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domingo, 1 de julho de 2012

Isto é que é bipolaridade (não se deixe ludibriar por outras maleitas piores!)


("Bipolar-A Secret Life")
Este video  descreve o que é realmente  a  doença  Bipolar.  Que é controlável medicamente, podendo ,quem sofre desse problema, fazer a sua vida sem grandes dramas, se devidamente acompanhado e tratado. Os bipolares, apesar das sua crises, não deixam de saber quem são e de reconhecer que tiveram falhas e sabem voltar a quem com eles se preocupa. Como os diabéticos necessitam de insulina, os bipolares podem compensar o que é uma insuficiência química e orgânica com os medicamentos que já se conhecem (muitas vezes o lítio mas não só).
Não deve este problema, --que afecta milhões em todo o Mundo,pessoas normalmente extremamente inteligentes  e sensíveis (não apenas manhosas arrogantes armadas em inteligentes)-- ser confudido com outras patologias da mente, bem mais tristes porque ainda  se tratamento químico  ou sequer psicoterapêutico infalível.
Caso da Perturbação  Borderline, com desequilíbrios da Amígdala no cérebro mas também conquência  de uma  educação  desajustada e  ultra-mimada  na infância e na adolescência (a origem ainda é nebulosa). Tem traços semelhantes   à Bipolaridade mas os altos e baixos dão-se  a ritmo alucinante   com  fraca consciência do  mal  que fazem aos outros,pois têm traços fortes também de Narcisista,que os leva a julgarem-se mesmo o centro do  mundo (e não só  a desejarem-no, como no caso das pessoas que sofrem de Perturbação  Bipolar).Têm portanto tendência     a não distinguirem quem é amigo de quem não é, mudando constantemente de afeições e passando da hiper-valorização de alguém para o desprezo, a comportamentos aditivos (álcool, drogas, ... ) e a  comportamentos perigosos e  promíscuos.
Pior ainda é a Perturbação Narcisista, onde a ausência de consciência, de empatia e de responsabilidade pelo que fazem é total (na bipolaridade recordam e arrependem-se dos desvarios cometidos, no estado borderline os momentos depressivos também são genuínos), aliando a isso muitas vezes a Maldade pura, fruto de uma educação desajustada, mais uma vez, que levou essas pessoas a julgar-se o centro do mundo, que todos lhe devem mas não "devem" nada a ninguém, a magoar os outros sem piedade e até deliberadamente, de acordo com o que pensam ser a sua auto-defesa, da sua Imagem, pois como são pessoas totalmente vazias, apenas a Imagem (geralmente fictícia e construída) que julgam ter junto dos outros é que conta, acima de tudo e de todos, inclusivé acima da tal Consciência que não têm, da coerência que é muito precária(julgam-se DIFERENTES e co muita personalidade, mas o que têm é falta dela...) e, sobretudo, da tal felicidade que julgam querer almejar mas que no fundo nunca alcançarão, pois os Outros, especialmente os mais próximos e que lhes mereceriam consideração, simplesmente Não existem para o Narcisista. São por isso muitas vezes  seres vivos perigosos, pois especializam-se ao longo das suas patéticas vidas na arte da manipulação dos outros, brincando com os sentimentos alheios como uma criança brinca com um ió-ió, ou destrói e risca as bonecas.  Sofrem, tal como os "borderlines", duma total ausência de auto-estima que disfarçam com a arrogância mais ou menos mascarada atrás de um "falso-Self" /Falso -Eu. Mas enquanto os borderlines ainda têm algo de genuíno e de repentino, nos Narcisistas tudo é calculado à minúcia, incluindo o fingir-se muito sensíveis e interessados nos outros seres humanos. De facto têm esse interesse, mas não nas pessoas em si: só nas suas características para as poder imitar e mimetizar nas suas máscaras, para melhor enganarem os outros e seguir em frente. Depois, se lhes resta de Humanidade e vago remorso, transferem a própria culpa para a inversão total e para o CULPAR OS OUTROS de tudo o que acontece. Daí se instala a Paranóia, como arma de defesa, fazendo-se de vítimas, mais uma vez julgando-se tão importantes que até se dizem alvos de atentados, de difamações, de perseguições, de atitudes semelhantes àquelas que levam pessoas realmente importantes no Mundo a se protegere com legitimidade. Portanto o Narcisista é alguém para quem os outros não têm realidade para além do que lhes possa servir. Usam os outros e deitam-nos fora, como lenços de papel. Como não têm consciência nem remorsos, não reconhecem que precisam de ajuda médica e julgam contornar tudo com as suas manhas, sua forma constante de vida. Só quando todos se afastam, então têm quebras, porém não porque estejam arrependidos, mas porque lhes falta a "droga" principal com que "injectam" o rendilhado dos seus neurónios: a atenção dos outros. Lamentavelmente, nos nossos dias e com as "maravilhas" da Net e ilusões de "amizades" de Facebooks e afins, asssim como deitam umas  vítimas fora arranjam  logo novas, pensando-se assim ao abrigo do isolamento e ausência de verdadeiros amigos (os que restarem mantêm-se cuidadosamente à distância ou partem).Quanto a relacionamentos íntimos... só se dominarem o parceiro, até a troco de poder social e monetário. Afeição genuína não existe. Só a afeição de se sentirem admirados e apreciados. Nada mais. Julgam-se no direito de trair os parceiros, pois mesmo de forma encoberta consideram-se "seres fantásticos e superiores" aos demais. Por paradoxo são extremamente possessivos e ciumentos. Os/as parceiros/as que não se afastam definitivamente, até por bom coração, falta de auto-estima e/ou piedade, acabam por sentir repulsa por estes seres, nojo até (e tendo em conta as facadinhas no relacionamento é bem compreensível. Menos para o/a narcisista).
A paranóia é portanto uma das faces visíveis do Narcisista frustrado nos seus intentos manipulativos, que procede a atitudes de frieza e desprezo , atitudes que revelam o seu verdadeiro eu  (e não a face solidária e magnânima que simulam). Não conseguindo a frieza procede à calúnia institucionalizada e surreptícia (a tal vitimização que até blogs patéticos incentivam, por exemplo chorando-se  a pessoas desconhecidas e crédulas que são vítimas de bullying ,em foruns de  sites sobre esse tema...). As pessoas que foram massacradas durante meses e anos pelos narcisistas acabam por ter uma atitude defensiva e desconfiada em relação aos próximos golpes de "esperteza saloia" deste autênticos psicopatas sociais (não de inteligência, pois a verdadeira deve vir aliada à Verdade e até à bondade e sentido de Justiça). Ou seja, acabam por ficar um pouco paranóicos a precaver-se e a querer denunciar ao mundo os malefícios dos narcisistas paranóicos. E isto já  daria pano para mais mangas...
Cuidado, portanto! Nunca confunda o sofredor de Bipolaridade,que com cuidados médicos pode ter uma vida generosa e brilhante, profissional e pessoalmente, com outras perturbações de quem nada quer fazer pelos outros, nem por si próprio nem pela Humanidade, embora se finja integrado socialmente. Mas que no fundo vive no terror que lhe caia a máscara, ou que alguém saturado ou mais avisado lha arranque, revelando o Vazio que está por detrás. Vazio de capacidades que se gaba de ter, vazio de sentimentos que mimetiza pelo que vê nos outros, vazio do EU que se perdeu nas teias do Tempo. Máscara que não quer largar pois confude-a com quem julga ser, com medo de enfrentar a vida e ser útil e verdadeiramente Livre, como só o é quem tem consciência e quem é capaz de viver por dentro o coração dos outros.
(Escrevi isto para  esclarecer certas frases feitas e preconceitos que abundam por aí que levam a confundir pessoas com certas doenças como outras quaisquer com pessoas que fazem das suas perturbações e distorções de personalidade quase um modo de vida e que só não assassinam pessoas porque não calha, pois preferem assassinar-lhes a confiança e os sentimentos (que invejam). E como se vê por aí o termo "bipolar" usado para etiquetar isto e aquilo, como antes também se abusava do adjectivo esquizofrénico).
"Alergia" (1-7-2012, in blog "Alegrias e Alergias")

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Personalidade Borderline: ("carpe") a melhor terapia...


(Borderline Personality Disorder & Dialectical Behaviour Therapy- 2011)
Para quem tenha a infelicidade de sofrer  ou de  conhecer quem sofra dessa patologia/perturbação de personalidade (personalidade "Borderline" ou "Estado-limite") um autêntico cocktail "explosivo" de  (bastante) narcisismo, educação mimada e   desajustada, cólera/irascibilidade (ai, "mau feitio"!), paranóia,  misto de medo  com gosto de abandono  e  muitas características  de  um ser anti-social  e ,até,.. de psicopata ...
Eis um video explicativo do problema e sobretudo do mais  recente e  bem sucedido tipo  de terapia: Terapia Comportamental  Dialéctica.  Ou de  como é pausando, pensando e falando ,interagindo com outros(segundo uma metodologia precisa),  que se aprende e melhora. Aprender a dominar a  sua impulsividade e  a ver o mundo e os outros de outra maneira mais verdadeira: nem  como ídolos perfeitos , nem como inimigos perseguidores. Mas sempre  com  força de vontade  e  coragem de reconhecer o problema, querer mudar (passo muito  difícil mas não impossível para narcisistas) e de pedir ajuda  a quem pode  e sabe  como ajudar.
(E com a coragem de "despejar pelo ralo" o que --"O QUE"... não "QUEM"-- só está a piorar o problema ....)
Divulgar videos como este é o que  ainda posso fazer para tentar  apoiar quem tanto  quer  "agarrar o dia"  mas que só faz  da  sua "Vida" um teia onde  se  enreda  e fecha cada vez mais...
( O video é estrangeiro. Mas em Portugal  já deve existir  esta terapia).
Votos sinceros de boa sorte  e  coragem! :)
Para que depois haja um verdadeiro... "Carpe diem".
E não...não estou a brincar. Força!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

"It's a Good Life, If you Don't Weaken..."


(Dr. Sam  Vaknin, "The Indifference of the Narcissist")
A Indiferença como  arma de ataque do Narcisista. O video diz tudo sobre as reacções, geralmente  inadequadas das infelizes pessoas que sofrem desse tipo de Distúrbio de Personalidade. Sentem-se mal no Mundo e não descansam enquanto  não arrastam para  a angústia e até  depressão quem os rodeia. Especialmente aqueles que mais os acarinham e apoiam. Pode parecer bizarro, mas é assim  que agem. "Gostam" das pessoas só por uns tempos,com encanto e  de forma até exagerada e paternalista,para as desvalorizarem uns meses depois , passando à fase em que julgam,  pelos parâmetros do seu False-self (personalidade/máscara criada inconsciente mas meticulosamente em auto-defesa, para impressionar os desconhecidos), que os outros  são "fracos". Chegam depois a considerar  esses outros como "inimigos" , caso "ousem" confrontá-los com as suas múltiplas incoerências (pois essas suas "vítimas,pessoas de bom coração e  empáticas, não estão habituadas a tal  falta de lógica nas relações humanas).Os Narcisistas usam portanto a ATENÇÃO que  obtém dos outros, quer a positiva quer  a  "negativa" (por exemplo, críticas ou até o que  imaginam serem críticas, na sua  tendência paranóide) como um  toxicodependente usa uma DROGA: precisam sempre de nova "dose" e cada  vez mais  forte. Alguém que crêem  já domado deixa de ser um bom fornecedor da "Droga-atenção" (a simpatia e compaixão que deles obteve), pois na sua mania de superioridade(defendem-se,gabando-se de que são "especiais", "invulgares",sortudamente fora da normalidade, sendo no entanto bem rotineiros nos seus esquemas de vida) são incapazes de verem os outros como seres humanos seus  iguais  e portanto têm a convicção de que  amor ou amizade que aqueles lhes oferecem resulta sempre da  sua (dos narcisistas )"dedicada" conquista e não das próprias qualidades e generosidade afável desses "conquistados".
Aliás, detestam ver os outros felizes, ou pelo menos julgando-os mais felizes que eles próprios . Pois, no íntimo,  sentem-se sempre (e erradamente!) menores e têm grande falta de auto-estima, daí toda a agressividade  e desvalorização subsequente à fase de "conquista". Têm  tendência a idolatrar quem julgam importante social ou culturalmente, mas também a imagem e o brilho desses "Astros" acaba desgastada aos olhos dos narcisistas,devido ao tal sentimento de inadequação e de inferioridade que alojam nas suas  "profundezas".
E é por detestarem ver nos outros uma felicidade que pensam, no fundo, que lhes foi negada, que minimizam quem julgam serem pessoas Felizes e... dizem tantas vezes detestarem as Festas (como o Natal...). A tal falta de empatia...
Quem sabe se é por pensarem que o Natal festeja apenas o aniversário de uma criancinha distante e não o seu próprio....Quando o Natal, afinal,  celebra um momento único de Aliança (bem louca!) entre o Criador e parte da criação que o desiludiu.
Não são pessoas horríveis, mas muito complicadas e cerebrais em demasia, pelo que acabam sendo anti-sociais. A Perturbação Narcisista , ao que diz quem sabe, não tem cura, sendo uma "lesão" na construção da Personalidade. Mas os asmáticos e os diabéticos, por exemplo, também não têm cura, porém conseguem controlar o problema, com persistência e buscando apoio médico e da família, tratando o que é possível, fazendo uma vida saudável, repensando os seus limites. No entanto,  sempre com plena consciência desses problemas e limitações. Também o Narcisista patológico o  deveria fazer, procurando apoio, tendo terapia  regular, para reavaliar as suas (falsas)"crenças internas", a forma precipitada como interpreta os gestos e as palavras  dos outros e a Vida em geral. Reeducando-se. Não o fazendo,acaba por cair em profunda solidão, ao mesmo tempo hostilizando e/ou desprezando os demais, mas tendo a natural necessidade deles, não só  pela inata tendência gregária de qualquer ser humano, mas , em caso extremo, também por se ver em isolamento na tal "Ressaca" (Cold Turkey) que Sam Vaknin refere no final. É o que o faz, por vezes, tentar melhorar, porém caindo depressa nos mesmos erros assim que  recupera "doses de atenção"... :(
Acredito que, como tantos outros "puzzles" clínicos, o ser humano há-de levar a melhor também sobre este problema, que afecta cada vez mais gente, tanto os próprios como quem os rodeia -- e que tanta vez acabam por se afastar, a mais das vezes exaustos, por já não saberem ajudar e para se preservarem de mais desgaste provocado por essas irritadiças e caprichosas personalidades . Já não é questão de maior ou menor resistência ou paciência, mas de Libertação do círculo vicioso de algo que não depende só de quem ajuda ....
Sabe-se hoje que muito desse aumento do Narcisismo advém de uma sociedade cada vez mais Narcisista também, que cultiva o individualismo e o "salve-se quem puder", onde em vez de se dar uma boa  e breve"palmada" na hora certa na criancinha birrenta, se  resolve ora condescender com mimos exagerados, ora desprezar, dando o tal "tratamento do silêncio", a tal "Indiferença"  que o Dr. Vaknin explica brilhantemente no video e no seu livro e que depois a criancinha assimila como arma de defesa para si.
Sabemos que é difícil reverter o "pepino" mal torcido na infância, mas que não é totalmente impossível, graças à inteligência e vontade de superação do Homem. Há quem o tenha conseguido, com persistência e coragem, com auto-correcção diária e meditação, sobretudo com grande HUMILDADE e auto-conhecimento para evitar entrar de novo em deslumbre "suicida" perante um reflexo nas águas, que afinal NÃO é o seu verdadeiro EU: como fez, para sua desgraça, o Narciso do Mito, fechando-se ao Mundo e aos outros até definhar.
Só ele próprio pode inverter a sabotagem da sua vida. Com ajuda, mas com consciência de que é ele, Narcisista , e não o Mundo inteiro, que tem de optar pela  mudança.
Um dos exemplos de Narcisista que foi bem sucedido a superar-se é precisamente o Dr. Sam Vaknin, que agora ajuda os outros e conta o que aprendeu no livro: "Malignant Self-Love:Narcissism Revisited" e em diversos videos.
Acredito que quem for suficientemente inteligente, sem se tentar a ser manipulador, quem tiver humildade, sem cair na auto-comiseração, poderá enfrentar este problema, no dia-a-dia e levar uma vida mais harmoniosa e feliz e com o apoio da família e amigos, que aprenderá a valorizar e apreciar.Visto ser  um problema que, como já disse, não afecta só o próprio mas, em cadeia, muito mais gente, é esse um dos meus votos , utópicos mas não impossíveis, de um melhor Ano Novo para o Mundo!
( NOTA: o título do post foi roubado à já clássica embora recente graphic Novel homónima, do ilustrador canadiano Seth, editado pela "Drawn and Quartely". Uma maravilhosa obra de moderna banda-desenhada, de comover até às lágrimas, sobre a importância bem relativa de os nossos sonhos mais ambiciosos virem a coincidir com o nosso destino, para sermos felizes. Tal como diz o título, a vida pode ser boa, desde que não se fraqueje, entendendo-se o fraquejar  não pela ausência de orgulho mas pelo perder das perspectivas sobre o que é mais importante na vida e... por vezes, pelo  fraquejar...da mente. Belíssimo livro que recomendo e até vou relendo !)
E, para quem for narcisista,... aqui seguiu uma boa "dose de  atenção" (das "boas", sem qualquer ironia),por escrito e  com votos de Boas Festas! ;))
Margarida Alegria (28-12-2012)

sábado, 26 de novembro de 2011

Enfrentar os desafios da vida: que fazer?


Da mesma revista (Sciences Humaines), num dossier completo já com alguns meses, desta vez com versão online (o link dá acesso à introdução e aos títulos dos vários artigos do dossier(mas só alguns são de livre acesso).
Também na secção de Psicologia, o debate das várias formas que temos de enfrentar os desafios, as dificuldades diversas da vida. Uns costuma fugir, outros ficam para lutar, outros simplesmente se adaptam deixando passar o pior da onda(ou, simplificando, não fazer nada). E uma mesma pessoa, em ocasiões diferentes, opta  por uma das estratégias, ou por uma combinação de algumas, de forma faseada.
Mas a palavra aos especialistas:
A LER E RELER! E pensar...
Porque somos, na maioria quase iletrados nestas estratégias e por isso até perdemos,tantas vezes, muito do que há de bom na vida, pela escolha da estratégia errada...

Exageros de diagnóstico nas dislexias e similares

Em mais um número sumarento, a excelente revista "Sciences Humaines", nº 232-Dezembro de 2011, lança pistas sobre recentes estudos  a propósito  da disgrafia, dissortografia ,  discalculia e todas as restantes "dis" ("dys"). Surge agora o debate de como afinal é desaconselhado o  super-diagnóstico destes problemas, pelos psicólogos, perante a ansiedade dos pais.Na realidade, há poucas décadas, não se falava muito nestes problemas, o que era mau, pois muitas crianças eram estigmatizadas por "darem erros " ortográficos crónicos, ou por terem dificuldade em fazer cálculo mental ou entender um texto escrito, quando o liam sozinhas.Agora caiu-se no extremo oposto, andando os pais a correr para psicólogos e outros especialistas e ansiosos por sair de lá com um papel que ateste a dislexia do rebento, ansiosos por sacudir o dito papel perante os professores, que não entendem os seus filhos. Há uns anos tal dava até abusos no requerimento ao direito ao estatuto de aluno com NEE, o que afinal acabava por também estigmatizar. Sendo alguns casos bastante severos, outros há que poderiam ser colmatados naturalmente, com o tempo, pois por vezes só com a prática da leitura, do cálculo e da escrita é que o aluno pode proceder à auto-correcção.
O artigo, pequeno e a remeter para alguns artigos de revistas de Psicologia, sublinha a forma como se multiplicaram os diagnósticos no famoso DSM-IV (o mais célebre classificador internacional de patologias). Especialistas em neuropediatria e psicologia denunciam a arbitrariedade que existe em tais diagnósticos, pois a aprendizagem de uma criança não depende apenas de um diagnóstico destes, mas de todo o seu enquadramento de crescimento, de emoções,da sua curiosidade  e motivação específica, da complexidade dos raciocíniod mentais exigidos na aprendizagem...
Dizem muitos que o excesso de diagnóstico (sobretudo depois de ter surgido a moda  francesa da "multi-dys" --ou seja, a presença simultânea na mesma criança das variantes dislexia, disgrafia, etc.) pode ser contraproducente e estigmatizar ainda mais a criança, encerrando-a numa categoria, impediditiva, por seu lado, de qualquer possibilidade de evoluir.
O texto não está, infelizmente na versão online, mas deixo aqui o título, com link para a revista em geral, um link a guardar, a meu ver.
Como disse acima, uma revista sempre com muito que ler e pensar e, acrescento, geralmente MUITO À FRENTE das teorias que por cá ainda se debatem (ver por exemplo um artigo sobre a "febre" da avaliação, so como mero exemplo!).