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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

"Excelência" do ensino Privado?!-A reportagem sensação do dia:Dinheiros públicos, vícios privados


(Dinheiros Públicos, vícios privados" , reportagem TVI de Ana Leal, 3-12-2012, via blogue "Aventar")
Foi a reportagem-choque  de hoje, no "Repórter TVI". Não a vi directamente, acabei de  visionar online e, mesmo já contando com algo de grave,  fiquei ainda assim estupefacta e revoltada. Apenas a "ponta do icebergue" da escandalosa promiscuidade entre políticos /ex-governantes e os lucros de grupos privados  obscuros, neste caso da área  da Educação (??). Parabéns à jornalista Ana Leal e aos corajosos professores e pais que deram a cara, para denunciar a pouca-vergonha.
É esta a propagandeada "excelência" e  boa gestão  das  escolas privadas  que os nossos desgovernantes querem promover, destruindo a Escola Pública? Quem entrega os filhos a dirigentes como os que aparecem na reportagem?  A quem não inspira confiança nem sequer para lhe comprarmos um rádio de pilhas?
E o Ministro ainda lhes deu MAIS dinheiro, mal chegou ao poder e contra o parecer da própria Troika (que nem sonharia com estes escândalos bem portuguesinhos)?
Falta de verbas para o essencial, para poder comprar carros de luxo e outras empresas, pressão para fabricar notas e manipular rankings, contratos ilegais, exploração laboral, ameaças... há de tudo um pouco, mas, como disse, muito mais podridão deve existir para além do que aqui se aflora.
A não perder e a divulgar, por todos que ainda andam ceguinhos  e confiantes na bondade e nas "privadas virtudes" da entrega de tudo o que é público a mãos " mais competentes" privadas! É o que se vê nesta reportagem, que mais uma vez nos dá vómitos de pertencermos ao mesmo país que certos senhores que dele se apoderaram sem pejo, para "se governarem". Passando por todos os quadrantes do centrão, que o bolo da Educação é mais um naco apetitoso para a vampirização de Portugal, tal como antes a Saúde e também o apoio a idosos, ou seja, os tais três pilares do Estado Social que uns fedelhos acenam querer Refundar/Afundar.
Pronto , fico por aqui. Vejam e divulguem o mais que possam...E que não caia no esquecimento.
Margarida Alegria (3-12-2012, in blog "Alegrias e Alergias")

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Vigília Nacional pela Educação

Desafiam-se todos os educadores )professores mas não só...) a comparecerem (quer tenham o seu lugar/emprego  em perigo ou não, claro!), na noite de 18 para 19 de Julho, a partir das 19 horas do dia 18, nas Praças da República de todas as capitais de distrito.
De forma a ficarem bem visíveis para os telejornais das 20h.
A Vigília termina às 12 h do dia seguinte.
Ponto preferencial para o encontro, não excluindo as outras cidades mencionadas: em Lisboa.
Os manifestantes poderão ficar toda a noite, ou revezarem-se consoante as  possibilidades. Bastante importante será a presença nas primeiras horas.
Mais informações circulam nas redes sociais. Deixo aqui o link de um dos blogs que primeiro transmitiram a informação, o "Bio Terra "(obrigada, João Soares!): "Vigília pela Educação" (bioterra.blogspot.pt)

Carta aberta a Nuno Crato

Carta a Nuno Crato

Aveiro, 11 de Julho de 2012

Ex.mo Sr. Ministro da Educação,

Numa sociedade que valoriza muito pouco a escola é fácil cavalgar a onda e navegar ao encontro desse sentimento (que menospreza o ensino público), subtraindo-lhe praticamente todos os recursos humanos e financeiros, deixando-a reduzida apenas a serviços mínimos.
Se o Senhor Ministro fosse apologista duma sociedade sem escola como Iván Illich estaria explicado este retirar e extrair de recursos sem fim para fora da escola, mas o Senhor preconiza uma sociedade altamente escolarizada, e isto atenta contra o princípio da não contradição. Se fosse outra personalidade que ocupasse a pasta da Educação poderíamos arranjar-lhe uma desculpa, mas sendo o senhor um matemático, difícil será aceitar que este princípio fundamental da lógica lhe tenha escapado.
Explique-me por favor como se eu fosse uma criança muito pequenina as seguintes antinomias:
Como aumentando o número de alunos por turma (de 26 a 30) se poderá melhorar o aproveitamento dos mesmos?
Como fundindo agrupamentos e agregando-os se poderá incrementar a qualidade do ensino?
Como apoiando as escolas com mais sucesso e abandonando à sua sorte as escolas com menos sucesso escolar se pode pretender que estas últimas se transcendam em êxitos académicos?
Estes são apenas alguns exemplos dos paradoxos mais gritantes que qualquer pessoa observa no nosso sistema de escola pública e nas medidas que irão ser implementadas no próximo ano letivo.
Começo seriamente a acreditar na afirmação que fez em tempos que “se fosse ministro implodiria o ministério da Educação.” Provavelmente não o vai fazer implodir mas com toda a certeza vai fazê-lo ruir completamente. Não restará pedra sobre pedra da nossa escola atual. Ouvi as suas declarações sobre os exames: “Que os resultados não são satisfatórios e que há muito mais a fazer pelos nossos jovens”. Agora pergunto: a resposta que dá é retirar recursos humanos e financeiros à escola para fazer muito mais pelos atuais e futuros alunos?
Seria mais honesto da sua parte se dissesse aos portugueses que a escola não é uma prioridade para o governo - do qual faz parte - e que as medidas que tomou na área da educação são todas de cariz económico e não pedagógico. Esta é uma opção! Uma opção política! Talvez não a melhor! Talvez a mais fácil, dadas as circunstâncias! Mas deixemo-nos de hipocrisias - não é para melhorar o ensino público que as tomou. É apenas para poupar dinheiro! Ouso perguntar-lhe quanto custa perder uma geração? Quanto custa perder o futuro?
O Senhor é simpático e afável ao falar e argumentar, mas cada vez se parece mais com os mestres sofistas gregos que faziam com que as mentiras fossem verdades e as verdades mentiras, tal o poder das suas falaciosas palavras, da sua retórica.
Sabendo que a única riqueza de que dispõe este país são os seus próprios cidadãos, parece-me de uma total cegueira desinvestir na formação e na valorização desse tesouro singular que poderia no futuro fazer a diferença.
E é por esta razão que lhe envio um sapato, como protesto, pela sua política educativa (ou nada educativa) que acabará por destruir o nosso sistema de ensino público, seguindo e acelerando o caminho e o rumo das suas predecessoras.
Os meus cumprimentos e os meus pêsames pela sua ação educativa.

António Morais
Carta aberta  publicada no Facebook. Obrigada, Paulo Fazenda!
 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

De regresso ao trabalho Infantil? :(

(uma foto que havia recolhido à espera da melhor ocasião: trabalho infantil num país asiático)
Este post já não é tão digerível (descontando a alta qualidade dos posts nele linkados). De facto, depois dos aperitivos humorísticos do post anterior, serão até uma sopa algo indigesta...
Pois não é que o nosso Ministério do Crato (já nem chamo da Educação), está a pensar, segundo a entrevista desse senhor ao  semanário "Expresso", em aplicar a via profissional já para alguns alunos... do 5º Ano de escolaridade?
5º ANO ,senhores! CRIANÇAS! Com 10 anos!
Onde estão os "Daniéis  Oliveiras" e outros que bradam contra o simples regresso do exame da "4ª classe"(4º Ano)? Não acham que ISTO é que é verdadeiramente preocupante?
E depois? Esses pequenos aprendizes irão esperar uns anos pela entrada no mundo Laboral de que estão impedidos? Ou então mudarão a lei para os empregar? Ou vão trabalhar à socapa, a coser sapatos dentro de garagens "em família" como já tantos fazem, só que agora com honras de certificado  da via profissionalizante e fechar dos olhos do Estado e, por extensão, da sociedade?
Ou será para lavar as mãos de ensinar a escrever e a saber de Ciências ou História àqueles que já estão marcados para uma triagem de castas com que estes jovens desgovernantes a cheirar a mofo tanto sonham?
Será que o tal exame do 4º ano procederá à tal triagem (termo já muito usado pelos defensores da falsa "excelência"), com resultados previsíveis para alunos com menos meios de apoio cultural e do interior, que regressarão assim ao obscurantismo salazarento de saber assinar e umas letras e basta?
Há algo de muito perigoso aqui. E, como diz o colega e blogger Paulo Trilho Prudêncio no  seu excelente "Correntes"(ver link do post abaixo), pode haver já a noção de que alguns não vão muito longe nos estudos, mas desistir assim um País de educar as sua crianças? E repito, CRIANÇAS.
Há pais incultos que até esfregarão as mãos de contente de início, mas isso não será o mesmo que mandá-los de volta aos campos para ajudar os pais no pastoreio e na agricultura.
Não podemos permitir que tal ideia criminosa vá para a frente! Se não se consegue educar uma criança de uma forma, dê-se a volta e insista-se. Eduquem-se os pais, eduque-se de uma vez o País dos adultos, mas não se cortem assim "as pernas" às novas gerações, para além das de agora a quem se sugere a emigração.
Bem, nada melhor do que dar a palavra a dois bravos bloggers que o exprimiram bem melhor. O Paulo T. Prudêncio, no "Correntes":
"E QUE TAL NO 1º ANO?"
E o Zé Morgado, no "Atenta Inquietude":
Textos a não deixar de ler, absolutamente (descansem, são mais pequenos que os meus...)!
Não podemos permitir que ideólogos ainda de cueiros e protegidos toda a vida em ambientes mais favoráveis à sua ascensão escolar incitem Nuno Crato a alinhar nestas políticas criminosas.
E dedico este post ao "Vitinho", meu doce antigo aluno do 7º Ano, hoje certamente um pintor ou trolha por aí.
Na altura, pela lei de limite de idade de trabalho que o permitia e como Directora de Turma novinha sem arcaboiço para conseguir persuadir o pai, embora o tentasse, nada pude fazer para impedir o severo homem de o levar embora da Escola ao fim do 1º período de aulas, aproveitando-se das notas ainda fracas do filho.... Via-se que o pai só cedera a muito custo deixar o  seu rapaz estudar e de pronto se agarrara às várias negativas para lhe desfazer o sonho em três tempos, ou seja, em menos de três meses.
Ainda hoje vejo o rapaz, esperto mas tímido e  frágil ,no primeirio dia do 2º Período, no primeiro tempo do dia, aula de despedida de mim e da turma( o pai lá lhe permitira.Depois ia logo para casa).
Os outros alunos, todos vindos de meios rurais, não muito bons alunos, mas esforçados  e cheios de ternura, dedicaram aquela aula ao Vitinho. Embora decorresse a matéria mais ou menos como programada--ele fora uma surpresa e claro que suavizei muito o ritmo, mas sendo uma aula como as outras, como ele queria que fosse para guardar consigo--, pediam para ele ler, para ele ir ao quadro,para ter a última aula em honra do "seu Vitinho". foi um pequeno rei de atenção, apesar de ter sido sempre acarinhado anteriormente por todos. A meio da aula, à hora ordenada pelo pai, despediu-se e pediu para sair. As colegas lavadas em lágrimas, a Marisa, a delegada e mais refilona olhava em frente e tentava disfarçar a raiva e o choro com sobrolho franzido e moreno, lábio tremente no seu ar habitual de amuo. Outros evitavam olhar de novo para o rapaz, alisando os livros.
À porta da sala,o Vítor futuro aprendiz de  pintor, que já não o "nosso" Vitinho(e não também o  dos desenhos animados para embalar crianças),  pára uns instantes antes de um último adeus geral. O seu corpo franzino de 13 anos, herdado de gerações de fome,  recorta-se esguio com a porta aberta a emoldurá-lo:
-"...Será que depois poderei voltar aqui para os visitar, S´Tôra?" Fiz o sorriso mais rasgado que consegui.
-"Claro que sim, Vítor, Vitinho, claro! Vem cá visitar-nos sempre que quiseres!". 
Arregalou os enormes olhos azuis, numa esperança infantil e sorriu também, com ar de  consolo rasgado. Um certo alívio no seu súbito abandono escolar. E partiu.
Como podem imaginar, jamais voltou. :(
Ficou-me sempre aquela imagem dele emoldurada pela porta, aguardando a minha resposta. Tudo que lhe pudera dar fora uma esperança de Final feliz para a criança que ainda era. Tudo o que o País lhe tinha para dar era o fim de sonhos de uma vida melhor que a do seu também franzino pai, dobrada ao trabalho precoce.
Não. Não quero ver o regresso do país de" Vitinhos" ou pior. Se é para resolver dramas disciplinares que entravam o aproveitamento  da maioria, longe de impossível, que se criem estratégias de disciplina e de verdadeiro apoio, e não  medidas hipócritas e banalizadoras do abandono, que certamente até será  multiplicado entre  os mais desamparados e não entre os mais "malandros".
Margarida Alegria (2- 7-2012. in Blog "Alegrias e Alergias")
(e lamento a indigesta "sopa à Crato"... o resto dos pratos deste banquete de posts ficará para amanhã, como compreendem...)

domingo, 24 de junho de 2012

Mas afinal tanto espião para quê? ;P

(Pete Sellers, encarnando o célebre Inspector Clouseau da série de filmes da "Pantera Cor-de-Rosa")
Só aqui uma dúvida que me faz "espécie": afinal não temos tanto espião português cheio de "gadgets", em três organismos diferentes, mais espalhados  e a gastar o orçamento  de Estado pelo mundo do que os consulados ou embaixadas (parece que há espiões  portugas em Moçambique, em Timor -Leste,  e possivelmente no Timbuktu..)? E não têm  eles tanta perícia  em funcionar com telemóveis e e-mails...? E, depois de tanta polémica sobre o que andavam a fazer, talvez para vencer o ócio, como fazer recortes (clips) de notícias e  pesquisas no Google sobre ex-presidentes americanos, sobre candidatos a agentes,  e até investigações de uso privado sobre a idoneidade da senhora que queria vender a um aspirador a outra (sim! li nos jornais que fora uma das tarefas do tal espião Carvalho!), não acham que agora têm finalmente uma tarefa decente e séria a levar para a frente?
Refiro-me, caso não entendam ainda, ao tentar descobrir a veracidade ou não da fuga de informações para o recente exame de Português do 12º ano. NÃO CONCORDAM QUE ISTO SIM é uma missão importante e de Estado para os serviços secretos portugueses? Saber SE houve fuga e DE ONDE partiram os famosos SMS que alunos de Norte a Sul do país alegam ter recebido dois dias antes da Prova? (uns julgando ser uma piada, outros até tendo acreditado).
Não será facil a quem gasta tanto em sistemas sofisticados tratar de cruzar os dados e ver a origem das mensagens? Ou os detectores dos super-espiões só abarcam o envio de sms para o ministro Relvas, ou  o que buscam é apenas cusquices algo da vida privada dos jornalistas e outros cidadãos , para pessoas como Relvas não hesitarem em ameaçar jornalistas com a sua divulgação pública?
Vamos: altura de fazerem um brilharete!
Isto  despoleta a possibilidade de anulação e repetição do Exame para os pobres alunos. E põe em causa a seriedade do GAVE (e ,por extensão, do Estado) e do muito sofisticado e sigiloso sistema de há décadas para a produção de exames! Há que descobrir se foi apenas um palpite divulgado ou se foi  informação com conhecimento de causa. Um "Exameleaks".
Ou  será que até espiões como o Inspector Clouseau, o Johnny English ou o Maxwell Smart fariam melhor figura e trabalho melhor do que os  nossos?
Ou será que primeiro ainda pensam, por questões de hábito,  em colocar escutas no túmulo de Camões para sondar se ele foi mesmo o autor de "Os Lusíadas" e  se terá escrito o tal Canto VI que saiu no exame?! ;)
Margarida Alegria (24-6-2012, in blog "Alegrias e Alergias)

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Sociedade Civil contra a indiferença Linguística (II)

... Outro desses textos (como mencionei no POST ANTERIOR) é (mais) uma rutilante Crónica de Miguel Esteves Cardoso (o MEC bom, como aqui já salientei...). Destas vez sobre a hipocrisia de certas expressões, que manipulam a Língua, convertendo negociatas em eventual Solidariedade e Sentimentos. E como há quem brinque com os sentimentos alheios só por interesse próprio, a nível empresarial ou pessoal! Acho nojento e denunciarei essas situações quantas vezes me for possível, tanto em qustões sociais como particulares. Há quem opte por assobiar e olhar para o lado, mas ,pelo que tenho descoberto da vida, há quem combater fogo com fogo, como os bombeiros sapadores, combater falsos sentimentos com alertas aos inocentes.
Neste caso, embora saiba que pouca gente perece ralar-se com estas coisas, MEC opta por denunciar o que já revoltou muita gente em altura de campanhas solidárias (lembrem-se da famosa Leopoldina e dos seus discos):

(peço desculpa pela inclinação do texto. mas não tive muito tempo para a digitalização).

domingo, 17 de junho de 2012

MEC (o outro) sobre o EURO (o outro)...

(Cristiano Ronaldo falha  (mais ) um golo contra a Dinamarca, no Euro 2012, de forma clamorosa..) foto de "A Bola.pt

Bem, o MEC do título é o que presta, o  Miguel Esteves Cardoso e o Euro  mencionado é o que ainda pode vir a ser bem sucedido, o campeonato Euro(peu)  de futebol.
Diz ele, no início da sua crónica sobre o Euro 2012, a propósito do jogo de Portugal contra a Dinamarca:
"O plano de Paulo Bento era genial-- e funcionou. Cristiano Ronaldo foi brilhante a desviar as atenções enquanto os colegas marcavam os golos.
O plano era marcar três golos e ganhar. Qualquer golo que Ronaldo marcasse, caso não atingisse o  objectivo de dar a impressão de que o único marcador português não conseguia marcar um único golo, seria um bónus.
É preciso ver o jogo do ponto de vista dinaarquês. A ideia que Paulo Bento quis dar era de serem os adeptos portugueses a sofrer. Até caímos no engodo. Sofremos mesmo. Assim colaborámos na alucinação colectiva: que Portugal ia acabar por empatar e até perder o jogo. E porquê? Porque tinhamos sido habilidosamente manipulados a pensar que, sem um golo de Ronaldo, não poderiamos ganhar, Quando, na verdade, era precisamente sem um golo de Ronaldo a única maneira de ganharmos. (...)"
 (MEC /Miguel Esteves Cardoso, 14-6-2012, in "Público")

Mais palavras para quê? é o delicioso humor de MEC (o MEC que tem humor e valor), na mais perfeita  e doce ironia! :))
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E  hoje, continuará o sonho ou vamos voltar à realidade?
Hoje dia em que estão na berlinda dois Euros: o de Futebol, para afagar o ego nacional e o Euro que cada vez mais falta nos nossos bolsos. Fecharam há pouco as urnas na Grécia, que decidem (ou não?) a sua continuação na Moeda Única da U.E.
Uma pergunta: ganhando o partido "Syriza", será que desta vez os senhores de Bruxelas vão respeitar as opções dos gregos, ou vão uma vez mais pressionar para repetição de eleições?
E outra pergunta, aos nossos meninos "bem comportados" de cá: ainda estão à espera que a Espanha consiga melhores condições para o seu resgate para renegociar o nosso, bater um pouco o pé como a Irlanda? Ou estão à espera do resultado do jogo Portugal-Holanda, para calcularem se o  Zé Povo vai continuar calado e entretido e ganham mais um tempo para instalarem a abolição de Direitos e a ditadura total?
Alergia (17-6-2012, in  blog"Alegrias e Alergias")