Crato e, num final de semana em grande, a questão da fruta para bebés da ministra Cristas.

Poderia haver alguma razão de parte a parte no debate, mas a forma como foi destacado o caso, não ficando nós a saber quais as medidas de fundo para reabilitar a nossa agricultura, só por exemplo, levam a crer que a indigência da política nacional já está a raiar, senão um "grau-zero" do ridículo, pelo menos um "grau-lactente" da relevância.

E mais, a questão do IVA a 23% que englobava também os problemas mais graves da restauração e da Cultura, ficou quase literalmente, abafada por PAPAS!

Assim, o deputado Tó Zé Seguro defendia que os boiões de papas de fruta para bebé não deveriam ver a taxa de IVA aumentada para os 23%, ao que a ministra Sãozinha Cristas retorquiu que em épocas de crise era bem mais saudável voltar a dar fruta natural às crianças, fruta taxada a 6%. Agora parece que o Tó Zé volta a insistir no não elevar do IVA das papas (ler:SEGURO DEFENDE MANUTENÇÃO DO IVA NA RESTAURAÇÃO ALIMENTAÇÃO PARA BEBÉS E CULTURA, in Público) e ficamos com a cabeça quase "em papas" só para saber como vai continuar a saga, e se vão ou não chamar uma equipa da Nestum e da Cérelac para escreverem um parecer, ou, à falta desses especialistas, uma equipa liderada por , sei lá, João Duque, pois até já deve ter tido filhos pequenos.

Foi sem dúvida o momento mais emocionante (bem, àparte aquele em que o ME disse que só por cima do seu cadáver aboliria a História e a Geografia das escolas-- hum, realmente, se morresse não poderia tomar depois essa medida... ah, mas punham lá outro não é? E um que não se importasse de ser iconoclasta e de profanar sepulturas! hug...Drácula a futuro ME?!), ver os jovens Tó Zé e Cristas em debate! O primeiro a arremessar à segunda um boião de papa, em gesto eloquente de "abstenção violenta" e a segunda a contra-atacar com uma maçã Golden reluzente.... talvez com a ajuda , ao estilo funda de David, de uma das gravatas que mandou retirar do seu Ministério! Não sei. Não vi o debate, mas deve ter sido exuberante.

Agora a sério: isto foi para infantilizar ainda mais a política portuguesa?

"Alergia" (19-11-2011)