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domingo, 16 de junho de 2013

SOBRE A GREVE DOS PROFESSORES: descubra as diferenças


(Paulo Guinote e Couto dos Santos na SICnotícias 11-6-2013- recolhido pelo Calimero Sousa)
Quer apreciem ou não os blogues de professores, ou os professores -bloggers e todo os seu estilo, as suas opiniões e feitios, ao verem este video   , este debate de há quase uma semana, ficarão rapidamente dissipadas as dúvidas sobre quem é que aqui defende os alunos e  a Escola Portuguesa .E qual destes dois homens mais falta  faz para a causa educativa e simplesmente domina  o TEMA Educação. 
Claro que o senhor que esbraceja na parte direita do ecrã ( só faltado dar alguma cotovelada à jornalista Ana  Lourenço) até podia ser "apenas" engenheiro   e não ter, como o seu interlocutor,  um Doutoramento em História da Educação. Não viria daí mal ao Mundo, pese a fama injusta que outro certo senhor deu aos engenheiros em Portugal, nos últimos  seis anos. Mas deveria  ter um mínimo de....
Convido os leitores, portanto a procederem a um simples passatempo de DESCUBRA AS DIFERENÇAS (para além das origens regionais detectadas na pronúncia, mas isso é pouco relevante): à vossa esquerda no ecrã, um homem calmo, a esperar a sua vez para falar, a argumentar fundamentadamente, com dados precisos e bem analisados, a saber ripostar aos absurdos dos argumentos contrários, a explicar tudo com clareza, correcção, firmeza. Do lado direito do ecrã, um homem exaltado, que desdenha e fanfarrona, com argumentação mal enraizada, dados genéricos, a "baralhar estações", como dizem no Brasil, a interromper constantemente, a recorrer até ao insulto e à menorização do outro... só vendo e ouvindo.
O primeiro é professor e vai fazer greve a avaliações e dias de exame, até não sendo  grande apologista de greves e manifestações, por sistema. Mas, quando o outro não o interrompe, tenta explicar as razões dos professores que vivem a realidade extenuante da Escola Pública(que se degrada)...na sua escola. É ele Paulo Guinote, professor do Ensino Básico (História e Português) e autor do blogue "A Educação do meu Umbigo". O segundo apenas argumenta o que é da cartilha quase "oficial" de ataque a esta greve: que as greves são manipulação dos sindicatos e não do interesse dos professores, que os alunos coitadinhos vão a UM exame e depois regressarão (NESSE DIA- parêntesis meus) para casa sem o ter feito, ai o transtorno das  famílias e das férias familiares!-- (férias familiares? E cerca de 20 mil ou mais professores que se arriscam com estas medidas que querem  a serem despedidos ou mandados para horários precários, de terra em terra, na tal "mobilidade especial" agora chamada com cinismo de "Requalificação" ,nem que tenham 20 ou 30 anos de serviço e contrato mais antigo e efectivo com o ministério e com uma escola? E não, não há professores a mais. O MEC é que nos dois últimos anos "fabricou" manobras de eliminação de horários para uns e sobrecarga para outros, até eliminando disciplinas importantíssimas, agregando escolas diferentes e distantes à força  ). Esse tipo de cartilha para atacar os professores é a que circula por todo o tipo de comentadores, políticos e, como neste caso-ex-governantes. Sim, faltava esclarecer isso, sabia? O homem que esbraveja à direita já foi.... (isso, não leu mal na legenda!)... MINISTRO DA EDUCAÇÃO. Chama-se Couto dos Santos e agora por aí anda noutros cargos muito importantes, públicos e privados. Ponham-lhe os "respeitosos" cabelos brancos de volta para castanhos e uns óculos grandes de massa, um casaco aos quadrados... sim! ESSE! Escusado lembrar que foi um péssimo Ministro, daqueles de refugo que por vezes os partidos desencantam, ainda muito novinho, mas isso não seria defeito, não fosse a proa e termos que usa, que aqui vêem, que tão mal corresponde a uma função ministerial em geral e  muito menos à pasta em questão (de EDUCAÇÃO! relembro de EDUCAÇÃO!!!). Já não sei de certeza se foi a este que os estudantes universitários mostraram os jovens "assentos" com letras "NÃO PAGO", no tempo de imposição de aumento das propinas, mas penso que sim. O Paulo Guinote diz, no video, os anos em que o cavalheiro "ministrou".
Perante isto, para além de tantas outras razões, quem de entre os docentes ainda tiver dúvidas quanto à justiça desta greve, cujas datas foram ditadas pelo MEC , ao ter começado a impor, quase sem negociações, estas medidas economicistas NESTA ÉPOCA do ano  e não noutra, esperando ter tudo aprovado à sorrelfa, no Conselho de Ministros (se calhar à noite ou em pleno Agosto) e ter a via de "trânsito" ou de despedimento pronta em Setembro para  entregar aos docentes , quando estes voltassem das suas escassa pausa de Verão (sempre em época alta, a mais cara...ultimamente por casa...), não sei de que mais argumentos está à espera para sacrificar estes dias de salário...
Um país onde um indivíduo como o da direita chega facilmente a ministro, por via do mero cartão partidário (e o tipo de arregimentação continua até hoje!) . saltando depois para  o "mérito"(?) de uns tachos e panelas que o continuam a elevar até ao auge comprovativo do  famoso "Princípio de Peter"; e onde um Paulo G., com curso, mestrado, doutoramento e livros publicados, conferências e estudos vários....tem de penar em horários cada vez mais pesados ano após ano, embora se desmultiplique em outra actividades cívicas pela Educação-- não saindo dessa aparente "cepa torta"  só porque se quer manter de espírito crítico e independente, sem "coloridos" a algemá-lo...-- é de facto, um país doente. E funcionando assim, instala-se mais facilmente a corrupção, a menorização do verdadeiro mérito, o convite a se ficar caladinho ou a emigrar... Um país assim não sairá desse círculo vicioso, regido por demagogos mentirosos e subservientes a interesses económicos (que esbulham a pátria a alta velocidade), se ninguém com mais coragem der um murro na mesa e disser basta a todas as medidas que estão a empobrecer o país, a roubar-lhe a soberania, a humilhá-lo.
Como nos tempos da ministra de Educação de má memória, Maria de Lurdes Rodrigues, no seu reino de Terror entre 2005 e 2009, --com uma continuação versão mais "light" da escritora que dá pelo pseudónimo-nome de Isabel Alçada, mesmo nas funções de Estado--, O MEC está a querer dar ao País todo o exemplo de esmagamento e humilhação  da Escola Pública e dos professores, nos seus mais básicos direitos, para que depois nem os outros funcionários Públicos nem os restantes portugueses descontentes ousem continuar a protestar contra os (des)governantes. O José Pacheco Pereira comparou esta Guerra contra os professores com a guerra de Thatcher, no R.Unido, contra os mineiros, nos anos 80, precisamente diabolizando os sindicatos e os outros representantes  destas profissões que ainda resistiam/resistem. A tal senhora que  deu cabo do melhor que tinha o seu país e que estes meninos desgovernantes tanto parecem admirar e querem imitar (mas sem inteligência, só com costas quentes internacionalmente. Ao menos ela era corajosa...), 30 anos depois... é bem próprio do nosso constante atraso nacional: até a imitar "modelos" estrangeiros chegamos atrasados, imitando o que já foi contestado e até  abandonado e muitas vezes apenas requentado em outras paragens....
Amanhã, Nuno Crato acabou de dizer, mantém-se marcado o exame de Português de 12º ano (e o de Latim). Vamos dar-lhe a devida resposta, não comparecendo. O direito à greve sobrepõe-se à convocatória ridícula que o MEC mandou fazer a todos os docentes e até... aos directores. Nem o colégio arbitral nem o tribunal administrativo a que o MEC recorreu lhe deu cobertura a "serviços mínimos" ou requisições civis. Espero que todos os colegas não se deixem intimidar, nem com passageiras(a meu ver patéticas, convenhamos, perante uma situação bem mais grave!) "penas" pelos miúdos (poderão estudar mais , rever matérias, ninguém lhes tira  ou destrói o que estudaram), ou medo de retaliações (?!) num país que ainda se diz democrático e respeitador das leis.
Portugueses: o país também é nosso e somos mais que  esta minoria que nos quer culpar (a todos) dos roubos  ao erário nacional feitos por certas élites corruptas e transformar num protectorado de  mão-de-obra escrava! teremos do nosso lado o direito Internacional e o o Tribunal dos Direitos Humanos, caso haja atropelos à lei. Lembro também: um trabalhador substituir outro que fez greve, num conjunto imenso de "suplentes" impreparados e recrutados à força é ILEGAL.
Pensem. E vejam o debate e esclareçam-se, no que o senhor esbracejante e rude do video permitir que se oiça. Querem que eternamente pessoas como essas continuem a ocupar o poder e os lugares fundamentais do nosso belo país?! Acham que é FADO luso ter que continuar a ter o país minado por toda essa trupe de interesses e de pessoas que não amam o seu país, a sua cultura, a sua educação, o bem estar dos portugueses ,mas só  querem chegar ao poder ,  ao dinheiro público que sugam, às benesses que reservam e acumulam para si e para os seus?
Pensem bem, portugueses, antes de embarcarem no atirar de pedras de uns tantos, que dominam a opinião publicada, contra os professores e contra os Funcionários da Administração Pública em geral (que só "gastam", com salários que recebem pelo trabalho,10% do PIB, abaixo da média da UE, ao contrário do que apregoam) , em demonização manipuladora que o esperto olho do Zé Povinho já percebeu há muito. Percebeu... mas resta o MEDO. Os professores estão a perdê-lo... Porém o MEDO está sobretudo na cabeça das pessoas e só domina quem o deixar.
Tanto se tem falado em "Ponto de viragem para o país. Amanhã sim, pode ser o verdadeiro PONTO DE VIRAGEM.
Margarida Alegria (16-6-2013, in blog "Alegrias e Alergias")
( NOTA:  como vêem, retomo hoje alguma postagem, após mais de um mês de interregno, por falha de Internet . Não poderei postar muito, por várias razões, sobretudo de trabalho, mas tentarei ir colocando umas coisitas...)

domingo, 21 de abril de 2013

Mais Música, para outro dia de sol e para tentar esquecer as patifarias da semana que passou

(Minta & the Brook Trout, "Falcon"- do álbum "Olympia"-2012)
Sim, sei que tenho um texto prometido há muito. Sobre filmes. Já está pronto, falta afinar uns detalhes. Mas aviso já que é grandito, para ler  e meditar todo, ou salteado, como preferirem. Fiz questão de o apurar o mais que pude.
Quanto a assuntos de Educação, ainda esta semana acabou de sair a Portaria com o número de vagas nas Escolas para o concurso nacional de professores. Uma autêntica anedota! E uma grande maldade, mais uma machadada para derrubar a Escola Pública, pois quase só tem vagas "negativas", que perece não corresponderem ao que os directores transmitiram ao MEC, nem às necessidades das Escolas. Números FALSOS, portanto. Alguém acredita que , com a quantidade de professores que se reformaram recentemente e com o número de alunos que (ao contrário do que quem fazer crer) NÃO diminuiu significativamente (de resto houve é "engenharia" manipuladora pela tutela, de aumentar os alunos por turmas, alterar a estrutura curricular sem qualquer lógica pedagógica, agregar escolas a monte e sem tino...Mas nem isso explica a rídícula soma de apenas 618 vagas abertas, ou "positivas", perante um número de 12 mil vagas "negativas", ou a fechar. 12 mil?! Bandalhos mentirosos!). Ou seja, o que querem é que os professores com vínculo ao ministério, ou do quadro de Escola, se vejam obrigados a concorrer, ao anunciarem falsamente a eliminação do seu posto; depois, esses irem para longe e ficarem em vagas precárias noutras escolas, ou nem isso (desembocando, dessa forma artificial, na mobilidade especial por dois anos, até serem simplesmente despedidos sem direito a indemnizações, após 20, 25, 30 anos de serviço público no ensino!); e depois, em Setembro, contratar professores precários, muito mal pagos, para as vagas que surgirão entretanto (com a saída dos efectivos que ERAM necessários!) para assim acabar a estabilidade da Escola Pública e, com isso, degradar ainda mais a Escola Pública, firme propósito dos últimos MEC, pelo menos desde 2005.
Mas, da parte de um ministro que se revelou mais uma fraude, um embuste, que cede a tudo no massacre aos funcionários públicos pelo Ministério das Finanças... -- um ministro que, depois de assegurar que não existiria mobilidade especial na Educação e que agora encolhe os ombros e justifica o volte-face cm um mero: "Vivemos no mundo em que vivemos"(sic)--, outra coisa não seria de esperar, que o anúncio de um concurso nacional nestes moldes, que esta FARSA!
É tudo tão nojento, que nem apetece falar mais nisto, por agora. Querem destruir o País, derrubando a qualidade do seu Estado social, a base fundamental das sociedades europeias e a razão máxima para ser admissível o pagar de impostos, num país democrático.
Fica , para acompanhar mais um dia de Primavera soalheira, a música que se vai fazendo em Portugal, desta vez com um grupo recente , mas muito interessante. É dos que canta em Inglês, e, para fazer jus à vitalidade dos músicos nortenhos, é um projecto do Porto, "Minta & The Brook Trout", guiado pela voz (excelente) de Francisca Cortesão e de um bom gosto geral de todos os seus músicos. Vi algures a autoria do video, mas já não encontrei essa versão no Youtube, desta vez. É preciso divulgarmos o que de bom se faz por cá, antes que até os músicos comecem a emigrar também...
Fiquem pois, embalados, com "Falcon".
Mais uma alegria, numa semana de "alergias".
Até logo.
Margarida Alegria (21-4-2013, in blog "Alegrias e Alergias")

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

CARTOONS/BD; Nuninho, o Xobredotado... é Avaliado (série Jejé e Companhia)


(c) Margarida Alegria (6-8-2012, in blog "Alegrias e Alergias")
Já não era sem tempo a publicação da anunciada Banda-desenhada sobre a Avaliação do Nuninho, da série Jejé e Companhia.
Cheguei a tê-la numa só prancha/página, mas acabei por a transformar em duas pranchas, para ficar mais legível, para incluir tudo ou quase tudo que haveria a dizer e especialmente porque assim pude incluir mais algumas vinhetas providenciais.
Sei que está um pouco palavroso nas vinhetas, um pouco ao estilo de Edgar P. Jacobs( "Blake & Mortimer"), mas tudo o que é dito nos balões tem o devido "sumo". E porque o próprio ministro Crato nos incutiu, antes de ser ministro e nos primeiros meses de desgovernação, esse estilo de muitas palavras. Modéstia à parte, penso que o palavreado desta b-d tem mais "sustância" que todo um ano das entrevistas e ideias desse senhor. Mais outro que enganou muitos. Não é para dizer "eu bem me parecia", pois detesto ter razão nestas coisas, porém, aquando da sua nomeação, fiquei um tanto de pé atrás (ver os posts aqui publicados desde o início do blog, a 30 de Outubro de 2011, dos quais destaco alguns LINKS MAIS ABAIXO), mas mesmo assim ainda pensei que PELO MENOS NUM ASPECTO o seu Ministério poderia ser um pouco melhor do que os de MLRodrigues e Isabel Alçada: o respeito pelos professores, na sua profissão e dignidade, msmo que se advinhassem tempos de austeridade. No último mês temos visto que "aos costumes disse nada" e a esse tal "respeito" que apregoava perante os holofotes também...
Enfim, como costumo dizer: entregue-se algum tipo de poder e afague-se a vaidade de alguém, que poucos são os que resistem a se manterem coerentes. Isto ao nível dos governantes, mas não só.
Podem-me acusar de andar a dourar a imagem a estes "meninos desgovernantes", ao associá-los assim a crianças. De facto as crianças nem mereceriam a associação. Faço-o, por um lado, para podermos manter uma certa visão de Humor, mesmo nestes tempos conturbados. Defendo que o Humor nos pode manter de cabeça fria para as lutas (que são lutas mesmo, pois estão a fazer-nos autêntica guerra, aos professores e à maioria dos portugueses!) que vamos ter de enfrentar. Por outro lado, já dos tempos do Jejé Sócrates que vejo estes novos políticos não como adultos responsáveis, mas como criançolas que , em vez de brincarem às casinhas ou ao pião, escolheram brincar com o destino de países inteiros.
  Consolem-se portanto se voltei a conseguir fazer humor, depois de uma série de Posts bem mais soturnos.
Leiam e meditem em cada vinheta. Outras avaliações se seguirão, nas próximas semanas, alternando com a repescagem de alguns posts esquecidos em rascunho e ainda com algum descanso estival de que careço. Serão avaliados o Vitinho, o inevitável Varito, o Pepé, o "indemitivel" Migas e... mais veremos.
Já sabem, podem partilhar e divulgar, mas indicando a fonte e dizendo que o vão fazer. Obrigada.
Relembro que irei agora ter mais tempo para actualizar e completar as páginas dos cartoons publicados antes deste blog (ver separadores acima, "Outros Cartoons da Alegria " e "Jejé e Companhia").Para lerem os outros cartoons da série publicados aqui, até para conhecerem os seus protagonistas, cliquem na Etiqueta "Jejé e Companhia", aqui em baixo ou na coluna de etiquetas à direita, no blog, ou então na etiqueta "Cartoons", para verem esses e outros cartoons.
Seguem-se os links de alguns dos posts sobre o MEC, para melhor relembrar os temas aqui focados e para esclarecer quem estiver mais "de fora" do tema Educação em Portugal. E depois confirmem se , apesar de me acusarem alguns de mau agouro, não tinham razão de ser as minhas críticas e observações. Antes não tivesse... :((
Sobre Nuno Crato, sua atitude e medidas do MEC(clicar títulos para aceder aos posts, aqui, como disse, os mais relevantes)-- o tom verde claro dos títulos é opção do editor do blogger, para este modelo:
-Ana Drago na Audição da Comissão de Educação...(20-7-2012)- Ver as "não-respostas do ministro.

( NOTA: Ena! E acabei de chegar aos 50 seguidores via Google  e aos 30 pelo Facebook! Thanks! :)))
Margarida Alegria (6-8-2012, in blog "Alegrias e Alergias")

sábado, 4 de agosto de 2012

30 mil+ 15 mil... não falta muito para "gasear" com o desemprego os 200 mil... :(

(c) Margarida Alegria (12-7-2012, Lisboa, Manifestação de Professores, um dos cartazes mais visionários e eloquentes)
Por vezes, quem critica o sistema que se está a criar no País, de autêntica diabolização de algumas profissões, especialmente de todas as que são da Função Pública ,-- a "origem" de todos os problemas, segundo os políticos neoliberais e seus comentadores e jornalistas encartados-- é visto como "exagerado" e alarmista.Mas tem razão. Assim, temos de facto a nítida perseguição e crítica negativa a profissões ns quais  a população (pelas sondagens) até confia mais do que em todas as outras. As outras em que precisamente o povo MENOS confia (poíticos à frente, mas também advogados e... jornalistas).
Temos a perseguição e o calcar aos pés dos professores, dos enfermeiros, dos médicos, também dos polícias e dos bombeiros e de todos os funcionários de repartições em geral, vistos ainda com uma imagem à séc-XIX, uns aduaneiros com brilhantina, mangas de alpaca e ronceirice atrás de um guichet gordurento, o que já está longe da realidade, na maioria dos casos. Calca-se desta forma a Função Pública (FP)deixando passar ao lado, sem reparos, a multidão de assessores e outro funcionários que entram directamente para o poder na FP, via nomeação no Diário da República, sem se saber as verdadeiras qualificações e passando até a chefiar funcionários de carreira e longa experiência que acabam por ter de acatar os seus dislates e disfarçar e compor com muito trabalho a incompetência desses boys e girls. Muitos dos FPúblicos ficam até arrumados em prateleiras, não porque estas  sejam douradas, mas porque são incómodos, porque mais contestatários e MUITO competentes. Aí está o desperdício e "as gorduras" do Estado a cortar: recolocar à frente os  funcionários mais competentes e experientes e cortar as novas gorduras dos boys recrutados. Mas não, claro... o que interessa é a propaganda para fora e não a melhoria dos serviços.
Quanto aos professores, depois dos ataques à sua dignidade pela sinistra Maria de Lurdes e depois reforçada, sob a capa de sorrisos, por Isabel Alçada, temos agora o novo triturador dos docentes, o Crato, o tal que queria implodir o MEC antes de ser Ministro. Afinal o que quer é implodir a Escola Pública, derrubando um dos seus pilares fundamentais, os professores. Com manobras d gabinete, sem negociação,  de manipulação dos recursos (aumento de alunos por turma, fim de desdobramentos de turmas em aulas  de Ciências experimentais, fim de cursos de adultos e limite de ofertas de turmas de Cursos profissionais, alteração de Currículo, associação de escolas em "Mega-agrupamentos" , redução do ensino artístico a uma nota de rodapé no Currículo, bem como de Ed. Física e do desporto escolar, etc etc.. com aumento extra-legal do nº de horas lectivas de uns professores, para deixar outros em "horários-zero" "custe o que custar"...). E no meio disto tudo, tentando mais  uma vez virar professores contra professores: fazendo crer que quem tira vaga aos docentes contratados com muito anos de serviço, são os professores do Quadro e ainda mais anos de serviço...mas agora obrigados a concorrer à mobilidade interna. E levando esses professores do Quadro virar as costas aos profs contratados, para salvar o seu lugar no sistema, numa guerra do "salve-se sem puder".
Retomando o início do texto, quem compara a guerra aos f. Públicos com a colocação de Judeus e outros em campos de exterminação, --para serem gaseados(os mais fraco para a escravaturas: doentes, mais exaustos,mais velhos etc) ou escravizados até ao limite das forças-- não é assim tão exagerado. A "luz ao fundo do túnel" de bancarrota que os nossos desgovernantes financeiros buscam parece ser mesmo o  levar para a exclusão e o extermínio Professores e restante F. Pública não "creditada" com equivalências dadas por cartões partidários ou da "cunha".
Pois não são professores, médicos, enfermeiros... profissionais que ingressam numa carreira por REAL MÉRITO e por concurso e não "pela porta do cavalo"?
Defender a Função Pública (a verdadeira) é defender a isenção da defesa dos cidadãos que aí podem ver o apoio às suas queixas e problemas, o que não acontece  se lidarem apenas com programas de computador (que bloqueiam, vão abaixo, estão mal programados...) sem alma e com dirigentes -boys incompetentes.
No caso dos Professores: já nos haviam colocado no braço a "estrela amarela" daqueles que "não queriam ser avaliados como os outros" (uma , ou duas neste caso, mentira repetida, tanto o  é que....), uma tremenda mistificação que se disseminou em 2008, perante o choque de se ver pela primeira vez 70 ou 80% dos professores  de todo o país a protestar em Lisboa. Melhor, já haviam conseguido, como fizeram os nazis hitlerianos, que os próprios professores  desenhassem e colocassem a sua própria estrela, pois infelizmente por vezes tantos docentes são os piores carrascos para si próprios e para os colegas.Sabem do que falo: muitos correram a pedir  avaliação e aulas assistidas e a querer "Excelentes" de papelão e a serem "bufos" dos outros colegas, como se fossem concorrentes! Isso foi uma   autêntica "estrela amarela " símbolo do nosso complexo de inferioridade. 
O ministro explica que esses professores sem turmas atribuídas vão ser todos "Necessários ao sistema"(?), vão ter "Ocupações nas escolas em actividades lectivas ou de apoio ou outras (???) Be, também chamaram a Dachau e a Auschwistz... campos de Trabalho, de reabilitação, de reeducação, no fundo uma forma de OCUPAR os judeus inúteis e os tornar aproveitados pelo "sistema", nem que depois fosse  recolhendo os seus cabelos  e dentes , ou curtindo a sua pele. E nesse campos também "promoveram" alguns dos prisioneiros a vigilantes dos seus semelhantes, pois os soldados não conseguiriam sozinhos impedir as revoltas. MLRodrigues criou a função de Directores e até de prof "Titulares". E mais tarde surgiram os "professores avaliadores"....A sede de poder e a vaidade tenta muita gente...
Agora faltava a "Solução Final", semelhante à de Hitler. Ela já está aí em marcha: agora mandam uns 13.300 professores do quadro (sairam ontem os resultados provisórios(Leia AQUI "Os números consolidados!" as contas feita pelo blog "Pé ante pé", incluindo uma primeira coluna que mostra quantos dos professores estavam MESMO em horário zero no ano de 2011, para comparação) para uma falsa situação de horário zero, para dizerem ao mundo que esses estavam "há anos a mais no sistema" ( e sabem quais dos grupos mais afectado, para além de EVT e ET? É sobretudo  o Português e também as Ciências e a Matemática!(isto é que é valorizar o que chamava de "disciplinas essenciais", Sr. Ministro?). A esses juntam-se um milhar e meio e tal que foram excluídos desse concurso, alegando que não são "professores da carreira" (muitos foram parar a essa lista por engano!). E juntemos-lhes os que para já ficaram com pelo menos seis horas lectivas no horário, continuando nas escolas. Juntando a pelo menos 30 mil, dos 40 mil professores contratados que concorreram a vagas que sobrassem nas escolas... veja-se a "sangria" forçada que está no corredor da morte do desemprego! Isto quando em 2006 a própria MLR dizia que tinhamos à justa os professores necessários aos sistema (e já faltavam tantos , em algumas disciplinas que agora são trocadas, pelos licenciados, por carreiras na investigação!).
Contas, por alto mas não longe da lista dos docentes (com muitos anos de serviço, repita-se, alguns com 50 e até 60 anos de idade!) prontos a serem "gaseados", nos falsos chuveiros de serem "necessários ao sistema", como tenta tranquilizar o Ministro: 30 mil dos contratados + 15 mil dos "efectivos" agora "horários-zero", ou melhor  "0+/0, 5"= 45 mil funcionários para o lixo, de entre  100 ou 200 mil os que os Troikas e os empresários mamões no Estado querem que se alcance...
Pensem nisto, docentes e outros membros da FP. Se agora não é altura de denunciarmos isto , de sermos UNIDOS e de lutar contra estes planos de extermínio, quando será a hora?
Ah pois, mas ,porém, todavia, contudo....
Ai querem conjunções? ORA! :/
(está a ser um longo e penoso Verão, mas em Setembro é que virá a canícula. Temos de a saber enfrentar e vencer.)
 Margarida Alegria (4-8- 2012, in blog "Alegrias e Alergias")

terça-feira, 31 de julho de 2012

Será apenas trapalhão? Não sei... mas agora é-o via SMS...

(Não sei quem é o autor desta foto-montagem, via Facebook)

Tinham-me enviado esta imagem via Facebook, há já algum tempo ( muito obrigada , Manu S. C.), mas reservara-a para uma altura em qe viesse a ser mais adequada.
Foi criada aquando das notícias sobre o que o Ministro da Educação tencionava fazer, nas diversas medidas deste últimos meses: voltar a implementar os "Exames da Quarta Classe" , ou, modernamente, os Exames no final do 4º ano (Primeiro Ciclo) e ainda  , pelo Estatuto do Aluno que reformulou, querer aplicar castigos vários, entre os quais multas aos Pais dos alunos prevaricadores, aliás, sobretudo aos que mais faltassem (multas pecuniárias, retirar de abono e subsídios...).
Quanto aos exames de 4º Ano, embora não tenha tido vagar na altura para comentar, não considero qualquer tragédia. Mais exames, menos exames. O problema , a meu ver é o seguinte: não devemos tornar os Exames em corolário e objectivo máximo do ensino, quase os endeusando. A febre e a farsa dos chamados "testes intermédios" para aferir as dificuldades meses antes dos exames, mostram como rapidamente os testes e exames se deixam resvalar de um mero, parcial e natural meio de avaliar os alunos e os obrigar a estudar um pouco mais, ou seja, um MEIO, para um FIM em si, um endeusado "Ídolo" que depois melhor colabora numa falsa triagem de capacidades do aluno e na outra farsa que é a "novela" dos Rankings nacionais.
Num ano uma escola com um lote excelente de alunos a uma disciplina, sob ao pódio Nacional. No ano seguinte(e não exagero, são mais que muitos os exemplos e muitos vi de perto!), a mesma escola, exactamente com os mesmos docentes e métodos didácticos, mas com um lote bem mais fraco de discentes/alunos, desce e é espezinhado aos pés da escola vizinha, que entretanto até já aprendeu uns truques de como evitar mau grau no ranking (ah pois é!... convidando alunos mais fracos a candidatarem-se a exame não pela escola, mas como "alunos externos", numa outra escola qualquer, Xô xô!... ou a fazerem como tantos colégios, arrranjando maneira de negarem a inscrição na escola de alunos indesejados  a nível disciplinar ou de (in)sucesso escolar).
Em suma, não fazem mal, os exames, mas nunca deveriam voltar a substituir uma verdadeira avaliação contínua e valorizadora  das capacidades dos alunos, que por vezes não cabem no espartilho de um par de horas nervosa no fim do ano.
Mais ridículo é quererem agora aplicar esse exame de 4º ano no INÍCIO do terceiro período, alegando que o restantes meses ficam para a recuperação, até Julho fora  mesmo, supondo que os que tiverem sucesso nesse exame ficarão a marcar  passo até Junho  enquanto os mais fracos recuperam e desgastam os professores.
Quanto ao argumento de "coitadinhos, exames aos... 10 anos... tão tenrinhos!". Ora! Então os meninos já são sabidolas e vivaços em tanta coisa aos 4 e 5 anos de idade e irão ficar "traumatizados" com um exame nacional ao 10? O exame da 4ª de que me lembro, despertava em nós, alunos ,um sentimento  de "rito de passagem" para o mundo dos mais velhos, uma vaidade pela responsabilidade, uma certa honra até. Não me lembro de ver "traumatismos" em ninguém! O ter de cumprir as regras como o levar apenas caneta (e tantos que é só isso que levam para as aulas ao longo do ano, com sorte dos preofessores!) e o B.I. (que era sempre inaugurado nessa idade), o cumprir aquelas regras de chamada pelo nosso nome, a prova oral, as várias provas escritas, a recordação de um diploma, até mesmo um medo e o chá de cidreira para alguns... tudo isso era mais motivo de orgulho do que de .."terror".
Bem. Quanto ao novo Estatuto do Aluno, não me detenho aqui mais longamente que não é o que me suscitou o post. Apenas me rio com todos esses planos de "multar os pais"... Sempre que me lembro do caso daquele aluno "minorca" que, quando os professores não se atemorizaram com as suas ameaças caso o não passassem de ano e ciclo (embora tivesse passado quase 60% do s tempos de aula a jogar no recreio, ou a fazer asneiras dentro e fora de sala em 99%... não era meu aluno, mas foi um caso  dor de cabeça para toda a escola), lembro em como ele cumpriu a ameaça e conseguiu partir pelo menos metade de todos os vidros de janelas da Escola...(hoje, parafraseando uma piada do RAP. isso dar-lhe-ia equivalência  relvada ao grau de... arquitecto, ou pelo menos de... vidraceiro!). Bem andou a Escola a exigir que a pobre mãe pagasse, mas pouco ou nada recebeu. Se vemos tanto milionário tipo Oliveira e Costa que tem milhões e se declara falido, que eperar de uma mãe só, desempregada oiu sub-empregada? Mesmo que fosse mais que justo o pagamento, tal não alterou o comportamento do garoto (já o ter reprovado , sim...). Agora, se faltarem , que fará o Estado? Mandará os Homens do Fraque  penhorar o frigorífico aos pais? penhorar os salários, que já estão penhorados pelos bancos?
No entanto, o que  hoje me trouxe aqui e que me levou a usar esta imagem foi outro assunto. Longe de parecer ser meritório das orelhas que aqui tem, por alguma alegada falta de "esperteza" a que o nome do animal dirige, Nuno Crato tem sido sim portador da manha desse animal. E mesmo as constantes "trapalhadas" legislativas da Reorganização das escolas e despedimentos de docentes e seus remendos, longe de me parecer mera "burrice" ou incompetência, me soa duplamente com sonsice, manha, esperteza de um plano bem traçado há pelo menos uma década e de que ele é apenas o mais recente executor/carrasco.
Porém a trapalhada de hoje, essa sim é fruto de mera incompetência e desrespeito pelos professores que estão com as vidas e a profissão em jogo: não é que agora, nas últimas 24 horas do fim do prazo de concurso nacional dos professores contratados(termina hoje às 18h), envia um SMS (!!!) a avisar aos que já tinham conseguido preencher a lenta e complicada aplicação do concurso... deverão concorrer de novo, devido a uns erros da aplicação?! Pessoas que já devem estar a descansar um pouco e a fazer contas à vida e provável desemprego, a receber na praia um SMS: olhe, desculpe lá ó meu, mas vai ter de passar pelo mesmo inferninho outra vez, coisa e tal...
ISTO FAZ-SE?!A notícia ainda não está online, mas AQUI (do Correio da Manhã) se fala da trapalhada anterior e "generoso" alergamento do prazo, devido à eneficiência da Aplicação Informática do concurso... Ah, pois claro, esqueci-me de explicar:  APLICAÇÃO NOVA, experimentada este ano, este mês, para este concurso... deve ser outra empresa informática amiga, pois a empresa amiga do governo anterior devia ter  uma que já não servia, pois claro(não que não tenha dado também trapalhadas, mas por outras razões , então, que não a lentidão...)
Enfim..."Tudo a mesma fruta"! como diz uma das etiquetas abaixo...! :(
(e devia já criar outra a dizer "Em plena silly season")
Margarida Alegria (31-7-2012, in blog "Alegrias e Alergias")

segunda-feira, 30 de julho de 2012

MEC tenta limpar alguma "matéria orgânica" que despejou sobre a s Escolas

Se até o cãozito da foto já aprendeu a apanhar a sua própria porcaria, porque é que a equipa do Ministério da Educação e Cultura não admite que perdeu a noção de toda a porcaria legislativa que andou a produzir e que despejou sobre as escolas, nos últimos meses? Ser humilde e admitir que tem de rever tudo, sem mais remendos sobrepostos?
Qual quê...
É mais fácil deitar as culpas aos docentes e sindicatos que são "alarmistas", ou aos directores que  "não interpretaram bem as leis"...
Se o MEC resolveu designar as Escolas e os novos Agrupamentos de Escolas, nesta nova legislatura, como "Unidades Orgânicas", deve ter sido enorme a tentação de governantes incompetentes e de aviário de produzirem e evacuarem  muita "matéria orgânica" digerida pelos seus supostos cérebros e depois... obrigarem outros a limpar até à exaustão essas porcarias e as trapalhadas constantes que resultam de tanta "Produção orgânica" de despachos.
Face ao Ministério da não perdoada nem esquecida Lurdes Rodrigues, creio que já terão conseguido produzir igual ou superior número de despachos normativos e suas correcções(como no Verão de 2005 e anos seguintes, com a diferença que  agora são colocados de imediato no Diário da República com pouco ou nenhum conhecimento prévio e dantes eram vomitados por Fax), ou seja, de papelada prejudicial à eficiência das Escolas e burocrática até à 5ª Essência!
Nas últimas semana têm vindo a tentar remendar, pois a sangria de docentes que pretendiam com tanta revisão disto e daquilo, foi além do que calculavam, pois nitidamente a "5 de Outubro" desconhece o Terreno.
Tinham ameaçado  os directores também  disto e daquilo (sanções disciplinares!), não os escutaram e agora ainda tentam desmistificar falando que é tudo "normal " e que até nem há muita contestação docente(ler aqui a notícia do dia 28-7-2-2012, no Público e AQUI a reportagem de Bruno Reis na concentração em Coimbra, no passado dia 25, com depoimentos vários de docentes).. e ainda deitam as culpas para os outros!
Deixo aqui o link para o eloquente post da Anabela Magalhães no seu blog. O post chama-se  "CONFUSÃO TOTAL"
Todos sabemos que as necessidades fisiológicas  do cão  também são NORMAIS, mas ele admite que é porcaria e o seu dono , quando é consciente, recolhe-a e limpa o que o cão sujou. Este aqui é especial, de circo,  fora do "normal", mas já nem pedimos tanto, sr. Ministro Crato! Só pediamos um Ministério Normal, com um Ministro de inteligência  Normal  mas com bom senso e humildade e não um mero executor das ordens financeiras e estrangeiras, que ainda tem o descaramento de alegar que faz estas mudanças criminosas para a Educação, para... aumentar o Sucesso!
Já tivemos  governantes que chegassem  a tomar medidas ora economicistas ora eleitoralistas e depois a alegar que são sempre "a bem do Sucesso Educativo"!
Margarida Alegria (30-7-2012, in blog "Alegrias e Alergias")

Frente à DREN-Porto (concentração de docentes,24 de Julho de 2012)

(c) Margarida Alegria (Porto, 24.7-2012, foto de telemóvel. "Destruir a Escola é arruinar o País")

(c)Margarida Alegria (Porto, 24-7-2012, foto de telemóvel . O Cartaz daquela colega diz: "Os professores são o Sísifo da Educação")
Finalmente com rede e tempo suficiente para postar aqui um apontamento sobre a recente concentração de docentes da semana passada.
Neste caso, trata-se da primeira delas, no Porto, frente à DREN, no dia 24 de Julho.
Àparte o sempre revigorante reencontro com com colegas de outras lutas, sobrou um amargo de desilusão, por isso estou sem muitas palavras(ou menos que o costume, eheh).
Balanço: no Porto dizem que uns 300, que nem enchiam as ruas; em Coimbra, no dia seguinte, uns 600, (vá lá... será por ser a terra do Mário Nogueira?);  em Évora as notícias falam em meia centena e ... aí é que é mais sintomático da desmobilização...em Lisboa, frente ao MEC, dia 27... uns 150! :(
Bem, mas à noite do dia 27, nas TVs ,lá veio  Mário Nogueira cantar uma suposta vitória dos docentes , numa  reunião nocturna com o ministro ( sem  ceias  de pizzas e ou assinar de documentos, desta vez, menos mal!), o que baralha um pouco para quem na segunda-feira se indignara pela recusa  pelo MEC de uma reunião conjunta (sindicatos de docentes, s. de inspectores, Ass. de Pais, ass. de psicólogos-- todos finalmente unidos)!
Foi uma história mal contada: M. Nogueira a reclamar uma vitória e o Ministro a explicar que apenas escutara com atenção e prometera analisar os problemas apresentados... e a dizer que não havia grande contestação docente! :( VER AQUI o VIDEO da sic que resume os depoimentos.E não se fiem na voz suave nde NCrato a desvalorizar a contestação).
Bem... as minhas/nossas horas na concentração:
-Bandeiras brancas do SPN, uma rua providencialmente não muito aberta ao sol que, esse sim se manifestava  em força nesse dia;
-reencontros alegres e conhecimento pessoal de mais alguns docentes e docentes-bloggers, desalentados de lutas mas presentes;
-Discurso de Mário Nogueira que, como de costume era fluido e estruturado, mas que não me pareceu nos melhores dias de ânimo nem de convicção, embora prometendo o reforçar da luta...
Logo estranhei que começasse a dizer que na segunda ATÉ teriam consentido reuniões separadas, CASO apenas o MEC tivesse sido leal a marcar esssa agenda, em vez de marcar encontros a horas diferentes para os vários representantes, mas com estes a julgar que a hora que tinham recebido era para a reunião conjunta que haviam pedido também EM CONJUNTO;
-Leitura do documento a entregar ao director da DREN- Alguns docentes queriam falar? Lá foi um ou outro discurso de apelo... segue-se música Joséafonsina, lai larai....
- Mais de uma hora de espera pelo regresso da delegação ao interior das instalações da DREN, temendo alguns que afinal a Tellepizza tivesse passado também por ali;
- Saída com a súmula da reunião: o director da DREN fora afável,  blablá e dissera que os directores é que estavam a ser alarmistas, muitos é que não haviam interpretado bem a Lei e normas fornecidas pelo MEC (!!!), enfim...
- Novo discurso de despedida pelos delegados da Fenprof, com um remate bastante desconcertante para todos que esperavam mais: que  a 5 de Outubro haveria uma brava iniciativa e coisa e tal e... que no arranque lectivo seriam pensadas acções.. SIMBÓLICAS! "simbólicas"? O despedimento dos  colegas contratados(e poucos estavam lá... como  costume...!) está longe de ser "simbólico"! Nem tão pouco o enviar para a prateleira de transição do DACL e dos horários zero tantos milhares de professores que deram os melhores anos das suas vidas à causa e ao ensino Públicos! Bandeiras nos portões? palavras de ordem? folclores?!
Sobre isto deixo aqui um post do Luís Costa, do belo  blog "DARDOMEU", que exprime muito melhor tudo o que eu também senti e gostaria dedesabafar(Aqui: LUTA MARIQUINHAS). Confesso que foi também essa uma das causas que me levou a ficar sem palavras nese dia e seguintes, para completar este post e ir apanhar um pouco de sol! Hoje sempre há já uma salutar distância do dia em que escutei aquilo! (Ai boas férias  colegas... e em Setembro vamos ver... e em Outubro a luta continua...) Eu até procuro participar em tudo o que posso, mas... os nossos colegas estão com a vida profissional e familiar em jogo! E não vamos aceitar meros remendos, que só vão adiar o sacrifício humano mais uns meses! Temos de obrigar ao rasgar destas regras economicistas e fazer ver que sem docentes nem sequer o serviço mínimo a que querem reduzir a Escola Pública pode funcionar! Como fariam se parássemos no início do ano lectivo? Iriam  colocar os seus "assessores-especialistas-da-treta"  com "equivalências" e quase iletrados a dar aulas aos miúdos? Até seria interessante observar... Temos medo de quê,  professores? Não nos roubaram  já quase tudo?! Agora levam-nos a dignidade final e a subsistência...e... boas férias?!
- EPÍLOGO: desfaz-se a manifestação, alguns vão refrescar-se ao café defronte e conversar um pouco antes de voltar a casa. Ah, um geladinho, enquanto ainda sobra algum para esses mimos tão... "acima das nossas possibilidades" de ... "perdulários-piegas"!
E um telemóvel que quase ficou perdido por lá! :/
FIM DO EPISÓDIO ( devidamente Agendado)
Margarida Alegria (30-7-2012, in blog "Alegrias e Alergias")
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NOTA de VERÃO: durante estas "férias" , centrarei os meus posts na divulgação de notícias mais importantes da Educação, no completar de posts mais antigos que ficaram esquecidos em rescunho (temas diversos) ,no completar e arrumar das páginas de Cartoons "Jejé e Companhia"(cartoons criados antes deste blog) e "Outros Cartoons"(do Facebook), lá "em cima" e sobretudo em vários episódios novos de cartoons da série dos nossos garotos (Jejé, Pepé... e Companhia). Como ainda estamos em Julho, procederei ao relato da Avaliação desta garotada, com a aparição do Nuninho que, como grande génio com que vem etiquetado, vai ser logo o primeiro a ser avaliado .! A partir de amanhã aqui o terão e aos outros em dias seguintes, Vitinho, Varito, Pepé...etc....e até o Jejé, que cá voltou de férias do colégio francês.
Quem não conhecer os restantes cartoons da série terá apenas que  procurar e clicar na etiqueta "Cartoons" , na ementa de Etiquetas ao lado direito desta página do blog, e/ou na etiqueta "Jejé e Companhia".
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Seguem-se agora dois posts breves  e essencialmente  gráficos sobre a situação educativa...

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Dar a palavra a quem vive as situações e sabe (e não a opinionmakers de pacotilha):Opinião Pública Paulo Guinote SICn.


(programa Opinião Pública da SIC, com Paulo Guinote, dia 24-7-2012)
Em tempos de plena guerra aberta  entre professores e MEC , é bom e  ao menos algumas vozes  que são convidadas pelos  Órgãos de Comunicação Social serem de quem está efectivamente "no terreno" (isto é, numa Escola), com as vantagens adicionais e não deprezíveis de,  neste caso, terem doutoramentos  não relvados" na área da Educação, uma  inteligência arguta e uma "suada" independência. Caso de Paulo Guinote, professor do ensino básico  e blogger.
Mais uma  vez estamos a ver o MEC a  empurrar os sindicatos para o canto alegando que com eles só trata de assuntos salariais, como disse há dias o Ministro Crato, num fraseado demasiado mariadelurdesco  e arrogante (argumentou  que falar com os Pais, com os sindicatos ou com os directores, sobre a Educação portuguesa, são coisas diferentes, tendo tentado armadilhar a reunião conjunta pedida por todos estes, para... reuniões separadas...enfim, manhas, nas quais desta vez todos - sindicatos de professores, Rep. de pais, sindicato dos inspectores--evitaram cair, com uma união como já não se via!...).
Urge portanto "contra-atacar" em várias frentes, sobretudo esclarecendo a POPULAÇÃO que esta "guerra" não é algo de corporativo, como sempre nos atiram à cara os comentadores que nada entendem do Tema Educação, mas que sobre tudo comentam, tarefeiros para toda a obra... Estamos sim perante um grave ataque à Escola Pública de qualidade --como a que tinhamos,apesar de tudoo que havia ainda a melhorar; quem dizia o contrário já eram os "jornaleiros" do regime central, a preparar terreno e a virar a opinião pública contra os professores, de há 10 anos a esta parte, pelo menos.
Se transformarem os docentes em ( ainda mais) precários trabalhadores à jorna e /ou à hora, como estão a fazer aos enfermeiros, alimentando mercantilismos, poderemos dizer adeus à Escola Pública verdadeira e democrática. Poderemos dizer adeus ao direito de todos os jovens cidadãos terem acesso aos estudos.
Uma dessas frentes será portanto dar voz aos professores que conhecem o sistema por dentro das Escolas, nos órgãos de comunicação e por outros meiso possíveis.
Outra será , em cada Escola, apelar à verdadeira solidariedade dos directores e de todos os docentes que ainda estão na ilusão que escaparão a este dilúvio de leis criminosas, não se trata de estar em jogo apenas cargos ou empregos, mas a Escola Pública, repito.
Urge também chamar à razão os representantes dos Pais, que parecem finalmente estar do nosso lado nesta questão fundamental.
Como disse acima, o MEC tenta mais uma vez isolar os sindicatos num suposto estatuto de  meros negociadores salariais. Felizmente parece que alguns desses sindicatos, caso da Fenprof, parece terem acordado de certa letargia em que se encontravam, adormecidos que haviam sido pelas propostas falsas mas de voz maviosa de Isabel Alçada e mais recentemente por certo tom dito "afável" deste novo ministro. Foi mais um logro, como já se vê. Então colaboremos , professores,com os sindicatos naquilo que sabem organizar bem, como as concentrações que estão a decorrer esta semana, como os comunicados e as providências cautelares e as manifestações, mas não fiquemos por aí.
Dentro das Escolas temos de pensar em formas efectivas e originais de paralisar o arranque do novo ano lectivo, não esquecendo que mais vale "prejudicarmos" um pouco alguns dias lectivos dos alunos, do que os condenar para sempre a um sistema instável e de triagem totalitária, a um sistema onde não possam sonhar mais alto e onde as portas para muitas crianças se fechem desde muito jovens, por falta de opções educativas de verdade, por não terem meios económicos ou por passarem a ter falta de professores, com os que restam completamente exaustos e sem paciência.
Há dias já se ouviu o próprio P-M a dizer que a opinião pública não estava contra as medidas que tomava, que quem o criticava era apenas a "opinião publicada". Usou inclusivé o mesmo argumento de Sócrates, quando P-M, de que quem o vaiava na rua não era a população, mas pessoas manipuladas pelos sindicatos, que o perseguiam a si e aos seus ministros, quando se deslocavam  pelo país. O mesmo senhor dissera antes de ser eleito que Jamais iria sacrificar mais o país, que jamais alegaria isto ou se justificaria com aquilo... (quem te viu e quem te vê). Por isso não esperemos resolver tudo pela via sindical: temos de abrir os olhos aos pais e restantes cidadãos , que nem sabem o que espera os seus filhos no ano lectivo que se avizinha, onde turmas com alunos a mais e professores com turmas /alunos a mais verão, a seu lado , salas novas vazias (de escolas restauradas) e professores humilhados sem turmas! Querem maior absurdo  e desperdício que este?
Escutem atentamente este programa, que é muito bom e elucidativo, embora alguns dos muitos temas arrolados e importantes tenham ficado de fora por falta de tempo.
Há também a vantagem de, contra o que é habitual, os  cidadãos comentadores deste programa serem de qualidade superior a outros em outras ocasiões, ou seja, mais esclarecidos e atentos do que a média de sexagenários que costumam ocupar as manhãs a telefonar para o Opinião Pública, passando tantas vezes ao lado do tema central e optando pelas queixas pessoais sobre as "suas dores reumáticas" e/ou a invocar  o "dótor" Salazar...
Por falar em terceira idade-- e com todo o respeito  e carinho que os idosos me suscitam quase sempre-- há coisa de dois dias um programa informativo de um dos canais por cabo (SIC, TVI?) convidava dois  sábios anciãos do país, que ilustram sintomaticamete o que eu disse acima. Não vi o programa, mas parece que foi confrangedor a quem tentou captar alguma substância do dito. Convidados: António Barreto e Manuela Ferreira Leite. Um ex-ministro da agricultura de há décadas ,  hoje intelectual de gabarito e dirigente de uma fundação que será a obra mais condigna do rei do pingo Doce. A segunda sendo  ex-ministra das Finanças, ex-diversas coisas mais e também ex-ministra (das Finanças)da Educação, de uma época em que teve de ser chamada para tapar o buraco de um cargo que ninguém queria, por ser braço de confiança do PM de então. Parece que mostraram estar mais "a leste" dos problemas educativos actuais do que se esperava, um refugiando-se nas suas teorias gerais sobre a Educação caso vivessemos num paraíso suíço  e outra refugiando-se nas suas recordações de infância, tal como todas as avós fazem para falar "do seu tempo" aos netinhos. Barreto espalhou-se um pouco a menos, mas foi confrangedor também.
Se outros "entendidos" estavam já de férias para acudirem ao programa, milhares de docentes que têm este ano as suas férias irremediavelmente estragadas se ofereceriam de bom grado para comentar toda esta desgraça e incompetência do MEC, conseguindo DE FACTO elucidar os cidadãos em vez de os incitar ao "Zapping" ou convidar a uma soneca...
Só para dar um exemplo citado por quem assistiu a estes "comentadores": Manuela Ferreira Leite admirava-se com tanta algazarra pela criação de turmas grandes e recordou com saudades os tempos liceais em que era a aluna "número trinta e tal" de uma turma enorme. Acredito: suponho que era também no tempo dos uniformes e em que as alunas tinham de alinhar pelos quadrados do corredor para entrar na sala, o tempo das aulas de  lavores  da Mocidade Portuguesa para tricotar casacos para os bebés pobrezinhos, o tempo dos professores que ditavam a "aula", digo, A LIÇÃO, e procediam ao acompanhamento "individualizado" e  à avaliação "continua" dos alunos através de "chamadas orais", enquanto marcavam o ritmo com o longo e pesado ponteiro de madeira do quadro. Nos intervalos, Manuela desembrulhava o pãozinho com marmelada e, chegada a casa, tinha pudim Boca doce para sobremesa e, depois de fazer os deveres, jogava à "macaca" no quintal. Sim, suponho que não tenha sido nada de especial pertencer a uma turma de Trinta-e-tal nesses tempos, onde possivelmente nem professores nem contínuas a tratavam sequer por Manuela, mas talvez por "menina Leite" ou por ... aluna nº 30 e tal". Era tudo igual, não fazia mal nenhum. O número bordado na bata tristonha tudo resolvia e bastava para a conhecer e identificar. Lá nos seus saudosos tempos de menina, dos tempos... talvez do Reinado de D. Maria Primeira, ou por aí... Perante tão belo passado quem quer saber das complexas realidades dos jovens alunos do Presente?
Margarida Alegria(26-7-2012, in blog "Alegrias e Alergias")

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Vigília pela Educação - Porto- zelando por um "jardim" em perigo...

(C) Margarida Alegria (Porto, 18-7-2012, Pr.da República)
Finalmente a foto-reportagem da Vigília pela Educação, no Porto (de 18 para 19 de Julho, entre as 19h e as 12h do dia seguinte, na Praça da República). Depois de muitas peripécias e problemas de rede,durante alguns dias, consegui agora  fazer um primeiro post com algumas das imagens captadas e breves legendas/apontamentos. Não são mais, as fotos, pois a bateria da máquina não aguentou até à madrugada.
Logo já sairá novo post com reflexões sobre o evento.Que espero/todos esperamos que tenha sido apenas um arranque de  muitas mais acções de protesto e de sensibilização do País-- e também de uma união muito maior entre TODOS os docentes,-- em defesa não só dos seus postos de trabalho como sobretudo em defesa do Ensino Público de qualidade.
Nesta primeira foto, captada durante a primeira hora da Vigília, o empréstimo espontâneo e providencial de um  megafone por  um cidadão que por ali passou, ajudou a esclarecer um dos objetivos da Vigília: a assinatura de uma Carta Aberta ao ministro Nuno Crato. NO arranque do evento, a que assistiram diversos jornalistas e algumas estações de TV, o número rondava a centena e meia de docentes, mas muitos transeuntes (alguns até ciclistas, como podemos ver) quiseram demonstrar a sua concordância como protesto, assinando também. A forte presença dos professores de EVT, dos mais lesados com as (des)medidas do MEC, sublinhava-se em laivos de amarelo, mas estiveram presentes colegas de todas as áreas e disciplinas, desde (alguns) professores contratados de entre os milhares  que agora são jogados para o desemprego, aos docentes com décadas de serviço e do Quadro das escolas que serão agora descartados para "horário Zero", passando por imensos que nem são agora directamente ameaçados com a mobilidade especial, mas que quiseram destacar a sua solidariedade. Vários docentes reformados, até, que, se fossem egoístas nem precisariam de se "incomodar" em ali estar,mas que sabem que a expressão "Um por todos e todos por um " não pode ser em vão.
Ao todo, naquelas horas, com mais ou menos tempo disponível para marcar presença (o trabalho nas Escolas ainda ocuparia muitos na manhã seguinte), terão passado umas 900 pessoas. Foram mais de seiscentas as assinaturas da Carta, entre docentes e cidadãos que por lá passaram, considerando que muitos só não assinaram pois não se aperceberam da pequena mesa que se rodeava da multidão.
Mais poderiamos ser? Muitos dos mais afectados ficaram petrificados e desanimados em casa? Sem dúvida. Mais seremos para a próxima, que, aproveito para  anunciar, será às portas da DREN, amanhã, dia 24 de Julho, pelas 17 horas (pedem que as vestes sejam brancas, mas claro que não é obrigatório!). Em Coimbra o protesto junto à DREC será no dia 25 e em Lisboa será no dia 27, à porta do Ministério, na Av. 5 de Outubro (sempre às 17 h).
Para além disso, numa sugestão do João P. Soares, embora alguns já tenham entrado em férias oficiais, os docentes pelo país poderiam pedir a convocação de reuniões Gerais e/ou de Departamento com quem ainda "por cá "andasse", para que se pudessem delinear estratégias para o arranque do Ano Lectivo, de verdadeiro protesto nacional DENTRO das escolas, de forma a demonstrarmos ao MEC que todos os docentes somos poucos, uns sem os que partem, para que o Sistema possa ser de verdadeira qualidade e excelência que é tão apregoada poe sucessivos governos e Ministérios! Docentes e directores têm de se mostrar colegas e unidos de uma vez por todas.Tais reuniões esta semana ainda, ou até ao fim do  mês. Que tal? PASSEM a PALAVRA, por favor. Não podemos deixar tudo esmorecer até Setembro...
(C) Margarida Alegria (Porto, 18.7.2012)
Tantos colegas de ET e de EVT "escorraçados" por um Currículo novo que despreza as artes! Ou, nas palavras bacocas do ministro , o pensamento de que o "desabrochar da criatividade" não se pode verificar antes de se saber ler, escrever e fazer contas (!!!). Que rica visão da Educação, sim senhor...
O caso da colega A.: quase 32 anos de dedicação -- a uma carreira onde o que menos importa é o "carreirismo" de competir com os outros, mas o educar crianças e nelas ter de se centrar--, para depois escutar de governantes insensíveis e inexperientes que... já não precisam dela para nada?
Que "janelas" de "oportunidade"(no desemprego) podem existir para quem já estava nos últimos anos de uma profissão altamente especializada e de formação específica, Dr. PPC?
(C) Margarida Alegria (Porto, 18-7-2012)
Ao fim de, respectivamente, 10 e 12 anos de serviço como professoras contratadas (por um Estado que é o primeiro a saber explorar a precariedade e que nega o que seria legal de se efectivar após três anos),  as colegas que acenderam estas velas poderão tentar outros rumos de vida, quem sabe até emigrar como o Primeiro-Ministro desistente ou o turbo-licenciado Relvas aconselham.
Mas fiquem sabendo que 10 anos nesta profissão docente significam muitas horas de aprendizagem e especialização, são já muitos anos de experiência que um país ainda em Desenvolvimento deveria não desbaratar. Mas o MEC continua insensível a esta realidade, sem rumo numa política coerente de Educação, ao longo de décadas, mas especialmente nos últimos 10 anos. O frutuoso saber aproveitar da experiência dos mais velhos para irem passando o testemunho aos mais novos também não interessa  aos últimos três Ministérios que nos desgovernaram, pela forma como humilharam os docentes e fizeram milhares requerer a reforma antecipada, profundamente revoltados e desiludidos.
Empregarem docentes ou uns  meros guardadores de crianças deve ser tudo igual nas mentes de quem toma as rédeas do Ministério..."No pasa nada", como dizem os outros...
(C) Margarida Alegria (Porto,19-7-2012)
Já após a meia noite, nas horas de maior afluência (acabado as tarefas na escola, jantados...), entre as 22h e a 1h, o anunciar do ponto de situação das diversas Vigílias  a decorrer nas várias capitais de Distrito (Lisboa, Coimbra, Aveiro, Vila Real, Braga, Faro, Viseu.... e até... Guimarães, embora não sendo cap. de Distrito, mas como Capital da Cultura 2012).
Pena que muitos tenham pensado que a vigília era só dia 18 à noite e tantos tenham esquecido que, caso não pudessem então teriam toda a manhã do dia seguinte para  "Vigiar". Bem, os docentes são ainda uma classe muito intimidada para as questões que tratam da luta pelos seus direitos, talvez porque os empurraram sempre para o olharem sempre para os seus alunos primeiro.
Vamos aprendendo, paciência. Da próxima haverá mais gente, como já disse. Desde que todos metamos na cabeça que, Professores e Escolas se identificam mutuamente , pelo que excluir os primeiros destrói as segundas , sem remédio. Uma Escola não se limita a um belo edifício equipado, mas vazio  de gente e da sua "alma". E a alma da escola está em professores(sim senhores, não vamos em cantigas, está em nós também !) e alunos. Só quando todos entendermos isto é que nos deixaremos de complexos de inferioridade, que nos intimidam perante críticas externas à mínima greve ou iniciativa pela classe em si que ousamos. Daí até nos termos metido em manifestações aos sábados, para não "prejudicar alunos". E depois, que lucrou a Educação com isso se, ao voltarmos para as escolas ,fomos cedendo a todas as medidas e pressões como se nada se tivesse passado?
Sem nós, docentes, as escolas não funcionam, as crianças e jovens não aprendem verdadeiramente. Pelo mundo fora já há o alerta: o factor humano é o que mais pesa no apetrechamento das Escolas e na melhoria dos resultados. Não devemos ter receio de parar agora, de protestar e confrontar todos estes insultos à nossa dignidade, se metermos na cabeça que o temos de fazer  tem de ser feito AGORA, para que o Futuro não fique hipotecado para sempre. E qualquer ser pensante sabe que,depois, o tentar reparar o que ficar "estragado" será mais duro e mais caro do que travarmos agora este carro Educativo desgovernado para o precipício da precariedade e para o mercantilismo...
(C) Margarida Alegria (Porto, 19-7-2012)
Perto das três da manhã. A cidade dorme. Velas formando símbolos  e letras ( amor, infinito, E de educação, EVT...) e  decorando o jardim, vão mantendo acesa a chama da Esperança que ainda nos resta e marcando a presença da Vigília, entre as dezenas  que vão podendo ficar, tendo todas estas luzes sobrevivido ao orvalho da noite sob a guarda de  um número que poderia dar título a uma aventura dos cinco , de Enid Blyton: quatro docentes "maduros" e um cão. Mas. como cantava Zeca Afonso, se "houver uma praça de gente madura" não haverá só "gaivotas em terra" nem ,acrescento eu, pessoas que se deixam atemorizar e/ou se conformam com o que é inaceitável...
Chegada a manhã, lá se apagaram as velas a pedido da chefe de manutenção do jardim. Os jardins querem-se despojados de tudo o que não seja árvores relva e flores. Sim. Entendemos o zelo de quem quer fazer a parte que lhe cabe pelo país. Nós também gostariamos que o nosso jardim (dos docentes) que é a Escola Pública  estivesse apenas centrada no desabrochar das flores que são os nossos alunos, livre de todos os papéis e "adereços" vários (partidários, economicistas...) com que quem está fora delas insiste em atulhá-la. E que tantas vezes não nos vissemos obrigados a  lutar contra as "pragas" burocráticas com que tentam infestar as suas "árvores" , o trabalho docente de ensinar.
Comecemos agora, ainda vamos a TEMPO, a exigir com todas as letras, que de uma vez por todas  possamos ser escutados para as decisões que são tomadas para o "nosso jardim": A ESCOLA PÚBLICA.
(bem... disse que ia apenas escrever legendas, mas fugiu-me neste post já o teclado para a reflexão... Mas já sabem como sou,eheh...e no habitual estilo colorido e um tanto dadaísta graficamente..)
Margarida Alegria (23-7-2012, in blog "Alegrias e Alergias")