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domingo, 21 de abril de 2013

Mais Música, para outro dia de sol e para tentar esquecer as patifarias da semana que passou

(Minta & the Brook Trout, "Falcon"- do álbum "Olympia"-2012)
Sim, sei que tenho um texto prometido há muito. Sobre filmes. Já está pronto, falta afinar uns detalhes. Mas aviso já que é grandito, para ler  e meditar todo, ou salteado, como preferirem. Fiz questão de o apurar o mais que pude.
Quanto a assuntos de Educação, ainda esta semana acabou de sair a Portaria com o número de vagas nas Escolas para o concurso nacional de professores. Uma autêntica anedota! E uma grande maldade, mais uma machadada para derrubar a Escola Pública, pois quase só tem vagas "negativas", que perece não corresponderem ao que os directores transmitiram ao MEC, nem às necessidades das Escolas. Números FALSOS, portanto. Alguém acredita que , com a quantidade de professores que se reformaram recentemente e com o número de alunos que (ao contrário do que quem fazer crer) NÃO diminuiu significativamente (de resto houve é "engenharia" manipuladora pela tutela, de aumentar os alunos por turmas, alterar a estrutura curricular sem qualquer lógica pedagógica, agregar escolas a monte e sem tino...Mas nem isso explica a rídícula soma de apenas 618 vagas abertas, ou "positivas", perante um número de 12 mil vagas "negativas", ou a fechar. 12 mil?! Bandalhos mentirosos!). Ou seja, o que querem é que os professores com vínculo ao ministério, ou do quadro de Escola, se vejam obrigados a concorrer, ao anunciarem falsamente a eliminação do seu posto; depois, esses irem para longe e ficarem em vagas precárias noutras escolas, ou nem isso (desembocando, dessa forma artificial, na mobilidade especial por dois anos, até serem simplesmente despedidos sem direito a indemnizações, após 20, 25, 30 anos de serviço público no ensino!); e depois, em Setembro, contratar professores precários, muito mal pagos, para as vagas que surgirão entretanto (com a saída dos efectivos que ERAM necessários!) para assim acabar a estabilidade da Escola Pública e, com isso, degradar ainda mais a Escola Pública, firme propósito dos últimos MEC, pelo menos desde 2005.
Mas, da parte de um ministro que se revelou mais uma fraude, um embuste, que cede a tudo no massacre aos funcionários públicos pelo Ministério das Finanças... -- um ministro que, depois de assegurar que não existiria mobilidade especial na Educação e que agora encolhe os ombros e justifica o volte-face cm um mero: "Vivemos no mundo em que vivemos"(sic)--, outra coisa não seria de esperar, que o anúncio de um concurso nacional nestes moldes, que esta FARSA!
É tudo tão nojento, que nem apetece falar mais nisto, por agora. Querem destruir o País, derrubando a qualidade do seu Estado social, a base fundamental das sociedades europeias e a razão máxima para ser admissível o pagar de impostos, num país democrático.
Fica , para acompanhar mais um dia de Primavera soalheira, a música que se vai fazendo em Portugal, desta vez com um grupo recente , mas muito interessante. É dos que canta em Inglês, e, para fazer jus à vitalidade dos músicos nortenhos, é um projecto do Porto, "Minta & The Brook Trout", guiado pela voz (excelente) de Francisca Cortesão e de um bom gosto geral de todos os seus músicos. Vi algures a autoria do video, mas já não encontrei essa versão no Youtube, desta vez. É preciso divulgarmos o que de bom se faz por cá, antes que até os músicos comecem a emigrar também...
Fiquem pois, embalados, com "Falcon".
Mais uma alegria, numa semana de "alergias".
Até logo.
Margarida Alegria (21-4-2013, in blog "Alegrias e Alergias")

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Carta aberta a Nuno Crato

Carta a Nuno Crato

Aveiro, 11 de Julho de 2012

Ex.mo Sr. Ministro da Educação,

Numa sociedade que valoriza muito pouco a escola é fácil cavalgar a onda e navegar ao encontro desse sentimento (que menospreza o ensino público), subtraindo-lhe praticamente todos os recursos humanos e financeiros, deixando-a reduzida apenas a serviços mínimos.
Se o Senhor Ministro fosse apologista duma sociedade sem escola como Iván Illich estaria explicado este retirar e extrair de recursos sem fim para fora da escola, mas o Senhor preconiza uma sociedade altamente escolarizada, e isto atenta contra o princípio da não contradição. Se fosse outra personalidade que ocupasse a pasta da Educação poderíamos arranjar-lhe uma desculpa, mas sendo o senhor um matemático, difícil será aceitar que este princípio fundamental da lógica lhe tenha escapado.
Explique-me por favor como se eu fosse uma criança muito pequenina as seguintes antinomias:
Como aumentando o número de alunos por turma (de 26 a 30) se poderá melhorar o aproveitamento dos mesmos?
Como fundindo agrupamentos e agregando-os se poderá incrementar a qualidade do ensino?
Como apoiando as escolas com mais sucesso e abandonando à sua sorte as escolas com menos sucesso escolar se pode pretender que estas últimas se transcendam em êxitos académicos?
Estes são apenas alguns exemplos dos paradoxos mais gritantes que qualquer pessoa observa no nosso sistema de escola pública e nas medidas que irão ser implementadas no próximo ano letivo.
Começo seriamente a acreditar na afirmação que fez em tempos que “se fosse ministro implodiria o ministério da Educação.” Provavelmente não o vai fazer implodir mas com toda a certeza vai fazê-lo ruir completamente. Não restará pedra sobre pedra da nossa escola atual. Ouvi as suas declarações sobre os exames: “Que os resultados não são satisfatórios e que há muito mais a fazer pelos nossos jovens”. Agora pergunto: a resposta que dá é retirar recursos humanos e financeiros à escola para fazer muito mais pelos atuais e futuros alunos?
Seria mais honesto da sua parte se dissesse aos portugueses que a escola não é uma prioridade para o governo - do qual faz parte - e que as medidas que tomou na área da educação são todas de cariz económico e não pedagógico. Esta é uma opção! Uma opção política! Talvez não a melhor! Talvez a mais fácil, dadas as circunstâncias! Mas deixemo-nos de hipocrisias - não é para melhorar o ensino público que as tomou. É apenas para poupar dinheiro! Ouso perguntar-lhe quanto custa perder uma geração? Quanto custa perder o futuro?
O Senhor é simpático e afável ao falar e argumentar, mas cada vez se parece mais com os mestres sofistas gregos que faziam com que as mentiras fossem verdades e as verdades mentiras, tal o poder das suas falaciosas palavras, da sua retórica.
Sabendo que a única riqueza de que dispõe este país são os seus próprios cidadãos, parece-me de uma total cegueira desinvestir na formação e na valorização desse tesouro singular que poderia no futuro fazer a diferença.
E é por esta razão que lhe envio um sapato, como protesto, pela sua política educativa (ou nada educativa) que acabará por destruir o nosso sistema de ensino público, seguindo e acelerando o caminho e o rumo das suas predecessoras.
Os meus cumprimentos e os meus pêsames pela sua ação educativa.

António Morais
Carta aberta  publicada no Facebook. Obrigada, Paulo Fazenda!
 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

De regresso ao trabalho Infantil? :(

(uma foto que havia recolhido à espera da melhor ocasião: trabalho infantil num país asiático)
Este post já não é tão digerível (descontando a alta qualidade dos posts nele linkados). De facto, depois dos aperitivos humorísticos do post anterior, serão até uma sopa algo indigesta...
Pois não é que o nosso Ministério do Crato (já nem chamo da Educação), está a pensar, segundo a entrevista desse senhor ao  semanário "Expresso", em aplicar a via profissional já para alguns alunos... do 5º Ano de escolaridade?
5º ANO ,senhores! CRIANÇAS! Com 10 anos!
Onde estão os "Daniéis  Oliveiras" e outros que bradam contra o simples regresso do exame da "4ª classe"(4º Ano)? Não acham que ISTO é que é verdadeiramente preocupante?
E depois? Esses pequenos aprendizes irão esperar uns anos pela entrada no mundo Laboral de que estão impedidos? Ou então mudarão a lei para os empregar? Ou vão trabalhar à socapa, a coser sapatos dentro de garagens "em família" como já tantos fazem, só que agora com honras de certificado  da via profissionalizante e fechar dos olhos do Estado e, por extensão, da sociedade?
Ou será para lavar as mãos de ensinar a escrever e a saber de Ciências ou História àqueles que já estão marcados para uma triagem de castas com que estes jovens desgovernantes a cheirar a mofo tanto sonham?
Será que o tal exame do 4º ano procederá à tal triagem (termo já muito usado pelos defensores da falsa "excelência"), com resultados previsíveis para alunos com menos meios de apoio cultural e do interior, que regressarão assim ao obscurantismo salazarento de saber assinar e umas letras e basta?
Há algo de muito perigoso aqui. E, como diz o colega e blogger Paulo Trilho Prudêncio no  seu excelente "Correntes"(ver link do post abaixo), pode haver já a noção de que alguns não vão muito longe nos estudos, mas desistir assim um País de educar as sua crianças? E repito, CRIANÇAS.
Há pais incultos que até esfregarão as mãos de contente de início, mas isso não será o mesmo que mandá-los de volta aos campos para ajudar os pais no pastoreio e na agricultura.
Não podemos permitir que tal ideia criminosa vá para a frente! Se não se consegue educar uma criança de uma forma, dê-se a volta e insista-se. Eduquem-se os pais, eduque-se de uma vez o País dos adultos, mas não se cortem assim "as pernas" às novas gerações, para além das de agora a quem se sugere a emigração.
Bem, nada melhor do que dar a palavra a dois bravos bloggers que o exprimiram bem melhor. O Paulo T. Prudêncio, no "Correntes":
"E QUE TAL NO 1º ANO?"
E o Zé Morgado, no "Atenta Inquietude":
Textos a não deixar de ler, absolutamente (descansem, são mais pequenos que os meus...)!
Não podemos permitir que ideólogos ainda de cueiros e protegidos toda a vida em ambientes mais favoráveis à sua ascensão escolar incitem Nuno Crato a alinhar nestas políticas criminosas.
E dedico este post ao "Vitinho", meu doce antigo aluno do 7º Ano, hoje certamente um pintor ou trolha por aí.
Na altura, pela lei de limite de idade de trabalho que o permitia e como Directora de Turma novinha sem arcaboiço para conseguir persuadir o pai, embora o tentasse, nada pude fazer para impedir o severo homem de o levar embora da Escola ao fim do 1º período de aulas, aproveitando-se das notas ainda fracas do filho.... Via-se que o pai só cedera a muito custo deixar o  seu rapaz estudar e de pronto se agarrara às várias negativas para lhe desfazer o sonho em três tempos, ou seja, em menos de três meses.
Ainda hoje vejo o rapaz, esperto mas tímido e  frágil ,no primeirio dia do 2º Período, no primeiro tempo do dia, aula de despedida de mim e da turma( o pai lá lhe permitira.Depois ia logo para casa).
Os outros alunos, todos vindos de meios rurais, não muito bons alunos, mas esforçados  e cheios de ternura, dedicaram aquela aula ao Vitinho. Embora decorresse a matéria mais ou menos como programada--ele fora uma surpresa e claro que suavizei muito o ritmo, mas sendo uma aula como as outras, como ele queria que fosse para guardar consigo--, pediam para ele ler, para ele ir ao quadro,para ter a última aula em honra do "seu Vitinho". foi um pequeno rei de atenção, apesar de ter sido sempre acarinhado anteriormente por todos. A meio da aula, à hora ordenada pelo pai, despediu-se e pediu para sair. As colegas lavadas em lágrimas, a Marisa, a delegada e mais refilona olhava em frente e tentava disfarçar a raiva e o choro com sobrolho franzido e moreno, lábio tremente no seu ar habitual de amuo. Outros evitavam olhar de novo para o rapaz, alisando os livros.
À porta da sala,o Vítor futuro aprendiz de  pintor, que já não o "nosso" Vitinho(e não também o  dos desenhos animados para embalar crianças),  pára uns instantes antes de um último adeus geral. O seu corpo franzino de 13 anos, herdado de gerações de fome,  recorta-se esguio com a porta aberta a emoldurá-lo:
-"...Será que depois poderei voltar aqui para os visitar, S´Tôra?" Fiz o sorriso mais rasgado que consegui.
-"Claro que sim, Vítor, Vitinho, claro! Vem cá visitar-nos sempre que quiseres!". 
Arregalou os enormes olhos azuis, numa esperança infantil e sorriu também, com ar de  consolo rasgado. Um certo alívio no seu súbito abandono escolar. E partiu.
Como podem imaginar, jamais voltou. :(
Ficou-me sempre aquela imagem dele emoldurada pela porta, aguardando a minha resposta. Tudo que lhe pudera dar fora uma esperança de Final feliz para a criança que ainda era. Tudo o que o País lhe tinha para dar era o fim de sonhos de uma vida melhor que a do seu também franzino pai, dobrada ao trabalho precoce.
Não. Não quero ver o regresso do país de" Vitinhos" ou pior. Se é para resolver dramas disciplinares que entravam o aproveitamento  da maioria, longe de impossível, que se criem estratégias de disciplina e de verdadeiro apoio, e não  medidas hipócritas e banalizadoras do abandono, que certamente até será  multiplicado entre  os mais desamparados e não entre os mais "malandros".
Margarida Alegria (2- 7-2012. in Blog "Alegrias e Alergias")
(e lamento a indigesta "sopa à Crato"... o resto dos pratos deste banquete de posts ficará para amanhã, como compreendem...)

terça-feira, 19 de junho de 2012

Novidades do Mundo Educativo...

Com alguns  comentários,mais curtos ou mais extensos, várias das últimas novidades do Mundo da Educação em Portugal (os títulos são os links, como habitual):
Tudo bem, assim a frio, não será daí que virá maior mal ao mundo. Mas... é PARA QUÊ?
 É só para não ficarem umas disciplinas a "rir-se" das outras? É para transformar a escola em aulas de preparação para testes? É para verdadeiramente aferir o sistema? É só para melhor penalizar... digo,  "avaliar" os docentes? É mesmo por um maior rigor nas aprendizagens, ou é para dar mais um filão de negócio a centros de explicações, a centros criadores de testes, quem sabe se a correctores externos de testes (pagos a peso de ouro, ao contrário dos escravos do sistema, já que cada vez confiam menos nos docentes que o próprio MEC emprega)? Ou é para dar apenas a IMAGEM de rigor? Ou é, muito provável hipótese no reino da pseudo-meritocracia e do novo darwinismo social-- destes boys que sempre foram amparados e cunhados nas  suas próprias vidas --a forma de fazer a triagem(já lhes ouvi mais que uma vez este termo) entre "castas"de cidadãos cada vez mais cedo?
Como disse acima, acho que ,a haver subjugação constante a exames, ao menos que seja a tudo (mas mesmo tudo!), para depois não se dizer que umas disciplinas valem mais que outras. Resta saber  se é no Sistema da Examocracia, a juntar ao da Bu(r)rocracia já vigente, que vai a Educação Portuguesa plantar as suas raizes, como se fosse uma panaceia Universal, ou se afinal sempre se traçam ou não metas e propósitos gerais educativos, uma noção clara do que se entende  por Educar os alunos na plenitude de seres humanos que são (e não apenas activadores de uma ínfima parte dos seus cérebros, excluindo a criatividade e a arte, por exemplo). A ver vamos em que dá mais esta "Pré-medida " assim lançada para o alarme dos jornais e TVs.
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Algumas alunas/os  do 12º ano,do Porto, criaram um "movimento" de protesto contra os exames nacionais. E esta, hen? Começaram a colar cartazes e pelo Facebook querem alargar o protesto a todo o país. Dizem que não é pelo facilitismo, mas antes pelo contrário, para que o Sistema seja mais justo (por exemplo nos tantas vezes aberrantes critérios de correcção) e  sobretudo de Avaliação Contínua e não continue a favorecer quem tem mais possibilidades económicas e/ou de apoio:
Vamos ver no que dá, mas , a haver protestos contra o que seja, estes já não devem ser só da parte dos professores e seus sindicatos, senão só consideram que estamos a ser "corporativos"...
Espera-se igual energia dos Encarregados de Educação. E espera-se que os autarcas, por seu lado , não usem só os custos educativos como chantagem contra o corte de verbas do Governo central para os seus Municípios. Se têm vereadores da cultura e da Educação, estes deveriam lutar, também e sobretudo, pelas questões EDUCATIVAS.
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E esta que vai continuar polémica:
O ministro diz que é para situações temporárias e não para criarem as famosas "Turmas de Nível" discriminadoras. Se for assim, pode resultar, julgo que será um pouco como  o sistema das  chamadas "Assessorias" já usado por certas Escolas. Isto desde que permitam um verdadeiro trabalho em co-docência, com condições e tempos para tal e não um dividir de turmas entre os desgraçados que leccionam a estes grupos difíceis até ao fim da carreira, para aliviar outros que poderão continuar com as mal disfarçadas turmas de élite dentro da mesma escola. Sempre houve esse sistema subterrâneo e sempre existirá ( nos meus tempos de estudante eram as famosas turmas da manhã, nem que o resto dos Ano de Escolaridade fosse todo no turno da tarde) mas há que limar as arestas desse tipo de manobras, em vez de atirarem as decisões todas para directores que variam em bom senso, sentido de justiça e até em grau de preocupação com a verdadeira evolução dos alunos. E fazer tudo para consolidar uma verdadeiro combate à indisciplina, que esse sim seria meio caminho andado para combater o insucesso, num curículo que nem é assim tão exigente, como constatam os mais diversos alunos ucranianos, moldavos e russos imigrantes, que quando cá chegam fazem um brilharete!
Porém, uma medida destas, vinda de um MEC que preconizou turmas de 30 alunos, alunos com NEEs aos molhos integrados em turmas grandes e mega-agrupamentos escolares(ai é "Unidades Organizacionais que se diz, não é? Já há novo logotipos na forja?), parece apenas um paliativo para se poder dividir um pouco algumas turmas noutras mais pequenas e minorar o descalabro...
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E outra curiosidades:
Pergunta: MAIS AINDA?!?! Pois pedem para o "se(c)tor privado"... ainda se pedissem para as Escolas em geral... :///
E, já agora, não querem ainda mais subsídios do Estado? Não chega aquilo em que foram aumentados este ano, ao arrepio dos conselhos da famosa "Troika"?
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E ainda:
Ups!!! Sorry! Ai isto é em Timor-Leste... Por momentos julguei ler um dos chavões que também se usavam por cá até não há muito tempo. E até uma canção do "desaparecido" cantautor de protesto, Sérgio Godinho de sua graça. A comparar com a  letra dessa canção, só faltam estes items aos Timorenses, pois a Paz e o Pão por lá já não devem faltar a rodos (a paz eu sei que resiste, graças a homens de Paz como Xanana, já o pão...).Bem, pelo menos os timorenses não perdem de vista quais são os bens essenciais a um povo, nem que seja por ideal de campanha política. Por  Portugal, nem isso. Já só têm os ideiais de: liberalização dos despejos, negócios na Saúde e Educação,ou seja, Habitação,  Saúde e  Educação só para alguns. (que suponho serem  os "esforçados" não piegas e não preguiçosos e que querem pôr Portugal a "mexer"--- hum...  os "portugueses-mexias"?--, a acreditar nos lindos anúncios de Galps-criança, CGDs e outras empresas "autónomas" e destemidas, criadas com belos fundos comuns dos nossos impostos....). Adiante...
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O que diz a Associação de formadores de adultos sobre o programa "Novas Oportunidades":
ASSOCIAÇÃO FAZ AVALIAÇÃO DIFERENTE DO GOVERNO ÀS NOVAS OPORTUNIDADES
( in Público, ontem))
Concordo, em vários pontos com o que dizem. Por razões que um dia aqui explanarei. Isto de andar a saltar de Programa e programa e experiência em experiência educativa, sem nunca fazer o balanço verdadeiro das situações nem sondar "as bases" é um dos grandes males do país e do nosso Sistema. E não é só com as NO. O que houve neste caso foi criar mais uma "comissão liquidatária"  das NO, sem mais, com um parecer do Instituto Superior Técnico que nunca me lembro de ter sido citado como acompanhante deste Programa ou outros, a extinguir tudo de uma assentada. Ou como se para avaliar o Ensino Básico fosse só pedir pareceres de profs Catedráticos das Universidades distantes, ups! isso é o que fazem sempre também, não é?... pois. Darei outro exemplo, mais "chão". É como se, para avaliar a beleza da Branca de Neve, fossem buscar a opinião, nem sequer dos seus pares, ou dos príncipes, ou do espelho Mágico, mas dos Duendes subterrâneos da sub-cave da Fossa das Marianas, ou os feiticeiros estrábicos das ilhas Bora-bora, ou até, quem sabe, da rainha má sua madrasta!
As NO tinham muitos defeitos e sou das primeiras a dizer, mas havia que aproveitar o que prestava e deitar fora o resto e não defraudar mais uma vez os cidadãos nas suas expectativas. Há formandos que não mereciam estas N.O., mas há muitos outros de inteligência e capacidades (que não tiveram hipóteses de estudar mais noutros tempos) que agora se poderão de novo retrair a completar os seus estudos. Ah, mas se vão todos emigrar, ou se vão para caddies  de golfe ou empregados de resorts, isso também já não interessa, pois não? Balanços para quê? Isso até nem os próprios Ministérios fazem às suas despesas, para quê "balançar"?
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E se lessem um título como o que se segue, sobre os Exames nacionais que começaram ontem:
FIABILIDADE DOS CORRECTORES DOS EXAMES NACIONAIS POSTA EM CAUSA (sem link)
 o que pensariam?
Exacto! "Coisa e Tal", Correctores = Professores, esses malandrecos não são "fiáveis",e tal...Ai Céus! o que vai ser agora?!
Pois bem, era essa a chamada de primeira página (em papel) para a notícia que vinha no seu interior, de título um pouco diverso...
"RESULTADOS DOS EXAMES NÃO DEPENDEM SÓ DO QUE OS ALUNOS SABEM" (sem link)
Bastante diferente, não lhes parece? Estiveram mal, senhores do "Público"!Não se faz...
 A notícia fala entre outras coisas
de um estudo no Reino Unido sobre a fiabilidade dos Exames, sobre a falta de avaliação mais completa por parte de perguntas como as de escolha múltipla(um dia me dedicarei a discorrer sobre esse primor educativo) e , pelo que entendi, acaba por salientar a importância do bom senso Humano na correcção das perguntas de maior desenvolvimento, por contraste com um mais desumanizado e apertado critério de correcção de questões que se pretendiam mais imparciais! E esta? Traduzindo: no fundo as perguntas que implicam o "justifique" etc avaliam melhor as reais capacidades dos alunos e são sujeitas a uma maior abertura na correcção e daí até a menos perguntas consideradas totalmente erradas. E que a Matemática , como a Português e outras disciplinas, o abuso de perguntas de escolha múltipla (incentivado pelo Ministério ao longo dos últimos anos, sublinhe-se) deveria recuar, para dar lugar a questões que pusessem os saberes em prova, como na Gramática, ou os problemas Matemáticos. Mas posso ter lido mal e não sei se a notícia online estará diferente, Ei~la, esta já com Link:
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E esta para relaxar um pouco:
"CADA EXAME DEMORA ENTRE 12 a 14 SEMANAS a SER CONCEBIDO"
(ionline)
Bem... tendo em conta o tempo e esforço de... concepção, é caso para nos perguntarmos, nesse caso, quantos meses terá tido a sua... "GESTAÇÃO"! :))))
Pobres professores ligados ao GAVE...
hum... cof cof...adiante...
(Já para a correcção, não importa que os professores percam as suas férias,sejam obrigados a frequentar acções de formação "sobre correcção", sem  qualquer préstimo e sem dispensa de aulas, em tempo delas,  ou que acumulem tarefas sem direito  a ajudas de custo... quantas horas e pestanas "queimadas"...)

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E finalmente, uma notícia que deixa a todos mais tristes, neste quase Paraíso(?) à beira mar plantado:
"Constança, disléxica, não conseguiu concluir o Exame de Língua Portuguesa"
(in Público)
Fosse este país um outro qualquer mais decente, tal notícia causaria estranheza pela relevância dada. Mas como devem estar a par dos últimos tempos,uma notícia polémica , esta "Constança, disléxica" foi o centro de uma polémica, pois o Júri Nacional De Exames , contrariamente a outros anos lectivos e em cima da hora, veio fazer desta menina o exemplo do que julgam os seus tristes membros ser o "rigor" e igualdade, etc., não cedendo ao pedido da sua mãe para que tivesse a prova de Língua Portuguesa de 9º Ano  em sala à parte, com o enunciado do texto lido em voz alta por um professor(o que sempre fora facultado a alunos como ela). Os professores que acompanharam não foram ouvidos, nem os Professores do ensino Especial, nem a Associação de Dislexia, nem tão pouco a Direcção Regional de Educação respectiva, todos a favor do pedido a aluna. Já o Ministro Crato lavou as mãos "à Pilatos" e remeteu a decisão para esse JNE, que considerou que a meia hora extra a que diversos alunos têm direito bastava para suprir as dificuldades. Gente que não sabe que há Dislexias e Dislexias e que foi indiferente a todos os pareceres especializados (médicos até) que defendiam o direito da aluna ao que solicitara! Crato. responsável máximo pelo MEC,  poderia ter desbloqueado a situação, mas chutou para o lado, preferindo o seu périplo de embaixador da "Educaciolândia" , com palestras e visitas e fugazes  comentários a  eventuais mudanças no seu Reino.
Por mim, desde que há muitos anos vi que, para alunos com deficiência auditiva, a  bitola de  direitos extra era a rotineira receita  de  meia-hora extra de exame, já nem sei que mais possa espantar sobre  este sistema...
A Mãe de Constança  não desiste e vai levar o caso a Tribunal, não já pela sua "Constância, disléxica" (e como lhe ficou o cognome!), mas por todos os meninos que no futuro possam vir a estar na sua situação. Pelos "Manuéis, disléxicos" pelas "Marias, disléxicas" e todos os restantes cidadãos que tiveram o azar de nascerem portadores de alguma deficiência ou diferença, neste Reino das maravilhas da Inclusão...
Votos de coragem à Constança e à sua Mãe! Podem dizer os rezinzas do costume que há outros que não tiveram essas benesses anteriormente, mas é porque não tiveram o espírito de iniciativa nem se mexeram por  um movimento de pais e mães de "Constâncias" e se calhar deveriam ter lutado como esta senhora, uma Cidadã em pleno.
Margarida Alegria (19-6-2012, in Blog "Alegrias e Alergias")
E.... por falar em rezinzas, venham daí os "antónios anónimos" que preferem comentar o tom colorido (dadaísta, não acham?, para um país de educação Gugu-Dadá como o nosso)  desta súmula comentada de notícias, a apresentarem opiniões e ideias sobre os temas.