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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Pronto! Cá está um Zé Povinho mais alegre! :))


(Zé Povinho Centro de Emprego (s2007p35b2)  prod. Mandala, 2007)
Post  a pedido de "Dona Pérola Ferreroroché"! :)
Mas  lá estão também os "artistas" do costume! Não há escapatória...
Já viram que então já se falava em Crise   e desemprego? Só algumas das "moscas" mudaram! Estão há muito a manter-nos em "banho-maria" de Crise! Entretanto vão tendo sempre dinheiro para outras coisas!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

CARTOON(Jejé e C.ia): Kontratuz estranhus nos caminhos!

(c) Margarida Alegria-2012 (in Blog "Alegrias e Alergias, 7-6-2012)

Pois tinham-nos dito que o nosso Jejé tinha ido para um colégio semi-interno lá por Paris, mas afinal ainda paira por cá de vez em quando. Às vezes regressa mesmo em pessoa, outras vezes aparece o seu "fantasma", quando outros têm de dar a cara  sozinhos pelas muitas asneiras que  ele fez antes de o tio Mário se fartar e o mandar para lá, talvez para se corrigir,ou  talvez  simplesmente para que os outros se esquecessem das suas traquinices.
Nas últimas semanas andou por aí a polémica das "Estradas de Portugal", com um secretário de Estado atrapalhado em comissões parlamentares e pelas TVs, a tentar fugir às  muitas perguntas que lhe faziam. Não sei quê de contratos extra feitos às escondidas do Tribunal de Contas, a dar mais benesses a quem se tornou dono das ex-scuts do país.
Ver AQUI uma das notícias, para entender melhor(e para memória futura):
Ou esta:

Ah, mas isso é no mundo dos adultos, que confusão a minha, pois.
E também há outra trapalhada de adultos (?) que mete espiões, telemóveis, aspiradores (!) e e-mails, aulas de Salsa e muito disparate.. ah...mas disso se falará aqui mais tarde...
Para já, divirtam-se mais um pouco com os nossos garotos, já que nos fazem pagar por certos crimes de outros, queiramos ou não...pelo menos os cartoons são grátis! Não fiz qualquer contrato PPP, descansem...
Margarida Alegria (7-6-2012 in blog "Alegrias e Alergias))

quarta-feira, 11 de abril de 2012

FESTA... disse ela! (esta não é amêndoa amarga é mais amêndoa chocha com toques de gás hilariante...)

E mais esta tirada, para completar o ramalhete dos desatinos dos nossos desgovernantes (actuais , como nos dois posts anteriores e, neste caso, passados).

Sem muitos comentários: na audição parlamentar de ontem, sobre a Parque Escolar, a ex-ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, ao defender essa "nobre" causa (cof cof), para além de alegar que a Parque Escolar fora um exemplo de "boa prática de gestão" (!!!) e que podia ter praticado "irregularidades" mas não "crimes", saiu-se com um louvor em crescendo, com uma retórica de quase fazer inveja ao Padre António Vieira, de que a Parque Escolar fora UMA FESTA! Sim, disse ela:" uma FESTA para as Escolas, uma festa para os alunos, uma FESTA para os ARQUITECTOS, uma festa para os ENGENHEIROS...." :)))

SÓ ESCUTADO! Quis poupar-vos a mais um vislumbrar fantasmagórico da "festiva" fronha da Mad(am)-FLAD, por isso remeto AQUI para o video publicado no blog da Anabela Magalhães, que dá testemunho para todo o sempre da argumentação (?) enérgica apresentada pela entidade de forma humana (MLR) mais acima nomeada. Ler também aqui, no "Correio da Manhã" (e alega que a PE fez "escolas robustas" LOL! Vá dizer isso às que passados escassos meses já tinham os tectos duplos a cair ou a tantas que já acusam "fadiga de materiais", apenas dois anos volvidos!)

Claro que foi uma FESTA! Uma festa para arquitectos e engenheiros da habitual clientela e sobretudo para os políticos como ela e o seu chefe Sócrates! UMA FESTA TOTAL!

Mas, esqueceu-se de dizer que foi festa à custa dos "otários" do costume, os portugueses que pagam impostos. Uma Festa com dinheiro do Erário Público, para não variar!

Até deu e está ainda a dar para sentir os bolsos a arder de tanta vela festiva acesa! Os Euros a voar para o buraco de uma qualquer empreitada escolar, um qualquer ar condicionado, um qualquer aplique de luz "vintage", uns quaisquer computadores hiper-orçamentados, umas quaisquer mesas de design de arquitecto*, um qualquer toque de madeiras exóticas nos espaços exteriores!

Fica AQUI a NOTÍCIA da imprensa também, , no Público.

Hoje é a vez da audição da seguinte ex-, Isabelita Alçada. Será que se uma disse que fez a festa e o foguetório a outra dirá que apanhou as canas?

Haja pachorra... de quem ainda a tiver! :(

(* É que Sisa Vieira é um excelente arquitecto, mas como designer e sobretudo de coisas práticas deixa um pouco a desejar. Na Fac. de Arquitectura do Porto, onde Tuuudo foi de sua lavra, são proverbiais as prateleiras da biblioteca que não aguentam livros ou as mesas de estirador que se desequilibram e caem no colo dos alunos...Como se aguentarão os ditos candeeiros?)

"Alergia (11-4-2012, in blog "Alegrias e Alergias")

domingo, 1 de abril de 2012

E a partida de Um de Abril é...

(estaria a rezar para que o tirassem do "drama"? Estaria a sofrer pela sua "solidão"? Nããão! Devia estar apenas a estudar a forma de escapar a mais uma das suas trapalhadas...)

Todos os anos, neste dia, dou uma olhadela aos jornais diários e ao telejornais para descobrir qual a Partida de "1 de Abril" que escolheram pregar ao público.

Alguns jornais já optaram por não o fazer, com medo das consequências para os leitores muito distraídos e porque já existem várias formas de jornalismo baseadas na distorção dos factos e/ou nos boatos. Outros optam por temas mais laterais e menos polémicos do que os que mais preocupam o leitor/ouvinte portuga (entenda-se: um pouco de política nacional , muito futebol e as últimas novidades da Lyoncé Victoria Abreu Djaló , do cabelo do Cristiano Ronaldo e dos escândalos do Castelo-Branco). Assim, preferem inventar que se avistaram OVNIs em Barrancos, que se descobriu Petróleo sob o palácio de S. Bento ou que uma galinha deu à luz três bezerros. Assim como assim, a dita galinha não pode pôr esses jornalistas em Tribunal, os barranquenhos até ficam felizes por terem turistas que não só os que assistem às suas sanguinárias touradas de morte e ,assim como estamos, já ninguém se rala muito que S. Bento tenha de ir ao ar e veja substituído os governantes e deputados por operários a ganhar honestamente o seu salário e a enriquecerem o país, em vez de defenderem o seu empobrecimento. Além do extra que seria ver as empresas petrolíferas sem mais desculpas para nos aumentarem continuamente a gasolina e de assim ser poluída uma área do país menos digna de ser protegida ecologicamente do que a Costa Alentejana.

Comecei a minha pesquisa pelo jornal "Público" de hoje e, contrariamente ao que é habitual, não foi preciso encontrar a partida de Abril nas páginas interiores ou relegada para as notícias curtas do final. Em fabuloso golpe de rins de originalidade e coragem, a redacção do Público trouxe-a para a Manchete PRINCIPAL, em primeira página e longa reportagem e entrevistas nas páginas 4 à 10!!!! Eu nem queria acreditar! E vai decerto baralhar muitos (Humm? será? Se fosse partida não lhe davam tal destaque...!). Mas, vá lá, confirmem e digam se não concordam comigo?
Aqui está:
O DRAMA E A SOLIDÃO DE SÓCRATES TRÊS DIAS ANTES DO RESGATE (título da versão online para assinantes e da versão em papel)

OU: Investigação: O dia em que Sócrates pediu a Cavaco para o Salvar da Troika ( link para a versão light online e santificadora do PR...)

Qualquer um dos títulos é hilariante, para quem tiver o mínimo de boa memória. Coloca uma pessoa calculista e paralisada pela mosca tsétsé como salvífico, coloca a Troika como única má da fita e coloca um irresponsável que já sabia para o que caminhava e também calculista para tramar terceiros (outros partidos, o seu partido e TOOOODO Portugal), pedindo um resgate e depois fugindo (como tantos antes dele, aliás...) e oportunisticamnete se colocando como vítima inocente.

Ai faz um ano que esteve nesse "drama" e "solidão"? Tenho cá uma pena!

Como tenho uma pena louca de quem faz trinta por uma linha a toda a gente em seu redor, foge o mais que pode às suas responsabilidades e depois nega-as e vem de longe fazer-se de vítima e acenar saravás solidárias, por entre um croissant fresquinho e um passeio de bicicleta, seja ele em Paris, no parque expo, nas avenidas da Foz ou num qualquer choupal?

Gente narcisista e egoísta assim é, para minha triste constatação, do que mais cresce como cogumelos por esse Mundo. Parecem ter nascido para destratar os outros, com ares de superioridade bacoca (ao que dizem nescido de uma pobre auto-estima) ou falsa humildade e têm como desporto favorito e propósito entreterem o seu ócio a parasitar a compaixão e dedicação alheias. Saltitam de função em função, de cargo em cargo, de círculo em círculo, de "melhor amigo em melhor amigo", destruindo sem remorso tudo por onde passam e tocam, usando as pessoas e até povos inteiros como se fossem objectos. Merecem não só o nosso desprezo, mas o regresso daqueles calabouços medievais aonde facínoras e loucos varridos (dos maldosos) eram enfiados e acorrentados, para pagar pela bosta que fazem aos demais. Aliás, como bosta de aspecto humano que "são" (coloco as aspas pois o verbo ser a essas "entidades" nem se aplica com justeza), por mais elegantes vestidos à moda que andem e por mais que se armem em humildes, leais e solidários, "preocupados" com a literacia das tribos Timbuktu, com a liberdade das mulheres Nepalesas ou com a protecção dos cães míopes abandonados! Para mim é simples e já não tenho muita mais paciência para as suas justificações: se fazem mal constante aos mais próximos e àqueles por quem são responsáveis, se não cumprem as mais básicas promessas nem enfrentam e reconhecem o mal que fizeram, podem até ter cursos mil, por fax ou legítimos, estar "solidários " com mil causas e proclamar sem alma frases como "Bem-hajam" e "grato/a, bom amigo", "porreiro pá" ou "força malta" que nada valem, mesmo assim, e tais palavras não passam de lantejoulas do circo da Vida, mais ocas que canos de regadio em dia de seca!

Para pessoas assim eu digo: PUá! DRAMA? Não sabem o que isso é! Solidão?! Não... quem abandona e maltrata os outros não sofre de solidão... tem o choque da realidade de já ninguém lhe dar crédito e valor, seja na política ou não, pois também não o fez aos outros!

E, decididamente, o grande mal de governantes como Sócrates e outros, que ainda não pararam de nos destruir como país, é não darem crédito e valor ao povo que os elegeu.... É em vez disso darem-lhe o mais profundo e injusto desprezo, quer como cidadãos a quem tiram direitos, quer como pagantes dos impostos que aqueles gerem mal.

Um dia, mais tarde ou ,mais cedo, lá dizia o outro com razão, chega a paga para a M***a que fizeram. Eu apenas espero que seja ainda neste mundo, senão jamais aprendem. E há quem NUNCA aprenda e ainda proclame ser "vítima" disto e daquilo--algo sempre terminando em "...ing", para ser mais chique(LOL...),neste caso o ex-PM a se situar como vítima de bullying pela oposição, de mobbing por juízes ou de stalking pelo blogger ABC,ameaçando-o com processos tontos, mas poderia dar outros exemplos mais patéticos... :)))--- e fuja continuamente a pedir ao menos desculpas, ao menos a reconhecer que agiu erradamente, prejudicando outros.AO MENOS a cumprir UMA só e última promessa que tenha feito.

Agora digam-me: pessoas assim, por que vieram ao mundo, se só vivem a fazer maldades aos outros Humanos? Se do "bom coração" que proclamam para si mesmos já pouco se vislumbra? Para ser sincera, esse é um dos maiores mistérios deste Mundo tão mal equilibrado. Mas um dia o Bem conseguirá superar tanta Injustiça. Assim espero.

Agora termino, para me dedicar a quem merece bem mais que esses seres inqualificáveis (que nos secam a alma), a começar pelas minhas queridas , leais e atentas gatitas...

e depois passando à família e aos bons e leais amigos.

"Alergia" (1-4-2012, in blog "Alegrias e Alergias")

Nota: a partida de Um de Abril é a do jornal Público. Tudo o resto foi escrito a contemplar a verdade....

segunda-feira, 12 de março de 2012

E continuamos (ainda mais) à Rasca, um ano depois...





fotos (c) Margarida Alegria (12-3-2011, Porto, Manifestação "Geração à rasca")
Passou exactamente um ano sobre a Manifestação chamada de "Geração à Rasca". Circunstâncias especiais e o lançamento desastrado de um "PEC 4" fez sair à rua bastante mais gente que o previsto. Em Lisboa umas 200 mil  pessoas, 80 mil no Porto...Não de uma só Geração à Rasca, a dos jovens desempregados,mas de várias: a geração dos seus pais , dos seus avós,  até a das crianças. Em várias cidades do país.
"Isto lembra-me o Primeiro 1 de Maio, em 1974!" Comentavam os manifestantes mais velhos.
O certo é que aquele ambiente,-- num misto de sarcasmo alegre e de preocupação amargurada, de ovação e slogans num momento, para silêncio quase solene no outro, num respeito raro de escuta aos outros, de partilha de testemunhos, de ausência de qualquer violência--- deu uma lição de civismo aos políticos, aos jornalistas e  aos"comentadeiros" oficiais, que vivem a tremer com a possibilidade de revoltas sociais (pois bem sabem as malfeitorias que andam a levar a cabo ou a aplaudir!).
Foi um dia único, numa harmonia de multidão apenas comparável aos festejos do S. João (mas sem bebedeiras...).
Para onde foi toda esta união, esta revolta, este saber dizer "basta"? Voltámos às partidarites, quando vemos que não há esquerdas ou direitas,  mas sim um naipe de instalados no poder, com seus satélites de beneficiários, sempre os mesmos, que no fundo se ficam a rir de quem lhes confia o voto... e do outro lado o povo pagador, também sempre o mesmo, que cada vez aguenta menos o que lhes vai sendo roubado.
 E passado um ano? Há conformismo ? Desesperança? Vergonha e desilusão silenciosas? Cansaço? Medo que nos conseguiram inculcar? Onde está agora aquela força e desejo de mudança do eterno sistema corrupto e só competente para os interesses de alguns? Foi o 12 de Março de 2011 apenas uma "válvula de escape" passageira? Precisaremos de outro desastre ao ponto de limite e insanidade, do estilo de  Sócrates? Muito sinceramente: "estes" estão a ser honestos? Já renegociaram as PPP, já fecharam mesmos os institutos inúteis e deixaram de oferecer "prendas" aos "Vampiros"? Pois... veja-se agora o exemplo do duplo pagamento à Lusoponte...e compare-se aos dinheiros exigidos de volta à S. Social a uns desgraçados desempregados... É isto fruto de "estatura moral"? De honestidade? Mudam as moscas e vemos sempre o mesmo...
O movimento 12M, nascido da organização da manif de 12 de Março, pediu à população que expusesse as suas ideias hoje, sobre o que queria para o país. Na altura também pediram sugestões populares, em folhas, para entregarem na AR. Até hoje não sabemos se tanto papel que então se juntou foi direito para o cesto ou para a lareira, se alguém leu tudo aquilo sequer.
Pois bem, não são precisas muitas mais ideias. Se se levasse a cabo o que as fotos ilustram ,algumas das ideias expostas então em cartaz, ou pedidas ao microfone ( que viu até testemunhos cantados, nesse dia!), já seria fantástico:
- Pois os políticos continuam Rascas e a pôr à rasca todas as gerações;
- Pois nada do que foi sugerido no cartaz da  terceira foto  se cumpriu;
- Pois o povo, então unido ,continua Passivo... passivo... passivo (engolindo a revolta, a indignação)...Mas até quando? E como fará valer as suas ideias tão desprezadas?
Margarida Alegria (12-3-2012, in blog "Alegrias e Alergias")

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Boa Noite! Cartoon !(Em breve o arquivo do Jejé e C.ia)

(c) Margarida Alegria, Março de 2011 ("bincá' auz tejoureiruz", in "Jejé e Companhia")
Desejo a todos uma boa noite! Tenho mais cartoons na "forja", mas, como estou com uma valente dor de cabeça, hoje deixo a recordação do primeiro Cartoons  do "Jejé e Companhia", publicado em Março de 2011 e que alguns já conhecem. Prometo criar  muito em breve uma segunda página de arquivo (ver separador no topo desta página) só para os cartoons da série Jejé, embora agora o "Pepé" se tenha tornado o personagem central (ingressando no acampamento dos escuteiros-troikas,lembram-se?), enquanto o outro rumou para um colégio interno, no estrangeiro. Assim ficarão a conhecer toda a sequência, incluindo os que não cheguei a poder publicar "algures"(se bem se lembram, o último cartoon dizia "Continua"), por motivos totalmente  alheios à minha vontade.
Note-se, por curiosidade, que, volvidos oito meses, bastaria substituir aqui o Jejé e o Teté dos Mealheiros, pelos congéneres Pepé e Vitinho do Desvio, que a cena se enquadrava na actualidade, na perfeição.
Tal como no caso dos pastéis de nata  (ou melhor, do MacNata, que a Alergia já debateu),  é o que se pode chamar de verdadeiro franchising de desgovernos. Só devem poder mudar um pouco a decoração dos gabinetes...
Ou, como se costuma dizer... "mudam-se as moscas.."
Até amanhã,então, com mais posts cheios de "sustância", uns "sérios" e outros de cartoons muito actuais! ;)
Margarida Alegria (30-1-2012, in blog "Alegrias e Alergias")

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

ADORNAR Portugal-Concordia...

(Barco de papel gigante, do artista conceptual Frank Bolter- ver reportagem AQUI)
Nesta tragédia do "Costa Concordia", surge-me sempre à ideia uma Analogia. Já há cartoons pelo Mundo a associar o patético e triste naufrágio do gigantesco paquete ao naufrágio da UE ou da Economia internacional, barcos também quase ingovernáveis. Eu vejo muito de perto a imagem do naufrágio do nosso país, Portugal. E passo a explicar.
Segundo o inquérito sobre o insólito "adornamento" do luxuoso navio de cruzeiro, entre a costa da Toscânia, Itália, e uma tal ilha de Giglio, as primeiras conclusões de todos inclinam-se para alguns aspectos, que de seguida intercalo com a situação análoga do drama de Portugal.
VEJAMOS PORTANTO:- que o "erro humano" terá sido o facto de o capitão ter autorizado, contra todas as normas de segurança e de bom-senso, que o paquete desviasse a sua rota legal, para se aproximar perigosamente das costas da referida ilha;
- O mais recente "capitão" de Portugal foi sem dúvida o ex-PM Sócrates, que, em erro (des)umano, levou o país a aproximar-se perigosamente do nível de endividamento acima de qualquer bom senso; esbanjara recursos em empresas de amigos , magalhães-style e programas simplex, querendo exibir aos outros o quão "moderno" era o navio "Concordia- Portugal", passando rente ao que podia e não gastar, esquecendo que poderiam surgir rochas traiçoeiras de crises económicas inesperadas;
- que estava longe de ser a primeira vez que tal manobra de risco era levada a cabo, tanto nas viagens do Costa Concordia como nas de outros navios, para agradar aos habitantes e turistas de Giglio, para alimentar a vaidade dos destemidos navegantes e para proporcionar maior prazer aos passageiros e tripulantes do cruzeiro;
-Antes de Sócrates, os restantes governos e governantes não estão isentos de culpas, quer o "homem do Leme" Aníbal Cavaco Silva, da época das vacas gordas do "navio", quando este viu "aumentados" os andares e as condições de luxo, mesmo com pequeno "Calado", quer os anteriores que não estudavam os dossiers ( corajosos capitães de nomeada, como Soares, mas que deixavam a condução do navio à responsabilidade dos seus "Imediatos" e ao sabor das ondas), como os governos entre os comandantes Aníbal e Zézito, alguns dos quais que também desertaram antes de completado o cruzeiro (dizem que para navios ainda mais requintados, tipo "Queen Elizabeth II") e um ,até, que foi lançado borda fora ...;
- O capitão, nauta experiente, terá provavelmente conseguido minorar os danos, à ÚLTIMA DA HORA, aproximando o navio ainda mais da costa, para que a evacuação (salvamento dos náufragos) pudesse ter maior sucesso;
- Sócrates, à última da hora e com a "corda na garganta", lá acabou por pedir ajuda internacional, ao FMI, BCE e UE, a famosa "troika", embora sem já poder evitar vítimas;teve de ser uma manobra apressada e prejudicial, aceitando tudo os que as "equipas de socorro" troikianas impuseram, dando cabo do "navio" em três tempos e continuando a fazer muitas vítimas;
- O capitão fora eventualmente avisado por outros (responsáveis de capitanias...) de que estava demasiado perto de costa;
- Várias vezes Sócrates fora avisado que os seus PECs 1, 2, 3 e 4 só adiavam o desastre, aconselhado( por oposições,sindicatos, analistas, economistas, alguns seus "tripulantes" mais atrevidos, outros cidadãos) a retomar alguma rota mais segura da economia e das políticas do país ;
- O capitão, pessoa visivelmente vaidosa, demonstrou assim grande irresponsabilidade, pela inconsciência revelada e pelo risco que correu, de forma infantil,com milhares de vidas humanas que tinha a seu cargo, relegando-as para segunda prioridade;
- Sócrates, pessoa comprovada e visivelmente vaidosa e egocêntrica,-- apenas tendo a preocupação com o seu próprio poder dentro do partido (PS) e do País (insistindo em se recandidatar, perante a cegueira da sua tripulação e a incredulidade dos passageiros-vítimas)--demonstrou a sua imensa irresponsabilidade, pela inconsciência governativa que revelou e pelo risco que correu, com o dinheiro de todos, de forma infantil à moda mimada de " menino de oiro", com mais de 10 milhões de cidadãos que tinha a seu cargo, embora, no fundo, só se preocupasse com as suas bóias de salvação, digo, com os seus "boys" de salvação subservientes;
- O capitão, consumado o rombo (de 50 metros) no casco e consequente "adornamento" do navio, tratou de se "por ao fresco" e, ao contrário das normas e princípios de honra dos marinheiros e comandantes, fugiu do Costa Concordia algumas horas antes de os últimos sobrevivente serem resgatados;
- Sócrates, chumbado o seu novo PEC , fez birra, demitiu-se, perdeu a reeleição nas legislativas antecipadas e tratou logo de se pôr ao fresco, para Paris, alegadamente para estudar filosofia e ciências políticas na Sorbonne, na prática conseguindo assim evitar escutar de perto as críticas dos "passageiros" e da sua tripulação e tentando escapar às várias acusações judiciais que já acumulara;
- O capitão, ao ser confrontado com os seus actos, negou ter abandonado o navio, quis deitar as culpas para terceiros, reclamou até ter sido herói ao provocar o encalhar do navio;
- Sócrates desde logo deitou as culpas do naufrágio para terceiros: a Assembleia da República/Oposição, Passos Coelho/PSD por não ter querido "dançar o tango" do PEC uma vez mais, nos vastos salões de baile construídos no "Concordia-Portugal", para "dar bailinho" aos portugueses, os próprios ingratos portugueses que não haviam entendodo a sua coragem, a determinação e o seu "patriotismo"; recentemente resolveu testar a memória dos portugueses, vindo comentar como "analista especialista em economia(?!)-- LER post deste blog AQUI-- a criancice que era querer pagar a dívida;
-Outras pessoas tiveram de proceder à organização dos resgate dos passageiros: alguns dos tripulantes mais conscienciosos, mas sobretudo os próprios passageiros, num total "salve-se quem puder", lançando-se à água a nado ou tentando desbloquear os barcos salva-vidas;
- O "salvamento"/resgate da dívida portuguesa está longe de ser consumada, mas outros tiveram de a executar: a troika, o novo governo de Passos Coelho, mas sobretudo, o sangue e suor dos portugueses que vivem do trabalho, o BOLSO dos portugueses bem como os seus direitos laborais conquistados a custo até aí; está a ser um autêntico "salve-se quem puder", com uns poucos a conseguirem alcançar os "botes-salva-vidas" dos tachos, dos off-shores, do virar-de-casacas, do ao menos manterem o seu emprego em troca de não protestarem e outros lançaram-se às águas turvas e revoltas da Emigração, aconselhados até pelo novo capitão improvisado(PPC) e seus imediatos, que também não sabem bem o que fazer, ou aliás, sabem que terão de seguir a cartilha de umas manhosas regras de segurança escritas por terceiros, mas cujas consequências, metáforas e má tradução não sabem interpretar;
- O rombo no casco fora causado por rochas submersas, eventualmente não sinalizadas nas cartas de marear, ou assim alegado pelo capitão;
- O rombo no casco da nossa economia foi causado por sucessivas más governações e por políticas destrutivas dos sectores produtivos de Portugal, surgindo rochas aguçadas de credores, de selvagens especuladores da bolsa e fraca união da Europa e, sobretudo, por rochas afiadas e perdulárias de imensas clientelas(supostamente "privadas" para certas coisas) e de políticos corruptos alimentados pelo Erário Públicos vazadores de "combustível-riqueza" do País (as "cartas de marear" da Constituição não as previam!);
- Uma das consequências mais graves do naufrágio será agora o desastre ecológico,que por estes dias uma empresa holandesa está a tentar minorar , devido ao risco de vazamento dos milhares de litros de combustível que enchem os porões do navio;
- O desastre do nosso navio, bem como de outros igualmente conduzidos de forma imprudente é profundo e levará décadas a sanar, tal como um desastre ecológico, com vazamento de dinheiro ,de cérebros, de investimento e de mão-de obra... São "estranhos" a Portugal ( e aqui incluo o estrangeirado novo PM, Passos Coelho, tão ignorante da realidade e dificuldades dos portugueses, tão irresponsavelmente precipitado e mais preocupado em agradar ao estrangeiro, à directora da capitania Merkel, no que ele classifica do ficarmos bem vistos "lá fora") que vão tentar minorar os danos, e o mais curioso é que alguns dos que poderão lucrar indirectamente serão TAMBÉM uns holandeses...;
- Outra consequência será a necessidade de voltar a rever a capacidade de segurança (embora já tivesse todo o tipo de modernos sensores electrónicos), nomeadamente vindo a aumentar o CALADO (parte do navio que fica abaixo da linha de água) de navios deste porte, provavelmente pouco profundo e que permitia aventureirismos;
- Depois de "casa roubada, trancas à porta", diz o ditado. Agora querem criar normas de segurança, aumentando o "Calado" dos países com tendência para se endividarem e de se aproximarem vaidosamente das costas de ilhas paradisíacas, para ostentarem fausto e pompa, apitando "modernidade" com suas sirenes agudas de propaganda desbragada (como faziam Sócrates e seus ministros); a Herrina Komandanten Merkel até queria colocar máximos de percentagem de endividamento nas Constituições...mas com o tempo tudo acabará em águas de bacalhau e de novo virão ciclos de conduções perdulárias e de naufrágios;
- para já somam-se alguns mortos e algumas dezenas de desaparecidos e a maioria das vítimas estará entre a parte da tripulação mais humilde, que viajava nos andares submersos do Concordia... (quem paga, é sempre o "mexilhão"...)
- para já somam-se já mais de 2 milhões de portugueses abaixo do limiar de pobreza, 20% de crianças na miséria, 40% de crianças em risco de pobreza, cerca de 13% de desempregados, milhares de vítimas a emigrar para águas de outros países, onde vão ser tão ou mais precários que cá, ou aonde encontrarão o Eldorado de onde JAMAIS desejarão retornar; cada vez mais gente a depender das instituições de solidariedade e até estas a falir; milhões de trabalhadores com menos direitos, salários menores e cortados /roubados e empregos mais precários, perda de casas , menos tempo para as suas famílias, mais gente alienada, mais doentes a não poderem pagar remédios,menor assistência de saúde , de educação e da segurança social, mais gente a não poder comprar o essencial, mais cidadãos vítimas da criminalidade crescente, menor qualidade de vida, vida mais cara nos bens essenciais, leis inconstitucionais....e nos "andares submersos", aqueles que já viviam abaixo do nível de pobreza a serem os primeiros a pagar com a vida, aumentando a gente a viver na rua, graças às medidas dos inaptos e insensíveis "salvadores" (outrora como o Barco "Queen Elizabeth" gerido pelo leme arrogante da Madame Thatcher...)... em suma, no navio "Portugal-Concordia", mais uma vez quem se está a "lixar" é o mexilhão que com dificuldade se agarrava ao casco... :((

Para que não se esqueçam e para que não venham a cair na asneira de elegerem, no futuro, este senhorito, capitão-vaidoso com nome de filósofo,para o que quer que seja ( nem mesmo a Associação recreativa de apreciadores de corridas de caracóis ou o Instituto Português de Inglês-técnico) eis aqui a foto para memória futura, qual folheto pregado em esquadras de polícia, à espera que seja capturado e levado a julgamento (ao menos o do "Costa Concordia" foi preso sem delongas!).
                          WANTED (ALIVE):
(uma das últimas vezes que o "cidadão José Sócrates" foi visto por Portugal, quando os portugueses resolveram "correr com ele"... desde aí não parou e tem morada incerta, o que tem dado dissabores aos tribunais)
Pronto, creio que devem ter entendido a Alegoria, que detalhei na medida do que me foi possível. O barco gigante de papel construido por Frank Bolter deve ser mais seguro que aquele em que se transformou Portugal...
Desculpem o alongar...mas foram e continuam a ser anos e anos de naufrágio... :((
"Alergia" (19-1-2012, in blog "Alegrias e Alergias")

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Economia à moda das "tias"?

Não me apetece perorar muito longamente sobre este caso das declarações de José Sócrates em Paris, sobre o que é a Dívida e o que é suposto entender de Economia.

A meu ver ,esse senhor devia ficar lá em Paris muito caladinho , de nariz nos livros (nem que fosse a fingir estudar e a jogar Farmville às escondidas) e dar graças aos Céus e à inapta Justiça Portuguesa não ter sido chamado a prestar contas pelas tropelias várias que fez. Não só antes de ser o responsável -mor pelo Governo da República, como também SOBRETUDO pelo que fez ao país e ao erário nacional enquanto chefiou os seus dois Desgovernos.

Perante o seu inusitado regresso às luzes da ribalta, uns alegam que contradiz agora o que defendia antes, quando governava. É certo. Outros dizem que estará a tenta "apalpar o pulso" ao que lhe resta de popularidade ou ódio dos seus compatriotas (até me custa usar esta palavra, por ter incluso que ele possa ser um "patriota"!). Para mais tarde concorrer a PR (Deus nos livre de mais essa má-sorte!), palpitam. Outros ainda crêem que está a tentar dirigir o PS à distância, mostrando ao in-Seguro como se faz uma oposição musculada. Pode ser, mas seja qual for a hipótese ,que mude depressa de ideias, pois a sua facies e sua má-memória ainda hão-de criar muitos enjoos por este Portugal, pelo menos pela parte de Portugal que ainda tem vergonha na cara. Mesmo os votos que comprava com subsídios vários não sobreveveviriam a mais PECs, quando a torneira fechasse.
Quanto ao que andou a dizer lá em Paris sobre a o que era uma "Dívida" (Ver AQUI) e que parece que hoje tentou esclarecer na TV-- momento que felizmente perdi!-- que "As dívidas não eram para ser pagas , mas para ser geridas" e que querer pagar as dívidas públicas era "coisa de criança", acrescento apenas mais um ponto de vista que passo a expor.

Claro que os países de Economias mais fortes ,como os EUA, a França ou... cof cof... a "cumpridora" Alemanha, são bem conhecidos como sendo os maiores devedores. Certo. Isto porque também , por serem economias mais fortes ,têm os maiores índices de confiança junto dos credores de que não falirão e de que irão pagando as dívidas.

Diz o senhor ex-Primeiro Ministro que aprendeu isso em Economia... Bem, sendo engenheiro técnico, não sei que cadeira foi essa de Economia. Deve ser Economia Técnica. E, se estudada e aprendida aos fins-de-semana, --para uma pessoa tão assoberbada em trabalho em sociedades de negócios vários, cargos políticos desde jovem e cursos de aperfeiçoamento-- atrevo-me a sugerir que possa ter sido um Curso rápido em 5 lições e cocktails para "Tias", como algumas que existem para as bandas de Cascais e da Foz do Douro. Daquelas que vão, directamente ou através da empregada Maria, às mercearias e outras lojas, abastecendo-se do bom e do melhor e, com displicência dizendo à saída, já com a velha Maria dobrada ao peso dos carros de compras:

"-- Sr. Fulano (nome do lojista),ponha na conta, que mais tarde venho pagar!"
E sai depressa, antes que o Sr. Fulano possa retorquir à Madame que já está a dever a "conta" há seis meses! Ou que sequer tenha conta aberta naquela loja (verídico!).

As decrépitas mercearias dos senhores Fulanos deste mundo lá vão acumulando o prejuízo , juntando pepelinhos de "Deve" nos fundos de amplas gavetas, até não caberem mais em espaço ou bolor e os tímidos Srs Fulanos ganharem coragem por apresentar a conta. Normalmente, quando o fazem ,as senhoras ficam ofendidas e dizem que não pode ser tanto e lá pagam uma pequena parte, ou nenhuma, dizendo que vão levar os papéis ao contabilista ou ao marido, para verificarem se não estão a ser "roubadas"! E as Tias deste estilo vão continuando a dar as suas festas e a "governar" a casa com base dessa tal tipo de "Dívida eterna" defendida por Sócrates . E , atenção, este tipo de credor não representa o especulador modernaço dos "mercados", mas o verdadeiro e tradicional fornecedor que apara os calotes deste modo de... fazer Economia! Este senhor Fulano , no fundo somos também nós, contribuintes que se vêem endividados por acção de terceiros!

E afinal, o que leva o merceeiro a vender fiado a estas "Tias" e não ao pobre cliente de salário mínimo, mas honesto? Pois, lá está, é a tal "credibilidade" . A do nome de família, a do se vestir bem, a dos antepassados terem pago contas certas, a de viverem há muitas gerações no bairro, a de recomendarem a loja às amigas (algumas lá pagam a pronto!) e... até o pavor a que se irritem e ameacem com a Justiça e os fiscais (!!!), coisas do estilo em que muitas "tias" são "useiras e vezeiras", para escaparem à raia das responsabilidades, incutindo temor aos que podem ter queixas delas.

Em Resumo: quando JS se referia à Economia que aprendeu, foi essa, a das dívidas eternas dessa casta de Tias, que entretanto lá levam as mercearias à falência, compensam o que não gastam em compra de bons sapatos ou vestidos,caso das mais "jet-set", ou sacodem os casacos de pele traçados e perfumados a naftalina, caso das mais caseiras.

Só que há um senão: um dia até essa conta aparece e alguém sofre o prejuízo.

J.S. depois explicou que para países pequenos como o nosso era impossível pagar a Dívida. Ou pelo menos toda. Verdade, para qualquer país, pequeno ou "grande". Já quanto ao "ir gerindo" alegremente a dívida,será precisamente o contrário. Os mais pequenos têm menos Crédito. Pode parecer estúpido e injusto,para países de gente honesta e trabalhadora, mas é o que acontece. Portanto, o que JS também esqueceu, sublinho, é que Portugal não pertence a esse Clube elitista de Países-Tias, que passam quase incólumes perante os maiores calotes. Esses, reúnem-se assiduamente em "Cimeiras" badaladas e cada vez mais improdutivas, dos G-8. G-20, G-3 ou G-2 à lá Mercozy, mas que , imitando o estilo das Tias da linha ou Foz, só arranjam e debatem dinheiro para os pobrezinhos se for em festanças. Daí essas cimeiras serem ultimamente muito domingueiras e todas com os pés bem debaixo da mesa, não a mesa de negociações mas a dos banquetes, sempre bastante "frugais", isto é, e à base de produtos naturais como as trufas , o caviar e requintes do mesmo preço.

Não, Portugal nunca pode ter essa Economia "à Tia", nem que ela seja defendida por muitos teóricos e levada a cabo em muitas economias. E ,mesmo que tivesse, claro que a dívida um dia tem de ir sendo paga!

"TÁ A VER, querido?"

Bem, agora... Xô.. Xô...! Vá estudar filosofia, vá, menino! "Caturreira!"
"Alergia" (9-12-2011)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O Alvarito anda a pôr as garras de fora...!



O outrora sorridente, estrangeirado e em-mangas-de-camisa super-ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, "Álvaro", como quis que o chamassem ( Álvaro, call me Álvaro...,parece-nos ouvir...), já anda não só a perder o sorriso pelo caminho, nas andanças pelo país real e pelo confronto com a dura realidade que é governar a sério, no terreno, em vez de uma posição de cátedra, com uns binóculos; como a vestir mais o casaco, a adoptar mais a pose da arrogância de quem não gosta de ser contestado.
Onde é que já vimos este "filme"? Ah, pois, reinado de D. Sócrates, o tal que perdia o sorriso mal se afastavam os holofotes e fugia pelas portas traseiras sempre que a contestação alastrava. Ah e muitos dos seus ministros. A Dona Lurdes não era de sorrisos, fez até o percurso contrário, ou assim tentou, talvez por sugestão de desastrados consultores de imagem, que , perante a sua fama de "Bruxa má do Oeste", tentaram inverter o processo, tarde demais, tentando em vão transformá-la em sedutora de coxa descontraída e sorriso colado a "cuspo" na cara amarga.

Já a Dona Alçada a Pesudónima teve também um início de carreira ministerial um tanto semelhante ao do nosso Álvaro: começou com largos sorrisos, em inaugurações , entrevistas e videos para pôr as criancinhas a nanar,e terminou ríspida, arrogante como o seu protector do Executivo, e de sorriso muito mais baço, grandes olheiras e gaguejos. Também ela porque não gostou de ser constestada, pensado de início que o seu papel se resumiria a um deslizar diáfano pelas passerelles dos Conselhos de ministros e do cortar-fitas em novos Caixotes escolares. Mas enganara-se! As "suas" políticas eram igualmente más, perpetuadoras das raízes daninhas plantadas-- com carga de "bazooka" e minas anti-pessoal (leia-se: anti-professores e funcionários) -- pela sua predecessora. E não era por contraste de estilo, aparente, que escaparia à contestação. Apenas um senhor de bigode de um sindicato e mais os seus homólogos se deixaram enganar, para desgraça da Educação, num fatídico Janeiro de 2010.

Bem, adiante.Esta semana, o nosso bom Álvaro foi explicar-se perante o Parlamento e de novo perdeu o sorriso e se enfadou, quando questionado sobre a urgência de se elevar o salário mínimo em 2012, como estava programado.

As televisões omitiram essa parte, mas a atenta TSF relatou e transmitiu as suas palavras, eivadas de uma sobranceria como é raro ver. Assim, começou por admitir que era importante elevar o salário mínimo. Disse até que era "uma hipótese interessante".(sic) E acrescentou, perante a indignação da oposição parlamentar e dos ouvintes da gravação, que neste momento era uma "hipótese demagogicamente interessante.". E desatou numa explicação de que fora assim que se errara após os 25 de Abril, ao subir bastante os salários dos trabalhadores, o que depois paralisou as nossas exportações e blá blá blá!!!!

O senhor ministro Álvaro, perdão, o Álvaro deve ter estado emigrado realmente há muito tempo, estudando apenas os números estatísticos e desligando-os do seu contexto histórico.

Primeiro, toda a gente que viveu esse período quente sabe que após a revolução, os investidores estrangeiros começaram a te receio de importar de Portugal, não só pela instabilidade política global, mas pela ausência de muitos dos nossos gestores, exilados voluntariamente ou à força durante o PREC. Não foi aquela "coisa" matemática de mão-de-obra mais cara levar a desinvestir...

Segundo, certamente (embora não conheça a vida do senhor, digo, do Álvaro) que se não fora o 25 de Abril e os pais dele terem começado a ganhar melhor(?), quem sabe, não poderia ter ido estudar e doutorar-se pró "Extranjero" e poder voltar de lá com uma auréola de salvador da pátria económica e um exalar de ideias pós-modernas tipo Brise-contínuo, a gabar o produto autóctone ,das trouxas de ovos ao Galo de Barcelos, com aquelas frases lindas de que certos produtos portugueses eram tão bons que até ... pareciam estrangeiros...! e por aí fora.

Não sei que ideias brilhantes tem o Álvaro, digo, este senhor (bolas, mal o conheço, não é?) para o país e acredito piamente que esteja pleno de boa vontade e de ânsia em ajudar a pátria, mas ,caramba!, antes que a sua energia de mangas arregaçadas se esgote qual pilha de coelhinho da Duracell contrafeita na China.... que guarde essa energia e verve de espadachim (ele sim)demagogo e conferencista, como se estivesse numa das sua preelecções teóricas de Universidade e se lembre que ESTÁ A FALAR DA VIDA DAS PESSOAS! Do que as pessoas têm durante o mês para dar de comer aos filhos e para pagar as contas!

Não lhe bastava ter feito um aumento "colossal" dos transportes e da Energia, agora surge com a arrogância académica que surge completamente descabida perante a gravidade REAL destes assuntos!

Preocupar-se COM AS PESSOAS isso ,sim, seria deveras uma "HIPÓTESE INTERESSANTE"!

E não vir,em vez disso, com teses revanchistas e serôdias contra o 25 de Abril, como se tivessem vindo da Revolução dos cravos todos os males para hoje não termos um Portugal glorioso!Veremos como fica na época pós-Álvaro, sobretudo na época das novas e antigas clientelas dos nossos desgovernantes, que vão de novo delapidar o erário público, perante a impotência nervosa do bem-intencionado Álvaro! QUE TAMBÉM JÁ SORRI MENOS... e que( pouco convicto das medidas que o obrigam a tomar) TAMBÉM JÁ GAGUEJA !