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quinta-feira, 7 de junho de 2012

" Burbujas de amor"-(Aperitivo para um post sobre lutas na Educação...)


(Juan Luis Guerra "Burbujas de Amor")
Como aperitivo para o  post que se segue e dedicada à nova veia poética de Mário Nogueira, da FENPROF, depois de se ter saído com aquela de que os professores tinham de começar a manifestar-se aqui e ali pelo país, em lento protesto contra os recentes despachos do ME,  no que MN  designou  como   fazer  "BORBULHAS de contestação" (sic!).
Não pecisávamos antes de um  Tsunami? Ou MN acha que vamos lá com... tónica schweps ou Jacuzzis?!
(não escrevo o post todo aqui, já se sabe devido à habitual tortura que é escrever  no blogger, ao pé de um video!)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Recordando intervenções "piegas"-- Best of 2010-2011



("Pedro Passos Coelho- Best of 2010-2011",compilação por Blog Aventar)

Como o recente discurso do PM Passos Coelho, o tal em que aconselhava os portugueses a serem mais exigentes, menos complacentes e menos "piegas", já foi devidamente escalpelizado em diversos blogs(que é um insulto, que vindo de quem não passa dificuldades e não conhece nada da vida real não tem cabimento, etc...), vou relembrar aqui uma excelente compilação em video feita pelo "Aventar", dos excertos do PPC pré-Primeiro-Ministro, onde revela uma "pieguice" total, a lamentar-se dos que têm a barriga e cinto maiores, tirando em impostos o que falta a um povo que não aguenta mais aumentos absurdos, e por aí fora. O video é um "prato cheio"....

Completamente piegas, este choradinho, caro Pedro! Dizer que Portugal está "de calças na mão" é de uma demagogia que não soa bem aos estrangeiros e aos mercados a quem tanto gosta de agradar agora, não acha? E dizer que o país "não precisa de MAIS austeridade" é de uma falta de exigência e coragem extrema, confesse! ;)

E até o seu cantarolar de "lalará-lá lá lá..." que aqui conseguimos escutar... é de uma complacência paternalista que não leva o país a lado nenhum! Nem muito menos os nossos ouvidos! Cantarolar quando os comissários da Troika estavam por aí a chegar, para nos salvar e dar ordens, coitados, a trabalhar enquanto os portugueses estavam a festejar feriados ( em dias diferentes dos feriados que os Troikas têm nos seus países, que escândalo! ) parece mesmo mal, caso Sr. PM!

Ah, estou baralhada...mas mais paternalista é o senhor agora com o tal discurso sobre os portugueses "piegas", não é? Comparar portugueses a estudantes preguiçosos e a si próprio como o professor mauzão e exigente... bem, se não é paternalista e "piegas" é pelo menos paternalista e... auto-convencido, não acha?

Pois no que diz respeito a professores "exigentes", quem o poderá classificar são os seus "alunos", os portugueses, num futuro mais ou menos distante. Acredita mesmo, caro Pedro, que, com as suas desmedidas e discursos que só esmagam os mais desfavorecidos , será recordado como "EXIGENTE"? E acha que basta exigir e exigir, como os professores (que os há) que sobrecarregam os alunos com toneladas de trabalhos de Casa, ignorando a razoabililidade de tempo e de carga horária?

Alerto-o apenas para isto: quando um aluno diz isso dum professor, não o qualifica de mauzão(esses seriam os profs. sádicos), e, para além de o recordar como EXIGENTE", o aluno com boa memória acrescenta sempre "era um professor exigente MAS... JUSTO!".

(pois... se quiser explico melhor, embora não precisasse: crê mesmo que anda a ser um governante/professor JUSTO, sr. PM? Ou não passa de um candidato a bom aluno da Troika e da UE, sem uma única ideia para o país, como caberia a um verdadeiro bom aluno e não àqueles que vivem da "graxa" aos profs? -- desculpe as analogias, mas foi o Sr. que começou...)

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ADENDA (para o anedotário nacional): há escassas horas ouvi a notícia de que Cavaco Silva, por terras da Finlândia, disse que Portugal estava a cumprir os ditames da Troika e que os comissários da mesma voltavam em breve a Portugal para nova Avaliação às nossas Finanças. Mas acrescentou que vira fotos recentes desses senhores e--- bom SINAL!-- eles estavam a... esboçar SORRISOS! (ver AQUI a notícia escrita) Quer dizer, antes o nosso PR gabava os sorrisos felizes das vacas açorianas que pastavam... e agora encanta-se com os sorrisos dos senhores da Troika?! Creio que andam a maltratar este senhor, com excesso de viagens e de trabalho: deve ter tanta saudade dos sorrisos dos netos, que se comove com qualquer sorriso que vislumbra! Dêem férias a Cavaco , por favor! :((

"Alergia" (8-2-2012, in blog "Alegrias e Alergias")

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Cartoons(quatro!): o Pai de todos os pobres...

 (c) Margarida Alegria (22-1-2012, in blog "Alegrias e Alergias")
 (c) Margarida Alegria (22-1-2012, in blog "Alegrias e Alergias")
 (c)Margarida Alegria (23-1-2012, in  blog"Alegrias e Alergias")
(c) Margarida Alegria (24-1-2012, in blog "Alegrias e Alergias")

Sem muito mais a dizer para lá dos cartoons acima. Sinto-me cansada destas situações e do País. E não me sinto obrigada a ter  respeito por instituições que não me representam e não me respeitam nem ao país. Sobretudo que não respeitam os mais fracos e desprotegidos. É a todos eles, especialmente aos portugueses que lutam diariamente pela sobrevivência, com magros proveitos e (quase) sem apoios, pessoas que dedicaram a vida inteira ao trabalho pouco ou nada remunerado e agora se arrastam pelos dias, que saem das farmácias sem ter comprado os remédios, porque têm de ter  algumas moedas para o pão, ou que saem da mercearia sem comprar mais que arroz ou pão, porque precisam de ter algo para pagar a renda, ou para pagar o remédio imprescindível... é a todos eles , os que conseguem inventar mês para além das suas pensões  ou salários de 5º mundo, que dedico estes cartoons. Que podem nos despertar um sorriso, mas sobretudo nos lembram  a revolta. Pois não queremos esquecer. Não podemos esquecer. Não DEVEMOS esquecer. Por mais "remendos esfarrapados" que tentem coser a a este buraco de tristeza tacanha, de pobreza de mentalidades insensíveis e distantes.
Creio que cada um dos cartoons foi ( glosando a  expressão de...alguém) "suficientemente claro"! :(
Margarida Alegria (25-1-2012, in blog "Alegrias e Alergias")

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O MacNata

(Declaro publicamente que este, na imagem, é um pastel de nata comum e não a receita exclusiva do Pastel de Belém lisboeta)

O castiço Ministro Álvaro, de Economia e outras coisas mais, que aqui no blogue foi tema de um dos meus primeiros posts (VER AQUI) voltou à sua fase de rosto sorridente e cabeça a fervilhar de ideias, digamos, originais. Andava o senhor tão sossegadito, quando resolveu voltar a fazer aquilo em que era especialista, antes de tentar governar várias pastas ministeriais.Dar palpites e palestras.

Na conferência "Made in Portugal" , promovida pelo Diário de Notícias, fez uma longa dissertação sobre as qualidades e também os dramas existenciais do nosso ainda tão ignorado produto português que dá pelo nome de Pastel de Nata.

Ler e escutar em directo este longo discurso empastelado (mas sem toques de canela):
"Santos Pereira: porque é que não conseguimos exportar o pastel de nata?"
(Jornal de negócios)
E a ideia básica? O Ministro Álvaro conta a história comovente e de abrir o apetite de como ,na África do Sul ,um empreendedor português conseguiu criar uma cadeia dos seus frangos de churrasco (diz o ministro que é um produto "português" -???), a cadeia "Nando's". Um pouco ao estilo, explica também Santos Pereira, como a cadeia McDonalds com o "hamburguer". de seguida parece assegurar a pés juntos que nunca nenhum português conseguiu exportar dessa forma o nosso excelente Pastel de Nata!

Deixarei de lado a explicação básica ao ministro de como se diferencia um pastel de um frango com piri-piri ou de um plastificado cheeseburger (perguntava ASP o que tinha de diferente um pastel de nata desses dois outros alimentos.Só se nunca provou nenhum deles).

Posto isto, as palavras de ASP soam logo como um equívoco, por quem esteja mais atento ao que se passa no Mundo. O Ministro Álvaro parece não só ter descido ontem do avião, vindo de longos anos no Canadá, como parece ter vivido de forma eremítica na Universidade de Vancouver, sem acesso às notícias de Portugal, apesar de escrever longos livros sobre este seu país.Talvez seja como criar mundos míticos nas obras de ficção científica ou New-Age...

Antes de mais, parece fazer uma confusão entre o mais geral Pastel de Nata, produzido em quase tudo que é padaria ou pastelaria em Portugal, e o mais exclusivo "Pastel de Belém", de receita secreta e existente apenas na famosa pastelaria da zona lisboeta desse nome. Este, como sabemos, tem uma receita familiar restrita a muito poucas pessoas, um pouco ao estilo de juramento que os artesãos da Idade Média faziam. Já o Pastel de Nata tem variantes e graus de excelência país fora, mais ou menos folhado, consoante o fabricante.

Se o Ministro se referia ao Pastel de Belém, então cometeu um acto de apropriação pública de um artigo privado, já que este governo tanto defendem os direitos adquiridos dos privados empreendedores. Nesse caso foi incorrecto, pois não consultou os autores do mesmo nem sondou as suas perspectivas, quase que apoucando o grande sucesso que têm cá, sem precisar de exportar, com constantes fornadas a sair e a serem servidas. E, já que há que desenvolver também o Turismo, vejamos noutro prisma: se o turista americano ou japonês tivesse uma cadeia de pastéis de nata ao virar da esquina na sua cidadezinha, talvez pensasse duas vezes antes de gastar dinheiro a vir a Portugal e encontrar cá exactamente o mesmo que encontra em todo o lado. Mais depressa defenderia eu que levássemos uma boa cadeia de restaurantes de comida Portuguesa a fazer frente à hegemonia desenxabida e coberta a ketchup da comida dos MacDonalds, mundo fora! Para que aprendessem o que é comer bem e viessem cá experimentar ainda maior variedade. Acaso não sonhamos ver um rodeo texano a sério, escalar os Alpes a sério, comer comida mexicana... no México ,etc etc? Interessa exportar, é certo, mas também interessa importar turistas para virem apreciar aquilo que é único em Portugal... mas VINDO ELES cá!

Por outro lado, se se refere (como parece) ao Pastel de nata em geral, então é porque anda muito mal informado e assessorado e deu uma palestra no improviso total naquela conferência. Fique sabendo que há VÁRIAS empresas portuguesas que fabricam, congelam e exportam pastéis de nata (claro que não é o mesmo, mas..) há padarias de portugueses um pouco por todo o mundo que fabricam e divulgam com sucesso o pastel de nata, há poucos anos surgiu, inclusivé, em pleno centro de Londres um café que servia bicas à portuguesa e pastéis de nata que faziam furor, que se tornaram depressa na coqueluche das élites londrinas, incluindo a Madonna, que então aí residia.

Por isso, fique sabendo o ministro Álvaro que não descobriu a "pólvora" das exportações! Fica-lhe bem ser entusiasta e, como ministro, incentivar essas iniciativas, mas não lhe compete borbulhar de ideias fantásticas para os outros, se a forma de levar para a frente essas iniciativas não tiver políticas de apoio por parte do nosso governo! Faz lembrar o que acontecia , há muitos anos, em certos Conselhos Pedagógicos de Escola: um qualquer grupo (agora Departamento) disciplinar dava belas sugestões para outros executarem. Por exemplo, o grupo de Ciências sugeria para actividade de Escola que o grupo e Educação Visual fizesse uns cartazes etc e tal... Estão a ver a bronca e a reacção natural?

Eu bem sei que era uma palestra, por isso num belo estilo de desenvolvimento académico, mas escutar o nosso Alvarito foi mais penoso do que ver um aluno a improvisar um discurso, numa aula de debate e desenvolvimento de ideias (do estilo: "como é que eu faria para melhorar a reciclagem na minha escola?"). E também agasta um pouco quem ouve o estilo um pouco sobranceiro e quase em tom de censura (parece dizer: por que raio é que vocês estúpidos portugueses não se lembraram de uma coisa destas? Não há UM só que tenha feito isto! Se querem investimento externo mexam-se!- Ouçam e reparem no tom!!!). O que era importante era o ministro dizer de que forma tenciona dar apoios concretos, por exemplo de desburocratização, para que os portugueses possam concretizar essa e muitas mais ideias como essa, tanto para exportar, como para desenvolver as economia interna. A ele cabe pensar nessas medidas, a não ser que queira mudar a carreira para a de padeiro. Aos empresários portugueses é que cabe ... empreender!

De realçar ainda: os portugueses que conseguiram exportar produtos portugueses ou dar a provar as iguarias portuguesas lá fora fizeram-no por sua própria conta e risco. Pelo que deu a entender, o tal senhor do "Nando's" vive na África do Sul. Faz parte da economia desse país. Enriquece-se a si e aos países onde se implantou. Os churrasqueiros de Portugal, por seu lado, fazem a sua vida por e aguçam apetite dos portugueses que cá vivem. Antigamente havia as remessas dos emigrantes para Portugal, muitas vezes bem generosas, mas depois de algumas falcatruas às poupanças de anos dos pobres emigrantes (lembro por exemplo o triste caso da Caixa agrícola Açoriana onde gerentes desonestos deixaram sem nada uma série de emigrantes, sendo o caso, como costume, sido arquivado, ou algo semelhante...), os portugueses da diáspora passaram a guardar o seu dinheiro nos países de acolhimento e apenas a virem cá de férias. O ministro Álvaro tem alguma estratégia na manga para inverter essa situação? Para fazer com que invistam EM PORTUGAL o dinheiro que ganham no estrangeiro com os seus "Pastéis de Nata"?

Não concordo com o que fez Alexandre Soares dos Santos, do "J. Martins/Pingo Doce". Foi falta de solidariede para com os portugueses que não podem procurar noutros países da Europa condições melhores e menos "instáveis"para os seus investimentos. Caberia a A. S. Pereira imaginar leis para melhorar o que se passa, que, por exemplo obrigasse os bancos portugueses a ajudar as empresas portuguesas com... o dinheiro da Troika que foi emprestado para todos os portugueses!

Ideias de negócios temos todos,senhor ministro! Porém muitas delas têm de ficar em projecto, pois os entraves de impostos e de papelada são tantos que desanimam até muitos dos mais resistentes. E para exportar há que contar também com o proteccionismo dos países para onde queremos exportar. Mesmo sendo da UE, sabemos que quase todos eles os têm, encapotados de formas mil. Por isso faz mais sucesso o pastel fabricado e feito lá, do que instalar uma espécie de franchising do Pastel de Nata, como ASP sugeria, ou do pastel de bacalhau, ou do arroz de sarrabulho. Desde logo surgiriam os entraves por influência de outras cadeias, surgiriam os rumores de contra-informação: se dizem que os hamburgers da MacDonalds tinham minhocas e dedos humanos... os nossos amarelos e tostados pastéis de nata seriam acusados de conter o quê? E quantos malefícios à saúde fariam, para os fanáticos da macrobiótica? ... Não seria impossível, mas, como franchising... não passariam a ser produzidos pelos locais e a reverter para as economias locais? Será que nos dariam tantas facilidades nos EUA como eles têm cá? Já temos franchisings nacionais de lojas de sopa e de comida tradicional. Exportar isso seria assim tão linear?

Para já, o que temos conseguido "exportar" facilmente, porque infelizmente temos excedentes, é a clientela para tachos, como vimos agora com a "novela" dos cargos da EDP, onde até aos chineses forretas conseguimos impingir produtos de alto valor acrescentado , nas palavras de um deles (Catroga) equivalente a jogadores de futebol como o Cristiano Ronaldo. São produtos bem pagos, multidisciplinares como o canivete suíço, e com larga capacidade para acumularem muitos salários ao mesmo tempo. Temos portanto o MacCatroga, a MacCardona (soa até bem, não?), o Kentuky Fried Pinto, o Braga King de Macedo. Tudo bem acompanhado de molhos especiais Light ou Spicy.

Afinal ,talvez Álvaro Starbucks Pereira tenha razão! Pensando bem, bastará muita força de vontade, uma boa ideia dos nossos teóricos ou práticos que cá preferem encher os bolsos com trabalho quase escravo de uns(para depois investirem fora; não me refiro ao ministro Álvaro, mas a certos milionários trabalhadores da nossa pátria, que também exportam as suas sedes) e muitos ovos de galinhas... espanholas.

Em frente pela ideia inédita do Ministro Álvaro! Uma ideia que parecia "empastelada" mas... Se afinal até já conseguimos exportar... MagNatas, basta uma simples letra (e muita "letra" à moda do Álvaro) para exportarmos o ... MacNata! :))

Cadeia de franchising "MacNata"... "me aguarde"!

"Alergia" (12-1-2012, in Blog "Alegrias e Alergias")

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Um diálogo "FURTuoso"?! Pois não!(a mensagem de Ano Novo do Presidente)

Da Mensagem de Ano Novo de ontem do Presidente da República , Cavaco Silva, o habitual. Só escutei uns excertos de mais este apelo à concórdia  social e à equidade dos sacrifícios fiscais por parte de quem lavrou boa parte do terreno (já que  tanto se dedica à lavoura) onde agora o ultra-liberalismo descarado está a semear apressado. (Ver aqui: "Cavaco Silva quer agenda para o crescimento da economia e do emprego", in Público)
Quanto ao que  dele será escutado por parte dos governantes, retenho os conselhos para irem "além do rigor orçamental" (o que facilmente será interpretado como um  ainda maior aperto do cinto, indo "além da Troika"!) e também para um tal  de "diálogo fURtuoso"(?!... foi o que escutei...). Ora para isso não era precisa mensagem, pois os desgovernantes actuais já deram um bom avanço a esse tipo de "diálogo" com os cidadãos, continuando o que se dera início com os PECs 1 a 4 do anterior governo, como exemplificado neste "cartoon", que a "Alergia" teve a amabilidade de publicar, em Janeiro de 2011, no blogue "Uma Aventura Sinistra":
                                       (Margarida Alegria (c) Janeiro de 2011)
Há quase um ano,quando saíu este cartoon, estava em causa a  "taxa de redução remuneratória", famoso eufemismo para um roubo do Estado aos funcionários públicos, "taxativamente" (passo o trocadilho) inconstitucional.
Agora os protagonistas do "assalto" são outros, de ar mais simpático, "sincero" e até sério, mas com novos furos exigidos para os cintos dos (sempre os mesmos)  contribuintes: o aumento de horas de trabalho, cortes nos direitos laborais, congelamento de salários, aumento de impostos (IRS, IVA...), subtracção dos 13º e 14ª meses ( subsídios),os cortes em pensões de reformas dos remediados e idosos, a manutenção das reformas vitalícias de luxo de quem ainda tem muitos tachos, a venda ao desbarato das empresas estatais mais lucrativas e cruciais,mais portagens, mais assessores imberbes, institutos e "grupos de trabalho" pagos a peso de ouro, o aumento brutal de transportes e da energia...
Em vez de mensagens preocupadas  e para demonstrar que está realmente atento ao sofrimento do país e às (des)medidas de austeridade, o Presidente deveria cumprir o seu papel de árbitro e enviar para o Tribunal Constitucional, todas as leis bárbaras que são criadas a ritmo , já não de tango, mas de "Fox-trot" dos loucos anos 20, pela neoliberal de Passos Coelho, V. Gaspar e acólitos. E que  para mais nada  tem servido senão para...auto-de-FÉ da classe média e dos que apenas vivem dos rendimentos do seu trabalho.
Se Cavaco Silva cumprisse esse dever, em defesa do povo que deveria representar, já daria  um  RECADO  MUITO MAIS FORTE ao Governo. assim, este até agradece e prossegue o seu próprio estilo  "fURtuoso " de dialogar com os parceiros sociais e com o País.
Margarida Alegria, 2/1/2012

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O Sincero Líder É Vida e Sol! (Um Louco Pós-Natal 1)

Como prometi, nos vários posts onde comentei a já antológica sugestão de Emigração pelo nosso PM (1-AQUI, sobre o que continha de pornográfica mensagem de Natal,2- ACOLÁ, sobre a famosa Sinceridade atribuída por muitos a PPC; e 3-ACOLI, sobre o que essa mensagem teve de gasoso/tóxico e explosivo) , ainda vou publicar mais uns tantos sobre a questão, como disse, muito sintomática e sumarenta. Como o Natal já passou, irei intitulá-los não "Um Louco PRÉ-Natal", mas "Um Louco PÓS-Natal".

Este é especialmente dedicado aos aduladores do Novo Líder, neste caso, Pedro Passos Coelho, e que acorreram em sua blogosférica ou jornalística defesa.

Temos sem dúvida tendência para o Sebastianismo, incensando cada novo chefe que chega ao poder, como "Salvador" perfeito e absoluto. E esse tem sido um dos nossos grandes males, em Portugal, precisamente desde Alcácer -Quibir, onde a grandeza do salvador não derivava das suas próprias qualidades, mas da ânsia de algo melhor(olhem se D. Sebastião foi, quando vivo, assim tão amado? Tenho a impressão que,se não tivesse morrido naquela batalha, acabaria por não durar muito, com algum venenozito ou outra doença misteriosa, de tal forma o relatam como arrogante, megalómano e perdulário do erário...), conjugada com a apatia em que o nosso povo passou a cair(nem parecia o mesmo que lutara e pusera no trono o Mestre de Avis), deixando de ter iniciativa própria e esperando algo de exterior e absoluto que lhe troxesse a mudança. Não era Salvador por ser bom rei, mas por se esperar um bom rei do seu sonhado regresso, ou pelo menos MELHORZITO do que o ANTERIOR que oprimia ( neste caso os que lhe sucederam,os Filipes de Espanha).

E assim foi em eras subsequentes. Cada Rei e cada Primeiro-ministro era visto como factor de alívio em relação à governança perniciosa do anterior. Basta ver no último século: a República "salvava-nos" da pérfida Monarquia, a segunda República vinha pôr na ordem o caos da primeira, Salazar era o santo salvador (S.=Salvador=Salazar), frugal e patriota, a Democracia de 1974 traria tudo de melhor, como por milagre, o comando Europeu pela CEE seria salvador do isolacionismo e da pobreza, Cavaco trazia o "púgresso", cavalgando até ao congresso da Figueira da Foz, pelo nevoeiro, no seu carro novo e reluzente, Guterres, com bonomia, trazia a salvação do alívio à opressão do Cavaquistão, and so on... até chegar Sócrates, o salvador esperado como mais sério governante do que Santana Lopes, PM considerado de opereta. E Portugal teve de novo a paga por uma maioria se ter iludido com esse novo salvador, animal feroz e determinado, que tratou logo de modelar, também, as estruturas do Estado às medidas dos seus boys e do aparelho do PS (Partido de Sócrates, é claro, o Salvador "S.").

Para se sair de seis longos anos de cativeiro e de ainda maior endividamento e de ditadura partidocrática, surgiu então, por entre as nuvens baixas que se avolumavam no país, batendo a pestana no olho verde e entoando cantos operáticos de salvação à Wagner, Passos Coelho, em passos largos neoliberais, sendo , para quem mais uma vez via nele um novo guru perfeito, "D. Pedro, o Sincero".

O anterior, vilão e ditador era Mentiroso e aldrabão (todos verificámos). Ao lado dele, tudo o que sai da boca de PPC, dos discursos aos cânticos natalícios, soa a Sinceridade, a Verdade pura. Não se sabe então como classificar a imediata quebra de promessas eleitorais. Decerto que não cabe dentro da definição de mentiras... Ah, pois... ele prometera, mas depois surgira o tal "buraco Colossal", que obrigara a falhar as promessas de não aumentar ainda mais os impostos ou de cortar salários e subsídios (e não é que hoje o espanhol Rajoy já descobriu também"desvios" colossais às contas, tendo que criar novas medidas de austeridade? Here we go again!!!....)
Depressa esquecemos que, antes de PPC, já D. Sócrates se queixara da "pesada herança", e antes dele D. Guterres do "pântano", fugindo para os refugiados em planícies africanas, e D. Durão da tanga que havia herdado e que o levou a fugir para se poder agasalhar nas roupas de marca vendidas na Avenue Louise, em Bruxelas.

Por seu lado D. Gaspar, seu fiel braço direito, era como um Marquês de Pombal sem peruca, implacável nas medidas, um vislumbre ressuscitado de Salazar, aquando ministro das Finanças , para quem passa a vida a chorar de saudades do tempo do "Botas", turvando nos cérebros amnésicos tudo o que de terrível teve depois a sua ditadura.

E eis que temos alguns exemplos mais palpáveis, do lado dos arautos dos jornais que têm responsabilidades fortes no construir de opiniões. Dou como mero exemplo uma das mais recentes crónicas de José Manuel Fernandes (JMF) no Público, que veio ironizar (mais uma vez escamoteando parte do que disse PPC e atribuindo o conselho da Emigração apenas para professores) com os docentes, alegando que não pensassem esses que o Estado era obrigado a "dar-lhes um empregozinho", etc e et -tal! Ou seja, mal o novo Salvador ganhou as eleições, JMF, exaurido como nós todos pelos anos de socretinice, veio tomar as dores do Líder, esquecendo de novo o seu sentido imparcial e crítico e tendo passado a ser dos mais ferozes arautos do neoliberalismo, fazendo Pacheco Pereira e Manuela Ferreira Leite parecerem ferozes marxistas ou humanas Madres Teresas de Calcutá!
Outro exemplo, mas pelo lado do absolutamente ridículo, que estive há muito para comentar, mas cujo editorial até recortei e guardei, pelo que mostrará para a posteridade de antológico, no seguidismo dos Líderes. Falo do editorial do jornal "i", de 5 de Dezembro, assinado pelo seu Director(?!) António Ribeiro Ferreira, se bem se lembram o mesmo que ofereceu bolachinhas e "incenso" à ME Maria de Lurdes, estão então perfeitamente fascinado pelas decisões "corajosas" da mesma e do seu Líder salvador " D. Sócrates, o Determinado". Mais tarde foi dos que tentou começar a abandonar o barco do seguidismo, para agora embarcar no navio Titanic de Pedro e Gaspar. O perpicaz Kaos já analisou a dita crónica,logo no mesmo dia dessa edição do "i", num dos seus esmagadores posts (wehavekaosinthegarden.blogspot.com, escusado seria dizer...), mas deixo aqui algumas das frases de idolatria a S. Gaspar, pra quem tenha estado distraído.

O título é uma frase dita por V. Gaspar em conselho de ministros, para criar o mito(e ARF diz mesmo"reza a lenda"):

"Não há dinheiro. Qual destas três palavras não percebeu?"

(ora bem, deixa cá ver: Não= o homem é determinado, Ena! Temos chefe!!!; há= viu o estado da nação e contabilizou tudo, deve ser sério!; "dinheiro"=aquilo que existe para BPNs sem fundo, PPP, IPs e Observatórios que não fecham, apesar de anúncios sucessivos.. hum.. como é..?!)

Depois ARF relata a "lenda", à qual só faltam as rosas a cair do regaço (imaginemos Santa Isabel a dizer a D. Dinis: " Qual destas palavras não percebeu, Dinis?! Não Há dinheiro! O que trago são rosas, digo, Laranjas, senhor!").

E remata ARF a sua prosa com uma série de frases ao estilo do Livro do Eclesiastes (vide canção dos Birds), aquele de : "há um tempo para semear e outro para colher...". Vejam só a horripilante amostra (o texto é maior):

- "Agora é preciso calar e cumprir rigorosamente o que está estabelecido com a troika"

-Agora é preciso dar graças a Deus sempre que a troika desbloqueia mais uma tranche.(...)

-Agora é tempo de unidade Nacional " (ver mais abaixo o que contradiz isto)

- "Agora é tempo de andar DE BICO CALADO e não fazer muitas ondas." (sic!)

-"Agora é tempo de esperar que a Alemanha consiga encontrar soluções(...)(olhem, outra Sebastiana!)

- Agora é tempo de acabar com direitos adquiridos(...) (sic!!!)

-Agora é tempo de acabar com utopias e ilusões soberanias e INDEPENDÊNCIAS" (lá está a tal contradição!)

-Agora não é tempo para o exercício de democracias directas ou indirectas(...) hesitações ou referendos (...) (sic!! Acabe-se a democracia?! Qualquer que seja?!)

E termina :
"Se Vitor Gaspar tem razão quando diz que "não há dinheiro", não é menos verdade que Portugal não tem tempo a perder com formalismos próprios de gente rica. A ordem está falida e os frades famintos".

Que lindo! Os "frades famintos "devem ser os ... credores? E quem levou a "ordem" à falência? Não foram os "abades" e as "madres superioras"? ARF parte então da garantia de que VG está necessariamente a dizer a pura verdade ( mas não nega dinheiro aos bancos, só para dar um exemplo!) e que coisas reles, como a democracia, a soberania, os direitos... são PERDA DE TEMPO, "formalismos" de "gente rica"! Ou seja: se somos pobres,logo, temos de viver em ditadura, renunciar aos direitos conquistados com dificuldade, deixarmos de ser um povo soberano! SIM! ARF (arf arf..?) até renega a democracia e a liberdade de expressão (bico caladinho!!!...pois...), pelo que ficamos sem saber o que está a fazer na sua profissão e muito menos a dirigir um jornal! E renuncia à independência Nacional!Que diriam D. Afonso Henriques , o Mestre de Avis e D. João IV a isto?

Tenho observado nestas semanas o que se passa na Rússia e na Coreia do Norte. No dia das manifestações por todo o país, 10 de Dezembro passado, o Pudim russo mandou colocar em todas as praças altifalantes a repetir sem fim frases como: "Putin é a Vida, Putin é Luz! (sic!!!) (qual Cristo Salvador), encheu a blogosfera local com seus defensores, bloqueando as caixas de comentários de todas as vozes dissidentes do regime. Mandou que à hora da manifestação todos os alunos russos fossem obrigatoriamente a seminários nas suas Escolas, sobre um tema que já não recordo.

Por outro lado, aquando da recente morte do "Grande Kim" coreano, até a Natureza se manifestou de pesar pela grande perda nacional: dizem que o gelo do lago da sua terra natal se quebrou de tristeza, que uma ave parecida com uma pomba limpou a neve numa estátua do líder, que outras pombas fizeram o luto do "querido líder", a "chorar durante meia hora", nos ramos de um pessegueiro.

Sugiro portanto aos meninos prendados que defendem os novos líderes de Portugal, vendo tudo perfeito nas suas acções (e eu sou de opinião que há que criticar o que está mal mas louvar o que está certo, mas mantendo o espírito livre!): Já começaram as louvaminhas na blogosfera. Agora atribuam-lhe os epítetos semelhantes ao da "Monarquia" coreana ou russo-putinica: Kim-Jong -il era o "Querido Líder" (tal como Sócrates, "tão jeitoso"!) Agora o jovem Kim Jong-un é já o "general respeitado"(nunca foi militar!), "grande sucessor" e "Lider espantoso". Sugiro portanto que incensem PPC como "O Grande sucessor Sincero", ou o "Desengordurante espantoso" ( para já, publicidade enganosa!) e Gaspar como o "general liquidatário respeitado".

E, claro, que encham as praças do país com altifalantes a gritar: Coelho é Luz! Coelho é Vida!

Enquanto isso, soltem pássaros negros, melros ou corvos, ou até abutres, que chorem e chorem e chorem, não pela partida pelo "Grande Líder Malabarista" anterior, mas pelo fenecer das nossas escassas poupanças e da nossa querida Democracia! :(

"Alergia" (30-12-2011, in blogue "Alegrias e alergias")

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Economia à moda das "tias"?

Não me apetece perorar muito longamente sobre este caso das declarações de José Sócrates em Paris, sobre o que é a Dívida e o que é suposto entender de Economia.

A meu ver ,esse senhor devia ficar lá em Paris muito caladinho , de nariz nos livros (nem que fosse a fingir estudar e a jogar Farmville às escondidas) e dar graças aos Céus e à inapta Justiça Portuguesa não ter sido chamado a prestar contas pelas tropelias várias que fez. Não só antes de ser o responsável -mor pelo Governo da República, como também SOBRETUDO pelo que fez ao país e ao erário nacional enquanto chefiou os seus dois Desgovernos.

Perante o seu inusitado regresso às luzes da ribalta, uns alegam que contradiz agora o que defendia antes, quando governava. É certo. Outros dizem que estará a tenta "apalpar o pulso" ao que lhe resta de popularidade ou ódio dos seus compatriotas (até me custa usar esta palavra, por ter incluso que ele possa ser um "patriota"!). Para mais tarde concorrer a PR (Deus nos livre de mais essa má-sorte!), palpitam. Outros ainda crêem que está a tentar dirigir o PS à distância, mostrando ao in-Seguro como se faz uma oposição musculada. Pode ser, mas seja qual for a hipótese ,que mude depressa de ideias, pois a sua facies e sua má-memória ainda hão-de criar muitos enjoos por este Portugal, pelo menos pela parte de Portugal que ainda tem vergonha na cara. Mesmo os votos que comprava com subsídios vários não sobreveveviriam a mais PECs, quando a torneira fechasse.
Quanto ao que andou a dizer lá em Paris sobre a o que era uma "Dívida" (Ver AQUI) e que parece que hoje tentou esclarecer na TV-- momento que felizmente perdi!-- que "As dívidas não eram para ser pagas , mas para ser geridas" e que querer pagar as dívidas públicas era "coisa de criança", acrescento apenas mais um ponto de vista que passo a expor.

Claro que os países de Economias mais fortes ,como os EUA, a França ou... cof cof... a "cumpridora" Alemanha, são bem conhecidos como sendo os maiores devedores. Certo. Isto porque também , por serem economias mais fortes ,têm os maiores índices de confiança junto dos credores de que não falirão e de que irão pagando as dívidas.

Diz o senhor ex-Primeiro Ministro que aprendeu isso em Economia... Bem, sendo engenheiro técnico, não sei que cadeira foi essa de Economia. Deve ser Economia Técnica. E, se estudada e aprendida aos fins-de-semana, --para uma pessoa tão assoberbada em trabalho em sociedades de negócios vários, cargos políticos desde jovem e cursos de aperfeiçoamento-- atrevo-me a sugerir que possa ter sido um Curso rápido em 5 lições e cocktails para "Tias", como algumas que existem para as bandas de Cascais e da Foz do Douro. Daquelas que vão, directamente ou através da empregada Maria, às mercearias e outras lojas, abastecendo-se do bom e do melhor e, com displicência dizendo à saída, já com a velha Maria dobrada ao peso dos carros de compras:

"-- Sr. Fulano (nome do lojista),ponha na conta, que mais tarde venho pagar!"
E sai depressa, antes que o Sr. Fulano possa retorquir à Madame que já está a dever a "conta" há seis meses! Ou que sequer tenha conta aberta naquela loja (verídico!).

As decrépitas mercearias dos senhores Fulanos deste mundo lá vão acumulando o prejuízo , juntando pepelinhos de "Deve" nos fundos de amplas gavetas, até não caberem mais em espaço ou bolor e os tímidos Srs Fulanos ganharem coragem por apresentar a conta. Normalmente, quando o fazem ,as senhoras ficam ofendidas e dizem que não pode ser tanto e lá pagam uma pequena parte, ou nenhuma, dizendo que vão levar os papéis ao contabilista ou ao marido, para verificarem se não estão a ser "roubadas"! E as Tias deste estilo vão continuando a dar as suas festas e a "governar" a casa com base dessa tal tipo de "Dívida eterna" defendida por Sócrates . E , atenção, este tipo de credor não representa o especulador modernaço dos "mercados", mas o verdadeiro e tradicional fornecedor que apara os calotes deste modo de... fazer Economia! Este senhor Fulano , no fundo somos também nós, contribuintes que se vêem endividados por acção de terceiros!

E afinal, o que leva o merceeiro a vender fiado a estas "Tias" e não ao pobre cliente de salário mínimo, mas honesto? Pois, lá está, é a tal "credibilidade" . A do nome de família, a do se vestir bem, a dos antepassados terem pago contas certas, a de viverem há muitas gerações no bairro, a de recomendarem a loja às amigas (algumas lá pagam a pronto!) e... até o pavor a que se irritem e ameacem com a Justiça e os fiscais (!!!), coisas do estilo em que muitas "tias" são "useiras e vezeiras", para escaparem à raia das responsabilidades, incutindo temor aos que podem ter queixas delas.

Em Resumo: quando JS se referia à Economia que aprendeu, foi essa, a das dívidas eternas dessa casta de Tias, que entretanto lá levam as mercearias à falência, compensam o que não gastam em compra de bons sapatos ou vestidos,caso das mais "jet-set", ou sacodem os casacos de pele traçados e perfumados a naftalina, caso das mais caseiras.

Só que há um senão: um dia até essa conta aparece e alguém sofre o prejuízo.

J.S. depois explicou que para países pequenos como o nosso era impossível pagar a Dívida. Ou pelo menos toda. Verdade, para qualquer país, pequeno ou "grande". Já quanto ao "ir gerindo" alegremente a dívida,será precisamente o contrário. Os mais pequenos têm menos Crédito. Pode parecer estúpido e injusto,para países de gente honesta e trabalhadora, mas é o que acontece. Portanto, o que JS também esqueceu, sublinho, é que Portugal não pertence a esse Clube elitista de Países-Tias, que passam quase incólumes perante os maiores calotes. Esses, reúnem-se assiduamente em "Cimeiras" badaladas e cada vez mais improdutivas, dos G-8. G-20, G-3 ou G-2 à lá Mercozy, mas que , imitando o estilo das Tias da linha ou Foz, só arranjam e debatem dinheiro para os pobrezinhos se for em festanças. Daí essas cimeiras serem ultimamente muito domingueiras e todas com os pés bem debaixo da mesa, não a mesa de negociações mas a dos banquetes, sempre bastante "frugais", isto é, e à base de produtos naturais como as trufas , o caviar e requintes do mesmo preço.

Não, Portugal nunca pode ter essa Economia "à Tia", nem que ela seja defendida por muitos teóricos e levada a cabo em muitas economias. E ,mesmo que tivesse, claro que a dívida um dia tem de ir sendo paga!

"TÁ A VER, querido?"

Bem, agora... Xô.. Xô...! Vá estudar filosofia, vá, menino! "Caturreira!"
"Alergia" (9-12-2011)