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domingo, 17 de junho de 2012

MEC (o outro) sobre o EURO (o outro)...

(Cristiano Ronaldo falha  (mais ) um golo contra a Dinamarca, no Euro 2012, de forma clamorosa..) foto de "A Bola.pt

Bem, o MEC do título é o que presta, o  Miguel Esteves Cardoso e o Euro  mencionado é o que ainda pode vir a ser bem sucedido, o campeonato Euro(peu)  de futebol.
Diz ele, no início da sua crónica sobre o Euro 2012, a propósito do jogo de Portugal contra a Dinamarca:
"O plano de Paulo Bento era genial-- e funcionou. Cristiano Ronaldo foi brilhante a desviar as atenções enquanto os colegas marcavam os golos.
O plano era marcar três golos e ganhar. Qualquer golo que Ronaldo marcasse, caso não atingisse o  objectivo de dar a impressão de que o único marcador português não conseguia marcar um único golo, seria um bónus.
É preciso ver o jogo do ponto de vista dinaarquês. A ideia que Paulo Bento quis dar era de serem os adeptos portugueses a sofrer. Até caímos no engodo. Sofremos mesmo. Assim colaborámos na alucinação colectiva: que Portugal ia acabar por empatar e até perder o jogo. E porquê? Porque tinhamos sido habilidosamente manipulados a pensar que, sem um golo de Ronaldo, não poderiamos ganhar, Quando, na verdade, era precisamente sem um golo de Ronaldo a única maneira de ganharmos. (...)"
 (MEC /Miguel Esteves Cardoso, 14-6-2012, in "Público")

Mais palavras para quê? é o delicioso humor de MEC (o MEC que tem humor e valor), na mais perfeita  e doce ironia! :))
..............»»»»»»»»»»..........
E  hoje, continuará o sonho ou vamos voltar à realidade?
Hoje dia em que estão na berlinda dois Euros: o de Futebol, para afagar o ego nacional e o Euro que cada vez mais falta nos nossos bolsos. Fecharam há pouco as urnas na Grécia, que decidem (ou não?) a sua continuação na Moeda Única da U.E.
Uma pergunta: ganhando o partido "Syriza", será que desta vez os senhores de Bruxelas vão respeitar as opções dos gregos, ou vão uma vez mais pressionar para repetição de eleições?
E outra pergunta, aos nossos meninos "bem comportados" de cá: ainda estão à espera que a Espanha consiga melhores condições para o seu resgate para renegociar o nosso, bater um pouco o pé como a Irlanda? Ou estão à espera do resultado do jogo Portugal-Holanda, para calcularem se o  Zé Povo vai continuar calado e entretido e ganham mais um tempo para instalarem a abolição de Direitos e a ditadura total?
Alergia (17-6-2012, in  blog"Alegrias e Alergias")

quinta-feira, 14 de junho de 2012

"Declaração de Amor à Lingua Portuguesa" (Teolinda Gersão)


UM TEXTO imperdível, que circula pela Internet, de Teolinda Gersão!

Teolinda Gersão (escritora)

«
Tempo de exames no secundário,os meus netos pedem-me ajuda para estudar português.Divertimo-nos imenso,confesso.E eu acabei por escrever a redacção que eles gostariam de escrever. As palavras são minhas,mas as ideias são todas deles.
Aqui ficam,e espero que vocês também se divirtam.E depois de rirmos espero que nós,adultos,façamos alguma coisa para libertar as crianças disto.

Redacção – Declaração de Amor à Língua Portuguesa
Vou chumbar a Língua Portuguesa, quase toda a turma vai chumbar, mas a gente está tão farta que já nem se importa. As aulas de português são um massacre. A professora? Coitada, até é simpática, o que a mandam ensinar é que não se aguenta. Por exemplo, isto: No ano passado, quando se dizia “ele está em casa”, ”em casa” era o complemento circunstancial de lugar. Agora é o predicativo do sujeito.”O Quim está na retrete” : “na retrete” é o predicativo do sujeito, tal e qual como se disséssemos “ela é bonita”. Bonita é uma característica dela, mas “na retrete” é característica dele? Meu Deus, a setôra também acha que não, mas passou a predicativo do sujeito, e agora o Quim que se dane, com a retrete colada ao rabo.
No ano passado havia complementos circunstanciais de tempo, modo, lugar etc., conforme se precisava. Mas agora desapareceram e só há o desgraçado de um “complemento oblíquo”. Julgávamos que era o simplex a funcionar: Pronto, é tudo “complemento oblíquo”, já está. Simples, não é? Mas qual, não há simplex nenhum,o que há é um complicómetro a complicar tudo de uma ponta a outra: há por exemplo verbos transitivos directos e indirectos, ou directos e indirectos ao mesmo tempo, há verbos de estado e verbos de evento,e os verbos de evento podem ser instantâneos ou prolongados, almoçar por exemplo é um verbo de evento prolongado (um bom almoço deve ter aperitivos, vários pratos e muitas sobremesas). E há verbos epistémicos, perceptivos, psicológicos e outros, há o tema e o rema, e deve haver coerência e relevância do tema com o rema; há o determinante e o modificador, o determinante possessivo pode ocorrer no modificador apositivo e as locuções coordenativas podem ocorrer em locuções contínuas correlativas. Estão a ver? E isto é só o princípio. Se eu disser: Algumas árvores secaram, ”algumas” é um quantificativo existencial, e a progressão temática de um texto pode ocorrer pela conversão do rema em tema do enunciado seguinte e assim sucessivamente.
No ano passado se disséssemos “O Zé não foi ao Porto”, era uma frase declarativa negativa. Agora a predicação apresenta um elemento de polaridade, e o enunciado é de polaridade negativa.
No ano passado, se disséssemos “A rapariga entrou em casa. Abriu a janela”, o sujeito de “abriu a janela” era ela,subentendido. Agora o sujeito é nulo. Porquê, se sabemos que continua a ser ela? Que aconteceu à pobre da rapariga? Evaporou-se no espaço?
A professora também anda aflita. Pelo vistos no ano passado ensinou coisas erradas, mas não foi culpa dela se agora mudaram tudo, embora a autora da gramática deste ano seja a mesma que fez a gramática do ano passado. Mas quem faz as gramáticas pode dizer ou desdizer o que quiser, quem chumba nos exames somos nós. É uma chatice. Ainda só estou no sétimo ano, sou bom aluno em tudo excepto em português,que odeio, vou ser cientista e astronauta, e tenho de gramar até ao 12º estas coisas que me recuso a aprender, porque as acho demasiado parvas. Por exemplo,o que acham de adjectivalização deverbal e deadjectival, pronomes com valor anafórico, catafórico ou deítico, classes e subclasses do modificador, signo linguístico, hiperonímia, hiponímia, holonímia, meronímia, modalidade epistémica, apreciativa e deôntica, discurso e interdiscurso, texto, cotexto, intertexto, hipotexto, metatatexto, prototexto, macroestruturas e microestruturas textuais, implicação e implicaturas conversacionais? Pois vou ter de decorar um dicionário inteirinho de palavrões assim. Palavrões por palavrões, eu sei dos bons, dos que ajudam a cuspir a raiva. Mas estes palavrões só são para esquecer. Dão um trabalhão e depois não servem para nada, é sempre a mesma tralha, para não dizer outra palavra (a começar por t, com 6 letras e a acabar em “ampa”, isso mesmo, claro.)
Mas eu estou farto. Farto até de dar erros, porque me põem na frente frases cheias deles, excepto uma, para eu escolher a que está certa. Mesmo sem querer, às vezes memorizo com os olhos o que está errado, por exemplo: haviam duas flores no jardim. Ou : a gente vamos à rua. Puseram-me erros desses na frente tantas vezes que já quase me parecem certos. Deve ser por isso que os ministros também os dizem na televisão. E também já não suporto respostas de cruzinhas, parece o totoloto. Embora às vezes até se acerte ao calhas. Livros não se lê nenhum, só nos dão notícias de jornais e reportagens,ou pedaços de novelas. Estou careca de saber o que é o lead, parem de nos chatear. Nascemos curiosos e inteligentes, mas conseguem pôr-nos a detestar ler, detestar livros, detestar tudo. As redacções também são sempre sobre temas chatos, com um certo formato e um número certo de palavras. Só agora é que estou a escrever o que me apetece, porque já sei que de qualquer maneira vou ter zero.
E pronto, que se lixe, acabei a redacção - agora parece que se escreve redação.O meu pai diz que é um disparate, e que o Brasil não tem culpa nenhuma, não nos quer impôr a sua norma nem tem sentimentos de superioridade em relação a nós, só porque é grande e nós somos pequenos. A culpa é toda nossa, diz o meu pai, somos muito burros e julgamos que se escrevermos ação e redação nos tornamos logo do tamanho do Brasil, como se nos puséssemos em cima de sapatos altos. Mas, como os sapatos não são nossos nem nos servem, andamos por aí aos trambolhões, a entortar os pés e a manquejar. E é bem feita, para não sermos burros.
E agora é mesmo o fim. Vou deitar a gramática na retrete, e quando a setôra me perguntar: Ó João, onde está a tua gramática? Respondo: Está nula e subentendida na retrete, setôra, enfiei-a no predicativo do sujeito.
João Abelhudo, 8º ano, turma C (c de c…r…o, setôra, sem ofensa para si, que até é simpática).
                                          (Teolinda Gersão ) »        
_____________________
Mas não é que é quase  assim, como TG coloca o problema, fora umas brincadeiras  mais hiperbólicas?É para ver como esta disciplina anda a ser massacrada por constantes disparates programáticos e "desgovernânticos".
(recebido por mail. Muito obrigada, querida Sílvia!)
                                            
(imagem da Net:  os chamados "Cupcakes Cerebrais",  queques criados para alegrar festas de Halloween. A sério!  O que se descobre!!!Para mim  simbolizam bem  o  que  o ME/MEC tem andado todos estes anos a criar: histórias de terror  com os Programas de Português, fazendo as crianças engolir muitos destes bolos e saladas cerebrais que dão o nó na cabeça de qualquer um!)

segunda-feira, 11 de junho de 2012

DIA de PORTUGAL: António da Nóvoa - um fantástico discurso


("Sampaio da  Nóvoa- O  melhor discurso que ouvi na minha vida"-JoãoTilly- que recolheu para o YouTube)
Um discurso para escutar,  meditar e  guardar! 
 Frases  e  verdades  lapidares!
O que de melhor  houve  nos festejos  do 10 de Junho!
"Começa a haver demasiados Portugais em Portugal!""
"A arrogância do pensamento inevitável é o contrário da Liberdade!"
"Não podemos prescindir da Liberdade nem do Futuro"
"Ou nos salvamos a nós, ou ninguém nos salva".
"O que conta e muito é o conhecimento, é a cultura, é a ciência."
"Por um país que  assegura as coisas básicas e simples!"

Ou, como diz logo no início:

"As palavras infelizmente não mudam a realidade" mas ajudam a formar  a consciência e "essa sim pode mudar a realidade."
NÃO PERCAM! Escutem!


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Escola da Fontinha: Uma nova Forma de Comemorar Abril


fotos (c)Margarida Alegria 2012 (Porto, 24-4-2012)
Encontro de MEDITAÇÃO PELA MUDANÇA, promovido pelo Mov. "Es.Col.A", no Porto, ontem, às 18.30h, frente à Câmara Municipal.
Para uma mudança real de mentalidades. Pela verdadeira Liberdade, a Democracia,a verdadeira Paz e  a Tolerância. Acreditando que serão mais e mais, semana após semana.
Foi Singelo, foi bonito, foi harmonioso e com verdadeira contemplação, com Silêncio ao fim da tarde, enquanto carrinhas recheadas de polícias no "quentinho" aguardavam, talvez também em "meditação" para um tipo de manifestação com o qual não contavam. Dois ou três jornalistas, também baralhados quanto ao que haviam de dizer, perante algo que foge às frases feitas dos tablóides (violência? Selvagens? "Anarquistas"? Tolerância zero? Onde estavam?!).
Foi uma pequena e saborosa conquista de quem é da Paz. Esperando que corações de pedra, acoitados no edifício da Câmara, acabem por abrir os olhos à razoabilidade, deixando prosseguir o Projecto da Escola da Fontinha. "Envolva-se!", não é o que diz uma campanha das autorizadas que anda aí?
Muito mais tenho a dizer, mas fica para um momento de maior tranquilidade e mais tempo. Prometo relatar com detalhe o que senti, vivi e pensei!
Por ora o convite está aberto a todos os cidadãos que apoiam este projecto, para que se juntem frente às respectivas Câmaras municipais, numa hora de Meditação e Silêncio, todas as terças-feiras. "Agua mole em pedra dura...".
foto (c) Margarida Alegria/2012 (Porto, 24-4-2012, Meditação pela Mudança- "Es. Col.A")
UM segundo CONVITE, daí a urgência deste post: HOJE, DIA DA LIBERDADE, pelas 15horas, os amigos do Movimento reunem-se na Praça da Batalha. Festejarão o 25 de Abril, com um percurso pela cidade até à Escola que os une. (LEIAM AQUI O CONVITE).
Não há melhor maneira que celebrar a Liberdade, no Norte!
A não ser que prefiram a rotina  das farturas, das cantorias na Praça (ontem já a ensaiar...) e  dos discursos de circunstância, como tantos hoje na A. R.! 
Iniciativas destas é que tornam "Portugal credível", a "mobilização dos cidadãos" frutuosa, (como apregoou Cavaco..., pensando apenas na imagem para os mercados e para a "estranja" merkeliana...) Isto é que é a verdadeira COESÃO SOCIAL!
VIVA O 25 de Abril! Bom Feriado a todos!
Margarida Alegria (in blog "Alegrias e Alergias", 25-4-2012)

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Desafio "piegas" de Carnaval

Atrevo-me hoje a fazer um apelo à desobediência dos portugueses, nesta época em que andam esmagados pelo discurso derrotista da austeridade.
Não é propriamente um incentivar à desobediência civil, face à proibição do nosso PM  que os funcionários públicos possam parar no Carnaval. Lá continuará, Passos Coelho, convicto ,na sua ficção delirante, de que lautos proveitos virão desse dia , tornando Portugal mais produtivo, como se obrigar as pessoas a irem trabalhar sisudas possa alguma vez incentivar qualquer Ecomomia que seja. Eu por mim falo: quanto mais me querem impor alguma coisa injustamente e sem lógica, mais eu tendo a me rebelar e querer contrariar.
Já aqui se comentou, noutro post, essa decisão infeliz de PPC de não permitir a tolerância de ponto, usando a argumentação (?)própria de quem está de luto, num funeral e não de quem governa e quer ser mobilizador. O segundo argumento(?!?!) que usou ainda é mais ridículo, com o facto de virem cá os atarefados senhores da Troika e "parecer mal"... Primeiro, ninguém os mandou virem sempre em épocas de feriados e pontes em Portugal e segundo, porque até desconfio que o genial Antero (feroz paladino do Carnaval) , do "Anterozóide" , tem inteira razão ao revelar que os senhores até escolheram esta data de propósito (ora espreitem o seu cartoon, AQUI). :))
Portugal é um dos pais europeus do  aplaudido Carnaval brasileiro, a par com a Itália (Veneza) e os festejos primaveris  gregos ao deus Dionísio. Depois, houve o feliz "casamento" com  os ritmos as danças  e a mística africanos. O Carnaval, lembremos ao nosso Pedro, tem por origem a palavra "carne" e a época que antecede a AUSTERA Quaresma do jejum e reflexão e em que eram permitidos uns dias de abuso carnal (em várias vertentes, digestiva e não só). Muitas terras do interior até celebram momentos carnavalescos com "enterros e funerais" diversos e simbólicos(Judas, Velhas, etc), a representar o nosso "bode expiatório" já não judeu e lavar as almas, em preparação para um renovar de vida e fim do Inverno.Os corsos carnavalescos são netos desses desfiles "de funeral" de tempos imemoriais. O nosso Pedro tem de saber aliar a dedicação que diz ter  ao país com algum respeito pelas  suas raízes culturais. Mas, como tantos produtos "de estufa" não captam o sabor da Terra, assim  deve faltar também aos nossos ex-jotinhas  tal percepção ontológica...
Quer que vivamos em pobreza crecente e eterno INVERNO/ INFERNO...
E já nem falo, como já expliquei antes, no desastre Económico a nível das localidades e do Turismo, que esta medida traz, ainda para mais  em cima da hora... Muitas autarquias declararam tolerância unilateralmente e fizeram muito bem!
Posto isto, ressalvo que raramente, desde os tempos idos de criança, celebro o Carnaval. Não me alegra particularmente, muito menos vou assistir aos seus desfiles. Só numa ou outra festa pontual e de forma mínima. Mas respito quem o faz e delicio-me sempre com os cortejos alegres de crianças em autêntico desfile de inocência alegre e disneilandesa pelos jardins e ruas, todos os anos. Nunca me coíbo de meter conversa e de aceitar uma serpentina ou esguicho de bisnaga na cara! Ainda nos últimos dias consegui falar com a Branca de neve, um pequeno presidiário de ar muito composto, um cow-boy de pantufas e duas Minnies. Deve-se incentivar os sorrisos e  a magia na pequenada, do mesmo modo que se incentiva ao estudo quando ele é necessário.
Porém, este ano, precisamente devido à "proibição" governativa, a essa aberração no calendário, tenciono festejar em grande e em mais que um dia o nosso Entrudo. Nos dias de descanso vou atirar umas serpentinas e, garanto, até já comprei uns artefactos (económicos!) para me mascarar! ;))
E QUAL É O MEU DESAFIO A TODOS especialmente aos funcionários públicos, mais uma vez os bodes expiatórios do Carnaval Desgovernativo, Troikista e Ultraliberal? Pois bem: mesmo que sejam obrigados a ir para a repartição, contrariados, ou para reuniões infindas e maçudas convocadas por chefes ou directores mais papistas... digo,  " mais passistas que o Passos", vão mascarados e cumpram os serviços mínimos de Carnaval, com uma ou outra serpentina ou um apito.
 Julgo que não virá mal nenhum ao mundo se um funcionário atender  os utentes ao balcão, com seriedade e eficácia , usando um nariz de palhaço ou uma cabeleira alaranjada ou orelhas de Minnie. Também não há problema lançar uma bisnagada perfumada ao colega do lado, enquanto se carimbam impressos. Nem em se atirar uma mão cheia de confettis a um Director de turma carrancudo, enquanto se discute mais um Plano de Recuperação de um aluno sorna ou se escreve mais uma acta interminável.
Deveria ser essa a nossa resposta "piegas" mas não preguiçosa aos "Young Turks" (já foi explicado aqui, num dos primeiros posts do blog,  porque usamos tanto esta expressão para os qualificar, ver os Tags do blogue) que nos levam ao abismo de boné na mão , subservientes, perante as Mérkeis deste sistema(enquanto estas bebem canecas de litro de cerveja em carnavais de Munique ou festas da cerveja...), sempre confundindo o ter as rédeas do poder nas mãos com o ter sempre razão.
Levemos todos as serpentinas  e outros pequenos adereços carnavalescos para o trabalho. Usemos a oposição festiva , por contraste aos pobres  deputados de "oposição" que fazem "abstenção violenta". Sugiro até a estes que também levem as suas serpentinas e buzinas, para as apitar nas reuniões e hemiciclo, em substituição das palmas e dos "muito bem!" aos discursos!
Estou a falar muito a SÉRIO, ou não fosse Carnaval!
Expliquemos de vez ao Pedrito e muchachos o que significa o provérbio inglês "All work and no play make Jack a dull boy " (só trabalho , sem diversão, fazem do Jack um rapaz chato/"uma seca"). Porque a vida são dois dias... e já devemos todos estar no segundo, mas não gostamos de ver ninguém a adiantar os ponteiros do  nosso relógio! :(
Margarida Alegria
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ANEXO: A propósito de SERPENTINAS, fiquei a saber há pouco mais uma situação lamantável para as pequenas e médias empresas de Portugal. A maior fabricante de serpentinas portuguesa, a "Fábrica de papéis pintados", da Foz do Douro, no Porto, viu este ano a suas vendas quebrar em 50% as suas vendas, não por ausência de foliões, mas pela perda de um dos seus principais clientes, uma grande Superfície/Hipermercado (Belmiro? Amorim?). O trabalho de horas extra e "banco flexível de horas" que praticavam por esta época, viu-se restringido subitamente (LER E OUVIR AQUI a notícia da TSF). Fui ver então o rolo de serpentinas que tinha ali, comprado num desses hipermercados. Com desgosto vi que era de produção espanhola... E não o tinha comprado aos chineses por julgar estar a comprar produto português, ai a minha pressa! (mas até as lojas chinesas agora nos asseveram:" compLe, compLe! Bom tecido! Veja maLca: fablicado em Poltugal!!!"-- reconhecendo a nossa qualidade). Também há poucos meses a fábrica de lacticínios das Marinhas rescindiu contrato com o Continente, pois esta empresa queria quase obrigar a marca a ter de  pagar para fornecer tais hipermercados! pois... "Compre Português"...
Faço portanto um segundo apelo: procurem nas tabacarias e papelarias as serpentinas da fábrica de Papéis Pintados, certifique-se que são dessa marca portuguesa e ajude assim esta nossa pequena indústria tradicional!
E BOM CARNAVAL  A todos!
(mas ainda voltarei com posts carnavalescos...)
 Margarida Alegria (18-2-2012, sábado de Carnaval, in blog "Alegrias e Alergias)

sábado, 28 de janeiro de 2012

Violinista com belo poder de improviso! :))



(violinista Lukas Kmit )

Toda a gente já deve ter tido esta experiência: estar num espectáculo que requer o máximo de silêncio, como um concerto de música clássica, uma peça de teatro,um bailado ou até no cinema (ou até numa missa ou funeral) e, no momento máximo de concentração dos artistas ou do "suspense" silencioso do filme, um irritante e invasivo toque de telemóvel ecoa na sala.

As reacções são quase unânimes, por parte dos restantes espectadores. Um embaraço geral e indignado, um olhar em volta para tentar descobrir quem é o novo "artista". A paragem gélida, tantas vezes, por parte do actor que dizia a sua deixa, do pianista que dedilhava fervoroso, do padre que pregava.

Do lado do prevaricador, as atitudes vêm variando. Dantes ainda se desculpavam num sussurro, procuravam o telemóvel no fundo dos bolsos (eles) ou das carteiras (elas), procurando desligar o toque irritante. Outros tinham o desplante de atender e sussurrar: "Agora não posso atender!"...

Outros saiam a correr da sala para atender, por entre olhares furibundos de todos. Ultimamente, tenho visto mais a atitude do descaramento total (bem em consonância com o narcisismo insensível galopante na sociedade): ou atendem ali mesmo e julgam que conversar a sussurrar ultrapassa o problema(isso especialmente no cinema, onde o "escurinho de.." que cantava a Rita Lee tudo parece amenizar), ou olham para as moscas que voam, ignorando o toque persistente, fingindo não ser o seu telefone a tocar.

Por mais avisos, sonoros ou visuais que surjam antes do arranque do espectáculo, com o Bugs Bunny ou uma voz sexy e séria a pedir-nos para desligar os telemóveis-- e apesar de o avanço tecnológico permitir a opção "Silêncio" nos aparelhinhos,-- quase não há espectáculo ao qual se escape ao maldito soar do Nokia ou do Erikson, ou sequer do brilho azulado de ecrãs de quem vai para o cinema enviar mensagem ou teclar joguinhos!

Pois... é que tantas vezes o telefone que toca pertence também àquele ser que entrou atrasado/a, a calcar os demais , sem pedir desculpa, a acabar de falar no telelé, para dizer banalidades, a desatar a mastigar ruidosamente as pipocas, ou a tirar o sobretudo com lentidão, tapando tudo em redor, e por aí fora...

Por vezes penso que o único remédio seria a drástica recolha dos telemóveis à entrada das salas, como é regra em tantas Escolas, ao início de cada aula.

Os japoneses inventaram um sistema que bloqueia a rede de telemóvel em certas salas, o que faz o justo (mais uma vez e sempre) pagar pelo "pecador", mas agora até isso tudo é ultrapassado pelas poderosas novas gerações... gerações de rede tecnólogica e de viciados em gadgets...

Pois bem, há uma meia dúzia de dias, o jovem violinista Lukas Kmit, na Eslovénia, foi herói da bofetada de "luva branca" nessas situações. Discorria o concentrado violino de Lukas numa Sinagoga(ainda por cima!), quando o famoso toque da Nokia se fez ouvir. Gelo total. Paragem do concerto... até que o músico deu a volta "ao texto" de forma genial! Ora vejam o video. :))Parabéns ao Lukas! Foi mais do que o "se não podes vencê-los junta-te a eles..." . Foi um "golpe de asa" inspirado! Aqui, a música e os músicos foram os vencedores!

E pergunto... com que cara terá ficado o/a dono/a do "toque"? ;))

(bem, às tantas o/a asneirento/a nem entendeu a subtileza, o que é tãããão típico das pessoas egocêntricas.*...)

* que mais depressa se metem a interpretar mal o que não devem, a esbravejar contra a própria sombra e contra inocentes nos quais tropeçam, do que reconhecem que são responsáveis pelos seus erros( não digo gaffes mas ERROS, más atitudes por opção), pelo mal que fazem aos outros constantemente e sem peias. Tristes Bostas de forma humana...

"Alergia" (28-1-2012, in Blog "Alegrias e Alergias")