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quinta-feira, 7 de junho de 2012

" Burbujas de amor"-(Aperitivo para um post sobre lutas na Educação...)


(Juan Luis Guerra "Burbujas de Amor")
Como aperitivo para o  post que se segue e dedicada à nova veia poética de Mário Nogueira, da FENPROF, depois de se ter saído com aquela de que os professores tinham de começar a manifestar-se aqui e ali pelo país, em lento protesto contra os recentes despachos do ME,  no que MN  designou  como   fazer  "BORBULHAS de contestação" (sic!).
Não pecisávamos antes de um  Tsunami? Ou MN acha que vamos lá com... tónica schweps ou Jacuzzis?!
(não escrevo o post todo aqui, já se sabe devido à habitual tortura que é escrever  no blogger, ao pé de um video!)

domingo, 1 de abril de 2012

E a partida de Um de Abril é...

(estaria a rezar para que o tirassem do "drama"? Estaria a sofrer pela sua "solidão"? Nããão! Devia estar apenas a estudar a forma de escapar a mais uma das suas trapalhadas...)

Todos os anos, neste dia, dou uma olhadela aos jornais diários e ao telejornais para descobrir qual a Partida de "1 de Abril" que escolheram pregar ao público.

Alguns jornais já optaram por não o fazer, com medo das consequências para os leitores muito distraídos e porque já existem várias formas de jornalismo baseadas na distorção dos factos e/ou nos boatos. Outros optam por temas mais laterais e menos polémicos do que os que mais preocupam o leitor/ouvinte portuga (entenda-se: um pouco de política nacional , muito futebol e as últimas novidades da Lyoncé Victoria Abreu Djaló , do cabelo do Cristiano Ronaldo e dos escândalos do Castelo-Branco). Assim, preferem inventar que se avistaram OVNIs em Barrancos, que se descobriu Petróleo sob o palácio de S. Bento ou que uma galinha deu à luz três bezerros. Assim como assim, a dita galinha não pode pôr esses jornalistas em Tribunal, os barranquenhos até ficam felizes por terem turistas que não só os que assistem às suas sanguinárias touradas de morte e ,assim como estamos, já ninguém se rala muito que S. Bento tenha de ir ao ar e veja substituído os governantes e deputados por operários a ganhar honestamente o seu salário e a enriquecerem o país, em vez de defenderem o seu empobrecimento. Além do extra que seria ver as empresas petrolíferas sem mais desculpas para nos aumentarem continuamente a gasolina e de assim ser poluída uma área do país menos digna de ser protegida ecologicamente do que a Costa Alentejana.

Comecei a minha pesquisa pelo jornal "Público" de hoje e, contrariamente ao que é habitual, não foi preciso encontrar a partida de Abril nas páginas interiores ou relegada para as notícias curtas do final. Em fabuloso golpe de rins de originalidade e coragem, a redacção do Público trouxe-a para a Manchete PRINCIPAL, em primeira página e longa reportagem e entrevistas nas páginas 4 à 10!!!! Eu nem queria acreditar! E vai decerto baralhar muitos (Humm? será? Se fosse partida não lhe davam tal destaque...!). Mas, vá lá, confirmem e digam se não concordam comigo?
Aqui está:
O DRAMA E A SOLIDÃO DE SÓCRATES TRÊS DIAS ANTES DO RESGATE (título da versão online para assinantes e da versão em papel)

OU: Investigação: O dia em que Sócrates pediu a Cavaco para o Salvar da Troika ( link para a versão light online e santificadora do PR...)

Qualquer um dos títulos é hilariante, para quem tiver o mínimo de boa memória. Coloca uma pessoa calculista e paralisada pela mosca tsétsé como salvífico, coloca a Troika como única má da fita e coloca um irresponsável que já sabia para o que caminhava e também calculista para tramar terceiros (outros partidos, o seu partido e TOOOODO Portugal), pedindo um resgate e depois fugindo (como tantos antes dele, aliás...) e oportunisticamnete se colocando como vítima inocente.

Ai faz um ano que esteve nesse "drama" e "solidão"? Tenho cá uma pena!

Como tenho uma pena louca de quem faz trinta por uma linha a toda a gente em seu redor, foge o mais que pode às suas responsabilidades e depois nega-as e vem de longe fazer-se de vítima e acenar saravás solidárias, por entre um croissant fresquinho e um passeio de bicicleta, seja ele em Paris, no parque expo, nas avenidas da Foz ou num qualquer choupal?

Gente narcisista e egoísta assim é, para minha triste constatação, do que mais cresce como cogumelos por esse Mundo. Parecem ter nascido para destratar os outros, com ares de superioridade bacoca (ao que dizem nescido de uma pobre auto-estima) ou falsa humildade e têm como desporto favorito e propósito entreterem o seu ócio a parasitar a compaixão e dedicação alheias. Saltitam de função em função, de cargo em cargo, de círculo em círculo, de "melhor amigo em melhor amigo", destruindo sem remorso tudo por onde passam e tocam, usando as pessoas e até povos inteiros como se fossem objectos. Merecem não só o nosso desprezo, mas o regresso daqueles calabouços medievais aonde facínoras e loucos varridos (dos maldosos) eram enfiados e acorrentados, para pagar pela bosta que fazem aos demais. Aliás, como bosta de aspecto humano que "são" (coloco as aspas pois o verbo ser a essas "entidades" nem se aplica com justeza), por mais elegantes vestidos à moda que andem e por mais que se armem em humildes, leais e solidários, "preocupados" com a literacia das tribos Timbuktu, com a liberdade das mulheres Nepalesas ou com a protecção dos cães míopes abandonados! Para mim é simples e já não tenho muita mais paciência para as suas justificações: se fazem mal constante aos mais próximos e àqueles por quem são responsáveis, se não cumprem as mais básicas promessas nem enfrentam e reconhecem o mal que fizeram, podem até ter cursos mil, por fax ou legítimos, estar "solidários " com mil causas e proclamar sem alma frases como "Bem-hajam" e "grato/a, bom amigo", "porreiro pá" ou "força malta" que nada valem, mesmo assim, e tais palavras não passam de lantejoulas do circo da Vida, mais ocas que canos de regadio em dia de seca!

Para pessoas assim eu digo: PUá! DRAMA? Não sabem o que isso é! Solidão?! Não... quem abandona e maltrata os outros não sofre de solidão... tem o choque da realidade de já ninguém lhe dar crédito e valor, seja na política ou não, pois também não o fez aos outros!

E, decididamente, o grande mal de governantes como Sócrates e outros, que ainda não pararam de nos destruir como país, é não darem crédito e valor ao povo que os elegeu.... É em vez disso darem-lhe o mais profundo e injusto desprezo, quer como cidadãos a quem tiram direitos, quer como pagantes dos impostos que aqueles gerem mal.

Um dia, mais tarde ou ,mais cedo, lá dizia o outro com razão, chega a paga para a M***a que fizeram. Eu apenas espero que seja ainda neste mundo, senão jamais aprendem. E há quem NUNCA aprenda e ainda proclame ser "vítima" disto e daquilo--algo sempre terminando em "...ing", para ser mais chique(LOL...),neste caso o ex-PM a se situar como vítima de bullying pela oposição, de mobbing por juízes ou de stalking pelo blogger ABC,ameaçando-o com processos tontos, mas poderia dar outros exemplos mais patéticos... :)))--- e fuja continuamente a pedir ao menos desculpas, ao menos a reconhecer que agiu erradamente, prejudicando outros.AO MENOS a cumprir UMA só e última promessa que tenha feito.

Agora digam-me: pessoas assim, por que vieram ao mundo, se só vivem a fazer maldades aos outros Humanos? Se do "bom coração" que proclamam para si mesmos já pouco se vislumbra? Para ser sincera, esse é um dos maiores mistérios deste Mundo tão mal equilibrado. Mas um dia o Bem conseguirá superar tanta Injustiça. Assim espero.

Agora termino, para me dedicar a quem merece bem mais que esses seres inqualificáveis (que nos secam a alma), a começar pelas minhas queridas , leais e atentas gatitas...

e depois passando à família e aos bons e leais amigos.

"Alergia" (1-4-2012, in blog "Alegrias e Alergias")

Nota: a partida de Um de Abril é a do jornal Público. Tudo o resto foi escrito a contemplar a verdade....

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Cartoons(dois!): "Ideias em Movimento" (Partes I e II)

 (c) Margarida Alegria (Janeiro/2012; in blog "Alegrias e Alergias" 1-2-2012)
(c) Margarida Alegria (Janeiro 2012- in blog "Alegrias e Alergias", 1-2-2012)
Entre a promessa de cartoons e a de publicação de cartoons, ou de outro tipo de post, por vezes vai a distância de vários entraves. Estes cartoons, tal como o blog ,são apenas produto de um hobby e a sua concretização não se compadece com tanta coisa que há a fazer nem com a velocidade a que surgem motivos para gozar com a nossa triste realidade (nacional ou mundial).Uma ideia pode surgir num repente luminoso, pode fermentar os pormenores em horas ou poucos dias, mas desde a ideia à sua realização no papel, com o tempo disponível (não entrecortado!) para pegar no bloco e rascunhar e depois mais tempo e  disponibilidade para apurar e finalizar o desenho (traço, tinta. letras...) e ainda a digitalização... acaba por se publicar por vezes uma ideia mais ou menos requentada  em relação à actualidade (e garanto que estes, com várias vinhetas, levaram várias horas saltitantes só para terminar).
De qualquer forma,ainda vão a tempo. Quanto ao tema,  a não ser que andem MUUUITO distraídos,os  nossos visitantes devem  saber que o Governo criou um novo portal de auto-promoção, com uma foto gigantesca do nosso PM à porta (é verdade!!! A não ser que já tenham mudado entretanto) em verdadeiro culto da imagem.
Outra das novidades do portal, para além (ao que dizem) da omissão de quanto ganham algumas almas que por lá andam, é a presença de uma página para inscrição de movimentos  de cidadãos(nem que sejam só online), pelas causas que desejarem.
Por isso a referência ao Movimento contra os TPC não é anedota: foi mesmo um dos listados (e um dos mais populares, nem que seja por gozo). Também há os ant-touradas e os pró-touradas e movimentos em defesa de toda e qualquer minoria. Julgo que só não poderão surgir movimentos anti-governo, claro...No fundo, é o aproveitar da febre que já houve no FB dos grupos para isto e aquilo, nem que o fossem apenas de nome (exemplo, que existiu: o Grupo "Estou farto de grupos no Facebook").
E também é verdade que o PM  receberá o "Movimento" que tiver mais adeptos. Face aos inscritos, surgiu logo o imaginar da situação possível...
(e olhem que há muitas hipóteses interessantes para movimentos a cumprimentar PPC: os que são pela legalização das drogas, os que querem mais canais de TDT ou os que querem mais condições para os canis ou o fim de designação de raças perigosas---- estão a imaginar?! Leiam a notícia, no link abaixo...)
Também não é anedota o pedido (desesperado?) por parte de PPC de "boas ideias" para o país, para o seu progresso. Pedido feito no tal portal, há poucos dias.(vejam a NOTÍCIA AQUI, do dia 29 de Janeiro). Logo os movimentos, todos tão pertinentes, surgiram certamente com ideias. Limitei-me a adivinhar cada qual.
Aliás, a inspiração para o  segundo cartoon surgira muito antes da do primeiro(desde que foi publicada a notícia do portal (ora vejam a dita AQUI, do dia 16 de Janeiro). Mas só quando concretizei um  passei ao papel o outro também.
Em suma: nem é preciso muito para se criar anedotas. As anedotas brotam quase já perfeitas da patética realidade que nos envolve.
Quanto às minhas ideias para o país? Lamento, mas pagamos a esses governantes para as terem, já que se julgam os salvadores da pátria (como tantos outros antes deles, aliás*) os iluminados dos pastéis de nata , do encarecer de tudo, da redução dos direitos e dos transportes ...e dos cortes das "gorduras".
Não me pediram a opinião, quando resolveram cortar salários e pensões e roubar os subsídios, ou sequer quando fizeram acordos que vão levar a despedimentos (ainda mais), a muita miséria, fome e doença e não a crescimento económico.
Já gasto muitas ideias nos cartoons e nos textos, inspirados em tantos desgovernos...
Se quiserem ideias, então faço como os membros das cortes de nepotismo dos amigos e "cunhados": se quiserem uma ideia não a DAREI. Quanto muito posso... VENDÊ-LA.
(quero regatear o meu valor "de mercado", como o tal senhor que tanto "catroga" por aí...).
Bem, amanhã saem mais que estão na forja... E há mais três dos "Velhos contos..." também já com ideias de semanas... em fila de espera. Paciência.
[ * NOTA: Ainda hoje escutei,  sem querer mas pasmada,  a arguida prevaricadora ex-ME ML Rodrigues e Nogueira de Brito , na rádio, a alegar que a crise se acentuara com os  gastos do país,era certo, mas  que os governantes até que se esforçavam por poupar, porém o povo (esse malvado ambicioso, sôfrego e insaciável) queria sempre mais e mais coisas gratuitas e mais conforto e eles, (coitaditos) governantes, limitavam-se a tentar satisfazer essas exigências. E N de B até disse algo do estilo: por vezes o povo é mais culpado que os governantes... ao que MLR anuíu, veemente e satisfeita!!!(A SÉRIO! OUVI COM ESTES OUVIDOS bem afinados! Apenas o que pus entre parêntesis curvos são àpartes meus!Depois de terem feito  tanta asneira... ainda têm tempo de antena?!)] :(((
Margarida Alegria (1-2-2012,in blog "Alegrias e Alergias")


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A fabulosa versão POP! Bandex - As Minhas Poupanças




(Bandex- "As Minhas Poupanças", 26-1-2012)

A fantástica versão musical, pelos "Bandex",da explicação presidencial das poupanças que fez e do pouco que aufere, música lançada ontem apenas! A provar que a criatividade popular inspirada por estas palavras, proferidas faz hoje uma semana, em Guimarães, não tem parado!

Todo o país deve estar a par, mas recordemos:
Cavaco Silva discorre que ganha "apenas" 1300 Euros de uma das suas pensões (a de professor e investigador universitário. Já esse seu lamento escandaliza muita gente, num país onde o salário mínimo é de 475 Euros, o salário médio ronda 750 a 800 Euros, boa parte das pensões/reformas andam na casa dos 300 ou 400€, muitas até dos 200€.

CS escapou à questão de quanto ganharia da outra pensão, a da reforma do Banco de Portugal e resta saber se não tem também as de antigo governante. Centrou-se naquela de 1.300€, como se fosse o maior escândalo, à qual juntava a de 800 (?!) da esposa e ainda se lamentava de não auferir o salário de PR (por lei já não pode acumular). Restava esclarecer que entre as pensões e o salário de PR, optou por aquelas, por serem mais elevadas que o salário.

As "parcas" poupanças que refere (a que terá recorrer para as despesas????) são na ordem das centenas de milhar, incluindo muitas acções da Bolsa e proveitos obtidos das acções do BPN, famoso ex-banco de acção criminosa e que todos os cidadãos acabaram por sustentar, em largo buraco financeiro, devido à sua nacionalização para o salvar da falência.

Anualmente auferirá cerca de 140 mil Euros, e mensalmente quase 10 mil Euros...

Está a passar, de facto,por grandes dificuldades, para sustentar as suas propriedades e a sua família, ainda por cima ...porque todas as suas despesas da Presidência são pagas pelo Estado e não do seu bolso (uns largos milhares, o dobro que é gasto pelos reis de Espanha...). É trágico... ://

Mais tarde divulgou uma comunicação, uma desculpa esfarrapada, a dizer que não fora "suficientemente claro"!!! Não bastava ter insultado o povo uma vez bem alargada, como veio depois chamar estúpidos aos portugueses, como se esses não tivessem compreendido bem as suas explicações "detalhadas" de como estava aborrecido por estar a perder dinheiro...

Valha-nos a animada versão musical (rap?). Sempre nos faz sorrir, mesmo que já não "vamos em cantigas.

Para libertar o nosso PR do fardo que carrega , por exercer o cargo que exerce, eis aqui a petição pública que apela à sua demissão, já assinada por mais de 36 mil cidadãos:




terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Também fizemos um post sobre aventalados! ;)

Como Blogue que se preza, o "Alegrias e Alergias" vem aqui apresentar o seu post sobre Maçonaria, aventais e aventalados!

Como o debate já foi longo na blogosfera e nos OCSocial, resta-nos acrescentar as "aparas" que apanhámos aqui e ali, ao nosso estilo, de vermos pequenos pormenores que escapam mas que muitas vezes são bem mais eloquentes que reportagens ditas sérias.

Por exemplo, um dos pormenores a destacar foi a reacção de alguns figurões dos grandes partidos a estas trapalhadas das lojas maçónicas-totós- para- principiantes tipo "Mozart", "Abade da Serra", "Prometeu , etc.

Assim, Mário Soares, no seu proverbial à vontade, asumiu ter sido maçónico mas já não ser, porque fora de moda (ou seja, entenda-se,agora já alcançou tudo o que quis, mesmo sem a influência das Lojas e das Mercearias e por isso está-se nas tintas). E afirma não ver problema nenhum em os políticos declararem obrigatoriamente que são maçons. Já Almeida Santos (olha quem!) e o Vate do PS, Alegre, ficaram indignados, alegando ser um atentado à Liberdade, um regresso ao fascismo , querer obrigar a tal declaração! Pois... um, porque se indigna contra tudo, pelo menos de garganta, com a sua voz romântica e profunda. O outro porque receará que descubram o que o tem afinal levado a ter tanto prestígio político ao longo de tantos anos, sendo afinal sempre um nº 2 sem responsabilidades de maior... Só que escusava de se afligir. Já toda a gente sabe, assim como os seus lados de sombra são já quase mitos urbanos em Portugal (caso fossem mitos...).

Por outro lado descobrimos que há guerras entre lojas antigas e consagradas, as que vêm já do pós revolução francesa e da Primeira República, guerras entre si e agora entre essas mais famosas e estas de maçons-mirins, com nomes ainda mais pitorescos. Portugal tem o direito de conhecer os padrões e bordados dos seus aventais, para saber se são tão arreigados na defesa dos bons valores como alegam.

Confirmámos assim que todas estas lojas têm os tais apertos de mão secretos, reuniões secretas, frases secretas, juras secretas. Portugal tem o direito de saber se essas juras não colidem com o juramento que tantos deles fazem à Nação, quando ao assumirem cargos públicos "Juram por sua honra cumprir a missão que lhes foi confiada.etc e tal...". Não venham dizer que é algo do foro privado, pois não é o mesmo que pertencer a uma colectividade de matraquilhos ou de columbofilia, ou ao clube do vestido de Chita. Ou sequer é o mesmo que o "Clube do Bolinha", onde "menina não entra".Embora até pareça, pois ali menina não entra muito na jogada,"mêmo"!!!

Ao ver tanta indignação e tanto ritual, o que chegamos é a duas principais conclusões:

- 1ª-Que, uma sociedades que nasceram secretas em tempos de repressão, ao longo de mais de dois séculos, deixaram de fazer sentido em tempos de Liberdade, ou seja, desde o 25 de Abril;

-- Que o anti-clericalismo que afinal estava por detrás de tanto ingresso nas lojas de Maçonaria não passava de inveja e deslumbramento pelo próprio clero: as vestes quase sacerdotais, os rituais, as reuniões tipo Missas laicas, os valores humanísticos defendidos, os graus de progresso na estrutura e a crença num tal de Grande Arquitecto, a substituir o Deus que tanto desprezam! Assim, compreende-se melhor PORQUE ALEGAM QUE DECLARAR PUBLICAMENTE A PERTENÇA À MAÇONARIA É UMA INTERFERÊNCIA NO FORO PESSOAL! Claro! Ficam ofendidos pois ser maçon não é, como dizem muitos, pertencer a um clube, a uma confraria ou associação! Ser maçon é pertencer a uma... RELIGIÃO. Daí o secretismo: a Maçonaria no fundo é uma espécie de religião, mas como tanto proclamam a anti-religião e o laicismo, têm vergonha de o admitir.

NOTA:Há uns meses, numa reportagem, um maçon explicava que, se na Assembleia da República estivessem em causa valores maçons contra valores de um partido, quem era na maçonaria unia-se a outros maçons de outros partidos contra a própria sugestão de voto do seu partido, caso a disciplina de voto o permitisse! E dizem a democracia portuguesa não estar em causa com isto?

Bem, admitam, rapazes (e algumas raparigas): têm uma religião que põem à frente de qualquer outro valores ou compromissos! Se o fizerem, aqui o "Alegrias e Alergias" dá-lhes de brinde a sugestão de vários AVENTAIS interessantes para renovarem o guarda-fatos da Loja, de acordo com as últimas modas de estilistas de cozinha.

AQUI ESTÃO(mini-catálogo):



O AVENTAL DE CHEFE, ao estilo Don Corleone. Para qualquer Loja, mas talvez mais adequado às lógicas Clássicas de cinquentões grisalhos de voz rouca e baixa, múltiplas reformas douradas do Estado e múltiplos cargos em Administrações de Empresas Público Privadas, tenham já presença chinesa ou não. Especialmente indicado para os bem parecidos, ao estilo Brando, mas que não se importem de engolir sapos, nem de colocarem algodões na boca. E que detestem cavalos...



AVENTAL À MINHOTA: Aconselhado aos maçons das gerações acima dos sessenta, mas que tenham um feitio menos autoritário, Que sejam, até mais bonacheirões e afáveis. Os que preferem andar nas áreas da cultura, embora com um pezito conveniente na política. O lenço na cabeça é opcional, consoante queiram ou não ocultar a careca. Os ouros, à parte os anéis , para serem osculados como os dos bispos, devem estar modestamente representados, sem arrecadas ou filigranas sumptuosas. Não vão às vezes serem acusados de enriquecimento ilícito!

AVENTAL IRREVERENTE/Jovenzinho: para membros das Lojas-mirins, tipo Mozart ... ou Loja Lady Gaga. Costumam fazer furor entre a rapaziada. As esposas e namoradas não acham tanta piada, mas de qualquer maneira nem ficam a saber (menina não entra, lembra-se?). Esse tipo de Loja fica assim entre o clube de bridge e bisca lambida e... as despedidas de solteiro. Há também a opção sem ligas. Se a esposa encontrar o avental, ofereça-se para lavar os tachos, para disfarçar. Assim como assim, também na política os seus cargos serão primeiro lavar os tachos dos outros (leia-se, branquear no Parlamento ou nos jornais) antes de terem um tacho como deve ser.

AVENTAL DE LAVADEIRA. Ao estilo Beatriz Costa na Aldeia da roupa branca, este avental tem um aspecto mais discreto, modesto até. Para quem serve então? Para qualquer loja, mas para aqueles maçons que são jornalistas ou opinadores oficiais, nas tvs, jornais, certos blogues afectos a interesses e regimes. Também adequado para meninas. Não muitas, mas só para dar um ar mais democrático. Como dá para descobrir, pelo nome, servem para ajudar a lavar em espaço público (dos "tanques públicos" da nossa pequena aldeia) as porcarias que outros maçons fazem e dizem, explicando, justificando e até minimizando a sua importância, em casos extremos. A frase secreta, segundo a nossa primeira investigação, é "passa-me o sabão" ou então "água fria da ribeira...". Quando mais acalorados, arregaçam o avental até às virilhas e fazem fosquinhas a outras lavadeiras do outro lado do rio. (costume semelhante aos atestados pelos antropólogos tipo Leite de Vasconcelos, a propósito das lavadeiras "normais", que não usavam roupa interior...).


AVENTAL DE EMPREGADA, ou DE MARIA. Para os maçons que se dedicam aos serviços secretos profissionalmente. Este avental assegura um bom e barato disfarce: qualquer latagão barbudo e de largo queixo, ao vesti-lo, será de imediato confundido com uma inocente adolescente vinda das berças , com acne e a falar "achim". Mesmo a presença de buço ajuda à caracterização. Tirem apenas os piercings.




AVENTAL DE CHE(F)- para maçons de esquerda mais radical, caso existam.





AVENTAL COM COELHINHOS- Para maçons da nova Direita, mais ultraliberal! Ficam tão queridos e mimosos! E ligam bem com qualquer tom de cabelo!





AVENTAL RATINHO CEGO (inspirado na cantilena tradicional inglesa dos "Three blind Mice")-

Para maçons ditos de Esquerda, mas no fundo que gostam de optar por seguir cegamente qualquer gabarola arrivista que se proclame líder insubstituível. Já que há lojas com nomes mitológicos, este poderia ser para a tal LOJA Prometeu, mas na Variante Prometeu -mas-não-cumpriu-só-esbanjou. Ou a loja Sócrates... ah, mas esse não era herói mitológico, pois não? foi bem real... da filosofia... (não consegui arranjar uma cópia maior. Quem o digitalizou devia ser um tanto míope...).

Finalmente um AVENTAL DIFERENTE, também tradicional como os outros, mas não adequado a qualquer maçon que se preze e queira enriquecer e trepar socialmente.Depois a parte par´dica do nosso "catálogo" , vem o item de seriedade.Chamar-lhe-ei, AVENTAL LAURA COSTA. É uma homenagem à senhora com esse nome e que assinou este desenho(confirmar assinatura ao lado, em baixo). Alguns lhe reconhecerão o estilo como a artista que, nos anos 60 e 70, ilustrou livros de contos de fadas, agendas domésticas, jogos, calendários e até papéis de embrulho. De forma alguma deve ter sido maçon. Esta ilustradora portuense, que ajudou ao prestígio de editoras e da Majora, dpois de longos anos de trabalho, viveu os seus últimos dias da sua vida em quase indigência, com ajuda de vizinhos, pois , como acontece a quem trabalha nesta área, a precariedade vem de longe: a ilustração é paga à peça e sem se ficar com direitos de reedição. Não há descontos para a Segurança Social, nem existiam à época PPR ou seguros para velhice. Assim, sem apoio de empregadores ou de Lojas semi-políticas, bem se pode ter um trabalho meritório, enquanto se aguenta e se enriquece os outros, como fez a D.ª Laura Costa. Curioso é agora a sua obra perdurar, em catálogos de Internet, como se os desenhos tivessem nascido do ar... A minha homenagem será então perpetuá-la um pouco também, com este seu desenho aqui no blogue. Ou pelo menos enquanto a blogosfera continuar livre.

Não, este belo avental não cabe em nenhum anafado maçon oportunista...

"Alergia" (11-1-2012, in blog "Alegrias e Alergias")























sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O Sincero Líder É Vida e Sol! (Um Louco Pós-Natal 1)

Como prometi, nos vários posts onde comentei a já antológica sugestão de Emigração pelo nosso PM (1-AQUI, sobre o que continha de pornográfica mensagem de Natal,2- ACOLÁ, sobre a famosa Sinceridade atribuída por muitos a PPC; e 3-ACOLI, sobre o que essa mensagem teve de gasoso/tóxico e explosivo) , ainda vou publicar mais uns tantos sobre a questão, como disse, muito sintomática e sumarenta. Como o Natal já passou, irei intitulá-los não "Um Louco PRÉ-Natal", mas "Um Louco PÓS-Natal".

Este é especialmente dedicado aos aduladores do Novo Líder, neste caso, Pedro Passos Coelho, e que acorreram em sua blogosférica ou jornalística defesa.

Temos sem dúvida tendência para o Sebastianismo, incensando cada novo chefe que chega ao poder, como "Salvador" perfeito e absoluto. E esse tem sido um dos nossos grandes males, em Portugal, precisamente desde Alcácer -Quibir, onde a grandeza do salvador não derivava das suas próprias qualidades, mas da ânsia de algo melhor(olhem se D. Sebastião foi, quando vivo, assim tão amado? Tenho a impressão que,se não tivesse morrido naquela batalha, acabaria por não durar muito, com algum venenozito ou outra doença misteriosa, de tal forma o relatam como arrogante, megalómano e perdulário do erário...), conjugada com a apatia em que o nosso povo passou a cair(nem parecia o mesmo que lutara e pusera no trono o Mestre de Avis), deixando de ter iniciativa própria e esperando algo de exterior e absoluto que lhe troxesse a mudança. Não era Salvador por ser bom rei, mas por se esperar um bom rei do seu sonhado regresso, ou pelo menos MELHORZITO do que o ANTERIOR que oprimia ( neste caso os que lhe sucederam,os Filipes de Espanha).

E assim foi em eras subsequentes. Cada Rei e cada Primeiro-ministro era visto como factor de alívio em relação à governança perniciosa do anterior. Basta ver no último século: a República "salvava-nos" da pérfida Monarquia, a segunda República vinha pôr na ordem o caos da primeira, Salazar era o santo salvador (S.=Salvador=Salazar), frugal e patriota, a Democracia de 1974 traria tudo de melhor, como por milagre, o comando Europeu pela CEE seria salvador do isolacionismo e da pobreza, Cavaco trazia o "púgresso", cavalgando até ao congresso da Figueira da Foz, pelo nevoeiro, no seu carro novo e reluzente, Guterres, com bonomia, trazia a salvação do alívio à opressão do Cavaquistão, and so on... até chegar Sócrates, o salvador esperado como mais sério governante do que Santana Lopes, PM considerado de opereta. E Portugal teve de novo a paga por uma maioria se ter iludido com esse novo salvador, animal feroz e determinado, que tratou logo de modelar, também, as estruturas do Estado às medidas dos seus boys e do aparelho do PS (Partido de Sócrates, é claro, o Salvador "S.").

Para se sair de seis longos anos de cativeiro e de ainda maior endividamento e de ditadura partidocrática, surgiu então, por entre as nuvens baixas que se avolumavam no país, batendo a pestana no olho verde e entoando cantos operáticos de salvação à Wagner, Passos Coelho, em passos largos neoliberais, sendo , para quem mais uma vez via nele um novo guru perfeito, "D. Pedro, o Sincero".

O anterior, vilão e ditador era Mentiroso e aldrabão (todos verificámos). Ao lado dele, tudo o que sai da boca de PPC, dos discursos aos cânticos natalícios, soa a Sinceridade, a Verdade pura. Não se sabe então como classificar a imediata quebra de promessas eleitorais. Decerto que não cabe dentro da definição de mentiras... Ah, pois... ele prometera, mas depois surgira o tal "buraco Colossal", que obrigara a falhar as promessas de não aumentar ainda mais os impostos ou de cortar salários e subsídios (e não é que hoje o espanhol Rajoy já descobriu também"desvios" colossais às contas, tendo que criar novas medidas de austeridade? Here we go again!!!....)
Depressa esquecemos que, antes de PPC, já D. Sócrates se queixara da "pesada herança", e antes dele D. Guterres do "pântano", fugindo para os refugiados em planícies africanas, e D. Durão da tanga que havia herdado e que o levou a fugir para se poder agasalhar nas roupas de marca vendidas na Avenue Louise, em Bruxelas.

Por seu lado D. Gaspar, seu fiel braço direito, era como um Marquês de Pombal sem peruca, implacável nas medidas, um vislumbre ressuscitado de Salazar, aquando ministro das Finanças , para quem passa a vida a chorar de saudades do tempo do "Botas", turvando nos cérebros amnésicos tudo o que de terrível teve depois a sua ditadura.

E eis que temos alguns exemplos mais palpáveis, do lado dos arautos dos jornais que têm responsabilidades fortes no construir de opiniões. Dou como mero exemplo uma das mais recentes crónicas de José Manuel Fernandes (JMF) no Público, que veio ironizar (mais uma vez escamoteando parte do que disse PPC e atribuindo o conselho da Emigração apenas para professores) com os docentes, alegando que não pensassem esses que o Estado era obrigado a "dar-lhes um empregozinho", etc e et -tal! Ou seja, mal o novo Salvador ganhou as eleições, JMF, exaurido como nós todos pelos anos de socretinice, veio tomar as dores do Líder, esquecendo de novo o seu sentido imparcial e crítico e tendo passado a ser dos mais ferozes arautos do neoliberalismo, fazendo Pacheco Pereira e Manuela Ferreira Leite parecerem ferozes marxistas ou humanas Madres Teresas de Calcutá!
Outro exemplo, mas pelo lado do absolutamente ridículo, que estive há muito para comentar, mas cujo editorial até recortei e guardei, pelo que mostrará para a posteridade de antológico, no seguidismo dos Líderes. Falo do editorial do jornal "i", de 5 de Dezembro, assinado pelo seu Director(?!) António Ribeiro Ferreira, se bem se lembram o mesmo que ofereceu bolachinhas e "incenso" à ME Maria de Lurdes, estão então perfeitamente fascinado pelas decisões "corajosas" da mesma e do seu Líder salvador " D. Sócrates, o Determinado". Mais tarde foi dos que tentou começar a abandonar o barco do seguidismo, para agora embarcar no navio Titanic de Pedro e Gaspar. O perpicaz Kaos já analisou a dita crónica,logo no mesmo dia dessa edição do "i", num dos seus esmagadores posts (wehavekaosinthegarden.blogspot.com, escusado seria dizer...), mas deixo aqui algumas das frases de idolatria a S. Gaspar, pra quem tenha estado distraído.

O título é uma frase dita por V. Gaspar em conselho de ministros, para criar o mito(e ARF diz mesmo"reza a lenda"):

"Não há dinheiro. Qual destas três palavras não percebeu?"

(ora bem, deixa cá ver: Não= o homem é determinado, Ena! Temos chefe!!!; há= viu o estado da nação e contabilizou tudo, deve ser sério!; "dinheiro"=aquilo que existe para BPNs sem fundo, PPP, IPs e Observatórios que não fecham, apesar de anúncios sucessivos.. hum.. como é..?!)

Depois ARF relata a "lenda", à qual só faltam as rosas a cair do regaço (imaginemos Santa Isabel a dizer a D. Dinis: " Qual destas palavras não percebeu, Dinis?! Não Há dinheiro! O que trago são rosas, digo, Laranjas, senhor!").

E remata ARF a sua prosa com uma série de frases ao estilo do Livro do Eclesiastes (vide canção dos Birds), aquele de : "há um tempo para semear e outro para colher...". Vejam só a horripilante amostra (o texto é maior):

- "Agora é preciso calar e cumprir rigorosamente o que está estabelecido com a troika"

-Agora é preciso dar graças a Deus sempre que a troika desbloqueia mais uma tranche.(...)

-Agora é tempo de unidade Nacional " (ver mais abaixo o que contradiz isto)

- "Agora é tempo de andar DE BICO CALADO e não fazer muitas ondas." (sic!)

-"Agora é tempo de esperar que a Alemanha consiga encontrar soluções(...)(olhem, outra Sebastiana!)

- Agora é tempo de acabar com direitos adquiridos(...) (sic!!!)

-Agora é tempo de acabar com utopias e ilusões soberanias e INDEPENDÊNCIAS" (lá está a tal contradição!)

-Agora não é tempo para o exercício de democracias directas ou indirectas(...) hesitações ou referendos (...) (sic!! Acabe-se a democracia?! Qualquer que seja?!)

E termina :
"Se Vitor Gaspar tem razão quando diz que "não há dinheiro", não é menos verdade que Portugal não tem tempo a perder com formalismos próprios de gente rica. A ordem está falida e os frades famintos".

Que lindo! Os "frades famintos "devem ser os ... credores? E quem levou a "ordem" à falência? Não foram os "abades" e as "madres superioras"? ARF parte então da garantia de que VG está necessariamente a dizer a pura verdade ( mas não nega dinheiro aos bancos, só para dar um exemplo!) e que coisas reles, como a democracia, a soberania, os direitos... são PERDA DE TEMPO, "formalismos" de "gente rica"! Ou seja: se somos pobres,logo, temos de viver em ditadura, renunciar aos direitos conquistados com dificuldade, deixarmos de ser um povo soberano! SIM! ARF (arf arf..?) até renega a democracia e a liberdade de expressão (bico caladinho!!!...pois...), pelo que ficamos sem saber o que está a fazer na sua profissão e muito menos a dirigir um jornal! E renuncia à independência Nacional!Que diriam D. Afonso Henriques , o Mestre de Avis e D. João IV a isto?

Tenho observado nestas semanas o que se passa na Rússia e na Coreia do Norte. No dia das manifestações por todo o país, 10 de Dezembro passado, o Pudim russo mandou colocar em todas as praças altifalantes a repetir sem fim frases como: "Putin é a Vida, Putin é Luz! (sic!!!) (qual Cristo Salvador), encheu a blogosfera local com seus defensores, bloqueando as caixas de comentários de todas as vozes dissidentes do regime. Mandou que à hora da manifestação todos os alunos russos fossem obrigatoriamente a seminários nas suas Escolas, sobre um tema que já não recordo.

Por outro lado, aquando da recente morte do "Grande Kim" coreano, até a Natureza se manifestou de pesar pela grande perda nacional: dizem que o gelo do lago da sua terra natal se quebrou de tristeza, que uma ave parecida com uma pomba limpou a neve numa estátua do líder, que outras pombas fizeram o luto do "querido líder", a "chorar durante meia hora", nos ramos de um pessegueiro.

Sugiro portanto aos meninos prendados que defendem os novos líderes de Portugal, vendo tudo perfeito nas suas acções (e eu sou de opinião que há que criticar o que está mal mas louvar o que está certo, mas mantendo o espírito livre!): Já começaram as louvaminhas na blogosfera. Agora atribuam-lhe os epítetos semelhantes ao da "Monarquia" coreana ou russo-putinica: Kim-Jong -il era o "Querido Líder" (tal como Sócrates, "tão jeitoso"!) Agora o jovem Kim Jong-un é já o "general respeitado"(nunca foi militar!), "grande sucessor" e "Lider espantoso". Sugiro portanto que incensem PPC como "O Grande sucessor Sincero", ou o "Desengordurante espantoso" ( para já, publicidade enganosa!) e Gaspar como o "general liquidatário respeitado".

E, claro, que encham as praças do país com altifalantes a gritar: Coelho é Luz! Coelho é Vida!

Enquanto isso, soltem pássaros negros, melros ou corvos, ou até abutres, que chorem e chorem e chorem, não pela partida pelo "Grande Líder Malabarista" anterior, mas pelo fenecer das nossas escassas poupanças e da nossa querida Democracia! :(

"Alergia" (30-12-2011, in blogue "Alegrias e alergias")

domingo, 18 de dezembro de 2011

Um Louco Pré-Natal anda por aí

Assim como há uma Silly Season de Verão, a anunciar alguns cérebros que foram de férias, parece que de vez em quando há uma Silly Season Pré-Natal, a anunciar toda uma distorção e todo um folclore estranho a esta quadra festiva, que em nada se radica no Natal original, de Joy to the world e Paz entre humanos. E , mais uma vez, amplos lotes de cérebros a precisar de renovação.


Na última semana têm sido um sem fim de notícias que ora nos deixam tristes, ora nos fazem rir, ora nos indignam. Mas todas elas mais ou menos em redor de festejos de Natal e "Prendas no sapatinho".


Pego a eito: uma maré de Pais Natais nas ruas Porto para entrar no "Guiness Book" não se sabe nunca bem para quê. Uma mais generosa maré de velas no centro de Lisboa, por intuitos mais solidários (o belo projecto da Casa dos Sonhos ), mas que nos faz pensar por que será que só com as tentativas de bater records certas pessoas aderem em massa ao gosto em contribuir e ajudar os outros.


Há o caso arrepiante passado na Alemanha, onde um louco perverso anda a envenenar jovens, fingindo que é Pai Natal nas feiras e que comemora o nascimento de um filho à sua "Mary Christmas", oferecendo copos de "schnaps"(aguardente) quente. Monstruoso!


Ainda: o "Banco Alimentar contra a Fome " de Braga foi assaltado e teme-se a burla em falsos peditórios.E um pouco por todo o lado "falsos" pais natais e vigaristas que tocam na corda-sensível natalícia da generosidade das suas vítimas.


Porém o caso mais delicioso e inesperado é o do Chefe da PSP de Coimbra que enviou cartões de Natal em nome da sua instituição, daqueles online repletos de sininhos e Árvores de Natal, em formato Power- point. Nada de mais normal. Só com um pequeno contratempo: nos últimos slides do P-point surgiam as fotos de moçoilas "desnudadas" e nada púdicas, como diria um "Diácono Remédios" e ainda os desejos sinceros de uma vida sexual muito próspera (noutros termos, também) a quem recebesse os ditos Postais. Foi o escândalo. O pobre chefe foi "chamado à pedra" e convidado a desculpar-se e a pedir a demissão.


Coitado. Sinceramente! Num país onde comprovados corruptos conseguem fugir facilmente do país e/ou escapar à Justiça, com grande estrelato, ou manobrando o adiar até à prescrição dos julgamentos de recurso (quando condenados), num país onde a pobre culpa morre solteira e os dinheiros desviados para off-shores nunca são recuperados, nem as asneiras de grandes cargos políticos e públicos são jamais castigadas (e até são seus autores promovidos)... este polícia é demitido, por enviar uns postais de Natal, com a melhor das intenções e até baratinho, pois nem gastava selos!


É por demais evidente que das três uma: ou o senhor não leu o postal original até ao fim antes de o reenviar, ou encarregou algum subalterno inconsciente e brincalhão da tarefa, ou leu e até deixou passar, com encolher de ombros,como alívio para a pressão profissional para a rapaziada.


Seja como for, pese as eventuais responsabilidades neste deslize, só o poderá ter feito por uma principal razão : excesso de trabalho. Sim, porque enquanto os polícias e os paramédicos de Londres não têm tido mãos a medir com os distúrbios da época pré natalícia(outra das notícias de Natal que nada de Natal da semana), prendendo gente alcoolizada nas festas e acudindo a centenas de casos de coma alcoólico, o nosso bom polícia Português certamente andará a braços com desmandos alcoólicos dos seus con-cidadãos, tanto lá por Coimbra como outros noutras cidades,o que, ao ter de inalar forçadamente os vapores expirados pelos "Pais Natais" "borrachões" que recolhe, o terá deixado perfeitamente baralhado quanto ao que deveria fazer e quanto à importância prioritária dos postais e à respectiva "dignidade" da Instituição.


Claro, os chefes dele é que têm a visão do que é mais relevante: o bom Povo Português prefere saber se os nossos polícias enviam postais decentes com ajudantes de Pai-Natal totalmente vestidas, --aliás para não dar a impressão que em Portugal a crise é tão grande que as portuguesas já não têm roupinha para o frio Inverno-- e que nenhuma gaffe dessas é cometida, do que se os assaltantes violentos são presos! Tal como prefere saber se os formulários de queixa têm todas as devidas vírgulas, do que se os assassinos são descobertos. Coisas de pouca monta, num país de brandos costumes.


Já nada me admira portanto, na loucura que parece grassar nacional e internacionalmente, nem esta demissão, nem o facto de, num país onde corruptos, ladrões e assassinos e pedófilos que escapam à prisão, termos , por outro lado, por vezes, forças policiais a dar crédito a queixas tontas de pessoas visivelmente perturbadas e/ou etilizadas, com base em alucinações e paranóias de perseguição. Não sei escutam tais queixas por mera piedade, se por gozo, ou se pela possibililidade de preencherem um belo formulário daqueles que ficam em branco nas não-queixas por assaltos a residências, por exemplo, por conselho de "não vale a pena" dos agentes policiais.


Por isso a minha solidariedade para com este Chefe de Polícia: ou estaria muito assoberbado com assuntos que realmente importam à missão policial, ou andaria afogado nesses tipos de queixas e até deixou passar as "pin-ups", para desanuviar com imagens femininas que julgou mais saudáveis. Ou ambas as coisas. Mas o tal pedido de desculpas teria bastado, bolas!, num país onde um nojento psiquiatra violou a paciente grávida de forma escabrosa e foi absolvido, só para dar mais outro exemplo extremo.


Hum... e o que fazem os governantes nestes Tags aqui abaixo? Pois bem, essa foi a prenda envenenada do nosso primeiro-ministro no sapatinho, nomeadamente no dos professores portugueses, mas que não tarda será convite extensivo a outros profissionais com estudos e cultura, formados a custo e a pulso com investimento dos pais e de toda a nação: que emigrassem, em caso de desemprego, nomeadamente para Angola (???) e outros PALOP. É o que muita gente diz que terá que fazer, a boca fechada ou entre amigos, mas não cabe de facto a um chefe de Governo, que prometeu um país melhor depois de dificuldades a enfrentar por todos, mais uma promessa que quebrou nas declarações divulgadas hoje e ontem (sobre a machadada certa nas pensões futuras ... que se fizessem PPR, aconselhou então, perante a felicidade das seguradoras e bancos. Lá deve saber o que resta em caixa, depois de rombos de décadas).
A meu ver, bem pior que enviar postais natalícios com mulheres nuas. Estas "felicitações" de Natal são totalmente pornográficas e insultuosas, para mais vindo de alguém que , pese o ar composto e simpático, ainda vem com algum cheiro das "fraldas" das "jotas-dodot" e com pouca rodagem em "voadores" ou em "tapetes de actividades" do mundo do trabalho.


Deveria estar a decidir e a ter ideias próprias, criativas e construtivas, mas em vez disso enviou, displicente e de perna cruzada em entrevistas (no Correio da Manhã de hoje dia 18), estes "Cartões de Natal" indecentes aos cidadãos. Alguém acima dele deveria exigir que se demitisse, ou pelo menos que pedisse desculpas formais aos visados, pois em nada prestigiou a instituição que dirige e pela qual jurou servir com a própria Honra. Sim, Portugal.


Já há posts excelentes sobre o assunto por essa blogosfera, mas não podia deixar passar algo quer chocou todo o país (pelo menos a boa parte que está atenta).


Ma o post vai longo e certamente retomarei o tema.


"Alergia" (18- 12-2011)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Economia à moda das "tias"?

Não me apetece perorar muito longamente sobre este caso das declarações de José Sócrates em Paris, sobre o que é a Dívida e o que é suposto entender de Economia.

A meu ver ,esse senhor devia ficar lá em Paris muito caladinho , de nariz nos livros (nem que fosse a fingir estudar e a jogar Farmville às escondidas) e dar graças aos Céus e à inapta Justiça Portuguesa não ter sido chamado a prestar contas pelas tropelias várias que fez. Não só antes de ser o responsável -mor pelo Governo da República, como também SOBRETUDO pelo que fez ao país e ao erário nacional enquanto chefiou os seus dois Desgovernos.

Perante o seu inusitado regresso às luzes da ribalta, uns alegam que contradiz agora o que defendia antes, quando governava. É certo. Outros dizem que estará a tenta "apalpar o pulso" ao que lhe resta de popularidade ou ódio dos seus compatriotas (até me custa usar esta palavra, por ter incluso que ele possa ser um "patriota"!). Para mais tarde concorrer a PR (Deus nos livre de mais essa má-sorte!), palpitam. Outros ainda crêem que está a tentar dirigir o PS à distância, mostrando ao in-Seguro como se faz uma oposição musculada. Pode ser, mas seja qual for a hipótese ,que mude depressa de ideias, pois a sua facies e sua má-memória ainda hão-de criar muitos enjoos por este Portugal, pelo menos pela parte de Portugal que ainda tem vergonha na cara. Mesmo os votos que comprava com subsídios vários não sobreveveviriam a mais PECs, quando a torneira fechasse.
Quanto ao que andou a dizer lá em Paris sobre a o que era uma "Dívida" (Ver AQUI) e que parece que hoje tentou esclarecer na TV-- momento que felizmente perdi!-- que "As dívidas não eram para ser pagas , mas para ser geridas" e que querer pagar as dívidas públicas era "coisa de criança", acrescento apenas mais um ponto de vista que passo a expor.

Claro que os países de Economias mais fortes ,como os EUA, a França ou... cof cof... a "cumpridora" Alemanha, são bem conhecidos como sendo os maiores devedores. Certo. Isto porque também , por serem economias mais fortes ,têm os maiores índices de confiança junto dos credores de que não falirão e de que irão pagando as dívidas.

Diz o senhor ex-Primeiro Ministro que aprendeu isso em Economia... Bem, sendo engenheiro técnico, não sei que cadeira foi essa de Economia. Deve ser Economia Técnica. E, se estudada e aprendida aos fins-de-semana, --para uma pessoa tão assoberbada em trabalho em sociedades de negócios vários, cargos políticos desde jovem e cursos de aperfeiçoamento-- atrevo-me a sugerir que possa ter sido um Curso rápido em 5 lições e cocktails para "Tias", como algumas que existem para as bandas de Cascais e da Foz do Douro. Daquelas que vão, directamente ou através da empregada Maria, às mercearias e outras lojas, abastecendo-se do bom e do melhor e, com displicência dizendo à saída, já com a velha Maria dobrada ao peso dos carros de compras:

"-- Sr. Fulano (nome do lojista),ponha na conta, que mais tarde venho pagar!"
E sai depressa, antes que o Sr. Fulano possa retorquir à Madame que já está a dever a "conta" há seis meses! Ou que sequer tenha conta aberta naquela loja (verídico!).

As decrépitas mercearias dos senhores Fulanos deste mundo lá vão acumulando o prejuízo , juntando pepelinhos de "Deve" nos fundos de amplas gavetas, até não caberem mais em espaço ou bolor e os tímidos Srs Fulanos ganharem coragem por apresentar a conta. Normalmente, quando o fazem ,as senhoras ficam ofendidas e dizem que não pode ser tanto e lá pagam uma pequena parte, ou nenhuma, dizendo que vão levar os papéis ao contabilista ou ao marido, para verificarem se não estão a ser "roubadas"! E as Tias deste estilo vão continuando a dar as suas festas e a "governar" a casa com base dessa tal tipo de "Dívida eterna" defendida por Sócrates . E , atenção, este tipo de credor não representa o especulador modernaço dos "mercados", mas o verdadeiro e tradicional fornecedor que apara os calotes deste modo de... fazer Economia! Este senhor Fulano , no fundo somos também nós, contribuintes que se vêem endividados por acção de terceiros!

E afinal, o que leva o merceeiro a vender fiado a estas "Tias" e não ao pobre cliente de salário mínimo, mas honesto? Pois, lá está, é a tal "credibilidade" . A do nome de família, a do se vestir bem, a dos antepassados terem pago contas certas, a de viverem há muitas gerações no bairro, a de recomendarem a loja às amigas (algumas lá pagam a pronto!) e... até o pavor a que se irritem e ameacem com a Justiça e os fiscais (!!!), coisas do estilo em que muitas "tias" são "useiras e vezeiras", para escaparem à raia das responsabilidades, incutindo temor aos que podem ter queixas delas.

Em Resumo: quando JS se referia à Economia que aprendeu, foi essa, a das dívidas eternas dessa casta de Tias, que entretanto lá levam as mercearias à falência, compensam o que não gastam em compra de bons sapatos ou vestidos,caso das mais "jet-set", ou sacodem os casacos de pele traçados e perfumados a naftalina, caso das mais caseiras.

Só que há um senão: um dia até essa conta aparece e alguém sofre o prejuízo.

J.S. depois explicou que para países pequenos como o nosso era impossível pagar a Dívida. Ou pelo menos toda. Verdade, para qualquer país, pequeno ou "grande". Já quanto ao "ir gerindo" alegremente a dívida,será precisamente o contrário. Os mais pequenos têm menos Crédito. Pode parecer estúpido e injusto,para países de gente honesta e trabalhadora, mas é o que acontece. Portanto, o que JS também esqueceu, sublinho, é que Portugal não pertence a esse Clube elitista de Países-Tias, que passam quase incólumes perante os maiores calotes. Esses, reúnem-se assiduamente em "Cimeiras" badaladas e cada vez mais improdutivas, dos G-8. G-20, G-3 ou G-2 à lá Mercozy, mas que , imitando o estilo das Tias da linha ou Foz, só arranjam e debatem dinheiro para os pobrezinhos se for em festanças. Daí essas cimeiras serem ultimamente muito domingueiras e todas com os pés bem debaixo da mesa, não a mesa de negociações mas a dos banquetes, sempre bastante "frugais", isto é, e à base de produtos naturais como as trufas , o caviar e requintes do mesmo preço.

Não, Portugal nunca pode ter essa Economia "à Tia", nem que ela seja defendida por muitos teóricos e levada a cabo em muitas economias. E ,mesmo que tivesse, claro que a dívida um dia tem de ir sendo paga!

"TÁ A VER, querido?"

Bem, agora... Xô.. Xô...! Vá estudar filosofia, vá, menino! "Caturreira!"
"Alergia" (9-12-2011)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Chavões em destak (ou: esta jornalista e um carapau de corrida são o mesmo?)

(imagem de :"Laboratório da parvoíce")


(Texto para saborear com calma, com um cálice de Porto ou um chocolate, enquanto os iluminados não os considerarem "acima das nossas possibilidades. Ou : como de um texto pequenito e com ideias pequenitas, surge um texto de protesto bem mais longo, mas também com mais ideias para ler. Aproveitando a isenção de IVA)

Há textos jornalísticos,-- de comentário, crónica ou até mesmo editorial, -- que ultrapassam tanto a racionalidade e que, por outro lado, dão tanto "sumo" para uma análise de chavões e todo o tipo de ideias feitas, que é difícil resistir a ignorar a sua insignificância.
O que os torna ainda mais "acarianos"(vide: ácaro) no que às alergias que provocam, é o facto de muitas vezes virem impressos em milhares de exemplares,em difusão alargada, enquanto tanto bom livro é condenado injustamente às prateleiras dos monos. Um bom exemplo de que este Mundo não é mesmo justo.

Portanto, normalmente acabo por não postar sobre eles. A não ser quando, como no caso que se analiso adiante, há que tentar de alguma forma combater os chavões, as frases feitas e, sobretudo as ideias feitas e "pronto-a-vestir" que pretendem vincular nas cabeças dos cidadãos, numa espécie de lenta lavagem cerebral colectiva. Neste caso, a que nos quer convencer que nos devemos submeter ao que nos foi traçado, à inevitabilidade das coisas, ao conformismo. O tipo de "status quo" na berra é aquele do que "vivemos acima das nossas possibilidades" e o "não há alternativa a estas medidas" e que temos de ficar mais pobrezinhos e que isso de termos andado a ser roubados durante décadas é culpa de todos, responsabilidade de todos e que somos nós TODOS que devemos dinheiro aos mercados, etc etc.Brrrrr! Umas tretas!

Embora haja os escribas-maiores que alardeiam essa teoria, há também os escribas de segunda-linha, tipo brigada de apoio, que vão debitando esses pensamentos, por entre catálogos de carteiras e lantejoulas ou anúncios de produtos para o lar. Mesmo que não se costume ler esses "papiros" preciosos, por vezes esbarra-se com eles inadvertidamente, nas salas de espera de consultórios, no cabeleireiro ou nos cafés,pois, para quem goste de ler e de saber o mundo ,passam por serem um pouco mais substanciais que as concorrentes opções de "Hola"s ou de "Novas Gentes". Fatal engano! Ao menos as revistas cor-de-rosa dizem ao que vêm!
Um dos maiores desse fatais enganos costumam ser os brilhantes (cof cof) editoriais de uma tal (jornalista?) Catarina Carvalho, no Notícias Magazine, que não nos cessa de surpreender com as suas visões do mundo e do país! Lembro-me, a título de exemplo, de como defendeu já que seguissemos o exemplo dos chineses (economicamente!!!), ou de como se devia imitar a cabeleireira dela, a trabalhar até aos feriados (para a atender a ela...), ou de como um dos mais graves factores para que há uns meses estivessemos a baixar de "rating" para as famosas agências era porque... SIM PASMEM( oh mas que profunda teoria!)... porque as "Poor and fitch and moodys an dingdong and standards and bastards and Co." que nos "ratam" viam que os portugueses não queriam trabalhar, porque(tcham tcham!!!)... o modelo de avaliação dos professores havia sido então suspenso no Parlamento!!!

Estão a ver o raciocínio? Os cowboys da especulação andariam, quem sabe, a ler notícias sobre Portugal, paizeco que eles pensam que fica lá para o norte de África ou América do Sul, à direita das ilhas Caimão, uns metros depois do talho, e só nos julgariam dignos do nível Lixo, porque se interessavam muito pelos assuntos da Educação mundial e portuguesa em particular...
Estive na altura para escrever sobre isso noutro blogue, mas depois meteram-se assuntos mais importantes na calha.

Essa Catarina assina como directora da revista domingueira e veio substituir a sua colega Isabel Stilwell, do tempo em que a mesma publicação tinha algum interesse. Posto que a mesma Isabel andou a escrever livros (uma biografias romanceadas, até com piada, de rainhas de Portugal) e artigos noutras publicações da concorrência. "Da concorrência" talvez seja boa qualificação, ou melhor poderiamos acrescentar "concorrência a Catarina Carvalho" , pois, parecendo antigamente uma pessoa de bom senso com algumas ideias, aparenta ter entrado no mesmo tipo de delírios conformisto-iluminados da colega. Já muito andou a ser dissecado na blogosfera um texto que escreveu a criticar a "Geração à Rasca" e ainda uma ou outra "preciosidade" quem tem vindo a sair da sua pena.Ressalvo desde já que dantes até tinha alguma consideração por I. S. como jornalista, mas penso que será mais um caso em que é o afastamento da realidade vivida pela maioria da população e o crescer destes jornalistas numa espécie de "limbo" social que os leva a debitar tais pensamentos.

Hoje trago à berlinda um editorial de I. Stilwell, do "Destak" (11 -11-2011), um daqueles jornais oferecidos gratuitamente em semáforos ou hospitais. Por isso, como dizia acima, com muita tiragem e muitos leitores, mesmo que pouco voluntários. E aí surge das tais lavagens ao cérebro típico dos situacionistas que querem que as pessoas continuem a aguentar as "troikadas" muito "mansamente".

Primeiro, estranhei que um jornal ,que é quase na metade feito de anúncios (neste caso 11 páginas de anúncios num total de 18), tenha um editorial, texto jornalístico que normalmente exprime as ideias base da direcção sobre o que aí é noticiado. Como sintetizaria e conjugaria ela as vantagens do "Vibroplate", com o hipermercado, a toyota e ainda os auto-anúncios? Mas, está bem, um editorial pode ser também um texto de opinião, em usos mais recentes. Mas escrito por jornalista. Pelo que não deveria ser com o principal propósito de lavar cérebros. Enfim, leiamos, pois até nem é dos piores jornais gratuitos e dá notícias importantes, como a de que Top Models vão fazer novo video dos Duran Duran...;)) ou a previsão do tempo....

O título é apelativo : "OS números não são o mau da fita".

Vai portanto falar de economia, aparentemente, e vai dizer-nos quem é que são mesmo "os maus da fita", esperamos. Finalmente uma saída para a crise!

Passa logo depois a comentar uma frase recente de Mário Soares de que "as pessoas estão à frente dos números". Hum....Começo a imaginar Soares a preparar esse discurso , enquanto recebe mais um belo cheque da autarquia para a sua fundação, tendo a inspiração vinda dos muitos zeros à direita da cifra, que logo lhe sugeriram a sentimental imagem das cabeças redondinhas de muitas pessoas, à frente dos outros números... (ai lá estou também a divagar, cala-te boca!).


Bem, queria o antigo PR dizer, no fundo, que as pessoas e os seus direitos eram mais importantes que o dinheiro e as finanças. No fundo, o que muita gente defende: a vida do país e das pessoas não é só feita de "dívidas" aos "nervosos mercados". A vida das pessoas não é só feita de trabalho nem de dinheiro. O dinheiro e o trabalho devem servir as pessoas e não o contrário. Há que ter outros valores, como o tempo para si, para a família e amigos, o lazer, uma felicidade equilibrada.
Se era esta a intenção de M. Soares ao dizer aquilo, concordo. Concordaria I. Stilwell?


Dizia ela, que em princípio sim. Mas depois começou num relambório de que "o dinheiro representa a realidade e por isso não é infinito nem chega para tudo"(sic). Que era lamentável o aumento do desemprego, mas que o dinheiro não estica nem é "mágico ou infinito" e que não há dinheiro e que há que "saber fazer escolhas"(sic) no que se gasta que é preciso optar " entre as finanças e o tratamento de uma doença ou de outra"(sic! sic!) bláblá e blá e que era preciso entender que "Não podemos estar todos felizes ao mesmo tempo." (sic sic sic!!!!!!)


Nem sei por onde começar, a não ser no dizer que provavelmente poderia distribuir estacas virtuais para segura os queixos que possam ter caído, como aconteceu ao meu ao ler isto pela primeira vez. Imagino o quão satisfeitos os senhores dos mercados bolsistas" devem ter ficado. Ganharam mais uma porta-voz para as suas ideologias doentias. Pois Isabel S. pôs a "mão na ferida" , corajosamente explicou aos mais pobrezinhos que este é um mundo onde reina a bela lei do mais forte economicamente, a realista lei da selvajaria especulativa, onde NEM TODOS PODEM SER FELIZES AO MESMO TEMPO! Pois não! Apenas os bons jogadores com dinheiros privados e públicos. E que sabem "fazer escolhas", desde que tenham um bom corrector e saibam manipular os boatos financeiros! E que se se tiver de escolher entre as finanças dos Bancos, coitados, cheios de lucros e bons cobradores de taxas, entre pagar as contas das agências de rating ou do FMI e... a asma dos filhos ou o cancro dos pais (uma ou outra doença, enfim, paciência)... claro que há que sacrificar os segundos! Porque o dinheiro não é "mágico nem infinito"... a não ser quando é para fazer dinheiro a partir do dinheiro, em especulação bolsista, isso é outra coisa!


Só apetece levar a ironia ao máximo, perante estas teorias infelizes! Já não bastava o papelão dos ministros que nos levam a todos para o cadafalso da bancarrota e ainda vêm jornalistas com alguma rodagem defender o primado do dinheiro, na estranha aritmética de que:
PESSOAS = DINHEIRO



E sublinha a ideia no período final do texto, que deve ser o "tour de force" inesperado que tanto gostam de dar às crónicas, mas que considero que mais adequado seria chamar de "punch line", como se de um texto de comédia se tratasse. Aí vai (e repare-se no tom paternalista que demonstra o que perpassa em todo o texto):



"E é por tudo isto que pessoas e números não se podem dissociar, nem dizer que uns devem estar à frente dos outros, porque são o mesmo."



Até podia concordar com a primeira parte e acho que nisso também pensava Mário Soares, por contraste com os contabilistas funerários que agora nos desgovernam : não podemos dissociar os números (do dinheiro) (da vida) das pessoas.


Mas na segunda parte há uma guinada para,digamos, uma espécie de falso silogismo que mete dó.


Resumindo o editorial de I. S. num silogismo falso que parece construir:


-As pessoas precisam de dinheiro para viver


- O dinheiro é igual aos números e não é "elástico"


- LOGO: As pessoas são o mesmo que os números (dinheiro)


(ou estarei a ler mal?)


Nesse caso, também poderia construir os meus silogismos:

- I. Stilwell é uma jornalista

- Alguns jornalistas são "carapaus de corrida",

- LOGO: I. S. é um carapau de corrida (ou, para estrangeirar o nome, um "running mackerel")

Ou ainda:

- Isabel S. foi directora do "Notícias magazine";

-Catarina Carvalho é directora do "N. Magazine";

- LOGO: I. Stilwell e C. Carvalho são o mesmo.


"Qué tal?" Regressa, capa da "Hola!" com a nubente nonagenária duquesa de Alba, que estás perdoada! :)

"Alergia" (23-11-2011, a publicar apenas no dia 25, após a Greve Geral)