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quinta-feira, 20 de junho de 2013

CARTOON: dedicado a quem optou por não fazer greve no dia 17 de Junho

(c) Margarida Alegria (in Blog "Alegrias e Alergias"-Junho 2013)
Já aqui mencionei o  "imenso"  e misterioso cartoonista (ou, à portuguesa, "cartunista") norte-americano Gary Larson, que nas últimas décadas do século XX fez as delícias de milhões de leitores de jornais e a fúria de outros tantos, que não entendiam o seu humor corrosivo. Foi por exemplo NESTE POST AQUI, OU NESTE, que construi uns cartoons a "dar ares do humor "à Gary Larson", isto é, essencialmente transportando as hipocrisias e as incoerências de certas situações dos nossos dias, para um outro contexto socio-temporal. Ou até  passar as aberrações da sociedade humana para o mundo de outros seres, como extra-terrestres, ou animais.
Ainda não tinha experimentado usar os animais em cartoons desse "estilo", por isso aqui vai, mas claro muitos furos abaixo desse grande mestre. O tema que me motivou foi a , para mim, incompreensível falta de solidariedade dos colegas que na passada segunda-feira, dia 17 de Junho, optaram por não fazer greve de professores. Podem ter pretextos económicos, mas isso não pega: todos teremos muito mais a perder e muito mais tempo ou para sempre, se estas medidas loucas do Desgoverno foram avante e já muito mais dinheiro perdemos nós, com os diversos roubos institucionais levados por cortes vários destes últimos anos. Podem dizer que assim agiram com "pena" dos alunos que iam fazer exame, mas muito mais amigos seriam dos alunos se dessem exemplo de resistência a iniquidades e assim lutassem pelo futuro deles, para que não sejam continuamente atirados para a precariedade ou para a emigração, como futuros trabalhadores.
A propósito disso, dois artigos hoje no  jornal "Público", a falar desta greve: um bem fundamentado e "por dentro" dos problemas, do nosso colega António Jacinto Pascoal e outro a defender a versão do "coitadinhos" dos alunos (com o título "A adversativa") de um tal Jorge Reis-Sá, que se apresenta como "escritor". Nunca ouvi falar de livros seus, mas fixei-lhe o nome, para ter o cuidado de não vir a adquirir nada desse dito autor. Essencialmente porque para mim, por melhor ou pior que escreva, "escritor" também deve ser alguém que, mesmo que não seja um exemplo  moral ou cívico para os demais, tem pelo menos uma visão Universal do sofrimento Humano e da condição do "bicho-Homem" no Mundo, alguém que se preocupa e se revolta contra as verdadeiras Injustiças e não alguém que cai depressa nos lugares comuns ditados por comentadores de praça com mentalidade de "Tias".
Ia deixar para outra ocasião o comentar mais detalhado desse choradinho que  J. R-S. escreveu, mais uma vez sob a falácia que não aderir a esta greve era mostrar que se "respeitava os alunos". Mas opto por  abrir aqui um parêntesis ao comentário do cartoon que fiz, para desmontar  o essencial da  "argumentação adversativa" do (julgo que) jovem Jorge Reis-Sá. Poderia lembrar-lhe a famosa carta do estudante grego de Pireu, que circula na Net, que explica que não foram os professores (nesse caso gregos) que empobreceram a sua família e cortaram as "asas" a todos os seus sonhos, poderia lembra-lhe, o que não custaria racicionar, que qualquer aluno que estuda e que tem o contratempo de ver a prova mudada para outra altura não está perante um drama (fica o estudo feito, pode rever matérias) nem que irá por isso ficar de fora na entrada na Universidade... Poderia ainda recordar-lhe que as greves são sempre formas extremas mas legítimas de pressão, causando inevitáveis contratempos a uma parte dos cidadãos;  e  que quem causou a urgência da data foram o governo e o MEC e só se manteve a greve porque N. Crato continuou a mentir para os telejornais e o MEC se manteve intransigente a qualquer negociação e quis até que os sindicatos(ao que parece a FNE, que dignamente recusou) assinassem compromissos absurdos a trair os professores. Podia finalmente lembra-lhe que a luta é dos professores e não apenas dos sindicatos e que os professores, nas escolas, já sofreram em demasia e em excessivo silêncio (ou revolta sublimada) a catadupa de normas, leis, alterações aos horários, aos programas, aos currículos, por sucessivos governos carrascos e/ou incompetentes, que os têm vindo a espezinhar e à dignidade da sua profissão. E que até nem perturbaram muito o ano escolar aos alunos com outros protestos, mas que, com o "esticar da corda" abusivo da tutela, acabam por se ver nesta altura do ano como os maiores prejudicados a todos os níveis (salários, férias, repetição de reuniões...), eles sim "reféns" da imposição unilateral dos desvarios das Troikas (a estrangeira e a nacional).
Centro-me apenas nos argumentos centrais de Jorge Reis-Sá: diz que é filho de professores e que pensa que os seus pais (ele já falecido, ela aposentada) nunca fariam esta greve... por causa dos alunos (a tal teoria nojenta de Crato dos "alunos- reféns"...). Apenas replico, com o que os meus pais fariam. É que sou filha de uma professora  do segundo Ciclo e o meu pai (também já falecido, como o de J R-S)  foi professor nos seus últimos anos, mas na faculdade. Antes disso, lidou directamente com operários e com mineiros (descendo com eles à profundeza das minas,para ensinar e ajudar, o que nem todos os Chefes com o seu estatuto fazem, ganhando assim enorme confiança e respeito de profissionais de trato muito difícil como são os da metalurgia). E, contrariamente a JR-S, sei que os meus pais, embora não sendo adeptos habituais de greves ou de manifestações, se estivessem na situação destes professores que hoje andam a ser humilhados, FARIAM, sim, greve. E sabe JR-S porquê? Porque a minha mãe, agora aposentada, sabia que estar do lado dos seus alunos era dar-lhes aulas bonitas que os despertassem para o saber e os tirassem da ignorância e não um mero aplicar oficial de um Exame, apenas UM no meio de dezenas que eles irão fazer na vida de estudantes. Para ela, ser pelos alunos era estar com eles, no dia-a-dia, dando-lhes a ciência, mas também a educação , quando era preciso, para que se tornassem verdadeiros e completos cidadãos, homens e mulheres DE Bem e DO Bem. Atentos aos livros, ao Conhecimento, mas também ao sentido de justiça, à atenção e compaixão pelos demais. Nunca querendo que se tornassem meras Máquinas de fazer exames, como se fosse aí ,nesses testes, que se sintetizava o saber, muito menos a Vida. A minha mãe ensinaria a esses alunos que, mais importante (ainda) que os testes e os exames finais, era o Exame da Vida, o de todos os dias, o que nos leva pelas nossas por vezes difíceis opções ( na capacidade de trabalho , sim, mas também nas atitudes, nos gestos de paz e de solidariedade, no sabermos "entrar na pele dos outros", no combate às injustiças) a distinguirmo-nos como Seres Humanos, como algo de superior e Diferente a meros mamíferos bípedes orientados para o "Sucesso" e para o estúpido e fascizante conceito de "Vencedores", por contraponto aos "Losers"/Perdedores, seja o que isso for, neste novo darwinismo social.
Já o meu pai era dos que tinha as maiores dores de cabeça enquanto não garantia aos trabalhadores que liderava todas as condições de segurança e bem estar num trabalho exigente e perigoso (e contra que poderosos teve de se debater em discussões imensas, quando tentavam minorizar os riscos, por mera poupança economicista!), as constantes melhorias de vida pessoal e familiar que considerava que lhes eram devidas (casa, apoios sociais escola para os filhos), chegando, quando em terras de África, a sacrificar o seu próprio descanso de Domingo para ir caçar (actividade que até não apreciava) e assim vir a fornecer  um suplemento alimentar de algumas proteínas aos trabalhadores que tinham a desgastante função de ir extraír as riquezas às entranhas da Terra... Tenho a certeza que muito se enervaria  com o aviltamento que as Escolas Portuguesas e os professores têm sofrido às mãos destes carrascos políticos e quanto o desgostaria ver o País que amava e que não chegou a ver em pleno desenvolvimento, a recuar em direitos e em condições de vida, por causa de umas atitudes acobardadas e submissas perante poderezitos transnacionais de uns "mercados" agiotas e políticos de terceira escolha que certamente ele desprezaria. Embora não fosse de se meter em políticas, era sobretudo  alguém que via nos outros seres humanos os seus irmãos, ensinando-nos a tratar todos bem, independentemente da condição social; e lembro-me de ele exclamar, muitas vezes,  esperançado já depois do 25 de Abril: "Portugal ainda há-de ser um grande país! Vão ver...". Estaria contra estas políticas e faria greve, caso fosse professor destes Ciclos, pois colocava-se sempre em apoio dos mais desfavorecidos.
 E note-se que os desfavorecidos nesta história são, para além da Escola portuguesa em geral, os professores, seus alicerces fundamentais, ameaçados de desemprego e precariedade após décadas de dedicação, como se a Constituição democrática já não existisse e tivessemos recuado um ou dos séculos.
 Note-se que não  poder fazer um exame na data prevista NÃO é ser-se desfavorecido: aluno desfavorecido é o que viu outros afinal a fazer exame e a prova a não ser anulada ou adiada; aluno desfavorecido é o que foi vigiado por quem não sabia as regras para tal função, o que viu o silêncio necessário à prova a ser perturbado, o que teve de fazer o exame só porque o seu nome tinha a letra "A" e agora vai ver os outros a fazer exame noutra data, com  textos diferentes, quem sabe se mais fácil(a dúvida ficará sempre); aluno desfavorecido é o que deixou de poder receber bolsas de estudo só porque os pais devem ao Fisco ( que é agora, o "Coração", o Alfa e  o Omega de todas as acções em Portugal, qual deus todo-poderoso); aluno desfavorecido é o que já não tem passe com desconto nos transportes e tem de fazer quilómetros a pé, sob sol ou chuva; aluno desfavorecido é o que já não tem direito à refeição gratuita na cantina e por isso desmaia de fome; aluno desfavorecido é o que é colocado a trabalhar, mesmo menor, para ajudar os pais, abandonando assim o seu percurso regular na escola; aluno desfavorecido é o que se acotovela em salas exíguas, feitas para 22 alunos e agora com turmas de 30; o que já deixou de ter ocasião de apresentar todas as suas dúvidas nessas turmas sobrelotadas; o que deixou de ter hipóteses de aprender melhor as disciplinas das Artes quase abolidas do currículo; é o que vê a família a definhar na miséria, ou na precariedade, ou a emigrar; é o que vê os avós a terem de ajudar no sustento dos filhos e netos e a verem as reformas a sofrer cortes por isso a não terem dinheiro para as consultas médicas ou para os medicamentos ou até para uma alimentação condigna; aluno desfavorecido é o que anda a  ajudar vender ou leiloar os bens da família, para ter alguns euros para o essencial; aluno desfavorecido é o que não tem as mesmas hipóteses de comprar livros ou outro  material escolar que uma escassa minoria; o que viu a família a perder a casa, o emprego, o direito à água corrente , ao gás canalizado ou à electricidade (por não poder pagar as contas); aluno desfavorecido será o que nos próximos anos ainda verá as condições para o seu estudo piorarem, em turmas maiores, com menos professores (e esses ainda mais exaustos, porque mais sobrecarregados,com sabe-se lá quantas mais actividades lectivas e turmas, enquanto outros são falsamente considerado excedentários e são enxotados para a mobilidade especial)...
Bem, deixo o "escritor" Jorge Reis-Sá em paz, com os seus escritos, pois para tudo neste país é preciso sorte e ele pelo que entendi tem a sorte de já se intitular "escritor" sendo tão jovem. Outros  escritores bem conhecidos e Humanistas sempre  reclama(ra)m não poderem ter esse estatuto nos seus documentos oficiais e profissionais, mas como hoje pode ser escritor quem redige  uns discursos ou umas piadas para um qualquer ministro lançar em conferências de Imprensa ou colóquios ("escritores-sombra" lhes chamam), quem sou eu para lhe tirar a etiqueta. Mas que dispensarei ler os seus livros... isso sem dúvida.
Voltemos por fim ao cartoon: outros dos argumentos principais para  alguns professores não aderirem a estas lutas dos seus colegas pelo emprego ( não, não foram só alguns professores do primeiro ciclo: na minha escola foram mesmo professores do Secundário... onde uns escassos 6% de  "distraídos" acabaram por assegurar a prova aos primeiros 20% de alunos da lista) são os que esta mosca e esta abelha proferem.
A mosca que já é efectiva e com lugar cativo numa escola e que  julga que por isso não será atingida pelo drama da mobilidade especial e/ou geográfica. É o que podemos chamar de argumento "Vistas curtas anti-solidário". Até poderia não ser visada, mas há milhares de seus colegas, contratados (os que restam) e até efectivos "dos quadros" que verão a porta da rua, fabricada à medida não pelo diminuir da procura como falsamente uns apregoam, mas por fabrico de condições ainda mais apertadas nas escolas em qualidade e quantidade por parte do MEC (aumento, novamente de nº de alunos por turmas, abolição não pedagógica ou didacticamente justificadas de algumas disciplinas, amontoado de escolas num mesmo agrupamento, que faz alguns professores correrem de escola em escola, por vezes a quilómetros para completar horário, até à apoplexia, um belo dia...). Conclusão: a mosca, é um insecto egoísta e de vistas curtas, pese os mil-olhos que lhe atribuem. Não vai além da visão da busca do próprio jantar, mesmo que ele se venha a reduzir cada vez mais a mero detrito do lixo, ou até a m****.
Quanto à abelhinha laboriosa: perora o argumento super-tonto, aliás baseado mas distorcido a partir de um verdadeiro. Ou seja, que os professores dão à sua profissão muito mais que as 35 horas semanais. Só não sabe isso quem tem cegueira ideológica e muito má vontade. Só que o facto de serem tão abnegados que se dispõem a isso até ao ponto da exaustão, sacrificando horas de sono, fins-de-semana, momentos com as suas famílias, não implica que os que os empregam ainda se julguem no direito de os sobrecarregar ainda mais e em decrescentes/ piores condições. Colocar o seu horário em 40 horas, como os horários do  sector privado (muitos dos quais nem são de tantas horas, podendo adaptar), como LETRA DE LEI, é certo e sabido que se trata do primeiro passo para mais uma data de tropelias que serão feitas nas horas lectivas e não lectivas que os vão obrigar a permanecer nas escolas, até à insanidade e ainda com menos tempo para preparar o essencial, as suas aulas(investigar, ler, preparar materiais e sequências/planos de aula...) . Não,  mais uma vez lembro que o essencial não são os Exames fugazes. Quem se lembra com todo o detalhe dos próprios exames que fez? No entanto há professores e algumas das suas aulas que nos marcaram que jamais esqueceremos pelo que nos ensinaram. 40 horas "oficializadas" agora, sem atender à especificidade da profissão e como se leccionar equivalesse a ensacar batatas (com todo o respeito por quem faz esses trabalhos mais mecânicos e também necessários) será abrir caminho para ainda mais arbitrariedades dos MEC futuros.
Aquela abelha do cartoon, outra com falta de visão "periférica" acha que o "horário de 40 horas" APENAS vem oficializar parte das horas que já dá ao país. Aliás o ministro, na entrevista de ontem já aludiu a essa sinuosa argumentação,  com a vozinha aveludada que já não convence ninguém, como se estivesse apenas a regularizar algo... Ao não entender o que está em causa, a abelhinha não poderá vir a queixar-se mais tarde de novas sobrecargas de trabalho, do não ter tempo para nada, nem mesmo para o ensino e correcções, nem de estar a sofrer um AVC ou de o coração ceder e, com sorte, acabar num hospital. O seu argumento é o que se pode chamar, portanto, argumento "Tiro no próprio pé".  Esta abelha obreira mais lembra antes uma "barata tonta".
Lembro também à abelhinha, caso seja do ensino Público, que os directores das escolas privadas já estão a querer oficializar para os seus escravos... digo, seu docentes, horários lectivos de 30 horas e tarefas diversas fora das sua especificidade profissional--- e não é "só" burocracia-- e diminuição dos limites salariais de topo de carreira, muito abaixo do legalmente estipulados.  Está a ver abelhinha laboriosa? Hoje no privado. Amanhã um qualquer novo ministro de palavras traiçoeiras virá a querer impor a uniformização, também nisso, entre sector Público e Privado, não para melhorar condições nivelando pelo menos pesado, mas aplicando essas regras esclavagistas das escolas Privadas ao Ensino Público. Entende agora? Já vê para além da sua colmeia, do número de favos que constrói por semana?
Enfim, dona Mosca e dona Abelha, considerando que vivem no mundo limitado e confuso dos Insectos, estão parcialmente perdoadas. Ainda para mais vendo o destino muito próximo, de que vão ser afinal as primeiras a sofrer  não a mobilidade especial, mas a "IMOBILIDADE eterna" patrocionada pela Dona Aranha, que bem vos enganou. Muito mais  triste é saber que atitudes semelhantes estão a decorrer noutro Mundo, o dos Humanos, suposto seres inteligentes e desbravadores de  mares e de Universos... essas maravilhas do Conhecimento que os professores  tanto se esforçam por ensinar aos seus alunos...
Margarida Alegria (20-6-2013, in blog "Alegrias e Alergias")
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NOTA: sei que o grupo de insectos é uma ORDEM e não um "Reino", pelo menos no que lembro que me ensinaram de Zoologia (na Escola e em aulas de que muito gostava, apesar de ter mais queda para as Letras). Daí ter colocado as aspas no cartoon. O termo aqui  é mais "literário" que científico. É que  a palavra "Reino" lembra melhor as actividades sociais e a vida em comunidade que todos deveriamos desenvolver e melhorar... (M. Alegria)
Nota 2: Não esqueçamos que, no caso dos humanos, há mais hipóteses de redenção. As greves às avaliações continuam nas escolas, com imenso êxito e assim bloqueando o final do ano e a definição das avaliações dos alunos, antes de irem de férias. O MEC esse é que queria ir de férias depois das malfeitorias de Maio e Junho( novamente pelo Brasil? Ou pelo Chile?...) e não o poderá fazer.

sábado, 4 de maio de 2013

CARTOON: Kem Ké um Xuápe? (Série Jejé e Companhia)

(c) Margarida Alegria (Maio de 2013)- a imagem ficou muito reduzida, neste espaço. Clicar sobre a imagem para ler melhor

Há muito que não publicava um cartoon da série destes garotos... ia dizer "reguilas", mas acho que já estão no patamar do delinquente.
Este é o primeiro de um conjunto de cartoons a que chamo internamente de "Clandestinos" (um dia talvez explique melhor). Digo apenas que tenho descoberto que, quando se tenta aproveitar os tempos mortos de alguns momentos de  tortura  taylorista, é bem mais fácil ocupá-los com a criação de cartoons do que com a criação de texto.
Um cartoon coaduna-se melhor com a constante interrupção, pois está desde logo desenhado na íntegra na nossa cabeça antes de o passarmos para o papel. Depois, em períodos de 10 minutos ou menos ,intervalados, lá vamos fazendo o esboço geral da imagem, depois o desenho mais detalhado, depois o passar a tinta, por vezes o colorir.
Com a escrita é diferente. Por mais pensada que tenhamos a ideia  antes de chegar ao papel, depois o escrito ganha vida própria e temos de estar em total concentração e abstracção em relação ao que nos rodeia. Uma interrupção pode deitar por terra o desenvolvimento de uma ideia nova ou da estrutura de uma frase... um pouco como estar num belo sonho e ter de acordar de repente, tentando depois, em vão, tactear por entre palavras e imagens às quais queremos voltar. É de facto verdade aquela ideia que se tem de que é preciso retirarmo-nos do mundo, para uma cabana isolada, na companhia do papel e caneta e uma panela de sopa. De outra forma torna-se tudo  muito mais lento. Mesmo se estivermos diante do computador, como agora estou, temos de evitar todas as distracções, e então da possibilidade de intercalar com outras tarefas nem falar: é quase impossível!
Falando em escrita, fiz agora um intervalo de passatempos mais interessantes que as nacionais aflições com estes constantes sobressaltos com o nojo e o banditismo de punhos de renda que todos os dias nos é despejado pelas notícias. E cá vim publicar o meu cartoon "clandestino" de há dois dias.
Ontem foi  mais uma inenarrável comunicação de cortes e sangria aos cidadãos pelo nosso PM (ver  e ouvir AQUI).
O ar seráfico do dito bem tentava abafar os escândalos da semana, de entre os quais se destacou a descoberta que actuais e antigos governantes incentivaram (ora como governantes ora como "gestores" de empresas públicas, -- eles fazem "swap" de funções nas danças das cadeiras-- especialmente na área dos transportes)  mais uns  contratos ruinosos ( ruinosos  para o Estado,claro!) com empresas financeiras (G-Sachs,- por falar nisso,  alô Borges, mais um boneco na colecção! -- JPMorgan, Santander... lalará...), contratos que dão pelo nome de "SWAPS". O Tribunal de Contas alertava há anos para os perigos destes contratos, mas como costume ninguém lhe deu ouvidos...
Ver aqui uma das notícias (que remete para outras, para quem quiser, como para este detalhe AQUI):
"Perdas potenciais com "swaps" reduzidas em 500 milhões" (in Público, 30-4-2013)
Não entendo muito disso, mas parece que um "swap" é mais uma daquelas habilidades nas quais , caso a coisa corra mal, quem paga o buraco é o Estado (leia-se, os cidadãos). Este governo, vá lá,  até afastou dois secretários de Estado perante a divulgação do escândalo, mas outros tantos terão continuado em funções e apenas se vê a ponta do Icebergue, que , como costume, envolve todos os partidos do chamado "Centrão" que vão alternando no poder. Agora tentam renegociar esses contratos, para minorar os danos, mas pelo que se sabe ,para já, a desgraça ronda os 3 mil milhões de Euros. Coisa pouca, ou, como dizem os americanos... "amendoins".
O que são 3 mil milhões, perante um buraco a pagar na vez dos bandidos do caso BPN de uns ... 7 mil milhões (mas sempre a aumentar)?
Mesmo para isso, entende-se agora, é que os nossos jovens desgovernantes insistem  em fazer um corte PERMANENTE do orçamento do Estado Social, na casa dos 4 mil milhões (soube-se ontem que subiram a parada para 4.800 milhões...). Assim , roubando ainda mais pensionistas e funcionários públicos, mandando mais uns milhares para o desemprego ( mais 30 mil, para já, ao que chamam "rescisões amigáveis", fora os que seguem para mobilidade especial como se não passassem de sapatos velhos a deitar fora),aumentando a idade da reforma,  cortando ainda mais na qualidade da Educação, da Saúde, da Segurança social, haverá mais de 4 mil milhões de Euros POR ANO, para gastar à "tripa forra" nestes "erros" de gestão, nestes casinos paralelos de jogo com dinheiros públicos e em muitas outras negociatas mais ainda por inventar pelos amigos  "empreendedores" do privado. Ou entendi mal a jogada?
É difícil ainda conseguir fazer humor no meio desta pirataria sem freios, mas ainda é das atitudes que nos podem manter de cabeça erguida. Tinha de fazer este cartoon.
Agradeço, para a ideia do cartoon, ao Carlos Fonseca do blogue Aventar, onde este explicou as principais diferenças entre os diferentes tipos de "Swap".
Pronto: agora volto para  finalizar os meus escritos, bem mais interessantes , sobre personagens humanamente muito acima destes políticos e gestores de trazer por casa, sobre situações muito mais cheias de Esperança, sobre lugares de vida até mais complicada a certos níveis, mas onde há ainda quem ouse resistir e mudar o que está errado.Tive de interromper a sua conclusão há quase dois dias--- as tais interrupções inconvenientes de outras tarefas e solicitações!-- e quero que fique como o imaginei. Tem sido um texto construído com paciência,aos poucos,  ao longo de vários dias, quase "tijolo a tijolo",  pois os seus temas são muito mais elevados e nobres que estas autênticas poeiras nojentas e tóxicas lançada por um (resto de) país, por  uma democracia decrépita e por uma Europa em  rápida erosão.
Margarida Alegria (4-5-2013, in blog "Alegrias e Alergias")
É verdade: este foi o Post nº 300 do blog!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

No dia da Liberdade portuguesa

(o principal herói do 25 de Abril de 1974, Salgueiro Maia,sempre humilde, um entre os seus, com o cravo que se tornou no símbolo de uma revolução pacífica)

25 de Abril
Esta é a madrugada que eu esperava

O dia inicial inteiro e limpo 

Onde emergimos da noite e do silêncio 

E livres habitamos a substância do tempo

(Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas", 1977)

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E contrasta tudo isto com o discurso do Presidente da República, que  nem consegui escutar até ao fim, para não vomitar, numa tristonha comemoração oficial dos 39 anos da revolução.
Por Deus! Um discurso apenas em redor dos "ajustamentos", do "programa de reestruturação", da Economia (leia-se, Finanças), da "necessidade de consensos socio-políticos" ( e ao apelar a tal usando  um tom de voz de uma sanha exaltada e clubística que lembra um seu discurso revanchista de tomada de posse e os famosos discursos no congresso do seu partido, quando subiu ao poder, fingindo uma inocente viagem à Figueira da Foz só para fazer a rodagem do carro!). E as taxas de não -sei- quê e o enjoativo "regresso aos mercados", e a "limitação da dívida pública", com umas breves lágrimas choradas pelo desemprego e as dificuldades, e o resgate pela troika como inevitável... e "economês", economês e mais economês, desse de excel e de regras de mercado que já deveria ter percebido que é um modelo económico global que está ultrapassado e moribundo e está a destruir a Europa...
Mas é como tantos políticos e outros vulgares membros de "elites", que não entenderam ainda quais são as verdadeiras e mais fundas inquietações dos portugueses, que vêem morrer a sua democracia, a Liberdade, as suas modestas vidas transformadas em Infernos por via destas teorias da austeridade. E o Próprio PR a defender quer não há via alternativa (?!)  e a deitar números e percentagens e "indicadores" disto e daquilo, como se fosse o fundamental ou sequer tivesse verdadeira ligação à realidade dos cidadãos. Outro político pequenino como a maioria  que o rodeava na Assembleia e que enxameia o país, um político mesquinho e cheio de "recadinhos", sendo a maioria dos que deu para os partidos da oposição (especialmente o PS) e os que reclamam a demissão do governo e de eleições, lembrando que o poder efectivo do país que ajudou a vender e subjugar, o poder da "Troika" (que vezes sem conta mencionou, e como "legítima", num discurso do Dia da Liberdade!), irá continuar a prevalecer, "seja quem ganhe as eleições" (como disse, assim mesmo!)...Quem sempre foi tão calculista para a sua própria reeleição, ao longo do seu percurso pelo poder, em todas as medidas que tomou e discursos que fez na vida, agora apelava, hipocritamente, ao ser importante não se guiarem por "calendários eleitorais"... ah, "bem prega Frei Tomás"...
Em suma, inqualificável, mesquinho, ridículo de tanto jargão economicista, um discurso que não parecia escrito por um Presidente que nos devia representar a todos, DEFENDER a nossa democracia, a nossa independência, a nossa Liberdade, mas que poderia ter saído da pena ou do teclado de um qualquer Vítor Bento ou equivalente, daqueles "especialistas" das teorias  cegas que nos têm arrastado para o abismo, daqueles que lamentam muito o aumento do desemprego, mas que o consideram um mero "efeito secundário" (sim, V. Bento dixit!) das "necessárias" medidas de austeridade.
Uma sombra negra, cega e facciosa em forma discursiva, no Dia em que havia que apelar aos valores supremos da ainda jovem democracia, à Esperança fundada na Liberdade e na identidade nacional e não nos números.
Ironicamente, uma nuvem escura e crispada, num dia de sol que nos foi hoje presenteado...
 Não sei qual terá sido a reacção dos diferentes partidos a este discurso, nem me interessa. Só sei que sinto, escutando-o como cidadã "comum", que Portugal merecia melhor!
Ao menos a Natureza e a radiosa Primavera contradisseram-no, com coros de pássaros e céu azul, comemorando o "dia inicial inteiro e limpo" dos versos de Sophia e apontaram-nos um outro caminho que não esse do conformismo aos ditames de ditaduras externas e financeiras dos mercados  "nervosos" e duma UE desorientada: o céu e o sol aconselharam-nos, tal como esse outro poeta, José Régio, a um "SEI QUE NÃO VOU POR AÍ".
--Optemos sempre e sempre pelo caminho da Democracia e da Liberdade,-- pareceram-nos alertar em uníssono a luz, o céu, os pássaros, o sol!
"Alergia" (25-4-2013, 39º aniversário da Revolução dos Cravos em Portugal, in blog "Alegrias e Alergias")

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Se o Marcelo fez um video, aqui fizemos um jogo! ;) (A visita da Merkel)

(c) Margarida Alegria, Novembro de 2012 (in blog "Alegrias e Alergias")

E PRONTO! Já cá está / esteve a dita mulher. Visita "de médico" dizem uns, de colonialista, alegam outros. Sabem de quem falo, não? Já chega de a mencionar. Uma  visita de seis horas que deu rios de tinta que falar e que suscitou inúmeros protestos e manifestações, murais coloridos  e até videos explicativos do que gostariamos de dizer aos concidadãos da Keiserina, os alemães, pois claro, entre os quais  videos muito se falou de um idealizado pelo professor Marcelo R.S. e concretizado por um Rodrigo Moita de Deus. Vi-o ontem e fiquei entre o riso e o choro(VER AQUI). Tão folclórico que era, com salada de Zé Povinho e também da menina dos caracóis que abraçou o polícia em 15 de Setembro... só faltou a Amália, o Ronaldo,ou  a Padeira de Aljubarrota que tanto gostariamos de ter agora para correr  com a tirana da Europa à pázada. Enfim. Uma animação, embora apontando muita coisa que os alemães (os que não conhecem Portugal) deveriam ouvir. As autoridades alemãs não deixaram que fosse preojectado na sua Praça, mas... ao menos poderiam passá-lo na rádio, não? Ficaria a contento de todos, quem sabe. Outros optaram por videos mais sérios (VER AQUI --"Portugal não é um país de Merkel", do movimento Mais  Democracia) e outros  ainda escolheram a via musical (ver e ESCUTAR AQUI --"Bardamerkel" do coro da Achada).
O Certo é que tem sido Merkel de manhã à noite: o que pensam dela as celebridades, o que os alemães pensam de nós, o que pensamos dela e do seu povo, o que veste, come, faz,  como cresceu, as manias, as qualidades, os defeitos, quando chega, por onde andará durante a visita... UFF!
Muito bem, aqui, no "Alegrias e Alergias"  vamos dar também o nosso modesto contributo para a famosa visita da senhora. Criámos UM JOGO. Coisa pouca, daqueles tipo Jogo do Ganso (ou da Glória, neste caso, da SUA glória) com tabuleiro, dados e uns peões, neste jogo um/uma só, que o nosso simpático leitor poderá recortar e colorir a preceito.
Chama-se "A VISITA DA MERKEL", em homenagem  àquele famoso concurso de TV no passado, que se chamava "A Visita da Cornélia",  que tinha como mascotes um daqueles simpáticos animais cujos sorrisos tanto agradam ao nosso Presidente.
OBJECTIVO? chegar ao fim, tão depressa quanto o possível e quanto o lançamento dos  dados o permitir. Jogadores? Apenas um, a senhora Merkel, ah pois... Podem colocar nas casa outros peões, a percorrer as casas, se quiserem, representando políticos ou empresários lambe-botas, o favorito da "rainha" teutónica-- o nosso Coelhito--, o PR, uma mão cheia de polícias de choque, mas quem tem de chegar ao fim em seis horas é uma só. Apenas ela acaba vencedora da visita/deste jogo. A visita é para dar ânimo aos seus lacaios que por cá metem os pés pelas mãos, mas a mais interessada é ela: por motivos eleitorais no seu próprio país, por querer mostrar ao povo luso quem cá manda a sério e para ver como rolam os negócios alemães por Portugal.
Em baixo têm o tabuleiro e as instruções de recorte da peça jogadora. As regras são simples. Escolha a opção que escolher, A ou B..., em cada etapa da visita, a senhora nunca recua, avança sempre, embora com uns círculos por locais aproximados.
(17.30h:A visita estará a acabar por esta hora, mas não tive tempo de publicar isto de manhã, para incluir as instruções. Entretanto, embora estivesse a trabalhar na altura, já me disseram que na TV os discursos da Angelita foram dobrados(tradução simultânea)  em sotaque brasileiro, por uma outra senhora que lhe colocou uns largos anos em cima, só em austero  timbre! E que o meu propósito em sugerir que colorissem o casaco da dama ficou um tanto gorado pois ao que parece escolheu vir com um "blaser"... cor crua! Ao menos nas calças pretas acertei...
 :(
Paciência.... Seguem o jogo e as instruções).
As instruções foram pensadas e rascunhadas tentando adivinhar o que se iria passar, tendo em conta os estereótipos em visitas -relâmpago desta natureza e o tom bacoco  que quase todos os intervenientes, dos políticos aos jornalistas, optam por escolher nestas ocasiões. Garanto que não sei, para já , mais nada do que realmente se passou na visita.
(c) Margarida Alegria /Novembro de 2012 (in blog "Alegrias e Alergias")

INSTRUÇÕES:
 Etapa 1- AEROPORTO
Chegada à casa da partida, isto é, o Aeroporto. A sortuda teve na rifa o sol a brilhar, num belo dia de Outono! Este local de chegada é o ponto de Partida e logo aí há duas opções:
A- Merkel pensa para os  botões do seu casaco: "Ah, com este solzinho... ! Se calhar tenho sido injusta a chamar-lhes preguiçosos! Eu também descontrairia um pouco se tivesse este clima na Alemanha!"
B- Merkel faz nota mental. :" Vejam-me este aeroporto, para um país minúsculo como este... Vou falar disto aos alemães! E não há aviões nem movimento!!! Parece que esvaziaram a cidade! Será que é mais um dos feriados deles? Fizeram como na vinda do papa e deram folga à cidade?! Mandriões!"
Etapa 2-Palácio de Belém
 Merkel visita por cortesia o Presidente Cavaco Silva. Aí tem duas opções para diálogo:
Diálogo A-
Merkel: Bom dia! Como vai a sua plantação de anonas?
Cavaco: uma maravilha... mas difícil! Porém tem de ser. Como não sobrevivo com a minha magra reforma...É só trabalhar,trabalhar, nada de mediatizar! Deixo isso a outros que gostam muito...
Merkel: Gostaria de o convidar para visitar o meu país e contemplar o sorriso das vaquinhas alemãs.
Cavaco: Terei muito gosto em a rever, de facto. O Presidente da República tem como uma das suas funções retribuir visitas.
Merkel: Hummm...Então, Auf wieder sehen!
Cavaco: Adeusinho! É verdade: a minha Maria pediu-me para lhe oferecer estes pastéis de Belém. Quer ser minha amiga no Facebook?Vou enviar-lhe um convite...
Merkel: LOL...
 Diálogo B-
Merkel: Então o senhor presidente anda a dizer que o povo não aguenta mais austeridade?
Cavaco: Bem, o Presidente tem  também como  função dizer coisas dessas...
Merkel: Mas... nos jornais estrangeiros e no Facebook?!
Cavaco: Gosto de estar na modernidade da economia de mercado. E não leio jornais... portugueses. Mas  a Frau preferia que fizesse um discurso ao país?
Merkel: Ah, bom...nesse ponto talvez tenha razão... Assim é mais discreto. Mas não exagere. A austeridade tem de durar mais cinco anos, pelo menos. O tempo do resto do meu mandato e do seguinte, que conto ganhar!
Cavaco( com sorriso de fazer doer os maxilares até a um crocodilo):Gerir agora a eleição para o próximo mandato... COMO A ENTENDO, cara chancelerina!Dizia sempre aos meus alunos:  cabe ao Presidente ser ponderado e o garante da nação.
Merkel: o que quer dizer com isso?
Cavaco: Não sei, mas  esta frase teria 4000 "likes " no Facebook! Leve uns pastéis de Belém.(com a boca cheia de pastéis, à falta de bolo-rei) Bomf regressof munch munch....
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Depois desta etapa, Merkel ordena a um dos guarda-costas que lhe prove os pastéis de Belém, não vão estar envenenados. Ele entusiasma-se... e come-os todos!
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ETAPA 3- Forte S. Julião da Barra
Merkel encontra-se com o PM, Passos Coelho, para um almoço romântic--- ahn... digo, de TRABALHO.
 ~~Ementa ~~
Entradas: sarrabulho de chucrute da Westfália com espuma de cerveja de Munique;
açorda light de coentros com pão/brot escuro de sementes de lúpulo, em  marinada de vinho da Mosela;
Novidade do "chef" para degustar: "Alemãzinha" (adaptação da tradicional Francesinha portuense, mas apenas com pão  e recheio de salsichas, salsichas e  mais salsichas alemãs, tudo bem prensado; molho secreto, à base de cerveja de Munique)
Prato principal: Bife à Jonet (bife de vaca, bastante passado, com molho  de confit de canard e pêras,   recheio de trufas da Floresta Negra, em cama de papa Nestum)*
(* consultar o próximo post...)
Sobremesas: Apfelstrudel (torta com recheio de maçãs esmigalhadas) de maçãs portuguesas "Bravo de Esmolfe" com molho de vinho do Porto ;
 maçãs  assadas "Branca de Neve dos vales do Reno" com cobertura de Marzipan (massa-pão);
e pastéis de Belém (sugestão  cortês do Ministro Álvaro);
carta variada de vinhos, licores  e cervejas
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Comentários da Merkel, à escolha:
A- Mas que bom almoço, Pedrito! EscuZava de se incomodááarrr! Com uma sandezita de trufas e salsichas já me satisfazia! Só não gostei tanto deste apfelstrudel: as maçãs estão bem esmigalhadas, mas não são tãn saVoroZas quanto as da minha VaterLand, da minha pátrrria....Kurrioso, este Bife...mas Jonet não foi um dos generrais de Napoleão que invadirram esta choldra... hum... este País? Ah... foi JUnot? Bem...(deixa-me disfarçar a gaffe) Aquele ali não é um submarino de sólido fabrico alemão? Logo vi!
B- Muito bem , meu menino... eu vim aki parra lhe darrr uma forrZa e concorrdar consigo que "não há outrro caminho" e tal... mas já sabe ke não saio daki sem que me assine mais uns contratos para nos  comprrar mais uma frota automóvel parra seus assessores, uns helicópteros, uns ursos de peluche fabricaduZ em Oleiros, e assim! Ah tanto mar... Tan grrande para um país tão pekeno! Dezzzperdízio!
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Segue-se uma conferência de imprensa, com direito a DUAS perguntas de jornalistas portugueses e DUAS perguntas de jornalistas alemães (segundo o anunciado pelos jornais)
Perguntas dos jornalistas portugueses:
1-Está a gostar  do nosso país?
2-Que conselho maternal deixa aos portugueses?
Respostas tipo A:
1- Marravilhoso! Um tempo magnífico, boa comida e hospitalidade! Mal cheguei ao aeroporto, como as artistas de novelas brasileiras, todo o mistéeerrio de Portugal invadiu o meu ser! Senti-me logo portugueZZZa! Até vi o que me tinham avisado: pessoas todas vestidas de negro. Mas kurriozo que não erram só velhinhas mas pessoas de todas as idades... pelo menos vistas com meus binóculos parreciam. Fiquei surpreendida com o porte garrrbozo dos jovens que circulavam nas ruas (fecham as mulheres em casa, como no médio oriente?!): jovens atléticos e orgulhosos,que parrecem prefÉrrir usar azul,  com suas botas engraxadas e chumaços e belas latas de gás lacrimogéneo à cinturra! E que boa ideia uZarrem todos capacetes parra os prÓteger do sol... capacetes reluzentes (foRRam Káros? espérro que ao menos sejam de fabriko alemão...) Quase me apetece dizer: Ich bin eine portuguiesische Frau!
2- Conselho? Não sejam piegas! Temos de enfrentar todos mais cinco anos de austeritat... uns mais outros menos, Klaro! E parrra fazer apfelstrudel... usem sempre maçãs da Alemanha...
Respostas tipo B:
1. entom o Zenhor jornalist nom sabe ke eu estou aki Zó há três ou quatro  hoRRAs, mais de metade das quais com pés debaixo da mesa a KomeRRR... isto é, a TRRAbalhaRRR?! e pensa que tive tempo para forrrmar uma ideia? Que pergunta é essa de jornalisZZta de um país ke devia estar a penZZZar nos Merkados? O Zenhorrr está DeZZZpedido!
2- Conselho?! Mas não escutam os meuZZ conzelhos todos os dias e a toda a hoRRa nas TVs nos jornais,ou atrrravés dos meus cegos discípul... ahn... dos miniztros determinados dos países meuZ amigos...ou  Kuando eu ando como uma FORRRMiguinha de um lado parra o outro e a visitar as minhas Kolónias... ahnn... os países meus amigos que eu tanto apoio?! O Zenhor não passaria no primeiro ano do meu currrzo da minha Univerzitat, que ignorânZia!!!
Perguntas dos jornalistas alemães( em alemão):
1- Não tem receio que a chamem de imperialista, por vir visitar países humilhados pelas suas políticas, antes a Grécia e a Espanha, agora Portugal?
2- Como está a conseguir aturar os portugueses  ao longo destas horas ?(risos alemães e da senhora tradutora em simultâneo)
Resposta (SEM direito a opções Aou B):
1-WAS?!?!Você é um verrrdadeiro alemão?! Eztá despedido! Vou mandárr reeorientar a sua vocação num curso profissional com crianZas de 10 anos! Vai fabrikar pistons para merzedes!
2- oh oh oh oh... o Zenhorr é engrazado. Maz a pergunta é redundante. Por ke é que acha que markei uma vizita apenas de seis horas? A Komida não foi má... encheram-me os bolsos com uns tais de pastéis... vai haver bonz negózios... os rapazitos não são feios... parezem quaze alemães, tão obedientes...Mas não vejo a hoRRaa de estar à lareira, a contemplar mapas da Europa e a fazer ponto de cruz neles...E estes Zapatos novos... estão a matarRR-me!(devem ser fabriko dos paizes "pigs",ah portugueses, poiZZZ...
ETAPA 4- Centro Cultural de Belém
Merkel encontra-se com empresários alemães e portugueses que estavam numa espera ansiosa... ahn... num colóquio, só por acaso, coincidência...
Chega lá e "Cucu!" , diz ela, aparecendo atrás da cortina. "Oh, olhem  olhem quem está aqui, Angelita!!!"-- exclamam eles felizes.
Por pura coincidência os empresários portugueses que tinham passado por ali, por mero acaso feliz, no meio dos seus muitos afazeres, lá descobriram no fundo dos bolsos umas lembrancinhas para oferecer à senhora, quais pastorinhos ao menino Jesus: o Soares dos Santos, tinha uns enchidos do seu Pingo Doce e um vale de desconto de 50% em compras; outros tinham uns colares de diamantes angolanos e outras fantasias; o Belmiro ofereceu um ganso para ela cozinhar o seu prato favorito e também  um emprego numa das suas caixas de hipermercados (tem a compleição ideal, mas também a firmeza e rigor nos trocos, minha senhora--alegou), o  solícito Álvaro, perdido lá no meio pois não é empresário mas até que gostaria dessa experiência, tinha um pacotinho de pastéis de Belém, para  ela levar à família e permitir o seu franchising em terra das valquírias; Já o Ulrich, ofereceu um bom lote de títulos de dívida portuguesa, daqueles bem inflacionados e comprados com dinheiro vindo da Troika. "Ai aguentam aguentam!" disse ele quando ela perguntou se os portugueses aguentavam os inconvenientes daquela sua visita.
Depois desse fastioso beija-mão dos lusos, Merkel finalmente abraçou os seus conterrâneos e com eles brindou  aos negócios com cerveja de litro. Só não tiveram tempo para as tradicionais canções  e excessos, porque não era fim-de-semana e ela estava com as horas contadas.
AVANÇA directamente para a casa/etapa 6, sem opções, mas antes passando na casa 5, a pastelaria dos pastéis de Belém, para comprar pastéis que compensem o desfalque que os seus guarda-costas entretanto lhe fizeram aos oferecidos.
Etapa 6- a caminho do Aeroporto
Um dos seus guarda-costas agoniza, enfartado com pastéis. O motorista-guia, aponta à direita e diz:
- Está a ver ali ao fundo, senhora Chanceler? Aquele edifício... aquele ponto branco lá ao fundo?
- Huuumm... acho ke sim.
- Pois ali é que é a fábrika da Auto-Europa que estava no programa da visita.
Respostas em opção:
A- Aha a ÔTo Oirôpa?! Muito bem... interessante. Lembre-me para ver, em kasa, se há possibilidade de a deslocalizarmos, AmbróZio... Seria uma pena os portugueZes não aproveitarrem este sol e se poRRem a fabrikas Karros alemães, mákinas fotográfikas alemãs, ursos de peluche alemães... e depois para dizerem todos: "Made in Germany"...
B-Aha a ÔTo Oirôpa?! Muito bem... interessante. Lembre-me para ver, em kasa, se há possibilidade de a deslocalizarmos, AmbróZio... Este preguiZosos comedorres de Zardinhas com broa e quase tantas  férrias ke os alemães têm de apRRender a fazer os aeroportos ainda mais perto das fábricas alemãs! E toda a cidade Vazia! E nem um avião no céu!! devem estar todoZ a ver telenovelas e a escutar fados! Ai uZZ meus péZ. Malditoz Zapatos de mandriões!
Etapa 7- Chegada ao Aeroporto.
Partida de Merkel para a sua Land.
Ó Adeus ó vai-te embora , ó Melga. digo, ó Merkel.(sem opções)
FIM do Jogo. (se chegar à última casa com número  certo dos dados, tem direito a ir visitar a Irlanda, a Itália ou o Chipre).
Epílogo:
(Como vêem, já que nos angustiam com estes horrores políticos, que no fundo são uma tragédia europeia e mundial, ao menos também os tratemos como a verdadeira anedota humana que são! Bem, depois deste virá então o post sobre as tropelias e personagens sinistras do último mês.)
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ADENDA (14-11-2012):
Li ontem a correr as notícias sobre a famosa visita. Acertei nalgumas coisas, como podem ver no Público Online aqui:
"MERKEL EM PORTUGAL- Chanceler alemã traz elogios e ouve coro de protestos"
Ou seja o meu estilo "bola de cristal" continua a dar alguns resultados. Ah... e parece que não comeu o que vem na "Ementa" acima, mas consommé de aves, cabrito, "papões"(?!) * de ovos e... Vinho do Porto "vintage".
*(hummm... se calhar oferecer-lhe "bolas de Berlim" seria considerado ofensivo...)
Hoje o MEC(Miguel Esteves Cardoso) repara , com ironia, que Merkel prometeu que faria tudo para que "Portugal tenha um final feliz"(sic, na reportagem do Público!!!!). Já o jornal "i" diz que a Chanceler faria tudo para que a SITUAÇÃO de Portugal tivesse"um final feliz". Se as palavras da senhora, no seu discurso, foram como a citação do Público, é mesmo de ficarmos de pé ainda mais atrás quanto à bondade das intenções de Merkel! Implicarão que Portugal está mesmo a agonizar, ela sabe e reconhece...mas que ficará à nossa cabeceira, qual enfermeira dos cuidados paliativos a assistir-nos com palavras doces e doses de anestesiante austeridade... até ao suspiro final! :(((
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Nota final: ao longo da minha vida tenho conhecido diversos alemães, em Portugal fora dele, convivido em amizade e até trabalhado com alguns. A maioria têm a minha admiração e respeito, tal como respeito e admiro a sua cultura e qualidades, na arte, música, filosofia...Até na Alemanha encontrei muitos alemães simpáticos e atenciosos, contrariando a etiqueta de "frieza" que tende a ser-lhes colada. Este texto não  é contra qualquer deles, mas apenas sobre a tal dona Angela, que quer convencer o seu povo que os povos do Sul são menorizáveis, de forma a continuar a impor na Europa a sua visão tacanha do Mundo, que se arrisca a levar à repetição de graves erros da História. Espero que os alemães se revelem mais inteligentes e solidários do que as políticas desta dama, pois precisamos uns dos outros e, quando esquecem isso, os humanos deixam tudo a perder...
Margarida Alegria (12-11-2012, in blog "Alegrias e Alergias")

terça-feira, 31 de julho de 2012

Será apenas trapalhão? Não sei... mas agora é-o via SMS...

(Não sei quem é o autor desta foto-montagem, via Facebook)

Tinham-me enviado esta imagem via Facebook, há já algum tempo ( muito obrigada , Manu S. C.), mas reservara-a para uma altura em qe viesse a ser mais adequada.
Foi criada aquando das notícias sobre o que o Ministro da Educação tencionava fazer, nas diversas medidas deste últimos meses: voltar a implementar os "Exames da Quarta Classe" , ou, modernamente, os Exames no final do 4º ano (Primeiro Ciclo) e ainda  , pelo Estatuto do Aluno que reformulou, querer aplicar castigos vários, entre os quais multas aos Pais dos alunos prevaricadores, aliás, sobretudo aos que mais faltassem (multas pecuniárias, retirar de abono e subsídios...).
Quanto aos exames de 4º Ano, embora não tenha tido vagar na altura para comentar, não considero qualquer tragédia. Mais exames, menos exames. O problema , a meu ver é o seguinte: não devemos tornar os Exames em corolário e objectivo máximo do ensino, quase os endeusando. A febre e a farsa dos chamados "testes intermédios" para aferir as dificuldades meses antes dos exames, mostram como rapidamente os testes e exames se deixam resvalar de um mero, parcial e natural meio de avaliar os alunos e os obrigar a estudar um pouco mais, ou seja, um MEIO, para um FIM em si, um endeusado "Ídolo" que depois melhor colabora numa falsa triagem de capacidades do aluno e na outra farsa que é a "novela" dos Rankings nacionais.
Num ano uma escola com um lote excelente de alunos a uma disciplina, sob ao pódio Nacional. No ano seguinte(e não exagero, são mais que muitos os exemplos e muitos vi de perto!), a mesma escola, exactamente com os mesmos docentes e métodos didácticos, mas com um lote bem mais fraco de discentes/alunos, desce e é espezinhado aos pés da escola vizinha, que entretanto até já aprendeu uns truques de como evitar mau grau no ranking (ah pois é!... convidando alunos mais fracos a candidatarem-se a exame não pela escola, mas como "alunos externos", numa outra escola qualquer, Xô xô!... ou a fazerem como tantos colégios, arrranjando maneira de negarem a inscrição na escola de alunos indesejados  a nível disciplinar ou de (in)sucesso escolar).
Em suma, não fazem mal, os exames, mas nunca deveriam voltar a substituir uma verdadeira avaliação contínua e valorizadora  das capacidades dos alunos, que por vezes não cabem no espartilho de um par de horas nervosa no fim do ano.
Mais ridículo é quererem agora aplicar esse exame de 4º ano no INÍCIO do terceiro período, alegando que o restantes meses ficam para a recuperação, até Julho fora  mesmo, supondo que os que tiverem sucesso nesse exame ficarão a marcar  passo até Junho  enquanto os mais fracos recuperam e desgastam os professores.
Quanto ao argumento de "coitadinhos, exames aos... 10 anos... tão tenrinhos!". Ora! Então os meninos já são sabidolas e vivaços em tanta coisa aos 4 e 5 anos de idade e irão ficar "traumatizados" com um exame nacional ao 10? O exame da 4ª de que me lembro, despertava em nós, alunos ,um sentimento  de "rito de passagem" para o mundo dos mais velhos, uma vaidade pela responsabilidade, uma certa honra até. Não me lembro de ver "traumatismos" em ninguém! O ter de cumprir as regras como o levar apenas caneta (e tantos que é só isso que levam para as aulas ao longo do ano, com sorte dos preofessores!) e o B.I. (que era sempre inaugurado nessa idade), o cumprir aquelas regras de chamada pelo nosso nome, a prova oral, as várias provas escritas, a recordação de um diploma, até mesmo um medo e o chá de cidreira para alguns... tudo isso era mais motivo de orgulho do que de .."terror".
Bem. Quanto ao novo Estatuto do Aluno, não me detenho aqui mais longamente que não é o que me suscitou o post. Apenas me rio com todos esses planos de "multar os pais"... Sempre que me lembro do caso daquele aluno "minorca" que, quando os professores não se atemorizaram com as suas ameaças caso o não passassem de ano e ciclo (embora tivesse passado quase 60% do s tempos de aula a jogar no recreio, ou a fazer asneiras dentro e fora de sala em 99%... não era meu aluno, mas foi um caso  dor de cabeça para toda a escola), lembro em como ele cumpriu a ameaça e conseguiu partir pelo menos metade de todos os vidros de janelas da Escola...(hoje, parafraseando uma piada do RAP. isso dar-lhe-ia equivalência  relvada ao grau de... arquitecto, ou pelo menos de... vidraceiro!). Bem andou a Escola a exigir que a pobre mãe pagasse, mas pouco ou nada recebeu. Se vemos tanto milionário tipo Oliveira e Costa que tem milhões e se declara falido, que eperar de uma mãe só, desempregada oiu sub-empregada? Mesmo que fosse mais que justo o pagamento, tal não alterou o comportamento do garoto (já o ter reprovado , sim...). Agora, se faltarem , que fará o Estado? Mandará os Homens do Fraque  penhorar o frigorífico aos pais? penhorar os salários, que já estão penhorados pelos bancos?
No entanto, o que  hoje me trouxe aqui e que me levou a usar esta imagem foi outro assunto. Longe de parecer ser meritório das orelhas que aqui tem, por alguma alegada falta de "esperteza" a que o nome do animal dirige, Nuno Crato tem sido sim portador da manha desse animal. E mesmo as constantes "trapalhadas" legislativas da Reorganização das escolas e despedimentos de docentes e seus remendos, longe de me parecer mera "burrice" ou incompetência, me soa duplamente com sonsice, manha, esperteza de um plano bem traçado há pelo menos uma década e de que ele é apenas o mais recente executor/carrasco.
Porém a trapalhada de hoje, essa sim é fruto de mera incompetência e desrespeito pelos professores que estão com as vidas e a profissão em jogo: não é que agora, nas últimas 24 horas do fim do prazo de concurso nacional dos professores contratados(termina hoje às 18h), envia um SMS (!!!) a avisar aos que já tinham conseguido preencher a lenta e complicada aplicação do concurso... deverão concorrer de novo, devido a uns erros da aplicação?! Pessoas que já devem estar a descansar um pouco e a fazer contas à vida e provável desemprego, a receber na praia um SMS: olhe, desculpe lá ó meu, mas vai ter de passar pelo mesmo inferninho outra vez, coisa e tal...
ISTO FAZ-SE?!A notícia ainda não está online, mas AQUI (do Correio da Manhã) se fala da trapalhada anterior e "generoso" alergamento do prazo, devido à eneficiência da Aplicação Informática do concurso... Ah, pois claro, esqueci-me de explicar:  APLICAÇÃO NOVA, experimentada este ano, este mês, para este concurso... deve ser outra empresa informática amiga, pois a empresa amiga do governo anterior devia ter  uma que já não servia, pois claro(não que não tenha dado também trapalhadas, mas por outras razões , então, que não a lentidão...)
Enfim..."Tudo a mesma fruta"! como diz uma das etiquetas abaixo...! :(
(e devia já criar outra a dizer "Em plena silly season")
Margarida Alegria (31-7-2012, in blog "Alegrias e Alergias")