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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Às 20h de hoje, os Vampiros voltaram a atacar em força...

(c) Margarida Alegria (2 de Março de 2013, Porto)
... (por via televisiva e nas ondas da rádio).
E ainda há quem defenda este tipo de medidas homicidas (e suicidas) e os seus executores desvairados?

sábado, 15 de setembro de 2012

15/SETEMBRO/2012 - UNIDOS CONTRA A TROIKA, TODOS NA RUA!



Com grande pena minha, desta vez estou impedida de ir. Com "peias" mesmo!
 Mas   o meu coração está com todos os meus concidadãos que se vão manifestar (a partir desta hora mesmo), com toda a justiça e indignação legítima que já tardava a vir à tona!
Então? Acham que há mais lugar para tolerância e contemplações? Eu não. Prezo muito a Justiça e revoltam-me os regimes e as pessoas que praticam a Injustiça, contra os seus governados, contra os outros seres humanos em geral, especialmente contra aqueles que mais pacientes são... Que querem, é um nervoso miudinho que me dá nessas situações e não me calo. Acabo a sofrer com isso, mas não me importo ("A razão mesmo vencida/ não deixa de ser Razão", como diz o poeta Aleixo). Blargh para todos vocês, seres injustos, social e pessoalmente! Nem que tenham a lata de se esconderem por detrás da mentira , da falsa valentia,da manipulação insensível e  da arrogância oca que aprenderam a cultivar  desde jovens nas vossas emproadas viditas...
Junto também dua excelentes cartas abertas que aí circulam. A ler. Sublinho que não são minhas, mas subscrevo-as, de duas gerações diferentes que são.Como diz o escritor Eugénio Lisboa numa das cartas, também eu me sinto "exilada no meu próprio país" e a sensação é horrível, creio que a maioria dos que aqui passam também o sentem. Usurpados nos nossos direitos de cidadania e Liberdade...
Aqui vou torcer para que os portugueses façam valer a Liberdade que nos resta neste protesto!
Obrigada Paula (video) e Sílvia (cartas). São umas querida amigas! Seres humanos Cinco Estrelas e não "pálidos" projectos de  seres humanos, desses infelizes feitos de papelão ou megabytes...
O cartaz da manif. em Lisboa(mas há mais umas dezenas de cidades a convocar, de Norte a Sul do país):

(riem-se de quê?! O  cínico e sinistro Gasparov rir-se-á ao ritmo zombie também? aqui parece bem celerezito, a gozar com Portugal de outra forma...)
E AS CARTAS:
1ª- "Vão-se foder"
"Descobri este texto de uma portuguesa de 32 anos, uma cidadã que diz o que sente e pensa a partir da sexta-feira passada. É um texto impressionante, que vivamente recomendo. Leiam, por favor, até ao fim.

"Vão-se foder.
Na adolescência usamos vernáculo porque é “fixe”. Depois deixamo-nos disso. Aos 32 sinto-me novamente no direito de usar vernáculo, quando realmente me apetece e neste momento apetece-me dizer: Vão-se foder!
Trabalho há 11 anos. Sempre por conta de outrém. Comecei numa micro empresa portuguesa e mudei-me para um gigante multinacional.
Acreditei, desde sempre, que fruto do meu trabalho, esforço, dedicação e também, quando necessário, resistência à frustração alcançaria os meus objectivos. E, pasme-se, foi verdade. Aos 32 anos trabalho na minha área de formação, feliz com o que faço e com um ordenado superior à média do que será o das pessoas da minha idade.
Por isso explico já, o que vou escrever tem pouco (mas tem alguma coisa) a ver comigo. Vivo bem, não sou rica. Os meus subsídios de férias e Natal servem exactamente para isso: para ir de férias e para comprar prendas de Natal. Janto fora, passo fins-de-semana com amigos, dou-me a pequenos luxos aqui e ali. Mas faço as minhas contas, controlo o meu orçamento, não faço tudo o que quero e sempre fui educada a poupar.
Vivo, com a satisfação de poder aproveitar o lado bom da vida fruto do meu trabalho e de um ordenado que batalhei para ter.
Sou uma pessoa de muitas convicções, às vezes até caio nalgumas antagónicas que nem eu sei resolver muito bem. Convivo com simpatia por IDEIAS que vão da esquerda à direita. Posso “bater palmas” ao do CDS, como posso estar no dia seguinte a fazer uma vénia a comunistas num tema diferente, mas como sou pouco dado a extremismos sempre fui votando ao centro. Mas de IDEIAS senhores, estamos todos fartos. O que nós queríamos mesmo era ACÇÕES, e sobre as acções que tenho visto só tenho uma coisa a dizer: vão-se foder. Todos. De uma ponta à outra.
Desde que este pequeno, mas maravilhoso país se descobriu de corda na garganta com dívidas para a vida nunca me insurgi. Ouvi, informei-me aqui e ali. Percebi. Nunca fui a uma manifestação. Levaram-me metade do subsídio de Natal e eu não me queixei. Perante amigos e família mais indignados fiz o papel de corno conformado: “tem que ser”, “todos temos que ajudar”, “vamos levar este país para a frente”. Cheguei a considerar que certas greves eram uma verdadeira afronta a um país que precisava era de suor e esforço. Sim, eu era assim antes de 6ª feira. Agora, hoje, só tenho uma coisa para vos dizer: Vão-se foder.
Matam-nos a esperança.
Onde é que estão os cortes na despesa? Porque é que o 1º Ministro nunca perdeu 30 minutos da sua vida, antes de um jogo de futebol, para nos vir explicar como é que anda a cortar nas gorduras do estado? O que é que vai fazer sobre funcionários de certas empresas que recebem subsídios diários por aparecerem no trabalho (vulgo subsídios de assiduidade)?… É permitido rir neste parte. Em quanto é que andou a cortar nos subsídios para fundações de carácter mais do que duvidoso, especialmente com a crise que atravessa o país? Quando é que páram de mamar grandes empresas à conta de PPP’s que até ao mais distraído do cidadão não passam despercebidas? Quando é que acaba com regalias insultosas para uma cambada de deputados, eleitos pelo povo crédulo, que vão sentar os seus reais rabos (quando lá aparecem) para vomitar demagogias em que já ninguém acredita?
Perdoem-me a chantagem emocional senhores ministros, assessores, secretários e demais personagem eleitos ou boys desta vida, mas os pneus dos vossos BMW’s davam para alimentar as crianças do nosso país (que ainda não é em África) que chegam hoje em dia à escola sem um pedaço de pão de bucho. Por isso, se o tempo é de crise, comecem a andar de opel corsa, porque eu que trabalho há 11 anos e acho que crédito é coisa de ricos, ainda não passei dessa fasquia.
E para terminar, um “par” de considerações sobre o vosso anúncio de 6ª feira.
Estou na dúvida se o fizeram por real lata ou por um desconhecimento profundo do país que governam.
Aumenta-me em mais de 60% a minha contribuição para a segurança social, não é? No meu caso isso equivale a subsídio e meio e não “a um subsído”. Esse dinheiro vai para onde que ninguém me explicou? Para a puta de uma reforma que eu nunca vou receber? Ou para pagar o salário dos administradores da CGD?
Baixam a TSU das empresas. Clap, clap, clap… Uma vénia!
Vocês, que sentam o já acima mencionado real rabo nesses gabinetes, sabem o que se passa no neste país? Mas acham que as empresas estão a crescer e desesperadas por dinheiro para criar postos de trabalho? A sério? Vão-se foder.
As pequenas empresas vão poder respirar com essa medida. E não despedir mais um ou dois.
As grandes, as dos milhões? Essas vão agarrar no relatório e contas pôr lá um proveito inesperado e distribuir mais dividendos aos accionistas. Ou no vosso mundo as empresas privadas são a Santa Casa da Misericórdia e vão já já a correr criar postos de trabalho só porque o Estado considera a actual taxa de desemprego um flagelo? Que o é.
A sério… Em que país vivem? Vão-se foder.
Mas querem o benefício da dúvida? Eu dou-vos:
1º Provem-me que os meus 7% vão para a minha reforma. Se quiserem até o guardo eu no meu PPR.
2º Criem quotas para novos postos de trabalho que as empresas vão criar com esta medida. E olhem, até vos dou esta ideia de graça: as empresas que não cumprirem tem que devolver os mais de 5% que vai poupar. Vai ser uma belo negócio para o Estado… Digo-vos eu que estou no mundo real de onde vocês parecem, infelizmente, tão longe.
Termino dizendo que me sinto pela primeira vez profundamente triste. Por isso vos digo que até a mim, resistente, realista, lutadora, compreensiva… Até a mim me mataram a esperança.
Talvez me vá embora. Talvez pondere com imensa pena e uma enorme dor no coração deixar para trás o país onde tanto gosto de viver, o trabalho que tanto gosto de fazer, a família que amo, os amigos que me acompanham, onde pensava brevemente ter filhos, mas olhem… Contas feitas, aqui neste t2 onde vivemos, levaram-nos o dinheiro de um infantário.
Talvez vá. E levo comigo os meus impostos e uma pena imensa por quem tem que cá ficar.
Por isso, do alto dos meus 32 anos digo: Vão-se foder"


2ª- CARTA DE EUGÉNIO LISBOA AO P.-M.
CARTA AO PRIMEIRO-MINISTRO DE PORTUGAL

Exmo. Senhor Primeiro Ministro

Hesitei muito em dirigir-lhe estas palavras, que mais não dão do que uma pálida ideia da onda de indignação que varre o país, de norte a sul, e de leste a oeste. Além do mais, não é meu costume nem vocação escrever coisas de cariz político, mais me inclinando para o pelouro cultural. Mas há momentos em que, mesmo que não vamos nós ao encontro da política, vem ela, irresistivelmente, ao nosso encontro. E, então, não há que fugir-lhe.

Para ser inteiramente franco, escrevo-lhe, não tanto por acreditar que vá ter em V. Exa. qualquer efeito — todo o vosso comportamento, neste primeiro ano de governo, traindo, inescrupulosamente, todas as promessas feitas em campanha eleitoral, não convida à esperança numa reviravolta! — mas, antes, para ficar de bem com a minha consciência. Tenho 82 anos e pouco me restará de vida, o que significa que, a mim, já pouco mal poderá infligir V. Exa. e o algum que me inflija será sempre de curta duração. É aquilo a que costumo chamar “as vantagens do túmulo” ou, se preferir, a coragem que dá a proximidade do túmulo. Tanto o que me dê como o que me tire será sempre de curta duração. Não será, pois, de mim que falo, mesmo quando use, na frase, o “odioso eu”, a que aludia Pascal.

Mas tenho, como disse, 82 anos e, portanto, uma alongada e bem vivida experiência da velhice — a minha e da dos meus amigos e familiares. A velhice é um pouco — ou é muito – a experiência de uma contínua e ininterrupta perda de poderes. “Desistir é a derradeira tragédia”, disse um escritor pouco conhecido. Desistir é aquilo que vão fazendo, sem cessar, os que envelhecem. Desistir, palavra horrível. Estamos no verão, no momento em que escrevo isto, e acorrem-me as palavras tremendas de um grande poeta inglês do século XX (Eliot): “Um velho, num mês de secura”... A velhice, encarquilhando-se, no meio da desolação e da secura. É para isto que servem os poetas: para encontrarem, em poucas palavras, a medalha eficaz e definitiva para uma situação, uma visão, uma emoção ou uma ideia.

A velhice, Senhor Primeiro Ministro, é, com as dores que arrasta — as físicas, as emotivas e as morais — um período bem difícil de atravessar. Já alguém a definiu como o departamento dos doentes externos do Purgatório. E uma grande contista da Nova Zelândia, que dava pelo nome de Katherine Mansfield, com a afinada sensibilidade e sabedoria da vida, de que V. Exa. e o seu governo parecem ter défice, observou, num dos contos singulares do seu belíssimo livro intitulado The Garden Party: “O velho Sr. Neave achava-se demasiado velho para a primavera.” Ser velho é também isto: acharmos que a primavera já não é para nós, que não temos direito a ela, que estamos a mais, dentro dela... Já foi nossa, já, de certo modo, nos definiu. Hoje, não. Hoje, sentimos que já não interessamos, que, até, incomodamos. Todo o discurso político de V. Exas., os do governo, todas as vossas decisões apontam na mesma direcção: mandar-nos para o cimo da montanha, embrulhados em metade de uma velha manta, à espera de que o urso lendário (ou o frio) venha tomar conta de nós. Cortam-nos tudo, o conforto, o direito de nos sentirmos, não digo amados (seria muito), mas, de algum modo, utilizáveis: sempre temos umas pitadas de sabedoria caseira a propiciar aos mais estouvados e impulsivos da nova casta que nos assola. Mas não. Pessoas, como eu, estiveram, até depois dos 65 anos, sem gastar um tostão ao Estado, com a sua saúde ou com a falta dela. Sempre, no entanto, descontando uma fatia pesada do seu salário, para uma ADSE, que talvez nos fosse útil, num período de necessidade, que se foi desejando longínquo. Chegado, já sobre o tarde, o momento de alguma necessidade, tudo nos é retirado, sem uma atenção, pequena que fosse, ao contrato anteriormente firmado. É quando mais necessitamos, para lutar contra a doença, contra a dor e contra o isolamento gradativamente crescente, que nos constituímos em alvo favorito do tiroteio fiscal: subsídios (que não passavam de uma forma de disfarçar a incompetência salarial), comparticipações nos custos da saúde, actualizações salariais — tudo pela borda fora. Incluindo, também, esse papel embaraçoso que é a Constituição, particularmente odiada por estes novos fundibulários. O que é preciso é salvar os ricos, os bancos, que andaram a brincar à Dona Branca com o nosso dinheiro e as empresas de tubarões, que enriquecem sem arriscar um cabelo, em simbiose sinistra com um Estado que dá o que não é dele e paga o que diz não ter, para que eles enriqueçam mais, passando a fruir o que também não é deles, porque até é nosso.

Já alguém, aludindo à mesma falta de sensibilidade de que V. Exa. dá provas, em relação à velhice e aos seus poderes decrescentes e mal apoiados, sugeriu, com humor ferino, que se atirassem os velhos e os reformados para asilos desguarnecidos, situados, de preferência, em andares altos de prédios muito altos: de um 14º andar, explicava, a desolação que se comtempla até passa por paisagem. V. Exa. e os do seu governo exibem uma sensibilidade muito, mas mesmo muito, neste gosto. V. Exas. transformam a velhice num crime punível pela medida grande. As políticas radicais de V. Exa, e do seu robôtico Ministro das Finanças — sim, porque a Troika informou que as políticas são vossas e não deles... — têm levado a isto: a uma total anestesia das antenas sociais ou simplesmente humanas, que caracterizam aqueles grandes políticos e estadistas que a História não confina a míseras notas de pé de página.

Falei da velhice porque é o pelouro que, de momento, tenho mais à mão. Mas o sofrimento devastador, que o fundamentalismo ideológico de V. Exa. está desencadear pelo país fora, afecta muito mais do que a fatia dos velhos e reformados. Jovens sem emprego e sem futuro à vista, homens e mulheres de todas as idades e de todos os caminhos da vida — tudo é queimado no altar ideológico onde arde a chama de um dogma cego à fria realidade dos factos e dos resultados. Dizia Joan Ruddock não acreditar que radicalismo e bom senso fossem incompatíveis. V. Exa. e o seu governo provam que o são: não há forma de conviverem pacificamente. Nisto, estou muito de acordo com a sensatez do antigo ministro conservador inglês, Francis Pym, que teve a ousadia de avisar a Primeira Ministra Margaret Thatcher (uma expoente do extremismo neoliberal), nestes termos: “Extremismo e conservantismo são termos contraditórios”. Pym pagou, é claro, a factura: se a memória me não engana, foi o primeiro membro do primeiro governo de Thatcher a ser despedido, sem apelo nem agravo. A “conservadora” Margaret Thatcher — como o “conservador” Passos Coelho — quis misturar água com azeite, isto é, conservantismo e extremismo. Claro que não dá.

Alguém observava que os americanos ficavam muito admirados quando se sabiam odiados. É possível que, no governo e no partido a que V. Exa. preside, a maior parte dos seus constituintes não se aperceba bem (ou, apercebendo-se, não compreenda), de que lavra, no país, um grande incêndio de ressentimento e ódio. Darei a V. Exa. — e com isto termino — uma pista para um bom entendimento do que se está a passar. Atribuíram-se ao Papa Gregório VII estas palavras: “Eu amei a justiça e odiei a iniquidade: por isso, morro no exílio.” Uma grande parte da população portuguesa, hoje, sente-se exilada no seu próprio país, pelo delito de pedir mais justiça e mais equidade. Tanto uma como outra se fazem, cada dia, mais invisíveis. Há nisto, é claro, um perigo.

De V. Exa., atentamente,

Eugénio Lisboa

sábado, 4 de agosto de 2012

30 mil+ 15 mil... não falta muito para "gasear" com o desemprego os 200 mil... :(

(c) Margarida Alegria (12-7-2012, Lisboa, Manifestação de Professores, um dos cartazes mais visionários e eloquentes)
Por vezes, quem critica o sistema que se está a criar no País, de autêntica diabolização de algumas profissões, especialmente de todas as que são da Função Pública ,-- a "origem" de todos os problemas, segundo os políticos neoliberais e seus comentadores e jornalistas encartados-- é visto como "exagerado" e alarmista.Mas tem razão. Assim, temos de facto a nítida perseguição e crítica negativa a profissões ns quais  a população (pelas sondagens) até confia mais do que em todas as outras. As outras em que precisamente o povo MENOS confia (poíticos à frente, mas também advogados e... jornalistas).
Temos a perseguição e o calcar aos pés dos professores, dos enfermeiros, dos médicos, também dos polícias e dos bombeiros e de todos os funcionários de repartições em geral, vistos ainda com uma imagem à séc-XIX, uns aduaneiros com brilhantina, mangas de alpaca e ronceirice atrás de um guichet gordurento, o que já está longe da realidade, na maioria dos casos. Calca-se desta forma a Função Pública (FP)deixando passar ao lado, sem reparos, a multidão de assessores e outro funcionários que entram directamente para o poder na FP, via nomeação no Diário da República, sem se saber as verdadeiras qualificações e passando até a chefiar funcionários de carreira e longa experiência que acabam por ter de acatar os seus dislates e disfarçar e compor com muito trabalho a incompetência desses boys e girls. Muitos dos FPúblicos ficam até arrumados em prateleiras, não porque estas  sejam douradas, mas porque são incómodos, porque mais contestatários e MUITO competentes. Aí está o desperdício e "as gorduras" do Estado a cortar: recolocar à frente os  funcionários mais competentes e experientes e cortar as novas gorduras dos boys recrutados. Mas não, claro... o que interessa é a propaganda para fora e não a melhoria dos serviços.
Quanto aos professores, depois dos ataques à sua dignidade pela sinistra Maria de Lurdes e depois reforçada, sob a capa de sorrisos, por Isabel Alçada, temos agora o novo triturador dos docentes, o Crato, o tal que queria implodir o MEC antes de ser Ministro. Afinal o que quer é implodir a Escola Pública, derrubando um dos seus pilares fundamentais, os professores. Com manobras d gabinete, sem negociação,  de manipulação dos recursos (aumento de alunos por turma, fim de desdobramentos de turmas em aulas  de Ciências experimentais, fim de cursos de adultos e limite de ofertas de turmas de Cursos profissionais, alteração de Currículo, associação de escolas em "Mega-agrupamentos" , redução do ensino artístico a uma nota de rodapé no Currículo, bem como de Ed. Física e do desporto escolar, etc etc.. com aumento extra-legal do nº de horas lectivas de uns professores, para deixar outros em "horários-zero" "custe o que custar"...). E no meio disto tudo, tentando mais  uma vez virar professores contra professores: fazendo crer que quem tira vaga aos docentes contratados com muito anos de serviço, são os professores do Quadro e ainda mais anos de serviço...mas agora obrigados a concorrer à mobilidade interna. E levando esses professores do Quadro virar as costas aos profs contratados, para salvar o seu lugar no sistema, numa guerra do "salve-se sem puder".
Retomando o início do texto, quem compara a guerra aos f. Públicos com a colocação de Judeus e outros em campos de exterminação, --para serem gaseados(os mais fraco para a escravaturas: doentes, mais exaustos,mais velhos etc) ou escravizados até ao limite das forças-- não é assim tão exagerado. A "luz ao fundo do túnel" de bancarrota que os nossos desgovernantes financeiros buscam parece ser mesmo o  levar para a exclusão e o extermínio Professores e restante F. Pública não "creditada" com equivalências dadas por cartões partidários ou da "cunha".
Pois não são professores, médicos, enfermeiros... profissionais que ingressam numa carreira por REAL MÉRITO e por concurso e não "pela porta do cavalo"?
Defender a Função Pública (a verdadeira) é defender a isenção da defesa dos cidadãos que aí podem ver o apoio às suas queixas e problemas, o que não acontece  se lidarem apenas com programas de computador (que bloqueiam, vão abaixo, estão mal programados...) sem alma e com dirigentes -boys incompetentes.
No caso dos Professores: já nos haviam colocado no braço a "estrela amarela" daqueles que "não queriam ser avaliados como os outros" (uma , ou duas neste caso, mentira repetida, tanto o  é que....), uma tremenda mistificação que se disseminou em 2008, perante o choque de se ver pela primeira vez 70 ou 80% dos professores  de todo o país a protestar em Lisboa. Melhor, já haviam conseguido, como fizeram os nazis hitlerianos, que os próprios professores  desenhassem e colocassem a sua própria estrela, pois infelizmente por vezes tantos docentes são os piores carrascos para si próprios e para os colegas.Sabem do que falo: muitos correram a pedir  avaliação e aulas assistidas e a querer "Excelentes" de papelão e a serem "bufos" dos outros colegas, como se fossem concorrentes! Isso foi uma   autêntica "estrela amarela " símbolo do nosso complexo de inferioridade. 
O ministro explica que esses professores sem turmas atribuídas vão ser todos "Necessários ao sistema"(?), vão ter "Ocupações nas escolas em actividades lectivas ou de apoio ou outras (???) Be, também chamaram a Dachau e a Auschwistz... campos de Trabalho, de reabilitação, de reeducação, no fundo uma forma de OCUPAR os judeus inúteis e os tornar aproveitados pelo "sistema", nem que depois fosse  recolhendo os seus cabelos  e dentes , ou curtindo a sua pele. E nesse campos também "promoveram" alguns dos prisioneiros a vigilantes dos seus semelhantes, pois os soldados não conseguiriam sozinhos impedir as revoltas. MLRodrigues criou a função de Directores e até de prof "Titulares". E mais tarde surgiram os "professores avaliadores"....A sede de poder e a vaidade tenta muita gente...
Agora faltava a "Solução Final", semelhante à de Hitler. Ela já está aí em marcha: agora mandam uns 13.300 professores do quadro (sairam ontem os resultados provisórios(Leia AQUI "Os números consolidados!" as contas feita pelo blog "Pé ante pé", incluindo uma primeira coluna que mostra quantos dos professores estavam MESMO em horário zero no ano de 2011, para comparação) para uma falsa situação de horário zero, para dizerem ao mundo que esses estavam "há anos a mais no sistema" ( e sabem quais dos grupos mais afectado, para além de EVT e ET? É sobretudo  o Português e também as Ciências e a Matemática!(isto é que é valorizar o que chamava de "disciplinas essenciais", Sr. Ministro?). A esses juntam-se um milhar e meio e tal que foram excluídos desse concurso, alegando que não são "professores da carreira" (muitos foram parar a essa lista por engano!). E juntemos-lhes os que para já ficaram com pelo menos seis horas lectivas no horário, continuando nas escolas. Juntando a pelo menos 30 mil, dos 40 mil professores contratados que concorreram a vagas que sobrassem nas escolas... veja-se a "sangria" forçada que está no corredor da morte do desemprego! Isto quando em 2006 a própria MLR dizia que tinhamos à justa os professores necessários aos sistema (e já faltavam tantos , em algumas disciplinas que agora são trocadas, pelos licenciados, por carreiras na investigação!).
Contas, por alto mas não longe da lista dos docentes (com muitos anos de serviço, repita-se, alguns com 50 e até 60 anos de idade!) prontos a serem "gaseados", nos falsos chuveiros de serem "necessários ao sistema", como tenta tranquilizar o Ministro: 30 mil dos contratados + 15 mil dos "efectivos" agora "horários-zero", ou melhor  "0+/0, 5"= 45 mil funcionários para o lixo, de entre  100 ou 200 mil os que os Troikas e os empresários mamões no Estado querem que se alcance...
Pensem nisto, docentes e outros membros da FP. Se agora não é altura de denunciarmos isto , de sermos UNIDOS e de lutar contra estes planos de extermínio, quando será a hora?
Ah pois, mas ,porém, todavia, contudo....
Ai querem conjunções? ORA! :/
(está a ser um longo e penoso Verão, mas em Setembro é que virá a canícula. Temos de a saber enfrentar e vencer.)
 Margarida Alegria (4-8- 2012, in blog "Alegrias e Alergias")

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Vigília Nacional pela Educação

Desafiam-se todos os educadores )professores mas não só...) a comparecerem (quer tenham o seu lugar/emprego  em perigo ou não, claro!), na noite de 18 para 19 de Julho, a partir das 19 horas do dia 18, nas Praças da República de todas as capitais de distrito.
De forma a ficarem bem visíveis para os telejornais das 20h.
A Vigília termina às 12 h do dia seguinte.
Ponto preferencial para o encontro, não excluindo as outras cidades mencionadas: em Lisboa.
Os manifestantes poderão ficar toda a noite, ou revezarem-se consoante as  possibilidades. Bastante importante será a presença nas primeiras horas.
Mais informações circulam nas redes sociais. Deixo aqui o link de um dos blogs que primeiro transmitiram a informação, o "Bio Terra "(obrigada, João Soares!): "Vigília pela Educação" (bioterra.blogspot.pt)

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Amanhã: a vez dos professores...

( o cartaz da fenprof para a manifestação é feioso, por isso optei por esta foto , que me parece bem mais eloquente...)
Sim, a foto sintetiza aquilo em que o MEC quer transformar os professores, como outro  Ministério, o da  da Saúde, quer transformar médicos  e enfermeiros.
Num caso e noutro, a intenção é reduzir pessoal dos quadros, passando a falsa mensagem à Troika de que se quer reduzir na "despesa" (quem trabalha agora é mera despesa, carne para canhão dos gráficos dos que  nada produzem e só contemplam mas  que lucram com esses "estudos"). Assim, uns e outros passam a ser uns tarefeiros à hora, para suprir necessidades temporárias ou residuais, ou o raio-que-os-parta que lhe chamam a essa nova forma de esclavagismo. Cidadãos DESCARTÁVEIS, como bem afirma o cartaz, correndo daqui para acolá "à jorna". Como descreveu bem um médico chefe de serviço, que  explicou que este sistema agora delineado pelo MS lembrava aqueles trabalhadores que décadas atrás esperavam na praça, aguardando que viesse um capataz para seleccionar uns tantos para lhes dar trabalho nesse dia (lembram-se do "Há lodo no cais", com Marlon Brando? Muitos desses contratadores eram até autênticas máfias de intermediários). Como a contratação sazonal para as vindimas, como a contratação de asiáticos, mundo fora, para colheitas. Só nos faltará pagarem com a sopa lavradeira, a malga de vinho, a côdea de carcaça e a cebola para comer ao dente. Daí a proposta de textos como "a Moleirinha"(pela estrada fora, toc toc toc...), de regresso aos poemas escolares sugeridos pelas  recentes Metas de Aprendizagem. Interlúdio (dos sonhos destes  pirosos Young Turks lusos):  Que lindos e românticos são os pobrezinhos! Há que voltar a esse Portugal idílico de gente saudável calçada com tamancos (esquecem que só os usavam para não serem multados pelos polícias , esses portugueses rurais que chegavam às cidades...) . Os filhinhos dos  políticos-gestores de empresas de Folclore e dos administradores de tretas para off-shores depois poderão levar-lhes o tostãozinho,aos filhos dso pobres enfermeiros pagar uma gorjeta pelo Natal ao professor primário, ou  ofertar um par de camisas novas e de golas engomadas ao médico precário.
 Continuando. O argumento da poupança é falso, pois o Estado continua a pagar, agora indirectamente, a essas empresas de contratação temporária, ou outsourcing, que ficam com a parte "de leão" que lhes convém(no caso dos enfermeiros, davam a estes menos de 40% ") do total alegando "grandes despeeeesas" (???), no fundo apenas por recolherem nomes e currículos e ver quem se sujeita ao preço mínimo, degradando e proletarizando estas profissões, que, dizem os inquéritos e estatísticas, apesar dos esforços de alguns governantes em as desacreditar, sempre foram  das mais valorizadas  e respeitadas pela população e geral.
O argumento da poupança é falso, pois basta ver que as derrapagem na gestão hospitalar aumentou, em vez de diminuir, desde que começaram as Parcerias Público -Privadas/leia-se sobretudo com bancos como o BES) de Hospitais.
Por outro lado, esse sistema proto-amexicanado dessas agências a contratar enfermeiros, médicos e professores (já houve disso, para as famosas Actividades Extra-Curriculares impostas por Lurdes Rodrigues e muitos ficaram sem receber longos meses...), só revela mais uma vez o desprezo para com  o bem estar e qualidade de vida dos cidadãos,  alegando que até para isso, a famosa e manhosa lei  da "oferta e da procura" dos Mercados se pode aplicar. Como se fosse tudo igual ao "litro". Esquecendo que tanto em hospitais como em escolas são fundamentais as equipas estáveis e de qualidade, que possam oferecer o melhor serviço, salvando vidas, num caso, combatendo a ignorância, no outro. Será então o reino da instabilidade: do... agora vem um professor, no ano seguinte vem outro, sem continuidade, agora chega o médico que só "leva" X por hora e o utente que se dê por satisfeito...mesmo que depois não possa o seu caso continuar a ser acompanhado pelo mesmo médico e que os pacientes sejam cobaias de mão em mão, provavelmente em mãos cada vez mais inexperientes e baratinhas...
Compreendem agora o que se passa?
Há um destruir do estado social e o próprio Primeiro-Ministro veio ameaçar sem muitos véus que ao não poder cortar em subsídios, cortariam ainda mais a eito na Saúde e na Educação, pois nem lhes passa nas fanáticas cabeças cortar em mordomias do Terreiro do passos, digo, do Paço, em institutos e Fundações parasitas, em contratações de assessores do partido, em material do exército ou em PPPs.
A partir de Setembro o MEC, para além de medidas arrepiantes de ataque à qualidade da Escola Pública já aqui ventilados, tenciona mandar para o desemprego cerca de 25 mil professores contratados, muitos com dezenas de anos de serviço, mas eternamente precários (e venham lá dizer que a função Pública tem mais estabilidade face ao privado... Só se for o tipo de alto funcionário/assessor introduzido politicamente que o sr. conhece pelos corredores do poder, Dr. Vasco Pulido Valente!) e irão uns 7 a 8 mil docentes  DOS QUADROS DE ESCOLA ficar sem horário, em chamado horário zero, depois obrigados à mobilidade, depois de mais de duas dezenas de anos de serviço prestado! Todos esta sangria de docentes, não porque não façam falta, mas por diversos malabarismos de agregação de escolas, encurtar de currículos e outros.
Já  agora se vê o descalabro nas escolas, quando o pessoal auxiliar (agora com o pomposo nome de "Assistentes Operacionais") é reduzido do número de efectivos, vindo uns contratados dos centros de emprego num dia, para passados poucos meses terminarem o contrato, virem outros que os alunos nem docentes conhecem, ainda não habituados às regras internas, sem o sentido de pertença à escola, acabando por descartar responsabilidades várias. O que isso tem gerado em insegurança para os alunos, em conflitos, em ausência de espírito de corpo" dos funcionários, mesmo que muitos até sejam esforçados e merecessem continuar...
Estão a ver o que pode vir a ser isto com MÉDICOS que têm de observar utentes e prescrever tratamentos, e enfermeiros que nos atendem ou que têm de ser enviados para tratamentos ao domicílio e dar remédios, ou professores que  têm de diagnosticar dificuldades e  formar gradualmente os alunos , acompanhando os seus progressos nos saberes?
Não. Pelo que  planeiam,  querem transformar os hospitais públicos numa espécie de  albergarias medievais para doentes sem apoio,com  cuidados mínimos,  destruindo todo o brilhante progresso conseguido pelo SNS. Querem transformar as escolas  públicas em armazéns diurnos para  os meninos  não aprenderem muito e não cairem na delinquência. Querem dizer que fazem as tais de  "Reformas Estruturais" , quando não passam de formas de Destruição de estruturas, Implosão, não da burocracia do MEC (como vociferava N Crato antes de ser Ministro), mas  a implosão da Escola Pública, dinamitando os seus mais fortes pilares, alicerces que foram em todos  de  múltiplos governos e reformas experimentais  de insânia nos anos de Democracia: OS PROFESSORES.
POR ISSO, MESMO QUE PAREÇA POUCO E QUE HAJA DIVISÕES
PENSO QUE DEVERIAMOS ESTAR TODOS LÁ: amanhã, dia 12 de Julho, 15horas, no Rossio, em Lisboa.
deixo, para incentivar, o link de uma bela carta aberta aos professores, publicada por uma mãe e blogger, Ana Amorim Dias, no blogue Sapo -Mulher: UMA CARTA AOS PROFESSORES
Até amanhã então, colegas, Pais....
..............................
Eu vou. Quem não quiser ir por isto ou aquilo que não vá, não é obrigado. Há uns filmes por aí, uma tarde de praia, uma TV sempre ligada e, para os que nem dessas ocupações mais ou menos saudáveis gostam, há entretenimentos didácticos e para todas as estações,  para pessoas entediadas, petulantes  ou  dondocas,  do género desta (uma  mera sugestão, passe a publicidade):
despejar para o fígado e para o cérebro uns bons copázios deste

(optei pela imagem do cartaz antigo, neste caso de azulejos, que povoava as esburacadas estradas nacionais, pois fica mais "Rétro", mais de acordo com a época da" Moleirinha" e dos pobrezinhos à jorna do passado)
Margarida Alegria (11-7-2012, in  blog "Alegrias e Alergias")

Para entender as razões dos Médicos:"Pela sua Saúde, os Médicos uniram-se"


Um breve Video acabado de divulgar e que  explica porque a greve de dois dias (hoje e amanhã) dos médicos é em NOSSA defesa, cidadãos  portugueses e do SNS!!!
Força para eles !(e fala-se em 95% de adesão.,)

domingo, 8 de julho de 2012

Só sabe cortar na Educação e na Saúde, sr.Passinhos?- Passos Coelho exijo uma resposta.... JÁ!


(do canal Pedro Frias TV-"Passos Coelho exijo uma resposta... JÁ!")

Recomendo o visionamento,VIVAMENTE!
Coloca  vários dedos na ferida  "Fundações".
Para que não venha  o nosso suposto Primeiro Qualquercoisa  dizer que ao não poder cortar/roubar  nos subsídios   da  Função  Pública, terá de fazer mais cortes na Educação e na Saúde, tentando assim acirrar portugueses  mal informados contra os funcionários .É inadmissível da parte de um senhor que tanto fala na necessidade de união e de sacrifício de TODOS os portugueses.
Pedro Frias não teve meias palavras e fez uma bela pequisa, NUM dos capítulos apenas em que se devia realmente cortar financiamentos. Mas  claro que isso seria  para uma governação inteligente   e corajosa  e  não  para  uma  fanática  e armada em forte contra os mais fracos.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Um texto a Ler ,de "As Minhas Leituras"



(O Zé Povinho, por Rafale Bordalo Pinheiro. Quase 150 anos depois, a situação continua e a Demagogia do "Paga e não bufes!" também... Até quando?)
Do excelente blog de José Luís Sarmento, "As Minhas Leituras", mais um post que traça um bom retrato do Portugal de hoje (e de sempre?):
Ainda a propósito do dia 10 de Junho...
Sobre os que nos chamam "preguiçosos", para encobrirem que o principal mal de Portugal é a CORRUPÇÃO.
(E já que hoje vai ser a noite de Santo António, mais uma vez o Bom Zé Povinho a ser sugado. Aqui da Revista "Lanterna Mágica", 1875. Apenas a cara dos santinhos e dos moços da colecta mudaram... Hoje seria o São PPC  ou a santa Merkel com  o Menino Mercado ao colo. Os moços, seriam os auratos do regime de "austeridade" para o Zé)

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Do it Rover, c'mon! Good dog!

A Agência de notação financeira /Rating Fitch, de nome anglófono mas de origem francesa (há mercenários em todos os ramos, para quê a admiração) veio agora gabar o plano de privatizações do governo português e dizer que estamos no bom caminho. Também disse que , segundo os seus cáculos (?)- "científicos", supomos-- os bancos portugueses ainda vão precisar de mais uns bons  mil  milhões de Euros  para se calçarem, digo, financiarem e estabilizarem...
Curiosamente vêm também  "alertar" que a Caixa Geral de Depósitos é um "risco orçamental" para o país.
Bom, E eu pensava que ,pelas notícias que têm vindo a lume,  o maior risco orçamental vinha dos belos contratos blindados e lesivos ao Estado das famosas PPPs (Parcerias Público Privadas).
É curioso que não tenham opinião sobre o que se soube agora, que nos contratos das portagens das ex-scuts os maiores beneficiados foram os BANCOS e as concessionárias, em prejuízo do Estado, levando os contribuintes a pagarem por TRÊS vias! (VER  e ouvir AQUI: "TC enganado pela "Estradas de Portugal")
Estes palpites da Fitch são de hoje, ainda se desconhece a reacção dos governantes. Mas o mais provável é ficarem muito contentes, seguirem todos os "conselhos" como é costume, irem até além do aconselhado e ,para além de se equilibrarem nas patinhas traseiras a abanar a cauda, farão o pino e contorcionismo como o cão da foto. Depois, abanarão de novo a cauda e receberão mais um torrão, digo, uma "tranche" de "empréstimo".
Já há "estudiosos" alemães a sugerir que vendamos o ouro e a s "jóias de família"... Não não as do pobre cão: referm-se ao famoso ouro de Salazar e aos nossos tesouros artísticos e património, que deveriam ser empenhados... :((
Uma pergunta que se faz há muito tempo: não seria um bem para todos a extinção/ ilegalização. só para bom começo, destas agências de Rating (cujos maiores accionistas são bancos estrangeiros, como o G.-Sachs) ?
Ah pois, são necessárias não sei para quê... coisas de "economistas"...
Entende-se assim toda a extensão da expressão "Mundo Cão".
"Alergia" (31-5-2012, in blog "Alegrias e Alergias")

domingo, 15 de abril de 2012

Um Texto/Post de arrepiar qualquer ânimo! :(

Assim a seco, acabado de ler através de um Link do "The Cats Scats". Para esclarecer PMs e seus acólitos que ainda acreditam (?!) que esta Crise é uma "oportunidade" (!!!) de "batermos no fundo" para depois renascermos gloriosos, sabe-se lá como e em que farrapos, qual Fénix mitológica... :((

Texto magnífico, mas de arrepiar.

Ora leiam :


por Isabela Figueiredo, no blog "Novo Mundo (perfeito)"

.....

....

Então? Leram tudo?

Pois...! :((

(Até que ponto aguentaremos? Que venha um milagre, portanto...)

Lembrem-se do que está a acontecer na Grécia....

"Alergia" (15-4-2012, in "Alegrias e Alergias")

domingo, 5 de fevereiro de 2012

CARTOON: O "Ponto de Viragem"...

(c) Margarida Alegria (5-2-2012, in blog "Alegrias e Alergias)
Novo cartoon, como estava prometido há uns dias. Este a propósito de várias declarações, dentro e fora do país, do nosso M. das Finanças, V.Gaspar, que tanto diz que fora descoberto um "desvio colossal" (herdado) na despesa que obrigou a fazer cortes... "colossais", no Orçamento de Estado para 2012 , como 9 dias após o início de 2012 já diz que as previsões do défice do Orçamento vão falhar( seria de 5,4% em vez de 4,5%), como  depois descobrimos que essa falha se deve às medidas drásticas que tomou(incluindo a absorção dos fundos de pensões da banca), que desequilibraram as despesas, com a quebra das receitas. E mais tarde sabemos por um relatório internacional bem abafado que previa a inevitabilidade desse desequilíbrio da balança, pois é o que acontece a quem não toma medidas de incentivo económico e só toma medidas que vão secar as fontes da receita, nomeadamente de quem paga impostos do trabalho.Uffff!
Há escassos dias(dia 19 de Janeiro)  anunciou aos senhores da "Troika" que Portugal estava,em 2012, a chegar a um Ponto de Viragem de melhoria económica após a recessão, mas de imediato  os chamados mercados secundários lhe vieram contrariar essa teoria...
Enfim, seja como for, parece que quase todos os portugueses e muitos estrangeiros já constataram aonde leva esse caminho de Austeridade só pela austeridade. --Qualquer dona de casa sabe que nada vale poupar apenas e gastar do mealheiro das crianças. É preciso ter fontes produtivas e criativas por onde entre o dinheiro, ou a despensa esvazia-se depressa.--E o destino não é  digamos, famoso. Pena que tenham de arrastar todo o Portugal para o Abismo, por simples excesso de Fé nas teorias extremistas que aprenderam na realidade virtual dos seus gabinetes e reuniões de jovens políticos....
Margarida Alegria (5-2-2012, in blog "Alegrias e Alergias")

sábado, 21 de janeiro de 2012

Cartoons (dois!): A "Concertação Social" na Antiguidade (à portuguesa)...

( (c)Margarida Alegria, 20-1-2012, in blog "Alegrias e Alergias")

((c) Margarida Alegria, 20-1-2012. in  Blog "Alegrias e Alergias")
A propósito do recente acordo de "Concertação Social", assinado dia 19 , após convencimento da UGT a pactuar com tantas medidas de retrocesso nos direitos laborais, --o que poderá ler com mais detalhe AQUI, no Público,quanto às suas implicações futuras pra os trabalhadores portugueses,-- o meu comentário segue em forma de dois Cartoons , mais uma vez ao estilo  do cartoonista Gary Larson (que já comentei  e expliquei AQUI). A Antiguidade parece muito distante, mas é para lá que transponho a argumentação absurda de VITÓRIA para o país... puseram-nos a caminho do regresso à Escravatura, por isso quase que tanto faz a época histórica  e o século em que estamos.
Vale apena sacrificar todo um povo aos caprichos de "mercados nervosos"? Nem para eles será dia histórico e para Portugal é apenas um dia muito NEGRO!
Por isso é patético ver o nosso PM argumentar que foi uma vitória, que foram audazes e para além da troika e que assim vamos ficar "muito bem vistos lá fora". Acaso somos peças de museu ou de um Zoo? Uma grande amostra de governantes "totós" e deslumbrados  ficam felizes com um acordo criminoso, só preocupados com a aprovação de pessoas que se estão nas tintas para o nosso Futuro? Contentes por se mostrarem "bons alunos"?! Vejam aonde Cavaco nos trouxe com isso quando era Primeiro -Ministro.
Tudo era leite e mel na UE, até começarem os tempos das vacas magras. Aí atiraram-nos, com outros países, para a fogueira e a mesma senhora Merkel que ficara furiosa com o derrubar do seu querido Sócrates em Junho passado, depressa passou a ter em Passos Coelho um ainda mais fiel vassalo. Era vê-lo naquela foto dele ontem , no encontro com a Àngelita e os PMs da Suécia e da Áustria. Foi triste a imagem, só faltava erguer mais as mãos(que já estão com as palmas para baixo) e deitar a língua de fora! :((
Vejam como a Itália está a conseguir bater melhor o pé e já está a conseguir renegociar a dívida.... e comparem. Vejam como no país vizinho não apertaram tanto o garrote contra os mais fracos e desprotegidos.
E sobretudo vejam o que conseguiu a Islândia.
 Lá está... fomos um país perito no esclavagismo, não? E no fausto e comendas para uns tantos "eleitos" não é verdade? A cidadania e e o espírito de bem -estar colectivo costumou estar sempre longe da nossa mentalidade. Ou pelo menos das nossas classes dirigentes. Basta ver a vergonha das nomeações, desde as mais badaladas da EDP às mais subtis de "assessores-especialistas"(!!), estes  todos na casa dos vinte e poucos anos, suavemente deslizados para as linha austeras e maçadoras dos Diários da República e para tachos a mais de 3 mil Euros mensais! E daqueles a quem queriam dar os 13º e 14 meses, contrariando o corte a toda a F. Pública. Não houve qualquer pejo e já argumentam que claro que tinham de colocar os do seus partido (hum.. em TODOS os cargos? directores de museus  e outros organismos,que estavam a fazer bom trabalho, também vão ceder a cadeira aos... boys?)
Bem... sem mais... apreciem os Cartoons, enquanto ainda nos pudermos rir de todas estas manobras de retrocesso civilizacional, vergados à escravidão do trabalho e esquecidos  de outras prioridades  bem mais importantes da vida Humana.
Margarida Alegria (21- 1-2012, in Blog "Alegrias e Alergias").

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Entre traições : agora nem há folga para as costas!



(Amy Winehouse- "Between the Cheats", 2011, do álbum póstumo "Lioness Hidden Treasures")

Olá! Sentiram a minha falta? Não me esqueci que fiquei a dever os prometidos posts da série "Um Louco Pós-Natal", como este AQUI, depois da série de três de "um Louco Pré-Natal" (consultar o arquivo de Dezembro de 2011). Faltam portanto dois.

No entanto, para "aquecer o ambiente", deixo por agora a música genial da Amy Winehouse, em publicação póstuma. Seria do novo álbum que estava a preparar,antes da sua trágica morte aos 27 anos.

A razão da escolha? Ser uma música magnífica, ao melhor de Amy e ... falar de batotas, traições.

Claro que a cantora, com todos os seus problemas dos quais sobressaiam a toxicodependência de drogas e álcool (tendo este último acabado por a matar), estava a falar das tontas facadas nas costas entre pessoas instáveis, no plano amoroso, salientando as fases ,entre longas listas de traições , como momentos líricos e de certa paz.

Por outro lado,vejo no tema um bom mote para o que este nosso novo desgoverno tem feito, especialmente pela mão de Passos Coelho e do seu braço direito Vítor Gaspar: o não nos darem SEQUER qualquer tipo de tréguas entre os momentos de traição. Neste caso, as facadinhas são dadas nas costas e peito dos portugueses, através da sucessiva quebra das promessas eleitorais, no caso de PPC ( e ainda há quem o defenda que, coitadinho, ainda mal teve tempo para governar? Ai é? Mas já teve tempo, a velocidade de cruzeiro, para delapidar uma série de direitos constitucionais e fazer precisamente o oposto que prometeu, como aumentar todos os impostos e cortar /roubar salários! Sim, roubar, pois NÃO somos todos responsáveis pela crise, não! Por mim falo, pois NÃO vivia acima das minhas possibilidades!) e através das sucessivas medidas de austeridade anunciadas e impostas por Gaspar. É que mal deram uns escassos 9 dias do novo ano de "folga" aos bolsos portugueses, para virem com anúncio de NOVA batota, NOVAS (ou "velhas") medidas de austeridade só porque receberam os fundos de pensões dos bancos, uma outra BATOTA que já se saberia ser muito prejudicial ao erário nacional.( ver a notícia: "Governo admite medidas adicionais este ano para compensar desvio" e ler também os comentários, para entenderem a indignação...)

Não deram um tempo mais longo para o traído Portugal retemperar forças e acumulam cortes ainda mais velozmente que a sucessão de PECs do anterior governo. Criticavam, mas seguem exactamente a mesma cartilha de "traição" ao país. A cartilha do empobrecimento, sem ideias para o desenvolvimento económico. Só que não lhe chama "traição". Chamam-lhe "desvio".

Pode parecer forte a analogia, mas de facto é assim que o povo português que tem pago a crise se sente: traído, apesar de cumpridor, como lhe pediram.O governo age como um casanova malandrão, que num dia promete não mais ter motivos para pedir o perdão do seu querido Portugal e não mais precisar de lhe pôr os "palitos" ou espetar a facadinha traiçoeira, mas que depois, mal vira a esquina do Ano Novo, sente os "calores" do cio neoliberal e do aventureirismo de D. Juan sem rumo ou ideias e lá vem o novo "balde de água gelada" sobre o Portugal paciente! Provavelmente, o governo julga que, ao ver tanta tolerância e resiliência do Portugal quase apático, pode continuar a "adornar" eternamente a cabeça da Nação com um belo par de chifres de austeridade até à miséria, ao suicídio como país.

Só que isso não acontecerá. Em momentos de crise e de desespero, quando levado ao extremo, Portugal deu sempre a volta por cima, escolheu novos chefes, revoltou-se, atirou traidores janela abaixo, mostrou que estava farto. Há que saber ler a História, que pode não se repetir, mas que reflecte o que acontece à Humanidade quando abusada e vilipendiada em contínuo.

Não sabemos como será, mas sabemos que, quando vier, a mudança não agradará a quem andou a governar mal, a corromper o poder e/ou a defender medidas estúpidas e indefensáveis. Senhores "noivos-governantes": enquanto houver tempo, mudem de rumo e de fés cegas em políticas que NÃO funcionam e apenas conseguem ser contra as pessoas honestas. As pessoas, as tratadas imbecilmente agora como "gorduras" financeiras, um dia deixarão de ter tolerância e compreensão. Ainda vão a tempo. Depois não se queixem de quem se cansou de traições.

Dedico , portanto, esta música aos traidores que o são quase por tradição. Por um lado, aos que o são nas suas vidas amorosas, que gostam de, com infantilidade, arriscar pôr enfeites cranianos aos seus companheiros/companheiras, trocando levianamente o carinho e amor de uns por prazeres passsageiros e venais de outros. Mas tal dizem que é algo de patológico na maioria das situações, no caso deles,os psicólogos chamam-lhe o "complexo de D. Juan", no caso delas, resumem tudo ao termo "histeria". Há que ter alguma complacência. Cada um sabe das asneiras que faz e não me compete julgar. Já no caso dos governantes que gostam de fazer dessas traiçõezinhas ao país com o qual estabeleceram um compromisso por alguns anos, não se pode ser tolerante. O caso já é connosco, os governados, só nos apetece pôr-lhes os tarecos à porta, mandá-los dar uma volta até não mais. Parecem mesmo desses que gostam de trair e maltratar as esposas ( que têm tentado tudo para os fazerem felizes, sem grandes indignações e protestos) e depois, todos submissos, fazem todas as vontadinhas às amantes "duronas"!

Sendo assim, que vão pedir asilo aos únicos a que parecem ser fiéis, esses "amantes" com quem traíram o povo. As Merkéis queridas que os aturem, as Mania do Défice que lhes aqueçam os pés e... faço votos que o terceiro e maior "derriço", aquele pelo Mercado Nervoso, o único junto do qual estes nossos governantes parecem querer ter CREDIBILIDADE, o mimoso mercado credor, vá de vento em popa! Porém sem ser às custas do dinheiro de Portugal ,que a tantos portugueses inocentes custa a ganhar. Se querem preservar o romance com esse instável e caprichoso Merkado Kredor, que o sustentem do seu bolso, ou do bolso das suas clientelas! :((

Agora todos em coro com a Amy: "Between... the cheats... Ohooooh...!..."(a canção, ao menos, é deliciosa!)

"Alergia" (10-1-2012 in blog "Alegrias e Alergias")

domingo, 8 de janeiro de 2012

Cartoons: frases e passos do Ano de 2011

                                ((c) Margarida Alegria, Janeiro de 2012)
Outro Cartoon, este sobre uma das frases polémicas do Ano de 2011. Pela boca do próprio Primeiro Ministro, PPCoelho, e que resume qual a sua filosofia (?) política ultra-neoliberal: que devemos empobrecer primeiro, para depois "renascermos das cinzas", como país, como a ave Fénix mitológica.
Resta saber se, depois de  PPC aconselhar a  empobrecer e a emigrar quem não quer empobrecer e definhar por cá,  restará alguém para aumentar a produção do país, como desejava o ministro Álvaro (pondo-o até como condição para voltar a aumentar o mísero salário mínimo que temos!).Se restará alguém, ou sequer os seus ossos para essa "resurreição" milagrosa.
Restarão talvez aqueles políticos que mais nada sabem fazer, bem como os tachistas, os boys e bóias... decerto que nada de criativo e produtivo pode sair desses "cérebros", normalmente de meninos amparadinhos e sem uma ideia para o bem de Portugal.
Depois não se queixem se, em vez dessa Fénix, brotar uma explosão social dessas cinzas, por aqueles que não tiverem mais nada a perder. Por vezes bem gostaria que acontecesse a estas "luminárias" insensíveis aquilo que acontece no romance "o Príncipe e o Pobre" de Mark Twain, onde essas personagens , "sósias", trocam de lugar, aprendendo o Príncipe o que era a vida e a miséria do seu povo. Só assim  veio a tornar-se um melhor governante. Era esse o milagre político que eu desejava para 2012(ao menos!), já que para rotativismos inconsequentes de quem se deixa mandar pelo exterior já temos que baste...
(há mais cartoons na calha. Entretanto, comentem estes aqui, reajam nas opções abaixo do post e votem na sondagem deste blogue,  na coluna ao lado direito. em cima)
Margarida Alegria (8-1-2012, in blog "Alegrias e  Alergias")

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Um diálogo "FURTuoso"?! Pois não!(a mensagem de Ano Novo do Presidente)

Da Mensagem de Ano Novo de ontem do Presidente da República , Cavaco Silva, o habitual. Só escutei uns excertos de mais este apelo à concórdia  social e à equidade dos sacrifícios fiscais por parte de quem lavrou boa parte do terreno (já que  tanto se dedica à lavoura) onde agora o ultra-liberalismo descarado está a semear apressado. (Ver aqui: "Cavaco Silva quer agenda para o crescimento da economia e do emprego", in Público)
Quanto ao que  dele será escutado por parte dos governantes, retenho os conselhos para irem "além do rigor orçamental" (o que facilmente será interpretado como um  ainda maior aperto do cinto, indo "além da Troika"!) e também para um tal  de "diálogo fURtuoso"(?!... foi o que escutei...). Ora para isso não era precisa mensagem, pois os desgovernantes actuais já deram um bom avanço a esse tipo de "diálogo" com os cidadãos, continuando o que se dera início com os PECs 1 a 4 do anterior governo, como exemplificado neste "cartoon", que a "Alergia" teve a amabilidade de publicar, em Janeiro de 2011, no blogue "Uma Aventura Sinistra":
                                       (Margarida Alegria (c) Janeiro de 2011)
Há quase um ano,quando saíu este cartoon, estava em causa a  "taxa de redução remuneratória", famoso eufemismo para um roubo do Estado aos funcionários públicos, "taxativamente" (passo o trocadilho) inconstitucional.
Agora os protagonistas do "assalto" são outros, de ar mais simpático, "sincero" e até sério, mas com novos furos exigidos para os cintos dos (sempre os mesmos)  contribuintes: o aumento de horas de trabalho, cortes nos direitos laborais, congelamento de salários, aumento de impostos (IRS, IVA...), subtracção dos 13º e 14ª meses ( subsídios),os cortes em pensões de reformas dos remediados e idosos, a manutenção das reformas vitalícias de luxo de quem ainda tem muitos tachos, a venda ao desbarato das empresas estatais mais lucrativas e cruciais,mais portagens, mais assessores imberbes, institutos e "grupos de trabalho" pagos a peso de ouro, o aumento brutal de transportes e da energia...
Em vez de mensagens preocupadas  e para demonstrar que está realmente atento ao sofrimento do país e às (des)medidas de austeridade, o Presidente deveria cumprir o seu papel de árbitro e enviar para o Tribunal Constitucional, todas as leis bárbaras que são criadas a ritmo , já não de tango, mas de "Fox-trot" dos loucos anos 20, pela Fé neoliberal de Passos Coelho, V. Gaspar e acólitos. E que  para mais nada  tem servido senão para...auto-de-FÉ da classe média e dos que apenas vivem dos rendimentos do seu trabalho.
Se Cavaco Silva cumprisse esse dever, em defesa do povo que deveria representar, já daria  um  RECADO  MUITO MAIS FORTE ao Governo. assim, este até agradece e prossegue o seu próprio estilo  "fURtuoso " de dialogar com os parceiros sociais e com o País.
Margarida Alegria, 2/1/2012

sábado, 24 de dezembro de 2011

Natal 1: qual quê "It's a Wonderful Life"?! :((


("It's  a Wonderful Life" de Frank Capra, nova versão para o Final, por "monta72", noYouTube)

Há bocado chorei de raiva,como não fazia há muito tempo...
Tinha ido visitar o "Berço da  Caridade",  a casa para bebés e crianças pequenas abandonadas, uma das várias casas pertencentes à obra fundada pelo padre Gil. Era algo a que estava habituada a fazer, com relativa regularidade quase anual, por  esta época. Não me envergonho de dizer embora nunca o tivesse contado a ninguém, para além  de familiares mais chegados (devemos ter vergonha de muitas coisas,mas jamais de nos lembrarmos dos outros),porém  agora preciso de o fazer: fazia-o há muitos anos, desde a minha adolescência, nesses tempos indo com amigos passar algumas tardes de sábado a brincar e lanchar com esses pequeninos e o grupo de senhoras que de alma e coração os criavam como de verdadeiros filhos fossem. Tinham uma vivenda confortável, em zona calma residencial da cidade, com quintal simpático e arborizado. A maioria eram bebés de colo mas havia sempre uma ou outra criança mais velhinha, aé aos 7 ou 8 anos . Centenas de crianças foram ali salvas da miséria e/ou da ausência de Amor e Carinho.  O termo "Caridade"da casa não representava a "Caridadezinha" de estilo Senhoras da Mocidade Portuguesa, como a que parece estar por aí em voga, de novo. Era a "Caridade" no sentido bíblico de S. Paulo, como sinónimo de Amor, aquela que vale mais que falar muitas línguas e que até ultrapassa a força da Fé e da Esperança.
Pois bem: chegada lá hoje, foi o choque! Pensei até que me havia enganado na porta e  percorri toda a rua. Mas era uma realidade: a vivenda, uma sólida construção dos anos 60, tinha as paredes laterais derrubadas, o portão estava selado a cadeado, o belo jardim abandonado. Na parede fronteira, um cartaz de "Vende-se", já desleixado.
Há algum tempo ouvira rumores que a obra estava em dificuldades financeiras, como tantas outras neste tempo de nojenta crise. Mas como sabia que a obra vivia apenas dos apoios que lhes davam as boas-vontades, confiei que não falhassem os gestos amigos que impedissem o pior. Frei Gil já falecera há muitos anos e a obra sobrevivera sempre, tanto esta casa como as outras para adolescentes e jovens.
Hoje porém, verifiquei que algo não correra tão bem e então as lágrimas correram-me, de raiva, como já disse, para com este mundo dominado por bestas. E chorei de raiva, também, por não me ter preocupado muito antes, pelo meu tipo de apoio apressado, fugaz, envergonhado e natalício, sem tempo para cuidar mais daquelas crianças ao longo do ano.
A zona é considerada nobre, sempre muito cobiçada pelos novos-ricos e pelos cultores do betão. Se bem me lembro a casa era cedida por um benemérito amigo, há já décadas e décadas. Ao observar a forma como agora estava tratada, não era difícil adivinhar o que acontecera, pois conheço dezenas de casos semelhantes: o dito benemérito lá falecera , chegara a "vez" de algum herdeiro distante e mais insensível que reclamara o que "era dele/a", a contar os tostõezinhos e o lucro. Lá despejara as pobres senhoras e as crianças(espero que ao menos com uma boa indemnização, mas duvido muito!), sem pudor, lá tentara as obras, num primeiro momento e não tivera dinheiro para tanto, tendo agora posto a casa à venda,  mais uma casa outrora bem cuidada e cheia de vida e risos entregue ao musgo do tempo e da ganância humana! Aquela casa era  e fora o lar de muitas crianças, agora é apenas um lugar. Um lugar esventrado e inútil.
O que mais me impressão causou, ainda para mais, foi não conseguir encontrar vizinhos que me soubessem explicar o que acontecera, para onde haviam mudado e Se tinham nova casa. Indaguei em algumas portas em redor e em moradores que passavam, mas ninguém sabia o que acontecera àqueles vizinhos há tantas décadas ali, num lugar que fora tão acarinhado por tantos. Só que já há alguns meses já por  lá não estavam.
É assim a memória do Mundo. É assim a sua capacidade de Atenção... E eu fora, indirectamente, cúmplice também ...:'((
Regressei a casa, desanimada, para ainda ver mais uma medida pseudo-troika dos desgovernantes, na calha para o ano que vem e já a saltar para os jornais:"Duração do subsídio de desemprego pode vir a ser reduzida até 75 %" (e isto até para desempregados acima dos 40 anos, hoje em dia já considerados não recicláveis pela maioria do nosso patronato).
E ainda a notícia de novos aumentos dos transportes, que se prevêem enormes! (mas que simpaticamente os desgovernantes dizem ser "SÓ" para Fevereiro). Grandes governantes!
São estes trastes  todos que nos custa aceitar como humanos que querem para sempre destruir o Natal e a vida das pessoas, estes herdeiros de casas que despejam sem um pingo de alma, todos esses especuladores do lucro que levam empresas e países à falência e  todos os seus ajudantes "Reis Magos", Gaspar, Pedro "Baltazar" e Relvas "Melchior.
Já nem me preocupam os "infelizes" que desprezam o Natal de outras formas, só porque são egocêntricos elevados à máxima potência, odiando o sentido do Natal junto dos seus, mas desejando boas Festas a desconhecidos, aos importantes e aos estrangeiros. Esses são patéticos,uns tristes, não há muito a fazer, se eles próprios não quiserem mudar, fazer Natal (para si, mas acima de tudo por o fazerem  PARA os OUTROS).
O que me apetecia, neste momento é que acontecesse a esses Tios Patinhas /Mr. Scrooge das altas Finanças e de muita Avareza,a todos esses comedores de dinheiro e heranças e aos seus amigos dos ratings e Bolsa, o que aquele criativo no  video  do Youtube acrescentou ao final do famoso "Do Céu Caíu uma Estrela" ("It´s a wonderful Life"), de Capra. ORA VEJAM ATÉ AO FIM! Pode parecer terrível, mas julgo que por vezes esses Monstros do Dinheiro, esses Srs Potter (o "Scrooge" do filme, o único que não se arrepende ou sente piedade pelos outros, pois substituiu o coração por um cofre). Confesso que seria um Natal mais justo  para todos, PELO MENOS UMA VEZ que fosse, malditos sejam! :(((não se assustem, segue já a mensagem mais positiva e natalícia para a quadra. Agora tinha de desabafar a minha amargura!)
Margarida Alegria (24/12/2011)