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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

"Desinaugurar" Portugal (Um Louco Pós- Natal 2)

Eu bem queria que quem nos desgoverna me deixasse tempo para acabar os textos da série "Um Louco Pós- Natal", baseados ainda na nova teoria de emigração de Passos Coelho e Miguel Relvas na famosa entrevista e depoimentos vários. Mas não: cada cavadela, cada minhoca, como se costuma dizer. Todos os dias, a quase todas as horas, saltam para a ribalta mais personagens pitorescas para nos assegurar, em forma vagamente humana, que Portugal está mesmo entregues "aos bichos". Vou portanto alterar o rumo de um dos rascunhos e transformar este texto no "Louco Pós-Natal parte 2". No fundo, são confirmações do que já planeava dizer.

Primeiro, surge a desumanidade da opinião de Manuela Ferreira Leite, ontem. A senhora, uma septuagenária (atente-se!)normalmente sensata, alega que os portugueses com mais de 70 anos deveriam pagar do seu bolso as hemodiálises (que custam cerca de 500 Euros cada uma)! Não sugeriu aos septuagenários da nossa élite política que abdicassem de alguns dos seus 500€ X muitos dos seus salários e benesses, ou reformas douradas, para financiarem boas centenas de diálises de muitos concidadãos. Não! A sua triste lógica é: ter chegado aos 70 anos já é uma sorte, esses hemodialisados anciãos são um peso para o Estado, por isso escolham pagar ou deixem-se morrer e não aborreçam mais o SNS. Lógica em segundo plano: se tiveres dinheiro, tens direito a cuidados de saúde. Se não o tiveres, azar o teu!

Pergunte-se à senhora: afinal para que são os descontos obrigatórios para muitos subsistemas de saúde e para que servem os impostos que pagamos? Deveriam para assegurar ao menos estes três aspectos: pagar as estradas e as ruas onde circulamos(para o trabalho, por exemplo...), a Educação que nos leva mais longe nas "estradas" da Vida e a Saúde que nos ajuda a poder apreciar e assegurar ambas as "caminhadas". Razão têm as associações de hemodialisados ao exigirem as desculpas de MFL! O cidadão parece agora reduzido ao seu papel de produtor/não produtor e encarado como "gordura" por este desumano sistema neoliberal que se vem depressa instalando no nosso Estado e em certas cabeças acéfalas, mas isto é demais! Que não vá para a frente a lei da Eutanásia, senão a terceira Idade ficará (ainda mais) tramada! Ou pelo menos, uma certa 3ª Idade, a não bafejada pelo acumular de pensões vitalícias e doiradas.

Segundo facto: hoje, em Palmela, foi desligado o primeiro dos vários Emissores analógicos de TV, no avançar da última fase da substituição da rede analógica pela TDT.

Foi emocionante escutar o relato transmitido pela TSF (escutar AQUI... !), onde o sempre voluntarioso ministro Relvas apelou a um tal engenheiro Paulino para que procedesse ao corte. Fê-lo por videoconferência(com muito ruído electroestático!), julga-se que em TDT, e o seu apelo é realmente de entusiasmar o patriota que há em cada um de nós! :))

Por sua vez, outro "cromo" do humor (ainda um tanto analógico) e da tecnologia, o presidente da ANACOM (Autoridade Nacional de Comunicações...aquilo que serve para...hã... coiso... quer dizer... enfim, tachos...) declarou todo pimpão que aquele evento deveria ser considerado uma "Desinauguração" (do Analógico), pois a TDT já havia sido iniciada há bastante tempo. Foi lindo!

O certo é que esse neologismo usado por Amado da Silva, se só terá provocado um sorriso amarelado aos circundantes e a paródia sibilina dos locutores da TSF, ao menos deu para atribuir um nome ao tema que eu queria desenvolver neste texto.

Por um lado (e bem sei que A. Silva se referia ao encerrar do analógico), fugiu-lhe a boca para a verdade: no fundo, os nossos Governantes e seus organismos satélites só encerram ou observam e fazem relatórios, nunca dando nada a ninguém. O mesmo A.S. explicava há pouco que o nosso TDT estaria peparado para uns 7 canais de TV e com o tempo ficaria apto para 14 (ao perguntarem-lhe porque não tinhamos 14, ou 30 ou mais canais em TDT, como outros países, totalmente grátis para os cidadãos). Argumentava que para já só poderiam ser os 4 canais que tinhamos analógicos ( a justificação foi vaga e esfarrapada), mas que para futuro, quem sabe... Não , não dão nada a ninguém... solidifica as já grandes suspeitas de muitos de que os futuros 10 canais extra serão em troco de alguma taxa mensal, a pagar à PT a quem foi entregue o negócio, escandalosamente!

Por outro, este novo termo confirma o que os desgovernantes dos últimos anos têm feito, começando em Sócrates e continuando em Coelho e Relvas, incluindo até muitas das acções de desmantelamento da nossa economia nos anos 90 áureos da entrada na CE(E), por Cavaco Silva, o que eles têm vindo a fazer, dizia eu, é a verdadeira DESINAUGURAÇÃO de PORTUGAL.

Cavaco desinaugurou a Agricultura e as Pescas, em troca de umas estradas onde melhor pudessem entrar os produtos espanhóis , franceses e alemães.

Sócrates desinaugurou maternidades e serviços de urgência. Depois, com ajuda de MLR, desinaugurou milhares de escolas rurais,algumas delas recentemente restauradas(e pelos próprios pais!), concentrando os ensonados pequenos em "caixotes escolares" e tendo em mira a destruição da Escola pública e futuras privatizações, alegando dar em troca a "banda larga" (pífia, como se verificou), umas lancheiras de nome "Magalhães" (que duraram ainda menos que a viagem de circumnavegação do seu "padroeiro") e uma suposta melhoria de instalações, incluindo ginásios que em muitos casos ainda faltam.

Agora Passos Coelho continua a obra de desinauguração, levando essa miséria não só ao sector público como à iniciativa privada, onde ela existia. Desinauguração de mais escolas, de mais hospitais, de serviços fundamentais para os cidadãos (enquanto continuam a não desinaugurar tantas PPP, IP, comissões e outro tachos). Não vejo mal em acabar com o Observatório da Violência nas Escolas (que pode ser levado a cabo por tanta gente que enche o MEC na 5 de Outubro), , mas os tachos nas dres continuam, só para dar um exemplo. Desinauguração, sobretudo dos DIREITOS dos cidadãos consagrados na Constituição e desinauguração dos SALÁRIOS como fonte de sobrevivência digna, através de cortes (leia-se roubos) de subsídios que compensavam o baixo nível dos mesmos , de cortes em percentagens cada vez mais substanciais dos 12 salários anuais, aumento brutal de impostos e de despesas (energia, transportes). Desinauguração de empresas nacionais de valor para todos e a custo sobreviventes, como a CP, a TAP, os CTT e todas aquelas que tencionam desinaugurar junto de chineses e outros compradores.

Nas pequenas e médias empresas, dando apenas uma vista de olhos no meu bairro, já consigo contabilizar, pelo menos, a DESINAUGURAÇÃO de uma papelaria/tabacaria, três ou quatro restaurantese/ou cafés, um talho, duas mercearias e dois cabeleireiros. Ah e até uma loja chinesa(sem quaisquer familiares a render a guarda)!

Na sua famosa entrevista já aqui analisada em quatro textos (sendo este o quarto e faltando um), o Primeiro -Ministro PPC veio, finalmente, desinaugurar a desinaguração a seguir planeada: o desinaugurar dos portugueses como habitantes de Portugal, aconselhando quem tem habilitações (ou não) a emigrar. Ficará o país para alguns turistas de luxo, para pessoas na miséria que os sirvam, para velhos a morrer sem apoios de saúde (nem sequer hemodiálises!) e de qualidade de vida e para os que para cá imigraram e não quiseram ou puderam voltar às suas terras, muitas vezes optando pela via do banditismo, pois os seus empregos também foram "desinaugurados"!

A única coisa que continuam a inaugurar em força são os tachos para os amigos, as prebendas, os favores políticos , aventalados ou não.

Bem pode o ministro Álvaro, da Economia, apregoar as qualidades do pastel de nata português ou do churrasco do "Nando's"(África do Sul, ai de novo o conselho à emigração). Portugal desinaugura-se dia-a-dia e não tarda fecha, com uma tabuleta a disfarçar, alegando "encerrado para obras, devido a ... desinauguração".

(sobre a palestra "empastelada" falarei a seguir).

"Alergia" (12-1-2012, in blog "Alegrias e Alergias")

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Sinceridade?! (Um Louco Pré-Natal 2)

Voltando, como prometera, ao caso sumarento da entrevista do Primeiro-ministro e aos seus conselhos, tanto a professores desempregados como a outra mão-de-obra qualificada, que analisei no meu post anterior (AQUI), quero agora acrescentar mais algumas pontas soltas que ficaram, assim como alguns argumentos dos que vieram à praça, blogosférica ou televisiva, em defesa da interpretação mais branqueada das palavras de Passos Coelho.
Em síntese e generalizando um pouco, os argumentos principais de defesa da famosa "gaffe"(?) do PM são os seguintes:


1- Afinal PPC apenas disse o mesmo que toda a gente diz em casa, aos filhos, aos amigos, é normal. Não há nada demais em aconselhar as pessoas a emigrar. A situação está má,há muito desemprego em Portugal mesmo ou sobretudo para os jovens mais qualificados;
2-Estão a fazer uma tempestade num copo de água; a frase foi descontextualizada, PPC falava de conversas tidas com a "presidenta" Dilma e o presidente de Angola, foi um "fait divers".


Nota ao argumento 2: Ressalve-se que hoje mesmo o próprio PPC (!!!)veio com esse argumento de auto-defesa, como se não falasse de algo que ele próprio disse. Ou seja, sem um único esboço de pedido de desculpas e vendo que os seus defensores ainda haviam agravado a polémica, com a fraca e até disparatada argumentação apresentada, PPC diz que não se deve perder tempo a discutir coisas pequenas, falhas pequenas, pois há objectivos maiores a encarar, a tal coesão nacional ( a que apelou o PR, por exemplo), para desígnios comuns ( só faltava falar dos "amanhãs que cantam").


3-Finalmente, o argumento máximo de ricochete é aquele que assume que quem critica as palavras do PM é porque defende o anterior, Sócrates de má memória e resume-se assim:"O que é? Preferiam por acaso que PPC fosse mentiroso como o outro?! Ao menos este diz as verdades! É muito sincero! Criticam alguém por ser sincero»!"

(Há um quarto argumento: o de que já há poucas crianças e há professores a mais, completamente fora da realidade, mas deixarei esse para outra ocasião).

Uma rápida resposta aos dois primeiros argumentos (poderei desenvolver mais tarde, pois este tema ainda vai dar para mais uns 3 posts. Já estão planeados):

R1- (Este argumento já analisei antes mas vou voltar á carga) É claro que em conversa de família, de café e blogues as pessoas falam da hipótese de emigração para melhorar o futuro. Aconselham filhos e vizinhos. Mas PPC não estava em conversa de café, nem com os amigos: é o PM, o responsável máximo do governo, alguém que deve ter uma visão global para o futuro do país e não um funcionário de cartório para fazer inventário e cobrar penhoras. Alguns comparam o discurso da crise como o criar de uma pausa num jogo de futebol, até se poder jogar bem de novo. Discordo: não é hora de descansar. E se o país é uma equipa, todos devem ser treinados e incentivados, mesmo os que têm de ficar no banco algum tempo, E o PM não é um árbitro que pára o jogo, nem muito menos um relatador de bancada, a dizer que o jogo está perdido e a equipa não tem hipóteses. O PM deve ser o treinador, que sabe criar "espírito de corpo" em todos. E falar para os OCS é falar para todo o país. Não basta apelar ao bem comum quando há discursos oficiais.

R2- Falar da missão de um chefe de governo NÃO é um "fait divers". Antes pelo contrário.Se o assunto era só um detalhe lateral na entrevista, já deveria saber que não poderia generalizar assim. Então em Campanha eleitoral fala em Futuro melhor e desígnios nacionais (os tais que agora retoma, fingindo optimismo para salvar "a coisas") e fala do destino de milhares de portugueses e de uma opção seriíssima e gigantesca que é emigrar, largar o país , os seus , as raízes, como se fosse uma coisa banal?! Era uma mera hipótese académica?! Votamos à tal conversa de café? A vida inteira das pessoas, a sua mudança total e a violência de adaptação de jovens sem cunhas e de pessoas já com família... é um... pormenor?" Um detalhe?". E o arremedo de hoje também foi mais um tiro no próprio pé, mostrando que o tal sincero e verdadeiro não se digna a pedir desculpa por ter generalizado, por ter dado tal conselho. E por, ao parecer esquecer o seu papel de motor central do país nessa(s) entrevista(s), ter transmitido a mensagem subliminar: "atenção, povo! Estamos por um fio e tramados! Salve-se quem puder. Emigrem. Cá não há lugar para vós! Borda fora! Rua!". Conversei com diversas pessoas de várias condições. Foi ESSA a mensagem que passou! E começo até a achar que é essa a intenção comunicativa, pois como temos visto com as medidas, têm usado as mesmas técnicas de alarmismo que usava o governo de J. Sócrates (anunciar que cortam 100, depois afinal não é bem assim e depois cortam 99 para o país suspirar aliviado e encolher ombros).E não é que poucos dias depois lá vêm medidas adicionais e de exploração laboral? parecem piores, mas afinal dois dias antes o PM mostrou a hipótese que mais receariamos: ou aceitarmos mais apertos, ou emigramos para lugares inseguros e ainda mais precários.

R3- Quanto à questão da "sinceridade", de dizer a verdade: é certo que ficámos a detestar pinóquios, mas até disso o nosso PM não pode sair ileso, pois já contrariou, em seis escassos meses, tudo o que prometeu em Campanha Eleitoral, reforçando o descrédito dos políticos junto da população e de quem nele confiou, como menino de coro sincero. Já perdeu ese crédito. E uma coisa é dizer a Verdade aos portugueses, outra é ser desanimador e alarmista no cargo que tem. Além do mais, a questão da Verdade ainda está mal contada, pos até ao momento nem sabemos a quem é que devemos de facto, e quanto (sem ser com buracos colossais, em cada km avançado), quem são os responsáveis mais directos pelos rombos e como lhe estáa ser cobrada a ELES a indemnização pelos danos. E resta pensar ainda no que se fala quando se menciona a SINCERIDADE dos políticos. Será como este cartoon que aqui mostro a seguir? Qualquer verdade serve? Como a daquela mãe que na rua chama "seu filho da P.*!" ao próprio filho, toda cheia de "sinceridade"?



Depois, ao ver tantos blogueiros e comentadores alaranjadamente a defender a virtude da "Sinceridade" como bem absoluto e panaceia Universal, comecei a tentar lembrar-me onde surgira essa praga do "ser sincero"= ser "à bruta". E lembrei-me: há uns anos havia a febre do primeiro "Big brother" em Portugal. Mesmo tentando dissuadir os alunos de ver esse tipo de "programas", o assunto vinha sempre à baila a propósito para tudo. Em tudo queriam falar do que viam, Redacções, comentário de textos, actividades extra-curriculares...Houve duas expressões que vieram para ficar desde então, para nosso mal: o "estarmos dentro da casa 24 sobre 24 horas" (expressão de cariz Científico-matemático que redundava num vazio Lapalisseano saber) e... o "ele/ela é bruto/a mas é SINCERO". O ser sincero parecia tornar-se assim no ser-se um grunho desbocado e violento, que não sofrera polimento dos pais, mas que no fundo era um bom selvagem! E era preciso rebater essa imagem distorcida e fazer ver aos alunos que uma coisa era ser-se mentiroso ou hipócrita(algo negativo), outra era confundir sinceridade com crueldade, irritação e precipitação, o mandar àquela parte outros seres humanos por todo e qualquer razão, só porque se acordou maldisposto e o "ser-se mesmo assim com mau feitio" ser uma inevitabilidade que não se pode modelar com tolerância e a voz da consciência. Como que se o nascer bruto e impulsivo fosse inevitável e marca para toda a vida, não havendo as partes comuns de boa convivência que nos devem ajudar a auto-regular e controlar os "humores". No fundo, numa cultura que, endeusando o corpo e a aparente espontaneidade, desprezava a cortesia e a decência como algo de nocivo ao culto do EU, então em crescendo. Uma sociedade a criar narcisistas, em suma. Com o acrescento espúrio de, sabendo que eram filmados, serem ainda mais brutos e mais "sinceros", a bem das audiências que gostam de pão e circo.



(após um famoso pontapé de um concorrente a uma colega, só porque se irritou com uma agressão verbal. Ou seja, as bravatas de taberna levadas ao rubro perante milhões. E tanto bom actor no desemprego. Mas era a tal pseudo-sinceridade impulsiva a reinar.)


Voltando ao PM e seus defensores. Afinal, o que interessa é que foi "sincero", dando um "pontapé na cara" das pessoas mais qualificadas no país, um recado "sincero" e amigo, a tentar "pontapear" pessoas para fora do país, pelo insulto que foi gastarem tanta verba do PIB (os números do custo de cada aluno vem sempre à baila, como se fosse um mero automóvel a gastar X de gasolina e manutenção) para se formarem! Um pontapé metafórico, mas sentido como pontapé por pessoas que andam há anos e décadas a ensinar com contratos a prazo para o próprio Estado, mão-de-obra qualificada e barata a assegurar as muitas necessidades de docentes pelo pais fora. Pessoas que já há muitos anos andam fora das famosas "zonas de conforto", pois percorrem o país, ano após ano, de "casa" às costas, separando-se já da família, muitas vezes, Vidas duras. Mas vai o jovem governante, sempre amparado, e, do cimo da sua "sinceridade" eleita, aconselha à "simplicidade" da emigração. Não foi bonito. Não foi nem boa ideia para quem falou, nem para aqueles a quem "aconselhava" ,qual Marcelo Caetano em "Conversas em Família" (esse menos sincero, mais sinuoso). Nem foi uma boa ideia como solução para o país. Tentar esvaziá-lo não aumenta a produtividade almejada nos designios comuns. Nem "universalistas", lembrando a argumentação infeliz do ministro Relvas.Outros países agradecem tanta oferta de gente já pronta a trabalhar. E Portugal? E...nem sequer foi Verdade. Pois até acabara de mandar regressar professores a trabalhar no estrangeiro! E não tinha qualquer plano de apoio para tal emigração: não se pode aconselhar alguém em público para ir pedir ajuda ao país vizinho sem antes perguntar ao país vizinho se está disposto a acolher. África , Brasil, Timor, não ficam ali já à esquina, com "pensões Avenida" (ou sequer meros CONSULADOS) em cada quarteirão...


Para terminar, deixo o mimo desta foto, que mais uma vez comprova que dizer certas "verdades" pode criar certo alarmismo, embora pareça prático e cómodo para o próprio! :))
Ora leiam lá a camisa!


"Alergia" (21-12-2011)


(continuarei o tema e seus colaterais noutros posts- como a Parte 3 AQUI)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Economia à moda das "tias"?

Não me apetece perorar muito longamente sobre este caso das declarações de José Sócrates em Paris, sobre o que é a Dívida e o que é suposto entender de Economia.

A meu ver ,esse senhor devia ficar lá em Paris muito caladinho , de nariz nos livros (nem que fosse a fingir estudar e a jogar Farmville às escondidas) e dar graças aos Céus e à inapta Justiça Portuguesa não ter sido chamado a prestar contas pelas tropelias várias que fez. Não só antes de ser o responsável -mor pelo Governo da República, como também SOBRETUDO pelo que fez ao país e ao erário nacional enquanto chefiou os seus dois Desgovernos.

Perante o seu inusitado regresso às luzes da ribalta, uns alegam que contradiz agora o que defendia antes, quando governava. É certo. Outros dizem que estará a tenta "apalpar o pulso" ao que lhe resta de popularidade ou ódio dos seus compatriotas (até me custa usar esta palavra, por ter incluso que ele possa ser um "patriota"!). Para mais tarde concorrer a PR (Deus nos livre de mais essa má-sorte!), palpitam. Outros ainda crêem que está a tentar dirigir o PS à distância, mostrando ao in-Seguro como se faz uma oposição musculada. Pode ser, mas seja qual for a hipótese ,que mude depressa de ideias, pois a sua facies e sua má-memória ainda hão-de criar muitos enjoos por este Portugal, pelo menos pela parte de Portugal que ainda tem vergonha na cara. Mesmo os votos que comprava com subsídios vários não sobreveveviriam a mais PECs, quando a torneira fechasse.
Quanto ao que andou a dizer lá em Paris sobre a o que era uma "Dívida" (Ver AQUI) e que parece que hoje tentou esclarecer na TV-- momento que felizmente perdi!-- que "As dívidas não eram para ser pagas , mas para ser geridas" e que querer pagar as dívidas públicas era "coisa de criança", acrescento apenas mais um ponto de vista que passo a expor.

Claro que os países de Economias mais fortes ,como os EUA, a França ou... cof cof... a "cumpridora" Alemanha, são bem conhecidos como sendo os maiores devedores. Certo. Isto porque também , por serem economias mais fortes ,têm os maiores índices de confiança junto dos credores de que não falirão e de que irão pagando as dívidas.

Diz o senhor ex-Primeiro Ministro que aprendeu isso em Economia... Bem, sendo engenheiro técnico, não sei que cadeira foi essa de Economia. Deve ser Economia Técnica. E, se estudada e aprendida aos fins-de-semana, --para uma pessoa tão assoberbada em trabalho em sociedades de negócios vários, cargos políticos desde jovem e cursos de aperfeiçoamento-- atrevo-me a sugerir que possa ter sido um Curso rápido em 5 lições e cocktails para "Tias", como algumas que existem para as bandas de Cascais e da Foz do Douro. Daquelas que vão, directamente ou através da empregada Maria, às mercearias e outras lojas, abastecendo-se do bom e do melhor e, com displicência dizendo à saída, já com a velha Maria dobrada ao peso dos carros de compras:

"-- Sr. Fulano (nome do lojista),ponha na conta, que mais tarde venho pagar!"
E sai depressa, antes que o Sr. Fulano possa retorquir à Madame que já está a dever a "conta" há seis meses! Ou que sequer tenha conta aberta naquela loja (verídico!).

As decrépitas mercearias dos senhores Fulanos deste mundo lá vão acumulando o prejuízo , juntando pepelinhos de "Deve" nos fundos de amplas gavetas, até não caberem mais em espaço ou bolor e os tímidos Srs Fulanos ganharem coragem por apresentar a conta. Normalmente, quando o fazem ,as senhoras ficam ofendidas e dizem que não pode ser tanto e lá pagam uma pequena parte, ou nenhuma, dizendo que vão levar os papéis ao contabilista ou ao marido, para verificarem se não estão a ser "roubadas"! E as Tias deste estilo vão continuando a dar as suas festas e a "governar" a casa com base dessa tal tipo de "Dívida eterna" defendida por Sócrates . E , atenção, este tipo de credor não representa o especulador modernaço dos "mercados", mas o verdadeiro e tradicional fornecedor que apara os calotes deste modo de... fazer Economia! Este senhor Fulano , no fundo somos também nós, contribuintes que se vêem endividados por acção de terceiros!

E afinal, o que leva o merceeiro a vender fiado a estas "Tias" e não ao pobre cliente de salário mínimo, mas honesto? Pois, lá está, é a tal "credibilidade" . A do nome de família, a do se vestir bem, a dos antepassados terem pago contas certas, a de viverem há muitas gerações no bairro, a de recomendarem a loja às amigas (algumas lá pagam a pronto!) e... até o pavor a que se irritem e ameacem com a Justiça e os fiscais (!!!), coisas do estilo em que muitas "tias" são "useiras e vezeiras", para escaparem à raia das responsabilidades, incutindo temor aos que podem ter queixas delas.

Em Resumo: quando JS se referia à Economia que aprendeu, foi essa, a das dívidas eternas dessa casta de Tias, que entretanto lá levam as mercearias à falência, compensam o que não gastam em compra de bons sapatos ou vestidos,caso das mais "jet-set", ou sacodem os casacos de pele traçados e perfumados a naftalina, caso das mais caseiras.

Só que há um senão: um dia até essa conta aparece e alguém sofre o prejuízo.

J.S. depois explicou que para países pequenos como o nosso era impossível pagar a Dívida. Ou pelo menos toda. Verdade, para qualquer país, pequeno ou "grande". Já quanto ao "ir gerindo" alegremente a dívida,será precisamente o contrário. Os mais pequenos têm menos Crédito. Pode parecer estúpido e injusto,para países de gente honesta e trabalhadora, mas é o que acontece. Portanto, o que JS também esqueceu, sublinho, é que Portugal não pertence a esse Clube elitista de Países-Tias, que passam quase incólumes perante os maiores calotes. Esses, reúnem-se assiduamente em "Cimeiras" badaladas e cada vez mais improdutivas, dos G-8. G-20, G-3 ou G-2 à lá Mercozy, mas que , imitando o estilo das Tias da linha ou Foz, só arranjam e debatem dinheiro para os pobrezinhos se for em festanças. Daí essas cimeiras serem ultimamente muito domingueiras e todas com os pés bem debaixo da mesa, não a mesa de negociações mas a dos banquetes, sempre bastante "frugais", isto é, e à base de produtos naturais como as trufas , o caviar e requintes do mesmo preço.

Não, Portugal nunca pode ter essa Economia "à Tia", nem que ela seja defendida por muitos teóricos e levada a cabo em muitas economias. E ,mesmo que tivesse, claro que a dívida um dia tem de ir sendo paga!

"TÁ A VER, querido?"

Bem, agora... Xô.. Xô...! Vá estudar filosofia, vá, menino! "Caturreira!"
"Alergia" (9-12-2011)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Aprovado o novo caixão de Portugal

Sem muitos comentários.


Depois de uma farsa de debates e de uma farsa de "negociações" com o maior partido da "oposição" (PS, pela mão do seu dirigente inSeguro), lá foi aprovado, no nosso vergonhoso Parlamento, o Orçamento de Estado para 2012.


Não concordar com um orçamento e ABSTER-SE?! A desculpa de terem assinado o acordo com a Troika não cola, pois foi bem proclamado e verificado que este orçamento vai (como dizem os "peritos em gorduras" mas não em dificuldades da vida) "muito para além da Troika".


Assim, o PS poderia bem ter reclamado a "quebra de contrato/acordo" unilateral por parte do Governo. Tão simples como isso. E as negociações aí seriam a "doer" para os jovens "Young Turks" dos ministérios.


Ou seja, foi feito o carregamento de "mais tábuas" (e pregos) para o caixão português, parafraseando o célebre fado, já que está na berra por estes dias, com o PS a ajudar a serrar e martelar.


Ao incentivo e renovação da Economia este programa disse nada.


A insensibilidade para com os mais fracos e pobres lá continua, com uns toscos remendos para disfarçar.


A insensibilidade para com os sectores da Saúde, da Educação, da Cultura e até do Turismo lá campeiam a todo o vapor neoliberal.


Resta perguntar: a quem serve este orçamento? Aos mercados? São eles que cá vivem? São eles ,sequer, que cá votam? E pergunto ainda mais: é SEQUER o dinheiro que "generosamente" nos emprestam ou cá investem... DELES, dos especuladores dos mercados?


Sabemos que não. Sabemos que resultam da sangria já praticada nos erários públicos e classes média e trabalhadora de outros países pelo mundo fora, antes do nosso, pois os célebres e nervosos mercados não vivem, na larga maioria, dos rendimentos do trabalho.


Corrijo: vivem do trabalho, mas do trabalho... dos outros! :((


"Alergia" (30-11-2011)

sábado, 19 de novembro de 2011

Políticos "em papas": para infantilizar ainda mais a nossa democracia?



Tivemos uma semana de debates sobre o Orçamento "troikano" para 2012, no Parlamento.

Porém, essses debates parecem ser cada vez menos relevantes,talvez porque tudo já está mais ou menos decidido para levar Portugal à total recessão, como confirmaram, nesta mesma semana, as Conferências de Imprensa do Ministro (sinistro) Gaspar e do trio de funcionários da "Troika" que cá vieram carimbar mais um cheque de empréstimo.

Estes senhores estrangeiros --o da segunda conferência, pois o da primeira não descobri ainda se é estrangeiro ou não, com a lendidão com que escolhe as palavras em Português e as soletra e ainda na forma colorida como cria neologismos (lembram-se do recente "conflituacional"?) --explicaram, por entre copos de água,que nos portáramos bem pois eramos um povo "bom"(menino) e que como prémio extra deveríamos empobrecer ainda mais até à escravidão. Não sabemos o que fizeram depois da conferência, se desta vezes foram a pé ou de carro, mas de certeza que receberam por seus turno os seus próprios cheques gordos e abalaram de avião, para os seus países bem comportados do Norte.

Posto isto, todos estes debates no Parlamento, com o enfraquecimento da Oposição sobretudo devido à pose suave-"violenta" do inseguro Seguro(qual prato nº 33 de galinha "agri-doce" de restaurante chinês), acabam apenas por servir de entretenimento, com forte colaboração e gáudio das edições e selecções feitas pelos OCSocial, contribuindo para o enriquecimento não do debate político mas do anedotário nacional.

Salientaram-se as gaffes insensíveis do "fim da crise " do Ministro Álvaro, o "só por cima do meu cadáver" do ministro Crato e, num final de semana em grande, a questão da fruta para bebés da ministra Cristas.

Poderia haver alguma razão de parte a parte no debate, mas a forma como foi destacado o caso, não ficando nós a saber quais as medidas de fundo para reabilitar a nossa agricultura, só por exemplo, levam a crer que a indigência da política nacional já está a raiar, senão um "grau-zero" do ridículo, pelo menos um "grau-lactente" da relevância.

E mais, a questão do IVA a 23% que englobava também os problemas mais graves da restauração e da Cultura, ficou quase literalmente, abafada por PAPAS!

Assim, o deputado Tó Zé Seguro defendia que os boiões de papas de fruta para bebé não deveriam ver a taxa de IVA aumentada para os 23%, ao que a ministra Sãozinha Cristas retorquiu que em épocas de crise era bem mais saudável voltar a dar fruta natural às crianças, fruta taxada a 6%. Agora parece que o Tó Zé volta a insistir no não elevar do IVA das papas (ler:SEGURO DEFENDE MANUTENÇÃO DO IVA NA RESTAURAÇÃO ALIMENTAÇÃO PARA BEBÉS E CULTURA, in Público) e ficamos com a cabeça quase "em papas" só para saber como vai continuar a saga, e se vão ou não chamar uma equipa da Nestum e da Cérelac para escreverem um parecer, ou, à falta desses especialistas, uma equipa liderada por , sei lá, João Duque, pois até já deve ter tido filhos pequenos.

Foi sem dúvida o momento mais emocionante (bem, àparte aquele em que o ME disse que só por cima do seu cadáver aboliria a História e a Geografia das escolas-- hum, realmente, se morresse não poderia tomar depois essa medida... ah, mas punham lá outro não é? E um que não se importasse de ser iconoclasta e de profanar sepulturas! hug...Drácula a futuro ME?!), ver os jovens Tó Zé e Cristas em debate! O primeiro a arremessar à segunda um boião de papa, em gesto eloquente de "abstenção violenta" e a segunda a contra-atacar com uma maçã Golden reluzente.... talvez com a ajuda , ao estilo funda de David, de uma das gravatas que mandou retirar do seu Ministério! Não sei. Não vi o debate, mas deve ter sido exuberante.

Agora a sério: isto foi para infantilizar ainda mais a política portuguesa?

"Alergia" (19-11-2011)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Passes de transportes: primeiro velhos e crianças?

(O texto não é curto, mas acho que vale a visita, vá lá. não sejam preguiçosos, esqueçam os programas dos gordos na TV!)Todos os dias continuam a sair notícias de pasmar e revoltar, sobre as medidas "iluminadas" de governação, supostamente tomadas para arrecadar mais uns tostões para satisfazer a querida Troika e levá-la a dar uma festa na cabeça dos nossos ministrinhos por serem tão bons "alunos", como outrora Cavaco Silva nos tornou os "bons alunos" a desmantelar a nossa já modesta Economia.


São tantas e tantas as notícias , a fazer tal comichão e a provocar tanta tosse e espirros, que o difícil é o seleccionar as mais substanciais para comentar (sim,que a nós não nos pagam os posts ,como pagam a presença de comentadores e de comediantes na TV ... e há bem mais que fazer!). Enfim, a que mais me arrepios tem dado, sem dúvida foi esta, já com meia dúzia de dias: a de que vão terminar os descontos nos passes de estudantes e de idosos, a partir de Janeiro de 2012.





Então passemos à minha análise de não "especialista" em Economia, mas com algum traquejo de observação da vida e das pessoas:

- O objectivo é levar os portugueses a poupar mais?! Como, se até os "escapes" para poupança lhes são assim roubados? Ou não vai haver muito menos depósitos a prazo e poupanças, ao fazer os cidadãos gastar mais em transportes, ora usando carro próprio com gasolina de preço escandaloso, ora não tendo a vantagem de transportes públicos mais assessíveis e alternativos?

Não parece ter lógica, pois não? Isto desincentiva completamente o uso do transporte público(TP), que tinha voltado a aumentar nos últimos anos (metro, comboio, autocarro). Assim, entre o desconforto e falta de privacidade destes e o igualmente caro automóvel, muitos voltarão a tirar o último da garagem. Quem ganha? Apenas as gasolineiras. Mas como estratégia nacional é péssima ideia, pois o que o Estado poupa nisto vai gastar em compensações de cotas de emissões de CO2, para cumprir o Protocolo de Quioto.

- Bem. Segunda hipótese. O Governo considera que quem usa o "passe social" (bem, deixa de poder ter esse nome não é? a não ser pelo saudosismo) vai continuar a usar e portanto são mais uns euritos em caixa das empresas/do Estado, pois afinal esses malandrões todos andavam a passear à "pala" do generoso desconto concedido e até explicam que futuramente vão estudar que as pessoas venham a ter desconto de acordo com as possibilidades económicas e não todos por igual, os "malandros" dos velhotes e da malta nova, ora essa!

Perante isso eu ia retorquir : para que servem afinal os impostos? Não são esses já escalonados e precisamente para que algumas coisas sejam dadas a quem tem menos, mas que outras possam ser USUFRUÍDAS POR IGUAL? Ou agora irão cobrar mais taxas extra, de "utilizador-pagador" a quem frequenta jardins ou praias (ai que estou a dar ideias), com uma taxa extra-extra para os velhotes que lá vão dar milho aos pombos?! Não me venham com esta que tudo o que apreciamos na vida e a que temos direito tem de estar sempre na mesma proporção do nosso grau de riqueza financeira, pois, além disso, tanto pesa o mesmo e gasta o mesmo combustível num autocarro um velhinho pobre como um rico.
Mas ocorre-me acrescentar também: acaso acham que a idade é apenas "um posto", que os idosos no mundo e no nosso país em concreto têm uma vida maravilhosa, com belas reformas e cheios de saúde? Não merecem algumas benesses que os impeçam de ficar fechados em casa, já que andar em "charters" turísticos no Brasil já não é acessível?

Estava eu nestas cogitações, quando afinal me lembrei(um balãozinho ondulante de pensamento ao som de harpa, por favor!...) : aquela velhinha que subiu com tanta dificuldade naquele autocarro, afinal é uma Paris Hilton das nossas bandas e com mais rugas e menos silicone, que , por extravagância milionária se delicia em andar nos transportes para ABUSAR do seu passe, deleitada com os encontrões das travagens (que ela deve achar muito excitantes! cof cof...), consolada quando alguém mais jovem não lhe cede o lugar, ou quando é vítima de carteiristas (o que lhe deve proporcionar assunto de conversa para toda a semana, no seu clube de Bridge, junto das outras velhas excêntricas e oportunistas...).
E ainda me recordei das imagens de idosos que já vi em transpostes públicos: aquele casal de idade que o que quer é arruinar o País e não fazer sacrifícios pelo BPN e pelos especuladores, fingindo que apanha o metro para ir à única clínica médica onde ainda há acordo com a ADSE, esse oportunismo descarado dos Funcionários públicos, que descaradamente descontam uma boa fatia do seus salários para esse sistema! E pergunto-me que o velhinho composto, de olhos tristes e corcunda afinal não é mais que o "Ebeneeezer Scrooge" português, que anda nos Transportes por puro oportunismo, pois se calhar tem nas gavetas montes de acções (falidas) da antiga Torralta, uma colecção de velhas moedas e dizem-que- é-mas-é-um- milionário-mas-depravado pois adora andar nos TP, de preferência em horas de ponta, para sentir o doce odor-corporal e a gente, e depois voltar com essa recordação para o seu palácio com o seu mordomo Jarbas, onde depois saboreia um Porto e recorda deleitado os palavrões que escutou e as pisadelas que levou, até que lhe apareçam , como costume(ó, tédio!) os malditos Fantasmas dos Natais passados e dos Natais Futuros, a azucrinar-lhe a paciência!

E quanto aos jovens,já agora. Certamente são todos FALSOS estudantes e andam em transportes públicos, só porque é fixe e está na moda, só para enganar! Ai! Mas o ministro Álvaro e "sus muchachos" apanharam-nos! Ora tomem lá ficar sem descontos, "prontos"! Saiam da sua "ZONA de CONFORTO"!!! Toca a ir para a Escola de boleia com o papá, como fazem os meninos bem comportados (ai não têm carro? ... hum...os pais não têm trabalho? hã... ai não têm pai?... hum, bem, mas o Ministro diz que logo logo, já para o ano, a Economia e a crise começam a acabar... Ou é a crise que acaba... hã.. ou é a Economia...que recomeça... Ora, verifiquem os "indicadores" tá bem?! Quais indicadores? Hã... olhem , o meu - desta mão- RUA! para fora deste parêntesis, que já estão a pensar demais!!!)


- Por fim a última hipótese: a da Saúde. Não poupando nada, antes pelo contrário com esta medida, o Ministro Álvaro pretende abarcar sob a alçada do seu super-ministério... o Ministério da Saúde. Sim deve ser isso. É dois em um: os jovens passam a andar mais a pé, os velhinhos nem saem de casa e não se constipam e assim, saudáveis e quase "arianos", como agradará à lady Merkel, irão menos aos hospitais( a não ser se vítimas de atropelamentos, ou de facadas de assaltos, coisa pouca... da juventude...). Fica todo o Portugal contente. Pelo menos o "Poortugal", como já nos chamam por aí.


Vou dar uma sugestão, para os velhinhos avarentos mais enérgicos: pratiquem skate ou patinagem e poderão prescindir facilmente dos TP.


AGORA A SÉRIO (de novo): não sabe o governo, com tanto grupo de estudos de honorários milionários a avaliar as situações:


a) que os TP, tal como a Saúde e a Educação não foram criados para dar lucro;

b)que os maiores prejuízos nas empresas Públicas de transportes têm derivado da sua má gestão, até danosa, com estratégias sem nexo e gastos sumptuários nas administrações (frotas de luxo, etc, para os seus quadros-- extensos demais, enquanto cortam nos motoristas e mecânicos), que não se aplica simplesmente o ónus dos gastos nos bilhetes, pois por isso foram um investimento... PÚBLICO?
c) que nas zonas de interior, muitas empresas e carreiras de autocarros só existem durante o período Escolar, o que os outros habitantes aproveitam para usar, satisfeitos;mas que o fim destes descontos irá acabar com muitas destas carreiras, isolar mais estes jovens e também os habitantes de muitas aldeias? E sabiam ainda que esses jovens só podem usar esses autocarros "dentro" do seu horário oficial de estudantes, o que muito dificulta todo e qualquer tentativa dos mesmos em ir à escola para actividades extra-curriculares?

d) que mesmo os que optarem por ir para a Escola a pé, como faziam os nossos antepassados nos tempos da Guerra Mundial e do salazarismo, chegarão ao mesmo encharcados pelas chuvas, têm de ficar nela TODO O DIA e... isso não será uma boa medida preventiva de saúde (além de tudo o mais que já explanei)

Verificamos portanto, que as paragens de autocarro passarão, cada vez mais, a ser uns "monos" de mobiliário urbano a convidar ao vandalismo, locais ermos, cheios de publicidade e pouco préstimo, pois quem primeiro deveria cuidar da CAUSA PÚBLICA é o primeiro a dar-nos um "chuto" no traseiro e dizer: MALANDRO! A querer usar Transportes públicos? Arreda, seu DESPESISTA!

"Alergia" (16-11-2011)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

ARGUIDA!!! Seria bom virmos a abrir uma de champanhe! :))

A notícia já tem uns dias, mas merece a referência e o nosso júbilo!
Será que vai ser mais um caso arquivado? Neste paízeco não admirava nada, ao que temos constatado.
Mas só o facto de esta senhora ganhar agora o belo cognome de "ARGUIDA"! pelo Ministério Público, já tem um saborzinho a vitória, pelos estragos que fez à Educação de Portugal.
Maria de Lurdes Rodrigues, a Arguida!
Maria de Lurdes Rodrigues, a prevaricadora!
Maria de Lurdes Rodrigues, a delapidadora do érário público!.
.. and so on and so forth...:))))
Que seja o primeiro de muitos casos de  acusações por ABUSO DE PODER! E. quem sabe um dia, talvez por TRAIÇÃO À PÁTRIA!Quanto a João Pedroso, seu "cúmplice" neste tristemente célebre caso, ao que parece ainda pouco devolveu ao Estado do bom dinheiro (mais de 300 mil Euros!) que recebeu pelo serviço jurídico de ... tirar umas fotocópias! :/
MP ACUSA EX-MINISTRA DA EDUCAÇÃO
Aguardemos então o desenrolar dos factos...

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O Alvarito anda a pôr as garras de fora...!



O outrora sorridente, estrangeirado e em-mangas-de-camisa super-ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, "Álvaro", como quis que o chamassem ( Álvaro, call me Álvaro...,parece-nos ouvir...), já anda não só a perder o sorriso pelo caminho, nas andanças pelo país real e pelo confronto com a dura realidade que é governar a sério, no terreno, em vez de uma posição de cátedra, com uns binóculos; como a vestir mais o casaco, a adoptar mais a pose da arrogância de quem não gosta de ser contestado.
Onde é que já vimos este "filme"? Ah, pois, reinado de D. Sócrates, o tal que perdia o sorriso mal se afastavam os holofotes e fugia pelas portas traseiras sempre que a contestação alastrava. Ah e muitos dos seus ministros. A Dona Lurdes não era de sorrisos, fez até o percurso contrário, ou assim tentou, talvez por sugestão de desastrados consultores de imagem, que , perante a sua fama de "Bruxa má do Oeste", tentaram inverter o processo, tarde demais, tentando em vão transformá-la em sedutora de coxa descontraída e sorriso colado a "cuspo" na cara amarga.

Já a Dona Alçada a Pesudónima teve também um início de carreira ministerial um tanto semelhante ao do nosso Álvaro: começou com largos sorrisos, em inaugurações , entrevistas e videos para pôr as criancinhas a nanar,e terminou ríspida, arrogante como o seu protector do Executivo, e de sorriso muito mais baço, grandes olheiras e gaguejos. Também ela porque não gostou de ser constestada, pensado de início que o seu papel se resumiria a um deslizar diáfano pelas passerelles dos Conselhos de ministros e do cortar-fitas em novos Caixotes escolares. Mas enganara-se! As "suas" políticas eram igualmente más, perpetuadoras das raízes daninhas plantadas-- com carga de "bazooka" e minas anti-pessoal (leia-se: anti-professores e funcionários) -- pela sua predecessora. E não era por contraste de estilo, aparente, que escaparia à contestação. Apenas um senhor de bigode de um sindicato e mais os seus homólogos se deixaram enganar, para desgraça da Educação, num fatídico Janeiro de 2010.

Bem, adiante.Esta semana, o nosso bom Álvaro foi explicar-se perante o Parlamento e de novo perdeu o sorriso e se enfadou, quando questionado sobre a urgência de se elevar o salário mínimo em 2012, como estava programado.

As televisões omitiram essa parte, mas a atenta TSF relatou e transmitiu as suas palavras, eivadas de uma sobranceria como é raro ver. Assim, começou por admitir que era importante elevar o salário mínimo. Disse até que era "uma hipótese interessante".(sic) E acrescentou, perante a indignação da oposição parlamentar e dos ouvintes da gravação, que neste momento era uma "hipótese demagogicamente interessante.". E desatou numa explicação de que fora assim que se errara após os 25 de Abril, ao subir bastante os salários dos trabalhadores, o que depois paralisou as nossas exportações e blá blá blá!!!!

O senhor ministro Álvaro, perdão, o Álvaro deve ter estado emigrado realmente há muito tempo, estudando apenas os números estatísticos e desligando-os do seu contexto histórico.

Primeiro, toda a gente que viveu esse período quente sabe que após a revolução, os investidores estrangeiros começaram a te receio de importar de Portugal, não só pela instabilidade política global, mas pela ausência de muitos dos nossos gestores, exilados voluntariamente ou à força durante o PREC. Não foi aquela "coisa" matemática de mão-de-obra mais cara levar a desinvestir...

Segundo, certamente (embora não conheça a vida do senhor, digo, do Álvaro) que se não fora o 25 de Abril e os pais dele terem começado a ganhar melhor(?), quem sabe, não poderia ter ido estudar e doutorar-se pró "Extranjero" e poder voltar de lá com uma auréola de salvador da pátria económica e um exalar de ideias pós-modernas tipo Brise-contínuo, a gabar o produto autóctone ,das trouxas de ovos ao Galo de Barcelos, com aquelas frases lindas de que certos produtos portugueses eram tão bons que até ... pareciam estrangeiros...! e por aí fora.

Não sei que ideias brilhantes tem o Álvaro, digo, este senhor (bolas, mal o conheço, não é?) para o país e acredito piamente que esteja pleno de boa vontade e de ânsia em ajudar a pátria, mas ,caramba!, antes que a sua energia de mangas arregaçadas se esgote qual pilha de coelhinho da Duracell contrafeita na China.... que guarde essa energia e verve de espadachim (ele sim)demagogo e conferencista, como se estivesse numa das sua preelecções teóricas de Universidade e se lembre que ESTÁ A FALAR DA VIDA DAS PESSOAS! Do que as pessoas têm durante o mês para dar de comer aos filhos e para pagar as contas!

Não lhe bastava ter feito um aumento "colossal" dos transportes e da Energia, agora surge com a arrogância académica que surge completamente descabida perante a gravidade REAL destes assuntos!

Preocupar-se COM AS PESSOAS isso ,sim, seria deveras uma "HIPÓTESE INTERESSANTE"!

E não vir,em vez disso, com teses revanchistas e serôdias contra o 25 de Abril, como se tivessem vindo da Revolução dos cravos todos os males para hoje não termos um Portugal glorioso!Veremos como fica na época pós-Álvaro, sobretudo na época das novas e antigas clientelas dos nossos desgovernantes, que vão de novo delapidar o erário público, perante a impotência nervosa do bem-intencionado Álvaro! QUE TAMBÉM JÁ SORRI MENOS... e que( pouco convicto das medidas que o obrigam a tomar) TAMBÉM JÁ GAGUEJA !