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sábado, 26 de maio de 2012

Bem-vindos ao CIRCO MEC-GAVE!!! Ou...Contas manhosas...Exames mais difíceis

                (ora ligue os pontinhos e o que dá? O circo habitual! Com jovens cobaias amestradas!) :((
Criei este blogue para ter o meu espaço internáutico criativo e crítico, sem interferências ou censuras alheias, para exprimir as minhas ideias e opiniões, as minhas alegrias e angústias. Pretendia que fosse um blogue com bastante humor, mas também com  seriedade, sonho, esperança e ... as minhas "maluquices". Trataria dos meus temas de eleição, com principal destaque, claro, para a Educação.
Acontece  ultimamamente as novidades do campo educativo estarem longe de serem alegres, sendo até, pelo contrário, bastante desanimadoras. Descoroçantes até.
Depois de seis anos de tentativa de massacre da reputação dos professores por Lurdes Rodrigues, Sócrates e " sus muchachos", houve uma ligeira nesga de esperança vindo do novo MEC, com promessas de que voltaria a centrar as Escolas no essencial, no ensino e valorização do esforço dos alunos, no respeito pelos docentes e pessoal ligado à educação, na simplificação da burocracia inútil que nos afogara e estrangulara nos últimos anos.
Pois bem, tudo isso não passou, pelo que vemos na prática, de mais ilusões e falsas promessas! Respeitar alguém, neste caso os professores, não é só tratar esse alguém com cortesia em cerimónias públicas ou ter um trato mais afável em entrevistas ou colóquios. Esse tom pode ser um pouco paliativo, depois da arrogância de MLR, mas isso já viramos na pose mais sorridente da sua sucessora Isabel Alçada. As políticas, essas, num caso como noutro, foram e continuam a ser de desrespeito, de invasão e alteração legislativa constantes, de mais burocracia, de mais "reunite aguda", mais exaustão causada a toda a comunidade educativa! Não nos deixam espaço para valorizarmos o que importa mais, o centrarmo-nos nas aulas e nas questões didácticas, no fundo... nos alunos!
Não, os alunos não são uma espécie de "clientes", como está aí em voga em visões de gestão ultraliberal, nem tão pouco os seus pais o são. Uma Comunidade Educativa verdadeira é a que engloba todos (alunos, professores, funcionários, pais, comunidade local), numa tentativa de educar as nossas crianças e os nossos jovens, naquela perspectiva do provérbio (chinês?) que diz que para educar uma criança é preciso toda uma aldeia.Não é a criação de mais organismos burocráticos com enorme peso do poder local, leia-se caciques locais, que tantas vezes só se preocupam com as escolas em períodos pré-eleitorais. Durante décadas, devagarinho, essa comunidades  educativas foram surgindo, mais ou menos coesas, com maior ou menor participação de todos. Mas vem uma tutela, o Ministério, que ,hipocritamente apregoando o aumento de autonomia e o respeito, cada vez talha a golpes de foice essa mesma já parca autonomia, esse respeito já tão "trucidado".
Então é o dilúvio, que continua com este novo (des)governo. A todos os níveis reforçam a destruição do sistema educativo idealizado por dona Lurdes e vou listar apenas alguns aspectos:
-- regressa a politiquice partidária às escolas (erradicada poucos anos após o PREC), com  a criação dos  pomposos Conselhos gerais, desprestigia-se o peso do Conselho pedagógico (primeiro deixando de ter voto deliberativo das decisões da escola) e agora, com Crato e em normas de há dias, retirando(sem terem debatido) os representantes dos pais , dos alunos(do Secundário) e dos funcionários auxiliares do  dito Conselho Pedagógico!
- Para além dos já discutíveis agrupamentos de Escolas, que chegaram a ser verticais , mas passaram a horizontais, vemos não só o NÃO abandonar da ideia mirabolante dos Mega-agrupamentos, mas ainda o agravar (por razões nitidamente economicistas, o que é um tiro no pé, pois vais sair mais caro  ao país, a muitos níveis inclusivé o financeiro!) para" Hiper-Mega-agrupamentos", o que poderá levar a termos um director, com poucos assessores, para um conjunto de MILHARES  de alunos, até há uns com mais de 9 mil!,abarcando escolas distantes de quilómetros, fazendo professores dar aulas em várias escolas, em itinerância e cansaço extra,  fazendo os pais  terem de tratar papéis dos filhos a kms e  perderem a proximidade com a escola e quem ensina os filhos,  ficando os alunos perdidos, alienados, feitos números anónimos numa escola que ficará muito  mais impessoal; e tudo para pouparem uns tostões em directores, professores, funcionários de secretaria...
- os currículos mudados de modo a poupar  no nº de  horários docentes sem se saberem quais são afinal as tais "metas de aprendizagem", ou seja, o que se quer que o Sistema educativo ofereça de essencial aos alunos;
- Umas áreas que se dizem reforçadas ,mas que agora, com as contraditórias  Matrizes Curriculares reveladas ontem, não se percebe onde surgem reforçadas;
- A área da educação artística cada vez menos valorizada e cada vez mais subalternizada, num país que se quer virado para o turismo e a... CRIATIVIDADE! .- Sobre este tema tenho um post em rascunho, pois merece dstaque mais alongado; entretanto assinem a Petição Pública que abaixo se linka. Deixo apenas em destaque que até penso que deveria ser a área das expressões a NUCLEAR de todo o currículo e não um suplemento para enfeitar... mas então explicarei melhor o meu ponto de vista...
- As turmas de novo a aumentar de número de alunos, devendo rondar os 30 alunos ( e não cabendo esse número tantas vezes nas salas modernas!),  medida contraproducente num ensino que se aconselha a ser cada vez mais individualizado e incentivador das qualidades de cada  aluno;
- Escolas e mais escolas do primeiro Ciclo a fechar, ao arrepio do prometido, também , cada vez ajudando a  centralizar tudo e a desertificar mais o interior;
- Os programas que continuam desconexos e enormes, nunca se avaliando, de uma experiência para a outra, o que é de manter e o que é de mudar, ou seja, sempre tudo tratado em gabinetes de pessoas bem longe da realidade do ensino e das dificuldades em executar tanto delírio programático;
- a pseudo-avaliação dos professores que afinal continua igual como MLR a traçara, com toda a burocracia pateta e com  todo o desgaste, com toda a injustiça e mais uma vez tendo sido praticamente perdida a antiga componente de formação contínua científica que era o que mais importava ( agora as acções de formação  são escassas, de temas que não são fundamentais ao ensino e... a pagar, muitas vezes bem... quando  afinal são... obrigatórias!);
- O derrubar sem mais do programa de Novas Oportunidades (que afinal recebia dinheiros europeus e não do orçamento...) sem se fazer um balanço sério e pedagógico e destruindo sonhos de muitos formandos;
- A alteração de regras dos Cursos profissionais sem se escutar os professores, e querendo agora que tudo regresse a uma espécie de ensino técnico...mas sem  ovos para a omelete, ou seja, sem oficinas para essas técnicas, que isso custa dinheirinho que o senhor Gaspar quer pagar aos "nervosos mercados" tão insaciáveis...
- O congelamento de carreira, de salários, cortes dos mesmos, roubo dos subsídios, aumento de horário dos docente, tenham já o cansaço que tiverem às costas em anos e anos de serviço, o prolongamento dos anos de serviço até à reforma numa profissão que é visivelmente de desgaste rápido;
- O atraso em  rever como deve ser o estapafúrdio estatuto do aluno;
- O "mandar às malvas" o conceito de Projecto Educativo ( ligado à comunidade ) que este aumento dos Mega-agrupamentos revela, tornando-se cada vez mais mero enfeite para colocar online;
-A mudança constante de regras para os exames, com formações patéticas para correctores e os alunos já não sabendo quantos exames podem fazer numa época...
-etc etc
Mas em tudo isto o que mais custa é COMO SE BRINCA com as aspirações e expectativas dos ALUNOS! Quando se cria neles a dúvida sobre o que sabem realmente ou deixam de saber, o brincar com o seu próprio evoluir no seu percurso educativo: o alterar das regras de bolsas e subsídios o que  faz tantos não comerem ao almoço, o alterar das regras para os exames, a alteração das opções de disciplinas, a alteração constante de programas, e por aí fora! Mais tarde a culpa aparente será dos professores,os bodes expiatórios do costume, mas a tutela, o MEC , é que está a proporcionar isso tudo e , o que é mais grave, com motivos habilidosos de baixa política!
Vem isto a propósito desta notícia de ontem, que linco aqui:
"PAIS E PROFESSORES ANTECIPAM CATÁSTROFE NOS RESULTADOS DO  9º ANO A MATEMÁTICA" (in Público,25-5-2012,  incluindo comentários dos leitores)
Chamo primeiro a atenção para o pormenor curioso de este ser o título online, iniciando-se o título do jornal em papel de "Docentes e pais....". Ou seja, o online deve ser mais lido por pais e quem compra os jornais no quiosque são os professores! :))
Falta a versão para alunos, talvez aguardando a versão... no Youtube! ;)
(Hum... que tal "Yameu : Os cotas acham que as negas no exame de Matem*rda vão ser   F#%&#*#S!"... )
Bem, agora a sério:
Sei de facto de muitos casos em que alunos sempre excelentes a Matemática se viram a entrar em negativasnos recentes testes intermédios do 9º Ano, envergonhando-se e alarmando pais e e docentes!
Pois bem, em que é que eu digo que há aqui baixa política, com os nossos alunos como cobaias?
Então eu lembro: é que podem estar já esquecidos, os agentes educativos, pois a memória portuga é fraca..., mas este TRUQUE, que o GAVE e o MEC levaram a cabo com os testes intermédios (testes gerais de treino para os alunos se habituarem ao exame que há-de vir) , JÁ FOI ANTES levado a cabo por ANTERIORES DESGOVERNOS, não se recordam?
Foram aqueles exames de Português com perguntas  na aparência acessíveis mas onde os professores correctores foram liminarmente OBRIGADOS a cortar a eito as respostas caso  estas não estivessem correctas até à última vírgula, num desrespeito do Gave por alunos e também pela autonomia e bom senso desses docentes. Lembram-se agora? E daqueles exames vários de Matemática e outras disciplinas, bastante difíceis, para  no ano seguinte ser opostamente MUITO mais fácil e assim manipular estatísticas para o país e para as OCDEs deste mundo!
O truque era portanto: num dado ano fazer uma razia de resultados, com testes muito difíceis e regras de correcção demasiado restritas, para um ou dois anos depois dar testes FÁCEIS até ao ridículo, com regras mais folgadas e assim parecer que era o "NOVO" SISTEMA, ou seja o Governo e ME/MEC que tinha levado à melhoria e que finalmente havia progresso no Ensino e futuros gloriosos no nosso Sistema Educativo! E o público mais alheado acreditava! Agora é que acontecia a "Excelência", a "Exigência" e tudo o mais face ao "laxismo" anterior, a professores que não sabiam ensinar!
 Se não acreditam nesta minha "teoria" ora leiam os comentários que se seguem à notícia no Público! Lá está: ah agora é que é a exigência! esses maus resultados era porque antes se andou a brincar.... OU SEJA, confunde-se o descalabro e a brincadeira aos governos que foi das ministras e desgovernos, com as  próprias escolas e os professores, que apesar de todo o Caos têm procurado alhear as aulas desses desvarios, ensinando o que lhes mandam mas mantendo algum bom senso para o que importa...
Entendem agora a figura que juntei acima? Juntem os "pontinhos" e fiquem com a imagem do que se passa: mais um armar de uma nova tenda do "Circo" político-mediático do triste País!
Leiam esse comentários e confirmem o que digo e como  de novo a estratégia de usar os alunos para estas jogatinas esá a surtir  efeito!
E " ESCREVAM": daí a um ou dois anos farão exames mais acessíveis e aí os 33% subirão de novo para altas positivas!
E os miúdos e o seu gosto e motivação para a Matemática como ficam no meio disto tudo?
Havia que tentar provar que o novo MEC era salvador (mais um!) e o GAVE montou de novo o "CIRCO" dos ilusionistas, com muitos coelhinhos -cobaias (as crianças) a sairem da cartola com as suas primeiras negativas à disciplina e um Coelhão a dizer ao lado para não serem "piegas" e o ilusionista de barba de três dias a mover a arrogante varinha de condão, já que em pouco mais manda no seu ministério!
Reparem no que se explica na notícia: as questões do Teste (e certamente as do futuro exame, daqui a um mês) até que estavam de acordo com o Programa, sim senhor, mas eram quase todas em redor de processos de raciocínio complexos, versando resolução de problemas. Não sou de Matemática, mas é de regra, em qualquer teste elaborado, incluir tanto questões de raciocínio mais complexo como perguntas mais directas. Indução ,  dedução...Há um tempo restrito para fazer um exame, para não falar na situação de stress, pelo que deve haver várias formas de raciocínio a serem valorizadas e não só as mais complexas. Dizem os professores que essas novas metodologias testadas no exame  não estavam ainda a ser experimentadas a nível nacional, apenas em alguma escolas-piloto. Havia que esperar e ver se resultavam educativamente. Assim não, foi aplicada a estes alunos tal teoria ou fé que domina estes jovens-velhos desgovernantes, de calcar tudo rente ao chão, para depois esperar que algo cresça. De terraplanar e  queimar tudo, para depois esperar que uma "Fénix" mítica renasça das cinzas!
ISTO NÃO SE FAZ!
As "cinzas" afinal serão os próprios filhos do país! Será tal "massacre" razoável? Ético sequer?!
Não se desvaloriza assim todo um grupo de docência nem milhares de adolescentes!
Se muitos estão mal a Matemática porque o Sistema oficial assim o permitiu e até obrigou, durante décadas,-- que passassem de ano constantemente com negativas a Matemática--, há muito e muito outros que são "barras" na disciplina, que a adoram e cultivam com gosto, o que se prova pelo sempre crescente número de vencedores nacionais das Olimpíadas de Matemática, mesmo no exterior, pelos alunos que são cá pescados pelas universidades estrangeiras que, ao contrário dos nossos, lhes descobrem o valor e conhecimentos!
Mas só contam os números, as manipulações estatísticas, já nem os alunos contam! Que tal seja pensado por políticos de carreira ou de "austeridade" como tantos, já é triste, mas que um Matemático e professor de carreira como o ministro Nuno Crato o incentive, ainda é mais triste! E que um gabinete de criação de exames, outrora profissional e sério , como  GAVE alinhe nesse Circo, é... muito gRave. :((
Margarida Alegria (26-5-2012, in blog "Alegrias e Alergias)
pronto e era eu para escrever só meia dúzia de linhas e afinal... há temas que nos fazem bulir com os nervos! Neste caso por não se ver saída para este Inferno em que nos meteram!
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 ADENDA: Quanto  à Petição pública de que falei acima, lamento mas parece que ela desapareceu online.... É a favor da continuidade da Educação Musical no terceiro Ciclo, de onde quase foi arredada na nova estrutura curricular, remetida para a "bondade" das Escolas em "Oferta de Escola" eventual (com direito a, com sorte, 45 minutos semanais...!), quando já se estava a evoluir  um bocadinho na reintrodução desta disciplina, em Portugal, um país onde tantos concorrem a concursos de "Ídolos" e quejandos....Assim que reaparecer a petição ou souber o que se passa, colocarei aqui o link.

domingo, 25 de março de 2012

Parque Escolar em derrapagem desenfreada!

Já falta paciência sobre este assunto... Como se previa  e alertava há muito, o Tribunal de Contas vem confirmar a forte derrapagem das Contas da Parque Escolar (Empresa Pública).Só em dinheiros ilegalmente pagos, foram mais de 500 milhões de €.  Já AQUI fiz longo texto sobre o problema e da minha opinião de como se deveriam restaurar Escolas. Agora eis a notícia do Público (de ontem), com números "à maneira":
Bem me parecia que vamos dar aulas mais uns anitos em contentores, no meio de obras paradas. Outros continuarão em escolas onde fungos e musgo trepam pelas paredes. E isso vai ter outros entraves à Educação: espaços funcionais pejados de caixotes das mudanças que estavam previstas para os espaços novos, ausência quase completa de Internet, computadores quase impraticáveis pois cabia à Parque Escolar incluir no "mobiliário" os novos computadores (como se previa e confirmado agora, com preços inflaccionados: um computador quer no normal mercado custa 500 Euros a ser facturado por 800... para além de outros regabofes do estilo, como o pagar duas ou mais vezes às empreitadas e projectistas trabalhos mal feitos que seriam da responsabilidade destes reparar), poeira e barulho com obras a meio gás e sabe-se lá que mais reduções no tamanho original dos projectos... Uma dor de cabeça, para alterações que qualquer leigo na matéria veria que podiam ser feitas de forma um bocado mais económica, mas sólida e até bonita. Para não falar de assaltos mais facilitados às instalações e equipamentos.
O actual Ministro diz que obras continuarão (Ler AQUI), apesar de tudo, mas se for como o resto de incremento à Economia que aí anda, na camisa de forças paralisante das Finanças "Paga à Troika e agrada aos mercados nervosos e nada mais", já se prevê que daqui em diante será a falência dos fornecedores e dos pequenos empreiteiros sub-contratados, os despedimentos nas grandes empresas cosntrutoras, que quiseram fazer "à grande e à francesa", o amuo dos projectistas e subsequente emigração , sem serem responsabilizados, o saltitar dos ex-administradores da PE, que se demitiram já, quiçá para novos tachos do sistema, sem serem "chamados à pedra". E "siga a rusga", que a festa continuará para os mesmos!
Portanto, uma derrapagem vem atrás de outra, lá reza a tradição, com uma "escorregadela" de milhares aqui e um trambolhão de milhões acolá. Tudo muito habitual neste cantinho "à beira mar plantado".
Pelo menos é o que parece defender a ex-ministra da Educação Isabel Alçada nestes depoimentos A LER AQUI Com o maior descaramento "robotizado",  alega que estas contas "são normais", ao que parece por culpa do alargamento da escolaridade para 12 anos (ora isso  JÁ estava decidido desde o final no consulado de terror de Mª de L. Rodrigues, aliás,  fora um dos seus últimos estertores ministeriais) de S. Pedro malvado e da sua chuva e tal, que a derrapagem não existe, que está tudo no melhor dos mundos! O Dr. Pangloss do "Cândido" não diria melhor...
Também a incontornável (e inesquecível, pelas piores razões) Maria de Lurdes Rodrigues, sua antecessora e plantadora, com Sócrates, dos alicerces gelatinosos da Parque Escolar, veio há uns dias, num artigo para o "Público" defender esse magnífico exemplo de desastre de gestão que é a Parque Escolar, alegando o que anda aí a servir como argumento tosco: que as obras eram de luxo para dar luxo à classe média e à Escola Pública, que pela "primeira vez" se fizeram obras de requalificação das escolas (o que não é verdade, embora o anterior processo de melhoramentos fosse tantas vezes ilógicos, lentos e desarticulados... Não se sabia porque escolas melhores tinham obras de conservação enquanto outras mais periféricas e aos pedaços esperavam sem fim...). Ou seja, em vez de se colocar a funcionar BEM as estruturas que existiam, fez-se o costume: criou-se uma equivalente às comissões ou ou como se diz modernamente "grupos de trabalho" paralelos à governação existente, repletos de tachos novos e de  poderes quase absolutos sobre tudo, ou seja, em vez de Comissão... uma empresa pública nova... a Parque Escolar, que se tornaria dona das Escolas que ajudava a construir, embora o dinheiro viesse todo do Estado. Grande golpe...já se via que ia rebentar, mais cedo ou mais tarde.
E, Srª Mª de Lurdes, sabemos à légua que os luxos das escolas Secundárias não eram para servir os alunos, mas para as tornar em espaços mais apetecíveis para a especulação imobiliária, caso/quando as Escolas fossem à falência por não poderem aguentar as despesas-extra de manutenção: Sim ,senhora, adivinhávamos à légua que não tardariam a ser comprados por magnatas e transformados em colégios privados, por tuta e meia... qual cuidar da Escola Pública qual quê?! Ou, como diz o outro, "Não há almoços grátis" e "Quando a esmola é grande, o pobre desconfia".
E... CHUIF...! que pena! A PE não teve tempo de testar o que já andava a divulgar em força, com forte e cara publicidade (com sub-empresa exclusiva para promover a própria PE, ah pois é!... ) a sua faceta amealhadora, ao apresentar-se como "A maior locatária de espaços" do país (dando apenas parte dos lucros às próprias escolas). Ou seja, preparavam-se para alugar ginásios remodelados (já agora algumas escolas o fazem, o que não acho mal, mas com peso e medida, dando prioridade aos interesses das escolas e tendo funcionários suficientes para os limpar), cantinas, auditórios e... pasme-se! até salas de informática ! Ui! Se agora controlar o bom uso dos computadores é tarefa árdua e desgastante, sem técnicos que cheguem para as encomendas... o que seria com meio mundo a aceder aos mesmos...
Pensando bem, fecho o texto imaginando como seria o funcionamento das escolas com todas essas actividades, não de forma comedida, como até agora, mas em roda livre e de fito nos Euros:
~~~~***PLIM PLIM*** (música de harpa) e aqui vai ~~~~
à semana, aulas das oito às seis e meia da tarde, associações recreativas e  clubes desportivos em sessões contínuas das sete até às quatro da manhã, uma sessão de exorcismo até de madrugada e... meia hora para limpar tudo. Ao fim de semana, um casamento e dois baptizados na cantina, aulas de informática para terceira idade todo o sábado de manhã e a acção de formação de professores a ter de transitar para a cantina com apenas um retroprojector (quem paga-- ou paga mais-- tem prioridade). Diversos jogos de várias modalidades no ginásio e nos campos de jogos, uma confraternização de motards na cantina, seguido de demonstração de motas e ainda umas corridas de Tuning pela tarde fora, nos campos de jogos.
Meia-hora para terraplanar tudo, a cargo da PE ou dum tal "senhor José", um funcionário semi-reformado e muito jeitoso que faz uns biscates na Escola. E enquanto a empresa PE e a empresa de catering servem mais um jantar de confraternização à  noite, do clube de columbofilia, a cozinheira antiga que tentou vender os seus rissóis caseiros na escola é presa pela ASAE e interogada pela PJ. 
À noite, no auditório maior, decorre uma palestra de MLR sobre o perfil de coragem e hombridade de  José Sócrates e, já agora, sobre a meia dúzia de engenheiros de quem se tornou mais amiga durante a sua tese de doutoramento. Entretanto, no gínásio, a IURD faz mais uma das suas sessões de histeria colectiva, mas, enfim , pagavam MUITO bem e os administradores da PE leram na proposta que era uma tal "corrente do empresário" e por isso julgaram ser uma sessão sobre empreendedorismo, embora só mais tarde descobrissem que os empreeendedores eram os pastores, que conseguiam angariar muitas correntes, mas de ouro, dos membros da assembleia e que aliviavam os mesmos de tanto dinheiro que  afinal a PE bem poderia ter cobrado mais!
Ao Domingo de manhã, depois de mais limpezas por funcionários exaustos, umas bodas-de-ouro na cantina, com missa campal, que acaba por ser sob um telheiro, pois começa a chover. Na biblioteca mais umas palestras, seguidas da apresentação e sessão de autógrafos do último livro rotino-juvenil de Isabel Alçada ,"Uma aventura em Paris". Nas salas de informática uma acção de formação para hackers amadores  e outra para agentes dos serviços de segurança e no bufete uma festa de despedida de solteiros, com o "senhor José" , funcionário semi-reformado,a fazer um biscate como stripper para as senhoras. Em algumas salas de aula decorrem aulas de culinária, de bricolage e de crochet e bordados para jovens desempregados(entre os quais os netos do senhor José) financiadas pelo QREN. Na sala dos professores há um velório e na sala de reuniões, aquela maiorzita, um coro de crianças ensaia.
À tarde, durante os jogos de futebol do ginásio e dos campos, o "senhor José" trabalha como arrumador de automóveis, enquanto a sua esposa, antiga porteira, vende senhas  de entrada para  as  casas de banho. À noite, mais palestras, concertos e um senhor José  e esposa exaustos a limpar tudo noite fora.
À noite preparam também os colchões do  ginásio,  para o previsto pernoitar de uma romaria de peregrinos da rota de Santiago de Compostela.
De madrugada, inesperadamente,... meia escola EXPLODE! BUUUUUM!
Hum... no meio de tanto aluguer, a Parque Escolar não reparara em certos pormenores, ao arrendar os laboratórios a um grupo de indivíduos. Afinal não eram estudantes universitários, mais um grupo de separatistas da Microíndia do Norte, que... precisava de construir umas bombas... UPS! ;)
Pelo sim , pelo não, suspendem e interrogam o "Senhor José"...
Tudo na boa...o Estado (leia-se o cidadão trabalhador e pagante) paga os prejuízos...
Margarida Alegria (25-3-2012, in blog "Alegrias e Alergias")
Nota: a parte final deste post é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com a realidade é (para já) mera coincidência. A parte inicial do texto, sobre as novas da Parque Escolar, não é, para nossa desgraça, qualquer obra de ficção...!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Reciclagem de cartoons (sempre actuais)

 (Publicado no Facebook em Março de 2011(c) Margarida Alegria)
Ainda reinavam Sócrates e T. dos Santos e faziam tudo por tudo para não pedir ajuda ao FMI.
Agora fazem tudo igual, pois o medo é sempre aos Mercados (esse dragão)! E nem "S. Jorge FMI e das troikas" nos vale! Ainda actual, portanto.
                                      ( (c) Margarida Alegria, Junho de 2010)
Aquando da medida da ministra da E. , Isabel Alçada, de fechar escolas com menos de 20 alunos. Mesmo que tivessem acabado de ser reabilitadas e restauradas com a ajuda dos habitantes das localidades.
Agora, o novo ME, alás MEC, Crato de seu nome, admite que, para novos encerramentos... o "céu é o limite". Ou seja, nem há limite de número,´deve ser tudo a eito, lá a partir dos gabinetes do dispositivo monstruoso da 5 de Outubro. Por falar, em vez de sugerirem que se acabe com o feriado do 5 de Outubro, sugiro que impludam a "5 de Outubro", como este MEC sugeria, antes de chegar ao posto de ministro (pois...).
( (c) Margarida Alegria, Maio de 2010)
E este a dispensar muitas explicações. Continua, infelizmente, actualíssimo! Com o "casal" Ângela/Nicolau a pensar que se vão safar da fome e da desgraça, enviando os seus filhos, pequenos polegares ou dedos médios para a morte na floresta. Ano e meio depois, ainda não compreenderam! :((
(Nota: Estes cartoons foram criados para recrear amigos no Facebook, a propósito dos acontecimentos da altura. São criações muito artesanais, tendo o diâmetro do círculo origem na base de uma caneca de leite. O desenho foi feito no seu interior, depois. Sem grande espaço para altos rasgos ao colorir...
E porquê redondo? Tudo começou porque havia uma aplicação do Facebook, que depois desapareceu, dos chamados "pins", ou "flairs", com imagens e frases engraçadas, ao jeito de "pins" virtuais para coleccionar.
Resolvi então criar a minha própria colecção, sob o mote geral de " Velhos Contos, Novos Tempos...", ou seja, mostrando que, hoje como ontem, os contos de fadas podem ter actualidade, apenas com uma pequena adaptação.
Neste fim-de semana, com mais tempo, prometo publicar toda a colecção(sim, há mais!), bem como outros cartoons da minha lavra, numa Página especial para os ditos (uma espécie de galeria/arquivo de cartoons que publiquei noutras paragens -- ou publicaram por mim).
E também prometo que estão para estrear em breve muitos novos "em folha",nesta página inicial, exclusivos "alegrias e alergias". Para dar alguma alegria  a quem aqui  passa e reflectir sobre as "alergias" que nos suscita este Mundo! ;)
Margarida Alegria( 1-12-2011)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O Alvarito anda a pôr as garras de fora...!



O outrora sorridente, estrangeirado e em-mangas-de-camisa super-ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, "Álvaro", como quis que o chamassem ( Álvaro, call me Álvaro...,parece-nos ouvir...), já anda não só a perder o sorriso pelo caminho, nas andanças pelo país real e pelo confronto com a dura realidade que é governar a sério, no terreno, em vez de uma posição de cátedra, com uns binóculos; como a vestir mais o casaco, a adoptar mais a pose da arrogância de quem não gosta de ser contestado.
Onde é que já vimos este "filme"? Ah, pois, reinado de D. Sócrates, o tal que perdia o sorriso mal se afastavam os holofotes e fugia pelas portas traseiras sempre que a contestação alastrava. Ah e muitos dos seus ministros. A Dona Lurdes não era de sorrisos, fez até o percurso contrário, ou assim tentou, talvez por sugestão de desastrados consultores de imagem, que , perante a sua fama de "Bruxa má do Oeste", tentaram inverter o processo, tarde demais, tentando em vão transformá-la em sedutora de coxa descontraída e sorriso colado a "cuspo" na cara amarga.

Já a Dona Alçada a Pesudónima teve também um início de carreira ministerial um tanto semelhante ao do nosso Álvaro: começou com largos sorrisos, em inaugurações , entrevistas e videos para pôr as criancinhas a nanar,e terminou ríspida, arrogante como o seu protector do Executivo, e de sorriso muito mais baço, grandes olheiras e gaguejos. Também ela porque não gostou de ser constestada, pensado de início que o seu papel se resumiria a um deslizar diáfano pelas passerelles dos Conselhos de ministros e do cortar-fitas em novos Caixotes escolares. Mas enganara-se! As "suas" políticas eram igualmente más, perpetuadoras das raízes daninhas plantadas-- com carga de "bazooka" e minas anti-pessoal (leia-se: anti-professores e funcionários) -- pela sua predecessora. E não era por contraste de estilo, aparente, que escaparia à contestação. Apenas um senhor de bigode de um sindicato e mais os seus homólogos se deixaram enganar, para desgraça da Educação, num fatídico Janeiro de 2010.

Bem, adiante.Esta semana, o nosso bom Álvaro foi explicar-se perante o Parlamento e de novo perdeu o sorriso e se enfadou, quando questionado sobre a urgência de se elevar o salário mínimo em 2012, como estava programado.

As televisões omitiram essa parte, mas a atenta TSF relatou e transmitiu as suas palavras, eivadas de uma sobranceria como é raro ver. Assim, começou por admitir que era importante elevar o salário mínimo. Disse até que era "uma hipótese interessante".(sic) E acrescentou, perante a indignação da oposição parlamentar e dos ouvintes da gravação, que neste momento era uma "hipótese demagogicamente interessante.". E desatou numa explicação de que fora assim que se errara após os 25 de Abril, ao subir bastante os salários dos trabalhadores, o que depois paralisou as nossas exportações e blá blá blá!!!!

O senhor ministro Álvaro, perdão, o Álvaro deve ter estado emigrado realmente há muito tempo, estudando apenas os números estatísticos e desligando-os do seu contexto histórico.

Primeiro, toda a gente que viveu esse período quente sabe que após a revolução, os investidores estrangeiros começaram a te receio de importar de Portugal, não só pela instabilidade política global, mas pela ausência de muitos dos nossos gestores, exilados voluntariamente ou à força durante o PREC. Não foi aquela "coisa" matemática de mão-de-obra mais cara levar a desinvestir...

Segundo, certamente (embora não conheça a vida do senhor, digo, do Álvaro) que se não fora o 25 de Abril e os pais dele terem começado a ganhar melhor(?), quem sabe, não poderia ter ido estudar e doutorar-se pró "Extranjero" e poder voltar de lá com uma auréola de salvador da pátria económica e um exalar de ideias pós-modernas tipo Brise-contínuo, a gabar o produto autóctone ,das trouxas de ovos ao Galo de Barcelos, com aquelas frases lindas de que certos produtos portugueses eram tão bons que até ... pareciam estrangeiros...! e por aí fora.

Não sei que ideias brilhantes tem o Álvaro, digo, este senhor (bolas, mal o conheço, não é?) para o país e acredito piamente que esteja pleno de boa vontade e de ânsia em ajudar a pátria, mas ,caramba!, antes que a sua energia de mangas arregaçadas se esgote qual pilha de coelhinho da Duracell contrafeita na China.... que guarde essa energia e verve de espadachim (ele sim)demagogo e conferencista, como se estivesse numa das sua preelecções teóricas de Universidade e se lembre que ESTÁ A FALAR DA VIDA DAS PESSOAS! Do que as pessoas têm durante o mês para dar de comer aos filhos e para pagar as contas!

Não lhe bastava ter feito um aumento "colossal" dos transportes e da Energia, agora surge com a arrogância académica que surge completamente descabida perante a gravidade REAL destes assuntos!

Preocupar-se COM AS PESSOAS isso ,sim, seria deveras uma "HIPÓTESE INTERESSANTE"!

E não vir,em vez disso, com teses revanchistas e serôdias contra o 25 de Abril, como se tivessem vindo da Revolução dos cravos todos os males para hoje não termos um Portugal glorioso!Veremos como fica na época pós-Álvaro, sobretudo na época das novas e antigas clientelas dos nossos desgovernantes, que vão de novo delapidar o erário público, perante a impotência nervosa do bem-intencionado Álvaro! QUE TAMBÉM JÁ SORRI MENOS... e que( pouco convicto das medidas que o obrigam a tomar) TAMBÉM JÁ GAGUEJA !

Aqui estou eu, trálálá!

Desde já agradeço à minha amiga Margarida Alegria o corajoso convite para me aturar por aqui.

Tantas troikas a controlar a nossa respiração, tantos desgovernantes a continuar a fazer comichões aos nossos pobres bolsos, cortando a talho de foice tudo que pareça dinheiro fácil de cobrar...

E tanta desgraça a continuar, na Escola Pública...

Ah! estou ansiosa por lhes dar tratos "de polé" neste blogue! Não lhes darei descanso, da parte que me toca!!! :)))

Quanto à minha carreira bloguista, será pouco maior que a da Margarida. Comecei também em 2009, no "Aaatchoo!", dedicado a gripes (A e diversas), igualmente pela mão da Margarida Az.

Em Outubro de 2010, alinhei no (seu também) "Uma Aventura Sinistra", continuação do célebre "Sinistra Ministra", desta vez dedicado ao também conturbado reinado desgovernativo de Isabel Alçada, na Educação portuguesa. O blogue terminou em Junho deste ano, aquando da derrota de Sócrates e, subsquentemente, da não continuação de mandato da talvez única Ministra pseudónima da Europa, quiçá do Mundo!

E chega de conversa! Vamos à mão na massa de ideias ,enquanto ela está quente!

"Alergia"