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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Recordando intervenções "piegas"-- Best of 2010-2011



("Pedro Passos Coelho- Best of 2010-2011",compilação por Blog Aventar)

Como o recente discurso do PM Passos Coelho, o tal em que aconselhava os portugueses a serem mais exigentes, menos complacentes e menos "piegas", já foi devidamente escalpelizado em diversos blogs(que é um insulto, que vindo de quem não passa dificuldades e não conhece nada da vida real não tem cabimento, etc...), vou relembrar aqui uma excelente compilação em video feita pelo "Aventar", dos excertos do PPC pré-Primeiro-Ministro, onde revela uma "pieguice" total, a lamentar-se dos que têm a barriga e cinto maiores, tirando em impostos o que falta a um povo que não aguenta mais aumentos absurdos, e por aí fora. O video é um "prato cheio"....

Completamente piegas, este choradinho, caro Pedro! Dizer que Portugal está "de calças na mão" é de uma demagogia que não soa bem aos estrangeiros e aos mercados a quem tanto gosta de agradar agora, não acha? E dizer que o país "não precisa de MAIS austeridade" é de uma falta de exigência e coragem extrema, confesse! ;)

E até o seu cantarolar de "lalará-lá lá lá..." que aqui conseguimos escutar... é de uma complacência paternalista que não leva o país a lado nenhum! Nem muito menos os nossos ouvidos! Cantarolar quando os comissários da Troika estavam por aí a chegar, para nos salvar e dar ordens, coitados, a trabalhar enquanto os portugueses estavam a festejar feriados ( em dias diferentes dos feriados que os Troikas têm nos seus países, que escândalo! ) parece mesmo mal, caso Sr. PM!

Ah, estou baralhada...mas mais paternalista é o senhor agora com o tal discurso sobre os portugueses "piegas", não é? Comparar portugueses a estudantes preguiçosos e a si próprio como o professor mauzão e exigente... bem, se não é paternalista e "piegas" é pelo menos paternalista e... auto-convencido, não acha?

Pois no que diz respeito a professores "exigentes", quem o poderá classificar são os seus "alunos", os portugueses, num futuro mais ou menos distante. Acredita mesmo, caro Pedro, que, com as suas desmedidas e discursos que só esmagam os mais desfavorecidos , será recordado como "EXIGENTE"? E acha que basta exigir e exigir, como os professores (que os há) que sobrecarregam os alunos com toneladas de trabalhos de Casa, ignorando a razoabililidade de tempo e de carga horária?

Alerto-o apenas para isto: quando um aluno diz isso dum professor, não o qualifica de mauzão(esses seriam os profs. sádicos), e, para além de o recordar como EXIGENTE", o aluno com boa memória acrescenta sempre "era um professor exigente MAS... JUSTO!".

(pois... se quiser explico melhor, embora não precisasse: crê mesmo que anda a ser um governante/professor JUSTO, sr. PM? Ou não passa de um candidato a bom aluno da Troika e da UE, sem uma única ideia para o país, como caberia a um verdadeiro bom aluno e não àqueles que vivem da "graxa" aos profs? -- desculpe as analogias, mas foi o Sr. que começou...)

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ADENDA (para o anedotário nacional): há escassas horas ouvi a notícia de que Cavaco Silva, por terras da Finlândia, disse que Portugal estava a cumprir os ditames da Troika e que os comissários da mesma voltavam em breve a Portugal para nova Avaliação às nossas Finanças. Mas acrescentou que vira fotos recentes desses senhores e--- bom SINAL!-- eles estavam a... esboçar SORRISOS! (ver AQUI a notícia escrita) Quer dizer, antes o nosso PR gabava os sorrisos felizes das vacas açorianas que pastavam... e agora encanta-se com os sorrisos dos senhores da Troika?! Creio que andam a maltratar este senhor, com excesso de viagens e de trabalho: deve ter tanta saudade dos sorrisos dos netos, que se comove com qualquer sorriso que vislumbra! Dêem férias a Cavaco , por favor! :((

"Alergia" (8-2-2012, in blog "Alegrias e Alergias")

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

ADORNAR Portugal-Concordia...

(Barco de papel gigante, do artista conceptual Frank Bolter- ver reportagem AQUI)
Nesta tragédia do "Costa Concordia", surge-me sempre à ideia uma Analogia. Já há cartoons pelo Mundo a associar o patético e triste naufrágio do gigantesco paquete ao naufrágio da UE ou da Economia internacional, barcos também quase ingovernáveis. Eu vejo muito de perto a imagem do naufrágio do nosso país, Portugal. E passo a explicar.
Segundo o inquérito sobre o insólito "adornamento" do luxuoso navio de cruzeiro, entre a costa da Toscânia, Itália, e uma tal ilha de Giglio, as primeiras conclusões de todos inclinam-se para alguns aspectos, que de seguida intercalo com a situação análoga do drama de Portugal.
VEJAMOS PORTANTO:- que o "erro humano" terá sido o facto de o capitão ter autorizado, contra todas as normas de segurança e de bom-senso, que o paquete desviasse a sua rota legal, para se aproximar perigosamente das costas da referida ilha;
- O mais recente "capitão" de Portugal foi sem dúvida o ex-PM Sócrates, que, em erro (des)umano, levou o país a aproximar-se perigosamente do nível de endividamento acima de qualquer bom senso; esbanjara recursos em empresas de amigos , magalhães-style e programas simplex, querendo exibir aos outros o quão "moderno" era o navio "Concordia- Portugal", passando rente ao que podia e não gastar, esquecendo que poderiam surgir rochas traiçoeiras de crises económicas inesperadas;
- que estava longe de ser a primeira vez que tal manobra de risco era levada a cabo, tanto nas viagens do Costa Concordia como nas de outros navios, para agradar aos habitantes e turistas de Giglio, para alimentar a vaidade dos destemidos navegantes e para proporcionar maior prazer aos passageiros e tripulantes do cruzeiro;
-Antes de Sócrates, os restantes governos e governantes não estão isentos de culpas, quer o "homem do Leme" Aníbal Cavaco Silva, da época das vacas gordas do "navio", quando este viu "aumentados" os andares e as condições de luxo, mesmo com pequeno "Calado", quer os anteriores que não estudavam os dossiers ( corajosos capitães de nomeada, como Soares, mas que deixavam a condução do navio à responsabilidade dos seus "Imediatos" e ao sabor das ondas), como os governos entre os comandantes Aníbal e Zézito, alguns dos quais que também desertaram antes de completado o cruzeiro (dizem que para navios ainda mais requintados, tipo "Queen Elizabeth II") e um ,até, que foi lançado borda fora ...;
- O capitão, nauta experiente, terá provavelmente conseguido minorar os danos, à ÚLTIMA DA HORA, aproximando o navio ainda mais da costa, para que a evacuação (salvamento dos náufragos) pudesse ter maior sucesso;
- Sócrates, à última da hora e com a "corda na garganta", lá acabou por pedir ajuda internacional, ao FMI, BCE e UE, a famosa "troika", embora sem já poder evitar vítimas;teve de ser uma manobra apressada e prejudicial, aceitando tudo os que as "equipas de socorro" troikianas impuseram, dando cabo do "navio" em três tempos e continuando a fazer muitas vítimas;
- O capitão fora eventualmente avisado por outros (responsáveis de capitanias...) de que estava demasiado perto de costa;
- Várias vezes Sócrates fora avisado que os seus PECs 1, 2, 3 e 4 só adiavam o desastre, aconselhado( por oposições,sindicatos, analistas, economistas, alguns seus "tripulantes" mais atrevidos, outros cidadãos) a retomar alguma rota mais segura da economia e das políticas do país ;
- O capitão, pessoa visivelmente vaidosa, demonstrou assim grande irresponsabilidade, pela inconsciência revelada e pelo risco que correu, de forma infantil,com milhares de vidas humanas que tinha a seu cargo, relegando-as para segunda prioridade;
- Sócrates, pessoa comprovada e visivelmente vaidosa e egocêntrica,-- apenas tendo a preocupação com o seu próprio poder dentro do partido (PS) e do País (insistindo em se recandidatar, perante a cegueira da sua tripulação e a incredulidade dos passageiros-vítimas)--demonstrou a sua imensa irresponsabilidade, pela inconsciência governativa que revelou e pelo risco que correu, com o dinheiro de todos, de forma infantil à moda mimada de " menino de oiro", com mais de 10 milhões de cidadãos que tinha a seu cargo, embora, no fundo, só se preocupasse com as suas bóias de salvação, digo, com os seus "boys" de salvação subservientes;
- O capitão, consumado o rombo (de 50 metros) no casco e consequente "adornamento" do navio, tratou de se "por ao fresco" e, ao contrário das normas e princípios de honra dos marinheiros e comandantes, fugiu do Costa Concordia algumas horas antes de os últimos sobrevivente serem resgatados;
- Sócrates, chumbado o seu novo PEC , fez birra, demitiu-se, perdeu a reeleição nas legislativas antecipadas e tratou logo de se pôr ao fresco, para Paris, alegadamente para estudar filosofia e ciências políticas na Sorbonne, na prática conseguindo assim evitar escutar de perto as críticas dos "passageiros" e da sua tripulação e tentando escapar às várias acusações judiciais que já acumulara;
- O capitão, ao ser confrontado com os seus actos, negou ter abandonado o navio, quis deitar as culpas para terceiros, reclamou até ter sido herói ao provocar o encalhar do navio;
- Sócrates desde logo deitou as culpas do naufrágio para terceiros: a Assembleia da República/Oposição, Passos Coelho/PSD por não ter querido "dançar o tango" do PEC uma vez mais, nos vastos salões de baile construídos no "Concordia-Portugal", para "dar bailinho" aos portugueses, os próprios ingratos portugueses que não haviam entendodo a sua coragem, a determinação e o seu "patriotismo"; recentemente resolveu testar a memória dos portugueses, vindo comentar como "analista especialista em economia(?!)-- LER post deste blog AQUI-- a criancice que era querer pagar a dívida;
-Outras pessoas tiveram de proceder à organização dos resgate dos passageiros: alguns dos tripulantes mais conscienciosos, mas sobretudo os próprios passageiros, num total "salve-se quem puder", lançando-se à água a nado ou tentando desbloquear os barcos salva-vidas;
- O "salvamento"/resgate da dívida portuguesa está longe de ser consumada, mas outros tiveram de a executar: a troika, o novo governo de Passos Coelho, mas sobretudo, o sangue e suor dos portugueses que vivem do trabalho, o BOLSO dos portugueses bem como os seus direitos laborais conquistados a custo até aí; está a ser um autêntico "salve-se quem puder", com uns poucos a conseguirem alcançar os "botes-salva-vidas" dos tachos, dos off-shores, do virar-de-casacas, do ao menos manterem o seu emprego em troca de não protestarem e outros lançaram-se às águas turvas e revoltas da Emigração, aconselhados até pelo novo capitão improvisado(PPC) e seus imediatos, que também não sabem bem o que fazer, ou aliás, sabem que terão de seguir a cartilha de umas manhosas regras de segurança escritas por terceiros, mas cujas consequências, metáforas e má tradução não sabem interpretar;
- O rombo no casco fora causado por rochas submersas, eventualmente não sinalizadas nas cartas de marear, ou assim alegado pelo capitão;
- O rombo no casco da nossa economia foi causado por sucessivas más governações e por políticas destrutivas dos sectores produtivos de Portugal, surgindo rochas aguçadas de credores, de selvagens especuladores da bolsa e fraca união da Europa e, sobretudo, por rochas afiadas e perdulárias de imensas clientelas(supostamente "privadas" para certas coisas) e de políticos corruptos alimentados pelo Erário Públicos vazadores de "combustível-riqueza" do País (as "cartas de marear" da Constituição não as previam!);
- Uma das consequências mais graves do naufrágio será agora o desastre ecológico,que por estes dias uma empresa holandesa está a tentar minorar , devido ao risco de vazamento dos milhares de litros de combustível que enchem os porões do navio;
- O desastre do nosso navio, bem como de outros igualmente conduzidos de forma imprudente é profundo e levará décadas a sanar, tal como um desastre ecológico, com vazamento de dinheiro ,de cérebros, de investimento e de mão-de obra... São "estranhos" a Portugal ( e aqui incluo o estrangeirado novo PM, Passos Coelho, tão ignorante da realidade e dificuldades dos portugueses, tão irresponsavelmente precipitado e mais preocupado em agradar ao estrangeiro, à directora da capitania Merkel, no que ele classifica do ficarmos bem vistos "lá fora") que vão tentar minorar os danos, e o mais curioso é que alguns dos que poderão lucrar indirectamente serão TAMBÉM uns holandeses...;
- Outra consequência será a necessidade de voltar a rever a capacidade de segurança (embora já tivesse todo o tipo de modernos sensores electrónicos), nomeadamente vindo a aumentar o CALADO (parte do navio que fica abaixo da linha de água) de navios deste porte, provavelmente pouco profundo e que permitia aventureirismos;
- Depois de "casa roubada, trancas à porta", diz o ditado. Agora querem criar normas de segurança, aumentando o "Calado" dos países com tendência para se endividarem e de se aproximarem vaidosamente das costas de ilhas paradisíacas, para ostentarem fausto e pompa, apitando "modernidade" com suas sirenes agudas de propaganda desbragada (como faziam Sócrates e seus ministros); a Herrina Komandanten Merkel até queria colocar máximos de percentagem de endividamento nas Constituições...mas com o tempo tudo acabará em águas de bacalhau e de novo virão ciclos de conduções perdulárias e de naufrágios;
- para já somam-se alguns mortos e algumas dezenas de desaparecidos e a maioria das vítimas estará entre a parte da tripulação mais humilde, que viajava nos andares submersos do Concordia... (quem paga, é sempre o "mexilhão"...)
- para já somam-se já mais de 2 milhões de portugueses abaixo do limiar de pobreza, 20% de crianças na miséria, 40% de crianças em risco de pobreza, cerca de 13% de desempregados, milhares de vítimas a emigrar para águas de outros países, onde vão ser tão ou mais precários que cá, ou aonde encontrarão o Eldorado de onde JAMAIS desejarão retornar; cada vez mais gente a depender das instituições de solidariedade e até estas a falir; milhões de trabalhadores com menos direitos, salários menores e cortados /roubados e empregos mais precários, perda de casas , menos tempo para as suas famílias, mais gente alienada, mais doentes a não poderem pagar remédios,menor assistência de saúde , de educação e da segurança social, mais gente a não poder comprar o essencial, mais cidadãos vítimas da criminalidade crescente, menor qualidade de vida, vida mais cara nos bens essenciais, leis inconstitucionais....e nos "andares submersos", aqueles que já viviam abaixo do nível de pobreza a serem os primeiros a pagar com a vida, aumentando a gente a viver na rua, graças às medidas dos inaptos e insensíveis "salvadores" (outrora como o Barco "Queen Elizabeth" gerido pelo leme arrogante da Madame Thatcher...)... em suma, no navio "Portugal-Concordia", mais uma vez quem se está a "lixar" é o mexilhão que com dificuldade se agarrava ao casco... :((

Para que não se esqueçam e para que não venham a cair na asneira de elegerem, no futuro, este senhorito, capitão-vaidoso com nome de filósofo,para o que quer que seja ( nem mesmo a Associação recreativa de apreciadores de corridas de caracóis ou o Instituto Português de Inglês-técnico) eis aqui a foto para memória futura, qual folheto pregado em esquadras de polícia, à espera que seja capturado e levado a julgamento (ao menos o do "Costa Concordia" foi preso sem delongas!).
                          WANTED (ALIVE):
(uma das últimas vezes que o "cidadão José Sócrates" foi visto por Portugal, quando os portugueses resolveram "correr com ele"... desde aí não parou e tem morada incerta, o que tem dado dissabores aos tribunais)
Pronto, creio que devem ter entendido a Alegoria, que detalhei na medida do que me foi possível. O barco gigante de papel construido por Frank Bolter deve ser mais seguro que aquele em que se transformou Portugal...
Desculpem o alongar...mas foram e continuam a ser anos e anos de naufrágio... :((
"Alergia" (19-1-2012, in blog "Alegrias e Alergias")

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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

É arrecadar a triplicar! :(

(Al Capone, gangster de Chicago, EUA, nos anos 30 do séc.º XX)

Não conseguirei precisar bem por que razão me surge esta imagem de Al Capone à ideia, a propósito da duplicação e triplicação das taxas moderadoras nos Hospitais Públicos, SAP e Centros de Saúde portugueses.

Será a ultra-violência da medida, especialmente para a Classe Média, eterna vítima deste tipo de "metralhadas? Será o modo subreptício como estas medidas vão saindo à baila, para depois a decisão final sair de forma abrupta, não negociada e ainda mais pesada do que se havia debatido nos OCSocial? Será a sensação de estarmos a ser mais uma vez roubados de forma agressiva, assaltados e deixados ao desamparo? Será um certo esgar e trejeito de boca habituada a charuto e olhar de soslaio que muitas vezes asociamos ao "mafioso" típico, que nos recorda alguém que tem voz mansa mas que é impiedoso nos ataques, como era o caso de Al Capone?

Será tudo isso junto?

Uma diferença há: no tempo da "lei Seca" nos EUA, quando Capone aumentou a sua fama e acção criminosa, a sua técnica e a dos restantes "gangsters" consistia em chantagear os lojistas, cobrando "Taxas" coercivas ao grupo (percentagens dos lucros, até) em troca de "protecção" contra o banditismo. Claro que os bandidos que atacariam, em caso de não pagamento, seriam os membros do próprio grupo protector. Recentemente tivemos casos desse tipo de chantagem em Portugal, por exemplo no caso das "Noites Brancas" no Porto, em relação a bares e "boites" de divertimento nocturno. Mas , apesar de tudo, Al Capone e os outros gangsters "davam" um serviço em troca: a tal "proteccção" aos seus "sócios" forçados. Já no caso das novas Taxas moderadoras da Saúde, o aumento e o dinheiro "sacado", ou, como se diz agora, "arrecadado"não corresponderá a um aumento da qualidade de serviço, a algo A MAIS que se dá em troca.

Os governantes bem podem alegar que aumentará o número de pessoas isentas, mas a constantemente martirizada classe média , a que terá de pagar essas Taxas, nada terá a "protegê-la".

Desta forma, os objectivos, a meu ver são dois, mas nenhum deles será o anunciado desejo de MODERAR a corrida às "falsas" urgências. O primeiro motivo será, como é óbvio, arrecadar mais uns milhões de Euros à custa dos mesmos e à custa dos rendimentos do trabalho de quem já desconta bem em impostos para que haja um bom Serviço Nacional de Saúde.(SNS) O segundo motivo, a chamada agenda escondida, será levar as pessoas a fazer as contas, ver que fica mais barato ir às urgências dos Hospitais PRIVADOS (por exemplo, até agora, tinham taxas moderadoras de pouco mais de 3 Euros, enquanto as dos CS públicos eram de 2,25 Euros). Em consequência, os serviços públicos ficarão um pouco aliviados, em princípio (pois decerto que depois serão afastados dos sistema mais alguns profissionais da Saúde, através da desmotivação e más condições de trabalho... para arrecadar mais milhões, é claro!), mas o SNS ficará muito desvalorizado e será cada vez menor o investimento do PIB nesse sector (mais milhõezinhos para os mercados), acabando por gradualmente se degradar, desprestigiar até ficar reduzido a um serviço de Misericórdia para os pobrezinhos, lugares onde possam ir morrer e fazer curativos às chagas. Retrocederemos, portanto, não dois séculos apenas, mas até ao tempo da caridosa Dona Leonor, no séc. XVI. Tirando o facto de ter menos dinheiro investido nos hospitais do que nesse tempo áureo da nossa História.

Não duvidem: estas medidas pretendem sobretudo desmantelar e desinvestir e no Serviço público, seguindo anacronicamente o exemplo funesto de Margaret Thatcher no Reino Unido, há umas décadas, que empurrou milhões para a miséria e para viver nas ruas. O tal "inevitável" rumo para o empobrecimento preconizado pelo nosso PM de tom sério , em feroz e insensível defesa dos ideais do neoliberalismo, com as políticas de "corta gorduras" (expressão até já em desuso em França e outros países que antes tinham experimentado essa via) mas as gorduras do músculo das populações. O apoio às negociatas privadas dos bens essenciais da população, ainda naquela fé quase cega (e já vista como ineficaz, na crise do Sub-prime em 2008 ) de que o Sistema se auto-regula, libertando o papel do Estado não se sabe afinal para quê (para que é que fica "livre" o Estado, se perde o papel para o qual foi criado ao longo de gerações?).

Não exagero, pois ainda hoje surge também a notícia de que os já protegidos Bancos, muitos deles co-autores desta Crise, vão ver os seus impostos AINDA MAIS REDUZIDOS, E POR 20 ANOS, os coitadinhos,para compensar a generosa oferta ao Estado dos fundos de pensões de reforma dos seus funcionários (e com ele o transferir das responsabilidades, uh , uh...!). E é isto dividir os sacrifícios por todos?! Bem se estava a ver que lá viriam à baila as restantes contrapartidas desse negócio ruinoso com a Banca!

E vem agora dizer o nosso PM PPC, na sua bela voz de barítono, que até foram moderados nos aumentos, pois ainda não atingem o "plafond" do que poderiam cobrar(Ver aqui também, no "Expresso"), segundo as normas do Tribunal Constitucional. Lá está, a velada ameaçazinha a quem se queixar no país. Por isso não se admirem pela foto que aqui coloco. Desculpem, mas é como se sente quem é mais uma vez "assaltada" com estas notícias e já não tem idade ou saúde para emigrar... Não concordam que, no fundo, só falta um pouco mais, talvez as metralhadoras e o charuto, a estes rostos todos, do PM, do ministro da pasta, dos comentadores favoráveis a estas medidas inconstitucionais, ou do próprio TC "colaboracionista", que se sintetizam na imagem que nos vem à mente, depois de mais este ataque aos bolsos?

"Alergia"(12-12-2011)

domingo, 4 de dezembro de 2011

Mais outro "determinado" como um rolo compressor! :((

Já tivemos seis longos anos da "determinação" socretina. Pensava que a forma como o país acabou por ficar farto desse estilo de (des)governar tivesse bastado para que futuros governantes ENTENDESSEM que o suave povo português até tem a mania de apelar à memória do "botas" Salazar, mas que no fundo não gosta de ser comprimido por medidas de "meia bola e força", só pelo voluntarismo afogueado de um qualquer ministro ou secretário de Estado, movido apenas pela sua vontade de mostrar quem manda, ou pelo menos a de mostrar que se é "determinado" e "decidido" (Céus! Não ficámos todos fartinhos destes dois adjectivos para justificar medidas impensadas e perdulárias de Sócrates, MLR, e restante aquipa de buldozzers insensíveis?!).
 No entanto, bastaram quatro ou cinco escassos meses de novo Governo para nele surgirem herdeiros desse tipo de atitude e casmurrice! E de haver uns ministros de agora a "clonar" os de outrora. Já muitos associaram a colagem do M. da Economia ao antigo da mesma pasta, Pinho dos "corninhos na AR", ou dos cortes de V. Gaspar a seguir as mesmas PECadas, digo, pegadas do seu antecessor Teixeira dos Santos. E saltou à vista de também existir uma espécie de "ministro sombra" ou clone do próprio PM. De Sócrates, até no vestir e na gravata será escusado lembrar quem era, o "braço direito" de S., Silva P, mais "soft". E havia outro de compleição diferente, mas que tomava o papel do "musculado" do governo, aquele que era Santos mas  também Silva,  SS como por vezes apelidado. Era o que bradava gostar de "malhar nos sujeitos e sujeitas" que lhes fizessem frente. Um pouco como antes existira J. Coelho, a coadjuvar Guterres. Tudo igual em estilo. Poderiamos recuar mais em desgovernos...
Temos portanto um ministro Relvas e de muita coisa junta, que engloba a reforma administrativa, mas que parece ter um pé em cada uma das outras pastas, pois não hesita em saltitar perante os microfones dos OCSocial, para opinar sobre tudo.
Pois hoje o voluntarioso e palrador Relvas... levou uma vaia monumental. E de quem? Dos representantes da Associação Nacional de Freguesias, reunidos em Congresso. (Ver AQUI).
E o motivo? Diz que não vai recuar perante o já decidido no estudo do famoso "Livro Verde" sob a sua tutela e juntar Freguesias a monte e a eito como aí está sugerido, em trabalho nitidamente de gabinete e de régua e esquadro.Nivelar tudo por igual, como se pudesse "juntar a bota com a perdigota", debaixo de um rolo compressor centralista!
  Fazer tal coisa sem escutar os autarcas e as populações é não só de grande insensibilidade como de uma FALTA DE VISÃO absoluta!
Ainda domar os gastos das Autarquias e evitar, por exemplo, que as empresas municipais  se multipliquem inutilmente, é aceitável e aconselhável, num país quase falido. Mas apagar freguesias enormes e com identidade muito própria, unindo-as a outras que também não "as querem" (e que portanto as secundizarão), cortando muitas vezes o último laço que une as populações ao interesse pelo seu país e pela política é uma grande estupidez, a não ser que a intenção seja mesmo a de evitar as mobilizações locais para futuro. E, se for esse segundo caso, então as medidas, patrocionadas pelo "Livro Verde" para as freguesias, serão puro terrorismo de Estado.
O desenvolvimento do Poder Local, o poder Autárquico, foi dos aspectos mais bem conseguidos e frutuosos da revolução do 25 de Abril. Apesar do multiplicar de alguns monos  arquitectónicos, das fontes luminosas e das rotundas em algumas localidades, apesar dos  autarcas "dinossauros" que o sistema permitiu e de alguns autarcas que engrossam os cadastros na polícia, com sacos azuis e malabarismos diversos, foi mais o que as localidades ganharam do que perderam.As nossas localidades de  grande, média e pequena dimensão estão, de uma maneira geral, mais bonitas, mais limpas, mais restauradas,mais ordenadas, com mais vida. As que estão a ficar despovoadas tentam promover a atracção a novos habitantes, as mais populosas sabem que funcionam melhor se as suas populações tiverem melhores habitações e melhores estradas e também alguns divertimentos e atracções culturais.
Que o governo central tente conter despesismos, sou a primeira a aplaudir. Mas isso não será acabando a eito com freguesias, que afinal até são o parente pobre do poder local. Mas são a âncora do cidadão, não importa a idade, que quer que a sua voz seja escutada e não apenas auscultado de quatro em quatro anos, em eleições que já pouco lhe dizem. Jamais esquecerei aquela senhora de idade , de uma aldeia esquecida nas montanhas, a reclamar ao Presidente da Junta a colocação de um novo telheiro no lavadouro público. E o pobre homem a responder que não tinha dinheiro, mas a escutar e registar a queixa, tão válida como a dos cidadãos dos  grandes munícipios ao reclamar uma piscina municipal. E via-se que a senhora sabia que alguém a considerava.
Aliás,tantas vezes o maior despesismo e fraca eficiência vem mais da parte do poder Municipal (mais longe da fiscalização das populações) do que do poder das freguesias!
A estratégia centralista, em teia-de-aranha, já levada avante em larga escala pelos governos socráticos, é profundamente errada, destrutiva e anti-democrática. E quem se reclamava diferente perante os eleitores, não deveria dar agora mais e mais do mesmo! Isto não é bairrismo. Vivi em muitas localidades de diferente dimensão,sem ganhar raizes de bairrismo mas o tempo suficiente para observar o que é despesismo das autarquias e o que é bem feito por elas. Fui a primeira a ir à minha junta alertar para o corte de árvores desnecessário e assassino por engenheiros mandatados por uma câmara e um projecto mais "global" do qual não se apurava o responsável. E sei que esse gesto(que hesitaria em ter se a freguesia fosse gigantesca) levou a salvar pelo menos outras árvores saudáveis que já estavam marcadas para a morte prematura. E isso só se verificou porque existia a minha freguesia, com funcionários interessados e competentes e o "poder de baixo para cima" funcionou.
Muitas freguesias têm hoje excelentes postos de atendimento, inclusivé para tratar de documentação. Criam centros de dia e creches, não constroem bairros sociais mas  cuidam dos seus espaços comuns e verdes e batalham para que zonas mais periféricas dos municípios sejam escutadas. E as pessoas,os cidadãos portugueses, dos mais novos aos mais velhos, têm ideias a sugerir, têm opiniões a ter em conta tem o amor à sua terra, às suas ruas e ao clima humano das suas freguesias, que podem fazer a diferença entre tomar decisões PRECIPITADAS e optar por alternativas mais criativas, mais consensuais e tantas vezes até mais económicas.
Matar algumas freguesias é matar a alma de algumas pequenas localidades e matar algum associativismo. Dizer que a identidade cultural de, por exemplo, uma zona piscatória é "bairrismo", só porque os seus habitantes não sentem nada em comum com a nova freguesia, outrora campos e quintas, à qual vai ser anexada, chamar mero "bairrismo" à  indignação dessa Freguesia é de uma estreiteza mental, a toda a largura e comprimento ( a três dimensões, até!) que não lembra a alguém que tenha a noção da antiguidade da nossa identidade portuguesa e da nossa cultura variegada!
Se é para poupar, atrevo-me a dizer, até, que talvez o tal super-poderoso Poder central é bem mais despesista, perdulário e inútil que o poder local! Quem é que andou a dar dinheiro  público a bancos fraudulentos? Quem é que cria tanto Instituto Público, tanta comissão de estudos e tanto Observatório de Dá-cá-aquela-palha? Quem é que nem sequer faz o balanço anual das suas contas (já que o Estado afinal é uma Empresa!), em Dezembro ou Janeiro?
 Aliás, se e fossemos a ver, taco a taco, quem saía a perder no serviço aos cidadãos?
O poder autárquico cria lojas do cidadão... o Poder Central fecha-as. O poder Local cria creches.. o Poder Central fecha maternidades e escolas.  O poder Local vai conhecendo os seus concidadãos, falando com eles até na rua. O poder Central, esse, compra carros blindados de milhões para andar a alta velocidade e rodeia-se de "gorilas", mandando para o cesto dos papéis ou arquivando as reclamações e apelos mais deseperados do cidadão comum, deixando os ouvidos para os "lobbies" do costume.
O poder local ajuda a angariar cabazes solidários para os mais carentes. O Poder Central vai cobrando impostos (para fazer mais estradas por onde entram os camiões espanhóis)... e espera que instituições de voluntários como o Banco Alimentar e a Cáritas vão fazendo o resto!
 Espero que um rasgo de lucidez passe pelos olhos vivaços e nervosos do Ministro Relvas e que  este ESCUTE os MUNICÍPIOS escute as FREGUESIAS, sem "determinações" doentias e precipitadas, pois está em causa um dos pilares da nossa Democracia e da nossa Identidade como País. Lembre-se dos ditados populares: "a pressa é má conselheira", "quanto mais depressa mais devagar"...
 E lembre-se que frequentemente querer poupar leva a gastar mais, porque, se um dia quiserem inverter a situação tudo será muito mais CARO!
Pois o BARATO SAI CARO, tantas vezes!
Margarida Alegria (3-12-2011)

sábado, 19 de novembro de 2011

WHAT?! - Um candidato da Manchúria à portuguesa?!

(imagens de "O candidato da Verdade" e de "O Candidato da Manchúria")

A propósito da recente demissão de António Borges do FMI, o famoso António Borges, o eterno putativo ministro das Finanças que nunca o chegou a ser, o constantemente citado como salvador da nação, o iluminado e estrangeirado especialmente versado no mundo dinheiro, já se fala por aí na hipótese de estar a ser preparado para substituir os nossos actuais governantes, se estes se espalharem muito para breve.

Observando o colocar, sem eleição pelo povo, de tecnocratas apontados como luminárias para o fim da crise, os heróis que vão por tudo na ordem, arredando os incómodos políticos para o caixote do lixo -- já temos Mario Monti em Itália e Papademos na Grécia, só para começar, "golpe" executado numa escassa semana-- já nem digo que tal não possa ser ideado, coisa que há alguns meses todos julgariam execrável, ignóbil e impossível...

Não que os patéticos políticos não se tenham posto a jeito, especialmente o clownesco Berlusconi, não que os nossos, todos tão obedientes qual cordeiros para a matança, não se estejam também a colocar a jeito.

Mas virmos também a ter o nosso "Candidato da Manchúria" (ou ele será já PPC?), como no filme do mesmo nome, onde um candidato "fantoche" robotizado e comendado à distância é posto à frente dos EUA, com a firme convicção de que o candidato "perfeito" seria o dirigido pelos cientistas e não um ser político imperfeito... isso é de ARREPIAR!

O filme teve várias versões, sendo as mais antigas ligadas a um enredo mais conspirativo vindo do lado de lá da cortina de Ferro, no tempo da Guerra Fria e o mais recente(com a tradução meio tola de"O candidato da Verdade"), protagonizado por Denzel Washington (não , não faz de Obama nem de mau, mas é o bonzinho que investiga tudo), é mais abrangente, focado na hipótese das conspirações anti-sistema democrático... manipulando a democracia. De facto, o tal candidato é eleito, " honestamente", sem que ninguém se aperceba que é apenas um bonito modelo comendado por um "chip".

A ficção pode ser por vezes fantasiosa, mas que é muitas vezes profética, é caso provado em numerosos exemplos. Daí de dizer por vezes que "a Arte salva" o Homem, poi o faz ver para além da realidade palpável.

Bem podem dizer que o nosso A. Borges não é um robô acéfalo, longe de mim tal qualificação, mas representa realmente o típico nunca eleito TECNOCRATA. E o facto de também ter tido a sua experiência e cultura financeira a trabalhar na Goldman-Sachs,forte raiz da crise global, e agora no FMI, também não ajudam a tais suspeitas. E de português, na verdade, também não lhe deve restar muito, àparte os genes e o nome, não acham?

O certo é que se demitiu, alegando motivos pessoais, mas depois com notícias de que se incompatibilizara com as estratégias de C. Lagarde. E a Europa está em ebulição e em dança das cadeiras como jamais visto. Com cadeiras passadas para os ilustres traseiros de "assépticos" tecnocratas, da confiança das instituições financeiras mundiais e da "Herrina" Merkel.

Dá de facto para cogitar... E continuar a ver este panorama muito negro.:((

"Alergia" (19-11-2011)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O Alvarito anda a pôr as garras de fora...!



O outrora sorridente, estrangeirado e em-mangas-de-camisa super-ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, "Álvaro", como quis que o chamassem ( Álvaro, call me Álvaro...,parece-nos ouvir...), já anda não só a perder o sorriso pelo caminho, nas andanças pelo país real e pelo confronto com a dura realidade que é governar a sério, no terreno, em vez de uma posição de cátedra, com uns binóculos; como a vestir mais o casaco, a adoptar mais a pose da arrogância de quem não gosta de ser contestado.
Onde é que já vimos este "filme"? Ah, pois, reinado de D. Sócrates, o tal que perdia o sorriso mal se afastavam os holofotes e fugia pelas portas traseiras sempre que a contestação alastrava. Ah e muitos dos seus ministros. A Dona Lurdes não era de sorrisos, fez até o percurso contrário, ou assim tentou, talvez por sugestão de desastrados consultores de imagem, que , perante a sua fama de "Bruxa má do Oeste", tentaram inverter o processo, tarde demais, tentando em vão transformá-la em sedutora de coxa descontraída e sorriso colado a "cuspo" na cara amarga.

Já a Dona Alçada a Pesudónima teve também um início de carreira ministerial um tanto semelhante ao do nosso Álvaro: começou com largos sorrisos, em inaugurações , entrevistas e videos para pôr as criancinhas a nanar,e terminou ríspida, arrogante como o seu protector do Executivo, e de sorriso muito mais baço, grandes olheiras e gaguejos. Também ela porque não gostou de ser constestada, pensado de início que o seu papel se resumiria a um deslizar diáfano pelas passerelles dos Conselhos de ministros e do cortar-fitas em novos Caixotes escolares. Mas enganara-se! As "suas" políticas eram igualmente más, perpetuadoras das raízes daninhas plantadas-- com carga de "bazooka" e minas anti-pessoal (leia-se: anti-professores e funcionários) -- pela sua predecessora. E não era por contraste de estilo, aparente, que escaparia à contestação. Apenas um senhor de bigode de um sindicato e mais os seus homólogos se deixaram enganar, para desgraça da Educação, num fatídico Janeiro de 2010.

Bem, adiante.Esta semana, o nosso bom Álvaro foi explicar-se perante o Parlamento e de novo perdeu o sorriso e se enfadou, quando questionado sobre a urgência de se elevar o salário mínimo em 2012, como estava programado.

As televisões omitiram essa parte, mas a atenta TSF relatou e transmitiu as suas palavras, eivadas de uma sobranceria como é raro ver. Assim, começou por admitir que era importante elevar o salário mínimo. Disse até que era "uma hipótese interessante".(sic) E acrescentou, perante a indignação da oposição parlamentar e dos ouvintes da gravação, que neste momento era uma "hipótese demagogicamente interessante.". E desatou numa explicação de que fora assim que se errara após os 25 de Abril, ao subir bastante os salários dos trabalhadores, o que depois paralisou as nossas exportações e blá blá blá!!!!

O senhor ministro Álvaro, perdão, o Álvaro deve ter estado emigrado realmente há muito tempo, estudando apenas os números estatísticos e desligando-os do seu contexto histórico.

Primeiro, toda a gente que viveu esse período quente sabe que após a revolução, os investidores estrangeiros começaram a te receio de importar de Portugal, não só pela instabilidade política global, mas pela ausência de muitos dos nossos gestores, exilados voluntariamente ou à força durante o PREC. Não foi aquela "coisa" matemática de mão-de-obra mais cara levar a desinvestir...

Segundo, certamente (embora não conheça a vida do senhor, digo, do Álvaro) que se não fora o 25 de Abril e os pais dele terem começado a ganhar melhor(?), quem sabe, não poderia ter ido estudar e doutorar-se pró "Extranjero" e poder voltar de lá com uma auréola de salvador da pátria económica e um exalar de ideias pós-modernas tipo Brise-contínuo, a gabar o produto autóctone ,das trouxas de ovos ao Galo de Barcelos, com aquelas frases lindas de que certos produtos portugueses eram tão bons que até ... pareciam estrangeiros...! e por aí fora.

Não sei que ideias brilhantes tem o Álvaro, digo, este senhor (bolas, mal o conheço, não é?) para o país e acredito piamente que esteja pleno de boa vontade e de ânsia em ajudar a pátria, mas ,caramba!, antes que a sua energia de mangas arregaçadas se esgote qual pilha de coelhinho da Duracell contrafeita na China.... que guarde essa energia e verve de espadachim (ele sim)demagogo e conferencista, como se estivesse numa das sua preelecções teóricas de Universidade e se lembre que ESTÁ A FALAR DA VIDA DAS PESSOAS! Do que as pessoas têm durante o mês para dar de comer aos filhos e para pagar as contas!

Não lhe bastava ter feito um aumento "colossal" dos transportes e da Energia, agora surge com a arrogância académica que surge completamente descabida perante a gravidade REAL destes assuntos!

Preocupar-se COM AS PESSOAS isso ,sim, seria deveras uma "HIPÓTESE INTERESSANTE"!

E não vir,em vez disso, com teses revanchistas e serôdias contra o 25 de Abril, como se tivessem vindo da Revolução dos cravos todos os males para hoje não termos um Portugal glorioso!Veremos como fica na época pós-Álvaro, sobretudo na época das novas e antigas clientelas dos nossos desgovernantes, que vão de novo delapidar o erário público, perante a impotência nervosa do bem-intencionado Álvaro! QUE TAMBÉM JÁ SORRI MENOS... e que( pouco convicto das medidas que o obrigam a tomar) TAMBÉM JÁ GAGUEJA !