Mostrar mensagens com a etiqueta O Álvaro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta O Álvaro. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 15 de maio de 2012

DOIS CARTOONS-FERIADOS (2º e 3º de 4)-Pu Ké ke u Varito num gozta de Feriaduz (Jejé e Companhia)

(C) Margarida Alegria (blog "Alegrias e Alergias", 11a 15 de Maio 2012)

(C) Margarida Alegria (blog "Alegrias e Alergias", 11 a 15 de Maio de 2012)
Depois de uns dias com problemas "tecnológicos" (sem Net, o que me boicotou o planeado), eis aqui finalmente mais uns cartoons da Série sobre a abolição dos feriados.
Neste caso mas dois com o pequeno herói Varito. NO anterior, vimos qual era o sonho de reinar do pequeno. Aqui especulo um pouco sobre as razões prováveis  (AS VERDADEIRAS, não alegadas!) para tanta sanha contra os Feriados, sejam eles nacionais ou religiosos.
Senão vejamos, como disse em comentário no post anterior (VER AQUI O POST com o CARTOON 1): alguém acredita verdadeiramente que mais uns quatro dias de trabalho, para além de desvalorizar os salários, vão aumentar a produção nacional, a produtividade do País e dos trabalhadores? E isto quando em todo o mundo se vem provando que mais vale uma hora de trabalho bem aproveitada do que quatro pouco rentáveis, sem tecnologia ou motivação?
NÃO! Só pode haver outros motivos menos patrióticos e explicáveis pela psiqué, o ID mais profundo e todos aqueles termos  estranhos dos psicólogos e psicanalistas que justifiquem este ódio aos feriados.
TODAS as nações têm feriados(e muitas bem mais que nós!): os ligados à sua religião e à sua independência e outros marcos nacionais são fundamentais. Podem dizer que ninguém os celebra. Pois ora bem! E não há tanta gente que nem o seu aniversário celebra? Para quê ir por aí? Vamos deixar  cair a data colectiva só porque os citadinos não comemoram certos feriados religiosos, ou porque pessoas desligadas do sentido do país nem sabem o que se comemora num feriado nacional? Mas pelo menos ajuda a lembrar. E quem quiser comemora.Os outros descansam, passeiam, põem limpezas em dia.. Não pode haver feriados mais na moda e outros menos na moda, pois nesse caso celebrávamos os de marcos mais recentes e abandonávamos os mais "antigos" ... assim como uma cobra gigante que muda a pele e a larga por aí. Não: há que manter a nossa identidade nacional, ao menos para que saibamos responder à criancinha quando pergunta: "Hoje é feriado de quê?". E é ou não divertido vermos que há umas série de Nossas senhoras quase "rivais" entre si, sendo tudo a mesma: comemora-se o bebé que nasce, mas também a da Conceição e a da Assunção, que é diferente da ascenção (Jesus com "motor" próprio!), ...
E dos Nacionais, como são importantes as datas dos  feriados que estes "complexados" aboliram! Portugal não nasceu com o 25 de Abril, por mais impostante que tenha sido!
E qual é essa de que somos um país laico e não sei quê... então os senhores dos mercados e uns quantos "palonços" autênticos, que só pensam no olear das suas fábricas, agora põem uns contra os outros pelo país a discutir se os feriados nacionais valem mais que os religiosos, ou maçons contra monárquicos por causa deste ou daquele feriado, quando o que interessa é que são feriados bem antigos e marcantes e que todos deveriam ser respeitados pelos empresários que podem muito bem aproveitar as centenas restantes de dias para o progresso do país... Que se deixem de desculpas esfarrapadas! Qualquer dia reclamarão pelo fim da semana inglesa e pelo trabalho a todos os dias da semana  e por 24 horas de trabalho e pelos trabalhadores a dormir num beliche dentro da fábrica, como milhões de chineses,  pois nunca chegará nunca parece chegar para a sua ganância, por mais máquinas que sejam inventadas para aliviar o trabalho do Homem, máquinas que deveriam ser para nos tornarmos mais donos do nosso Tempo e não o contrário, escravizados ao valor absoluto do dinheiro disfarçado de Valor trabalho!
Já falei aqui da importância do descanso de quem trabalha, mas há que salientar outro aspecto: um país não vive só de Economia e Finanças, pos mais  (e demasiado ) importantes que se tenham tornado ao longo dos séculos. Um país tem de ter tradições, momentos de encontro, momentos de memória colectiva, nacional ou Universal, e não viver apenas para o círculo familiar, a cirandar entre o calor do lar e o jugo do trabalho. Estou à vontade para falar. Mesmo quando não estou a trabalhar, gosto de me ocupar. Não imagino a minha vida sem produzir algumas coisas, sem estar com certa actividade. Mas isso deve ser apenas UMA parte da nossa vida.
Por isso, e retomando o início com referência aos cartoons, creio que os que conspiraram contra os feriados já tinham algum trauma de longa data contra eles! Alguns patrões sonham com  a abolição dos feriados há "séculos" e disso falarei mais tarde, como verão. Não devem suportar estar em casa com os seus e depois.... Já o nosso ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, mais conhecido por O Álvaro, deve ter um dos dos traumas (ou ambos) dos acima apontados: ou bem que na escola vivia o drama de confundir as datas todas e assim sonhar aboli-las, ou bem que, ao contrário do que apregoa (que é para PRODUZIR MAIS), sofria com tanto que havia para fazer  nos feriados! Não concordam?
Mas lá está, os feriados servem para fugir das rotinas, até das dos fins de semana...e as Tias-avós Aldegundes e Álvara também merecem uma ocasional visita!
(Falta portanto o 4.º e último Cartoon sobre os Feriados, assim a Net e a tecnologia me ajudem...)
Margarida Alegria (15-5-2012, in blog "Alegrias e Alergias")

quinta-feira, 10 de maio de 2012

CARTOON-Feriados (1 de 4): U Varito Ké Xer miniztro Kando fôr G'ande!(Jejé e Companhia...)

(c) Margarida Alegria (in blog "Alegrias e Alergias", 10-5-2012)
POIS É! Como sabem, ontem o super-Ministro Álvaro, da des-Economia e Outros estragos, decretou que sempre seriam abolidos os  tais quatro feriados: dois civis, 5 de Outubro da Implantação da República e 1 de Dezembro,  da Restauração da Independência Portuguesa; e ainda dois religiosos, mas estes apenas por um período de cinco anos, por acordo com a Santa Sé-- o Dia do Corpo de Deus e, pasme-se!, o dia de Todos os Santos (a 1 de Novembro e que, por colado ao dia dos Fiéis Defuntos é usado para a visita aos cemitérios e consequente visita à terra natal). E os portugueses mais uma vez a encolher os ombros perante toda esta estupidez!
Pois não é mais que uma estupidez, digo-o com todas as letras, uma perfeita INFANTILIDADE, como se, num país onde os trabalhadores têm mais horas de trabalho do que na puritana Alemanha e outros países (está nos números da OCDE e da OIT, senhores!), esses mesmos  que nos chamam de preguiçosos, o obrigar a ter ainda mais horas de trabalho anual fosse substituir o trabalho mais eficiente e a tacanhez e ganância empresarial de tantos ditos gestores tão incultos.
E o argumento de que aumentará o... EMPREGO, ainda é mais disparatado, pois já todos vêem que será ao contrário, exigindo cada vez mais horas e suor aos mesmos, enquanto tantos gostariam de ter nem que fosse um part-time.
Mas o objectivo que interessa é, todos sabemos, desvalorizar o preço do trabalho, embaratecer mão-de- obra por portas travessas, baixar salários de forma encapotada, como se ao nos fazerem formigas chinesas alguma vez pudessemos competir com os chineses em particular e asiáticos em geral por essa via, nós meros 10 milhões. Qual trabalho qualificado qual quê, qual aposta na originalidade e na "excelência", qual aumento de produtividade!
Só pode ser muita tacanhez e falta de visão de quem pouco sabe do trabalho por experiência própria, de quem sempre pôde trabalhar em horário livre em tachos "cunhados". Ou isso, ou o que ainda é pior, uma total vontade de agradar a especuladores bolsistas que nos sugam e a patrões pouco honestos e oportunistas que aproveitam a crise para choramingar esses feriados como empecilho à produtividade! Antes colavam-se a pedir contratos e subsídios, hoje, com as " vacas magras", "colam-se" a pedir alterações laborais.
Foi o que o Ministro Álvaro papagueou há uns tempos: que a menor produtividade era culpa das leis laborais!!!(Santo Descaramento!). também o ministro das Finanças veio  há escassos dias alegar que afinal o desemprego ia aumentar ainda muito mais, o que era prova da... RIGIDEZ Laboral! Hum... como disse? Há mais desemprego, PORQUE as rígidas leis laborais não permitem muito os despedimentos?! Será? Ou será que as leis proibem por acaso a contratação de pessoas? Muito me espanta esta nova Crença económica, que é tão ceguinha como a dos crédulos seguidores da defunta "Santa da ladeira"!
Já se falou aqui no blogue longamente sobre o disparate da abolição dos feriados tão marcantes como o 1º de Dezembro (VER ESTE POST AQUI_ "As últimas horas do feriado condenado oficialmente) e por agora não tenho muito tempo para acrescentar mais nada, que a noite já vai alta.
O cartoon já diz muito: que temos desgovernantes infantis, com menos criatividade e soluções para o país que um vulgar grupo de crianças nas suas brincadeiras.
Assim como há uns anos se dizia que parecia que a Manuela Ferreira Leite ou a Mª de Lurdes Rodrigues guiavam parte da sua governação como ministras da Educação, a partir das "bocas" de mamãs! que escutariam no cabeleireiro, começo a achar que agora estes "Young Turks", estes "garotos", como hoje lhes ouvi chamar  um  angustiado homem do povo, se guiam por palpites não só da Troika ou da Merkel, o que já seria péssimo, mas pelos compinchas da mesa de bridge, ou do campo de golfe...
Quem trabalha merece as suas pausas, algumas até fora das rotinas dos fins-de semana, para celebrar as memórias colectivas, para reencontrar  ritos, pessoas e lugares para além dos lugares, das pessoas e dos "ritos" do seu ambiente de trabalho!
Este CARTOON, como podem ver, é mais um da série "Jejé e Companhia", na sua extensão actual do "Clube do Pepê".
Quem não conhecer a série tem duas formas de se actualizar:
1- na barra superior do blog, a seguir à foto/cabeçalho, tem os separadores de páginas independentes: clique na que diz "Jejé e companhia"; aí verá os primeiros episódios/cartoons da série, publicados anteriormente no  meu Facebook e em outro blogue. A página ainda está em construção, faltando alguns cartoons da última fase do reino de Jejé, nunca publicados, bem como anotações, legendas, links...
2- Para ver os cartoons já publicados NESTE Blog, clique na etiqueta Cartoons de um dos Menús da barra mais à direita do blog e verá todos os cartoons aqui publicados, entre os quais os da série.Ou então clique directamente na etiqueta "Jejé e Companhia".
NOTA: mais uma vez lembro e peço; se quiserem partilhar o post e/ou o cartoon, podem fazê-lo à vontade, exceptuando se for para uso contra os meus princípios e contra os Direitos Humanos. ;as peço que tenham a GENTILEZA de avisarem aqui que o vão fazer e para onde o levam e também de mencionarem a autoria e o blogue do Cartoon (estes aqui, vossos humildes fornecedores...) :)
Como também podem ver no título, este é o nº 1 de uma série de 4 sobre a "medida" dos feriados. Amanhã  e no Domingo saem os restantes três que vos garanto são MELHORES que este! Este é uma... introdução, digamos assim.
Amanhã então direi mais algumas palavras, com os Cartoons 2, 3 e 4!
Boa noite!
Margarida Alegria (10-5-2012, in blog "Alegrias e Alergias")

segunda-feira, 12 de março de 2012

B-D: NUM deiCHam U Varito faJer nada! (regresso da série Jejé e Companhia...)

(c) Margarida Alegria (12-3-2012, in blog "Alegrias e Alergias")
PRONTO! Eis aqui o Cartoon tão anunciado, já há uns dias na verdade...
Antecipo com ele o aguardado regresso da Série "Jejé e Companhia", agora evidentemente centrado no "Clube do Pepê", seu amiguito de brincadeiras nacionais, embora o Jejé, que dizem estar num colégio semi-interno parisiense, ainda possa vir a fazer algumas reaparições e estragos (este dos cartoons, pois o "modelo" esperemos que não!).
Relembro aos mais distraídos que o blog já tem uma página das primeiras aventuras da série (uma separata, digamos). Basta ver no cimo do blog, depois do cabeçalho: há uma barra com o nome de páginas independentes e uma delas, à direita, é a do "Jejé e Companhia". A página ainda está incompleta e em construção, mas já dá para conhecer ou reconhecer a pequenada!
Neste cartoon  de hoje surgem uns novos miúdos , o Varito e o Vitinho... ah sim, e o Migas! Como poderia esquecer! Seria inevitável!
Mas o Varito é o centro desta  prancha  de B-d. Espero que apreciem, pois deu mesmo uma trabalheira e pude fazer acabamentos com uma tecnologia melhor à mão.
A Alergia já dissertou neste blog sobre as desventuras do ministro Álvaro, em três dos posts mais populares: 
Com a sua originalidade de governante deixada para a posteridade em um cartoon ("Ideias em Movimento") já dei  o meu contributo para "homenagear" o pobre Álvaro . Mas era o Álvaro adulto e o restantes desgovernantes também adultos. Com esta versão de  crianças, tendo em conta o estilo que andam a adoptar, talvez o retrato seja mais justo.
Tenho a ressalvar que até tenho certa simpatia, vá lá , certo carinho maternal até pelo nosso Álvaro, pese embora as críticas que aqui se fazem ao seu estilo. Perante o tom sinistro e de jovens avelhados dos outros, o Álvaro é até uma lufada de ar fresco. Pela sua  quase enternecedora ingenuidade, pelo tom entusiasta e bonacheirão em mangas de camisa, pelo desconhecimento que demonstra do país real, mas apesar disso, tal como tantos emigrantes, com mais amor pelo país do que outros seus colegas, que só querem obedecer cegamente à Troika.
O único crime maior do ministro Álvaro é ter sido como Ícaro e não ter medido as consequências de voar alto demais, não vendo sequer como não seria possível juntar num só ministério TANTAS pastas! Não impôs as suas condições ao Primeiro Ministro, que assim o lançou às feras, foi vaidoso ao ponto de achar que podia dar conta de tão gigantesco recado... e agora parece tarde demais para bater o pé. Falam por aí que o vão "empontar" para embaixador da OCDE, não sei. Se sim, até teremos saudades. Para já temos a demissão do seu secretário de Estado da Energia (LEIAM AQUI).
Vejam AQUI as notícias que há uma semana originaram toda a agitação governamental, caso não as conheçam ainda.
Em homenagem ao Álvaro, a quem tantos poderes têm vindo a ser retirados de forma traiçoeira, em vez de simplesmente remodelarem tudo e voltar a separar os Ministérios do seu Super-Ministério, aqui fica portanto uma versão do que poderia ter  acontecido quando menino, com as grandes marotices do Pepê , do Vitinho e dos outros, pois afinal as pessoas crescem mas no fundo não mudam muito, pois não?
Divirtam-se um pouco... é o que nos vai restando...
Margarida Alegria (12-3-2012, in blog "Alegrias e Alergias")

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Cartoons(dois!): "Ideias em Movimento" (Partes I e II)

 (c) Margarida Alegria (Janeiro/2012; in blog "Alegrias e Alergias" 1-2-2012)
(c) Margarida Alegria (Janeiro 2012- in blog "Alegrias e Alergias", 1-2-2012)
Entre a promessa de cartoons e a de publicação de cartoons, ou de outro tipo de post, por vezes vai a distância de vários entraves. Estes cartoons, tal como o blog ,são apenas produto de um hobby e a sua concretização não se compadece com tanta coisa que há a fazer nem com a velocidade a que surgem motivos para gozar com a nossa triste realidade (nacional ou mundial).Uma ideia pode surgir num repente luminoso, pode fermentar os pormenores em horas ou poucos dias, mas desde a ideia à sua realização no papel, com o tempo disponível (não entrecortado!) para pegar no bloco e rascunhar e depois mais tempo e  disponibilidade para apurar e finalizar o desenho (traço, tinta. letras...) e ainda a digitalização... acaba por se publicar por vezes uma ideia mais ou menos requentada  em relação à actualidade (e garanto que estes, com várias vinhetas, levaram várias horas saltitantes só para terminar).
De qualquer forma,ainda vão a tempo. Quanto ao tema,  a não ser que andem MUUUITO distraídos,os  nossos visitantes devem  saber que o Governo criou um novo portal de auto-promoção, com uma foto gigantesca do nosso PM à porta (é verdade!!! A não ser que já tenham mudado entretanto) em verdadeiro culto da imagem.
Outra das novidades do portal, para além (ao que dizem) da omissão de quanto ganham algumas almas que por lá andam, é a presença de uma página para inscrição de movimentos  de cidadãos(nem que sejam só online), pelas causas que desejarem.
Por isso a referência ao Movimento contra os TPC não é anedota: foi mesmo um dos listados (e um dos mais populares, nem que seja por gozo). Também há os ant-touradas e os pró-touradas e movimentos em defesa de toda e qualquer minoria. Julgo que só não poderão surgir movimentos anti-governo, claro...No fundo, é o aproveitar da febre que já houve no FB dos grupos para isto e aquilo, nem que o fossem apenas de nome (exemplo, que existiu: o Grupo "Estou farto de grupos no Facebook").
E também é verdade que o PM  receberá o "Movimento" que tiver mais adeptos. Face aos inscritos, surgiu logo o imaginar da situação possível...
(e olhem que há muitas hipóteses interessantes para movimentos a cumprimentar PPC: os que são pela legalização das drogas, os que querem mais canais de TDT ou os que querem mais condições para os canis ou o fim de designação de raças perigosas---- estão a imaginar?! Leiam a notícia, no link abaixo...)
Também não é anedota o pedido (desesperado?) por parte de PPC de "boas ideias" para o país, para o seu progresso. Pedido feito no tal portal, há poucos dias.(vejam a NOTÍCIA AQUI, do dia 29 de Janeiro). Logo os movimentos, todos tão pertinentes, surgiram certamente com ideias. Limitei-me a adivinhar cada qual.
Aliás, a inspiração para o  segundo cartoon surgira muito antes da do primeiro(desde que foi publicada a notícia do portal (ora vejam a dita AQUI, do dia 16 de Janeiro). Mas só quando concretizei um  passei ao papel o outro também.
Em suma: nem é preciso muito para se criar anedotas. As anedotas brotam quase já perfeitas da patética realidade que nos envolve.
Quanto às minhas ideias para o país? Lamento, mas pagamos a esses governantes para as terem, já que se julgam os salvadores da pátria (como tantos outros antes deles, aliás*) os iluminados dos pastéis de nata , do encarecer de tudo, da redução dos direitos e dos transportes ...e dos cortes das "gorduras".
Não me pediram a opinião, quando resolveram cortar salários e pensões e roubar os subsídios, ou sequer quando fizeram acordos que vão levar a despedimentos (ainda mais), a muita miséria, fome e doença e não a crescimento económico.
Já gasto muitas ideias nos cartoons e nos textos, inspirados em tantos desgovernos...
Se quiserem ideias, então faço como os membros das cortes de nepotismo dos amigos e "cunhados": se quiserem uma ideia não a DAREI. Quanto muito posso... VENDÊ-LA.
(quero regatear o meu valor "de mercado", como o tal senhor que tanto "catroga" por aí...).
Bem, amanhã saem mais que estão na forja... E há mais três dos "Velhos contos..." também já com ideias de semanas... em fila de espera. Paciência.
[ * NOTA: Ainda hoje escutei,  sem querer mas pasmada,  a arguida prevaricadora ex-ME ML Rodrigues e Nogueira de Brito , na rádio, a alegar que a crise se acentuara com os  gastos do país,era certo, mas  que os governantes até que se esforçavam por poupar, porém o povo (esse malvado ambicioso, sôfrego e insaciável) queria sempre mais e mais coisas gratuitas e mais conforto e eles, (coitaditos) governantes, limitavam-se a tentar satisfazer essas exigências. E N de B até disse algo do estilo: por vezes o povo é mais culpado que os governantes... ao que MLR anuíu, veemente e satisfeita!!!(A SÉRIO! OUVI COM ESTES OUVIDOS bem afinados! Apenas o que pus entre parêntesis curvos são àpartes meus!Depois de terem feito  tanta asneira... ainda têm tempo de antena?!)] :(((
Margarida Alegria (1-2-2012,in blog "Alegrias e Alergias")


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O MacNata

(Declaro publicamente que este, na imagem, é um pastel de nata comum e não a receita exclusiva do Pastel de Belém lisboeta)

O castiço Ministro Álvaro, de Economia e outras coisas mais, que aqui no blogue foi tema de um dos meus primeiros posts (VER AQUI) voltou à sua fase de rosto sorridente e cabeça a fervilhar de ideias, digamos, originais. Andava o senhor tão sossegadito, quando resolveu voltar a fazer aquilo em que era especialista, antes de tentar governar várias pastas ministeriais.Dar palpites e palestras.

Na conferência "Made in Portugal" , promovida pelo Diário de Notícias, fez uma longa dissertação sobre as qualidades e também os dramas existenciais do nosso ainda tão ignorado produto português que dá pelo nome de Pastel de Nata.

Ler e escutar em directo este longo discurso empastelado (mas sem toques de canela):
"Santos Pereira: porque é que não conseguimos exportar o pastel de nata?"
(Jornal de negócios)
E a ideia básica? O Ministro Álvaro conta a história comovente e de abrir o apetite de como ,na África do Sul ,um empreendedor português conseguiu criar uma cadeia dos seus frangos de churrasco (diz o ministro que é um produto "português" -???), a cadeia "Nando's". Um pouco ao estilo, explica também Santos Pereira, como a cadeia McDonalds com o "hamburguer". de seguida parece assegurar a pés juntos que nunca nenhum português conseguiu exportar dessa forma o nosso excelente Pastel de Nata!

Deixarei de lado a explicação básica ao ministro de como se diferencia um pastel de um frango com piri-piri ou de um plastificado cheeseburger (perguntava ASP o que tinha de diferente um pastel de nata desses dois outros alimentos.Só se nunca provou nenhum deles).

Posto isto, as palavras de ASP soam logo como um equívoco, por quem esteja mais atento ao que se passa no Mundo. O Ministro Álvaro parece não só ter descido ontem do avião, vindo de longos anos no Canadá, como parece ter vivido de forma eremítica na Universidade de Vancouver, sem acesso às notícias de Portugal, apesar de escrever longos livros sobre este seu país.Talvez seja como criar mundos míticos nas obras de ficção científica ou New-Age...

Antes de mais, parece fazer uma confusão entre o mais geral Pastel de Nata, produzido em quase tudo que é padaria ou pastelaria em Portugal, e o mais exclusivo "Pastel de Belém", de receita secreta e existente apenas na famosa pastelaria da zona lisboeta desse nome. Este, como sabemos, tem uma receita familiar restrita a muito poucas pessoas, um pouco ao estilo de juramento que os artesãos da Idade Média faziam. Já o Pastel de Nata tem variantes e graus de excelência país fora, mais ou menos folhado, consoante o fabricante.

Se o Ministro se referia ao Pastel de Belém, então cometeu um acto de apropriação pública de um artigo privado, já que este governo tanto defendem os direitos adquiridos dos privados empreendedores. Nesse caso foi incorrecto, pois não consultou os autores do mesmo nem sondou as suas perspectivas, quase que apoucando o grande sucesso que têm cá, sem precisar de exportar, com constantes fornadas a sair e a serem servidas. E, já que há que desenvolver também o Turismo, vejamos noutro prisma: se o turista americano ou japonês tivesse uma cadeia de pastéis de nata ao virar da esquina na sua cidadezinha, talvez pensasse duas vezes antes de gastar dinheiro a vir a Portugal e encontrar cá exactamente o mesmo que encontra em todo o lado. Mais depressa defenderia eu que levássemos uma boa cadeia de restaurantes de comida Portuguesa a fazer frente à hegemonia desenxabida e coberta a ketchup da comida dos MacDonalds, mundo fora! Para que aprendessem o que é comer bem e viessem cá experimentar ainda maior variedade. Acaso não sonhamos ver um rodeo texano a sério, escalar os Alpes a sério, comer comida mexicana... no México ,etc etc? Interessa exportar, é certo, mas também interessa importar turistas para virem apreciar aquilo que é único em Portugal... mas VINDO ELES cá!

Por outro lado, se se refere (como parece) ao Pastel de nata em geral, então é porque anda muito mal informado e assessorado e deu uma palestra no improviso total naquela conferência. Fique sabendo que há VÁRIAS empresas portuguesas que fabricam, congelam e exportam pastéis de nata (claro que não é o mesmo, mas..) há padarias de portugueses um pouco por todo o mundo que fabricam e divulgam com sucesso o pastel de nata, há poucos anos surgiu, inclusivé, em pleno centro de Londres um café que servia bicas à portuguesa e pastéis de nata que faziam furor, que se tornaram depressa na coqueluche das élites londrinas, incluindo a Madonna, que então aí residia.

Por isso, fique sabendo o ministro Álvaro que não descobriu a "pólvora" das exportações! Fica-lhe bem ser entusiasta e, como ministro, incentivar essas iniciativas, mas não lhe compete borbulhar de ideias fantásticas para os outros, se a forma de levar para a frente essas iniciativas não tiver políticas de apoio por parte do nosso governo! Faz lembrar o que acontecia , há muitos anos, em certos Conselhos Pedagógicos de Escola: um qualquer grupo (agora Departamento) disciplinar dava belas sugestões para outros executarem. Por exemplo, o grupo de Ciências sugeria para actividade de Escola que o grupo e Educação Visual fizesse uns cartazes etc e tal... Estão a ver a bronca e a reacção natural?

Eu bem sei que era uma palestra, por isso num belo estilo de desenvolvimento académico, mas escutar o nosso Alvarito foi mais penoso do que ver um aluno a improvisar um discurso, numa aula de debate e desenvolvimento de ideias (do estilo: "como é que eu faria para melhorar a reciclagem na minha escola?"). E também agasta um pouco quem ouve o estilo um pouco sobranceiro e quase em tom de censura (parece dizer: por que raio é que vocês estúpidos portugueses não se lembraram de uma coisa destas? Não há UM só que tenha feito isto! Se querem investimento externo mexam-se!- Ouçam e reparem no tom!!!). O que era importante era o ministro dizer de que forma tenciona dar apoios concretos, por exemplo de desburocratização, para que os portugueses possam concretizar essa e muitas mais ideias como essa, tanto para exportar, como para desenvolver as economia interna. A ele cabe pensar nessas medidas, a não ser que queira mudar a carreira para a de padeiro. Aos empresários portugueses é que cabe ... empreender!

De realçar ainda: os portugueses que conseguiram exportar produtos portugueses ou dar a provar as iguarias portuguesas lá fora fizeram-no por sua própria conta e risco. Pelo que deu a entender, o tal senhor do "Nando's" vive na África do Sul. Faz parte da economia desse país. Enriquece-se a si e aos países onde se implantou. Os churrasqueiros de Portugal, por seu lado, fazem a sua vida por cá e aguçam apetite dos portugueses que cá vivem. Antigamente havia as remessas dos emigrantes para Portugal, muitas vezes bem generosas, mas depois de algumas falcatruas às poupanças de anos dos pobres emigrantes (lembro por exemplo o triste caso da Caixa agrícola Açoriana onde gerentes desonestos deixaram sem nada uma série de emigrantes, sendo o caso, como costume, sido arquivado, ou algo semelhante...), os portugueses da diáspora passaram a guardar o seu dinheiro nos países de acolhimento e apenas a virem cá de férias. O ministro Álvaro tem alguma estratégia na manga para inverter essa situação? Para fazer com que invistam EM PORTUGAL o dinheiro que ganham no estrangeiro com os seus "Pastéis de Nata"?

Não concordo com o que fez Alexandre Soares dos Santos, do "J. Martins/Pingo Doce". Foi falta de solidariede para com os portugueses que não podem procurar noutros países da Europa condições melhores e menos "instáveis"para os seus investimentos. Caberia a A. S. Pereira imaginar leis para melhorar o que se passa, que, por exemplo obrigasse os bancos portugueses a ajudar as empresas portuguesas com... o dinheiro da Troika que foi emprestado para todos os portugueses!

Ideias de negócios temos todos,senhor ministro! Porém muitas delas têm de ficar em projecto, pois os entraves de impostos e de papelada são tantos que desanimam até muitos dos mais resistentes. E para exportar há que contar também com o proteccionismo dos países para onde queremos exportar. Mesmo sendo da UE, sabemos que quase todos eles os têm, encapotados de formas mil. Por isso faz mais sucesso o pastel fabricado e feito lá, do que instalar uma espécie de franchising do Pastel de Nata, como ASP sugeria, ou do pastel de bacalhau, ou do arroz de sarrabulho. Desde logo surgiriam os entraves por influência de outras cadeias, surgiriam os rumores de contra-informação: se dizem que os hamburgers da MacDonalds tinham minhocas e dedos humanos... os nossos amarelos e tostados pastéis de nata seriam acusados de conter o quê? E quantos malefícios à saúde fariam, para os fanáticos da macrobiótica? ... Não seria impossível, mas, como franchising... não passariam a ser produzidos pelos locais e a reverter para as economias locais? Será que nos dariam tantas facilidades nos EUA como eles têm cá? Já temos franchisings nacionais de lojas de sopa e de comida tradicional. Exportar isso seria assim tão linear?

Para já, o que temos conseguido "exportar" facilmente, porque infelizmente temos excedentes, é a clientela para tachos, como vimos agora com a "novela" dos cargos da EDP, onde até aos chineses forretas conseguimos impingir produtos de alto valor acrescentado , nas palavras de um deles (Catroga) equivalente a jogadores de futebol como o Cristiano Ronaldo. São produtos bem pagos, multidisciplinares como o canivete suíço, e com larga capacidade para acumularem muitos salários ao mesmo tempo. Temos portanto o MacCatroga, a MacCardona (soa até bem, não?), o Kentuky Fried Pinto, o Braga King de Macedo. Tudo bem acompanhado de molhos especiais Light ou Spicy.

Afinal ,talvez Álvaro Starbucks Pereira tenha razão! Pensando bem, bastará muita força de vontade, uma boa ideia dos nossos teóricos ou práticos que cá preferem encher os bolsos com trabalho quase escravo de uns(para depois investirem fora; não me refiro ao ministro Álvaro, mas a certos milionários trabalhadores da nossa pátria, que também exportam as suas sedes) e muitos ovos de galinhas... espanholas.

Em frente pela ideia inédita do Ministro Álvaro! Uma ideia que parecia "empastelada" mas... Se afinal até já conseguimos exportar... MagNatas, basta uma simples letra (e muita "letra" à moda do Álvaro) para exportarmos o ... MacNata! :))

Cadeia de franchising "MacNata"... "me aguarde"!

"Alergia" (12-1-2012, in Blog "Alegrias e Alergias")

"Desinaugurar" Portugal (Um Louco Pós- Natal 2)

Eu bem queria que quem nos desgoverna me deixasse tempo para acabar os textos da série "Um Louco Pós- Natal", baseados ainda na nova teoria de emigração de Passos Coelho e Miguel Relvas na famosa entrevista e depoimentos vários. Mas não: cada cavadela, cada minhoca, como se costuma dizer. Todos os dias, a quase todas as horas, saltam para a ribalta mais personagens pitorescas para nos assegurar, em forma vagamente humana, que Portugal está mesmo entregues "aos bichos". Vou portanto alterar o rumo de um dos rascunhos e transformar este texto no "Louco Pós-Natal parte 2". No fundo, são confirmações do que já planeava dizer.

Primeiro, surge a desumanidade da opinião de Manuela Ferreira Leite, ontem. A senhora, uma septuagenária (atente-se!)normalmente sensata, alega que os portugueses com mais de 70 anos deveriam pagar do seu bolso as hemodiálises (que custam cerca de 500 Euros cada uma)! Não sugeriu aos septuagenários da nossa élite política que abdicassem de alguns dos seus 500€ X muitos dos seus salários e benesses, ou reformas douradas, para financiarem boas centenas de diálises de muitos concidadãos. Não! A sua triste lógica é: ter chegado aos 70 anos já é uma sorte, esses hemodialisados anciãos são um peso para o Estado, por isso escolham pagar ou deixem-se morrer e não aborreçam mais o SNS. Lógica em segundo plano: se tiveres dinheiro, tens direito a cuidados de saúde. Se não o tiveres, azar o teu!

Pergunte-se à senhora: afinal para que são os descontos obrigatórios para muitos subsistemas de saúde e para que servem os impostos que pagamos? Deveriam para assegurar ao menos estes três aspectos: pagar as estradas e as ruas onde circulamos(para o trabalho, por exemplo...), a Educação que nos leva mais longe nas "estradas" da Vida e a Saúde que nos ajuda a poder apreciar e assegurar ambas as "caminhadas". Razão têm as associações de hemodialisados ao exigirem as desculpas de MFL! O cidadão parece agora reduzido ao seu papel de produtor/não produtor e encarado como "gordura" por este desumano sistema neoliberal que se vem depressa instalando no nosso Estado e em certas cabeças acéfalas, mas isto é demais! Que não vá para a frente a lei da Eutanásia, senão a terceira Idade ficará (ainda mais) tramada! Ou pelo menos, uma certa 3ª Idade, a não bafejada pelo acumular de pensões vitalícias e doiradas.

Segundo facto: hoje, em Palmela, foi desligado o primeiro dos vários Emissores analógicos de TV, no avançar da última fase da substituição da rede analógica pela TDT.

Foi emocionante escutar o relato transmitido pela TSF (escutar AQUI... !), onde o sempre voluntarioso ministro Relvas apelou a um tal engenheiro Paulino para que procedesse ao corte. Fê-lo por videoconferência(com muito ruído electroestático!), julga-se que em TDT, e o seu apelo é realmente de entusiasmar o patriota que há em cada um de nós! :))

Por sua vez, outro "cromo" do humor (ainda um tanto analógico) e da tecnologia, o presidente da ANACOM (Autoridade Nacional de Comunicações...aquilo que serve para...hã... coiso... quer dizer... enfim, tachos...) declarou todo pimpão que aquele evento deveria ser considerado uma "Desinauguração" (do Analógico), pois a TDT já havia sido iniciada há bastante tempo. Foi lindo!

O certo é que esse neologismo usado por Amado da Silva, se só terá provocado um sorriso amarelado aos circundantes e a paródia sibilina dos locutores da TSF, ao menos deu para atribuir um nome ao tema que eu queria desenvolver neste texto.

Por um lado (e bem sei que A. Silva se referia ao encerrar do analógico), fugiu-lhe a boca para a verdade: no fundo, os nossos Governantes e seus organismos satélites só encerram ou observam e fazem relatórios, nunca dando nada a ninguém. O mesmo A.S. explicava há pouco que o nosso TDT estaria peparado para uns 7 canais de TV e com o tempo ficaria apto para 14 (ao perguntarem-lhe porque não tinhamos 14, ou 30 ou mais canais em TDT, como outros países, totalmente grátis para os cidadãos). Argumentava que para já só poderiam ser os 4 canais que tinhamos analógicos ( a justificação foi vaga e esfarrapada), mas que para futuro, quem sabe... Não , não dão nada a ninguém... solidifica as já grandes suspeitas de muitos de que os futuros 10 canais extra serão em troco de alguma taxa mensal, a pagar à PT a quem foi entregue o negócio, escandalosamente!

Por outro, este novo termo confirma o que os desgovernantes dos últimos anos têm feito, começando em Sócrates e continuando em Coelho e Relvas, incluindo até muitas das acções de desmantelamento da nossa economia nos anos 90 áureos da entrada na CE(E), por Cavaco Silva, o que eles têm vindo a fazer, dizia eu, é a verdadeira DESINAUGURAÇÃO de PORTUGAL.

Cavaco desinaugurou a Agricultura e as Pescas, em troca de umas estradas onde melhor pudessem entrar os produtos espanhóis , franceses e alemães.

Sócrates desinaugurou maternidades e serviços de urgência. Depois, com ajuda de MLR, desinaugurou milhares de escolas rurais,algumas delas recentemente restauradas(e pelos próprios pais!), concentrando os ensonados pequenos em "caixotes escolares" e tendo em mira a destruição da Escola pública e futuras privatizações, alegando dar em troca a "banda larga" (pífia, como se verificou), umas lancheiras de nome "Magalhães" (que duraram ainda menos que a viagem de circumnavegação do seu "padroeiro") e uma suposta melhoria de instalações, incluindo ginásios que em muitos casos ainda faltam.

Agora Passos Coelho continua a obra de desinauguração, levando essa miséria não só ao sector público como à iniciativa privada, onde ela existia. Desinauguração de mais escolas, de mais hospitais, de serviços fundamentais para os cidadãos (enquanto continuam a não desinaugurar tantas PPP, IP, comissões e outro tachos). Não vejo mal em acabar com o Observatório da Violência nas Escolas (que pode ser levado a cabo por tanta gente que enche o MEC na 5 de Outubro), , mas os tachos nas dres continuam, só para dar um exemplo. Desinauguração, sobretudo dos DIREITOS dos cidadãos consagrados na Constituição e desinauguração dos SALÁRIOS como fonte de sobrevivência digna, através de cortes (leia-se roubos) de subsídios que compensavam o baixo nível dos mesmos , de cortes em percentagens cada vez mais substanciais dos 12 salários anuais, aumento brutal de impostos e de despesas (energia, transportes). Desinauguração de empresas nacionais de valor para todos e a custo sobreviventes, como a CP, a TAP, os CTT e todas aquelas que tencionam desinaugurar junto de chineses e outros compradores.

Nas pequenas e médias empresas, dando apenas uma vista de olhos no meu bairro, já consigo contabilizar, pelo menos, a DESINAUGURAÇÃO de uma papelaria/tabacaria, três ou quatro restaurantese/ou cafés, um talho, duas mercearias e dois cabeleireiros. Ah e até uma loja chinesa(sem quaisquer familiares a render a guarda)!

Na sua famosa entrevista já aqui analisada em quatro textos (sendo este o quarto e faltando um), o Primeiro -Ministro PPC veio, finalmente, desinaugurar a desinaguração a seguir planeada: o desinaugurar dos portugueses como habitantes de Portugal, aconselhando quem tem habilitações (ou não) a emigrar. Ficará o país para alguns turistas de luxo, para pessoas na miséria que os sirvam, para velhos a morrer sem apoios de saúde (nem sequer hemodiálises!) e de qualidade de vida e para os que para cá imigraram e não quiseram ou puderam voltar às suas terras, muitas vezes optando pela via do banditismo, pois os seus empregos também foram "desinaugurados"!

A única coisa que continuam a inaugurar em força são os tachos para os amigos, as prebendas, os favores políticos , aventalados ou não.

Bem pode o ministro Álvaro, da Economia, apregoar as qualidades do pastel de nata português ou do churrasco do "Nando's"(África do Sul, ai de novo o conselho à emigração). Portugal desinaugura-se dia-a-dia e não tarda fecha, com uma tabuleta a disfarçar, alegando "encerrado para obras, devido a ... desinauguração".

(sobre a palestra "empastelada" falarei a seguir).

"Alergia" (12-1-2012, in blog "Alegrias e Alergias")

sábado, 19 de novembro de 2011

Políticos "em papas": para infantilizar ainda mais a nossa democracia?



Tivemos uma semana de debates sobre o Orçamento "troikano" para 2012, no Parlamento.

Porém, essses debates parecem ser cada vez menos relevantes,talvez porque tudo já está mais ou menos decidido para levar Portugal à total recessão, como confirmaram, nesta mesma semana, as Conferências de Imprensa do Ministro (sinistro) Gaspar e do trio de funcionários da "Troika" que cá vieram carimbar mais um cheque de empréstimo.

Estes senhores estrangeiros --o da segunda conferência, pois o da primeira não descobri ainda se é estrangeiro ou não, com a lendidão com que escolhe as palavras em Português e as soletra e ainda na forma colorida como cria neologismos (lembram-se do recente "conflituacional"?) --explicaram, por entre copos de água,que nos portáramos bem pois eramos um povo "bom"(menino) e que como prémio extra deveríamos empobrecer ainda mais até à escravidão. Não sabemos o que fizeram depois da conferência, se desta vezes foram a pé ou de carro, mas de certeza que receberam por seus turno os seus próprios cheques gordos e abalaram de avião, para os seus países bem comportados do Norte.

Posto isto, todos estes debates no Parlamento, com o enfraquecimento da Oposição sobretudo devido à pose suave-"violenta" do inseguro Seguro(qual prato nº 33 de galinha "agri-doce" de restaurante chinês), acabam apenas por servir de entretenimento, com forte colaboração e gáudio das edições e selecções feitas pelos OCSocial, contribuindo para o enriquecimento não do debate político mas do anedotário nacional.

Salientaram-se as gaffes insensíveis do "fim da crise " do Ministro Álvaro, o "só por cima do meu cadáver" do ministro Crato e, num final de semana em grande, a questão da fruta para bebés da ministra Cristas.

Poderia haver alguma razão de parte a parte no debate, mas a forma como foi destacado o caso, não ficando nós a saber quais as medidas de fundo para reabilitar a nossa agricultura, só por exemplo, levam a crer que a indigência da política nacional já está a raiar, senão um "grau-zero" do ridículo, pelo menos um "grau-lactente" da relevância.

E mais, a questão do IVA a 23% que englobava também os problemas mais graves da restauração e da Cultura, ficou quase literalmente, abafada por PAPAS!

Assim, o deputado Tó Zé Seguro defendia que os boiões de papas de fruta para bebé não deveriam ver a taxa de IVA aumentada para os 23%, ao que a ministra Sãozinha Cristas retorquiu que em épocas de crise era bem mais saudável voltar a dar fruta natural às crianças, fruta taxada a 6%. Agora parece que o Tó Zé volta a insistir no não elevar do IVA das papas (ler:SEGURO DEFENDE MANUTENÇÃO DO IVA NA RESTAURAÇÃO ALIMENTAÇÃO PARA BEBÉS E CULTURA, in Público) e ficamos com a cabeça quase "em papas" só para saber como vai continuar a saga, e se vão ou não chamar uma equipa da Nestum e da Cérelac para escreverem um parecer, ou, à falta desses especialistas, uma equipa liderada por , sei lá, João Duque, pois até já deve ter tido filhos pequenos.

Foi sem dúvida o momento mais emocionante (bem, àparte aquele em que o ME disse que só por cima do seu cadáver aboliria a História e a Geografia das escolas-- hum, realmente, se morresse não poderia tomar depois essa medida... ah, mas punham lá outro não é? E um que não se importasse de ser iconoclasta e de profanar sepulturas! hug...Drácula a futuro ME?!), ver os jovens Tó Zé e Cristas em debate! O primeiro a arremessar à segunda um boião de papa, em gesto eloquente de "abstenção violenta" e a segunda a contra-atacar com uma maçã Golden reluzente.... talvez com a ajuda , ao estilo funda de David, de uma das gravatas que mandou retirar do seu Ministério! Não sei. Não vi o debate, mas deve ter sido exuberante.

Agora a sério: isto foi para infantilizar ainda mais a política portuguesa?

"Alergia" (19-11-2011)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Passes de transportes: primeiro velhos e crianças?

(O texto não é curto, mas acho que vale a visita, vá lá. não sejam preguiçosos, esqueçam os programas dos gordos na TV!)Todos os dias continuam a sair notícias de pasmar e revoltar, sobre as medidas "iluminadas" de governação, supostamente tomadas para arrecadar mais uns tostões para satisfazer a querida Troika e levá-la a dar uma festa na cabeça dos nossos ministrinhos por serem tão bons "alunos", como outrora Cavaco Silva nos tornou os "bons alunos" a desmantelar a nossa já modesta Economia.


São tantas e tantas as notícias , a fazer tal comichão e a provocar tanta tosse e espirros, que o difícil é o seleccionar as mais substanciais para comentar (sim,que a nós não nos pagam os posts ,como pagam a presença de comentadores e de comediantes na TV ... e há bem mais que fazer!). Enfim, a que mais me arrepios tem dado, sem dúvida foi esta, já com meia dúzia de dias: a de que vão terminar os descontos nos passes de estudantes e de idosos, a partir de Janeiro de 2012.





Então passemos à minha análise de não "especialista" em Economia, mas com algum traquejo de observação da vida e das pessoas:

- O objectivo é levar os portugueses a poupar mais?! Como, se até os "escapes" para poupança lhes são assim roubados? Ou não vai haver muito menos depósitos a prazo e poupanças, ao fazer os cidadãos gastar mais em transportes, ora usando carro próprio com gasolina de preço escandaloso, ora não tendo a vantagem de transportes públicos mais assessíveis e alternativos?

Não parece ter lógica, pois não? Isto desincentiva completamente o uso do transporte público(TP), que tinha voltado a aumentar nos últimos anos (metro, comboio, autocarro). Assim, entre o desconforto e falta de privacidade destes e o igualmente caro automóvel, muitos voltarão a tirar o último da garagem. Quem ganha? Apenas as gasolineiras. Mas como estratégia nacional é péssima ideia, pois o que o Estado poupa nisto vai gastar em compensações de cotas de emissões de CO2, para cumprir o Protocolo de Quioto.

- Bem. Segunda hipótese. O Governo considera que quem usa o "passe social" (bem, deixa de poder ter esse nome não é? a não ser pelo saudosismo) vai continuar a usar e portanto são mais uns euritos em caixa das empresas/do Estado, pois afinal esses malandrões todos andavam a passear à "pala" do generoso desconto concedido e até explicam que futuramente vão estudar que as pessoas venham a ter desconto de acordo com as possibilidades económicas e não todos por igual, os "malandros" dos velhotes e da malta nova, ora essa!

Perante isso eu ia retorquir : para que servem afinal os impostos? Não são esses já escalonados e precisamente para que algumas coisas sejam dadas a quem tem menos, mas que outras possam ser USUFRUÍDAS POR IGUAL? Ou agora irão cobrar mais taxas extra, de "utilizador-pagador" a quem frequenta jardins ou praias (ai que estou a dar ideias), com uma taxa extra-extra para os velhotes que lá vão dar milho aos pombos?! Não me venham com esta que tudo o que apreciamos na vida e a que temos direito tem de estar sempre na mesma proporção do nosso grau de riqueza financeira, pois, além disso, tanto pesa o mesmo e gasta o mesmo combustível num autocarro um velhinho pobre como um rico.
Mas ocorre-me acrescentar também: acaso acham que a idade é apenas "um posto", que os idosos no mundo e no nosso país em concreto têm uma vida maravilhosa, com belas reformas e cheios de saúde? Não merecem algumas benesses que os impeçam de ficar fechados em casa, já que andar em "charters" turísticos no Brasil já não é acessível?

Estava eu nestas cogitações, quando afinal me lembrei(um balãozinho ondulante de pensamento ao som de harpa, por favor!...) : aquela velhinha que subiu com tanta dificuldade naquele autocarro, afinal é uma Paris Hilton das nossas bandas e com mais rugas e menos silicone, que , por extravagância milionária se delicia em andar nos transportes para ABUSAR do seu passe, deleitada com os encontrões das travagens (que ela deve achar muito excitantes! cof cof...), consolada quando alguém mais jovem não lhe cede o lugar, ou quando é vítima de carteiristas (o que lhe deve proporcionar assunto de conversa para toda a semana, no seu clube de Bridge, junto das outras velhas excêntricas e oportunistas...).
E ainda me recordei das imagens de idosos que já vi em transpostes públicos: aquele casal de idade que o que quer é arruinar o País e não fazer sacrifícios pelo BPN e pelos especuladores, fingindo que apanha o metro para ir à única clínica médica onde ainda há acordo com a ADSE, esse oportunismo descarado dos Funcionários públicos, que descaradamente descontam uma boa fatia do seus salários para esse sistema! E pergunto-me que o velhinho composto, de olhos tristes e corcunda afinal não é mais que o "Ebeneeezer Scrooge" português, que anda nos Transportes por puro oportunismo, pois se calhar tem nas gavetas montes de acções (falidas) da antiga Torralta, uma colecção de velhas moedas e dizem-que- é-mas-é-um- milionário-mas-depravado pois adora andar nos TP, de preferência em horas de ponta, para sentir o doce odor-corporal e a gente, e depois voltar com essa recordação para o seu palácio com o seu mordomo Jarbas, onde depois saboreia um Porto e recorda deleitado os palavrões que escutou e as pisadelas que levou, até que lhe apareçam , como costume(ó, tédio!) os malditos Fantasmas dos Natais passados e dos Natais Futuros, a azucrinar-lhe a paciência!

E quanto aos jovens,já agora. Certamente são todos FALSOS estudantes e andam em transportes públicos, só porque é fixe e está na moda, só para enganar! Ai! Mas o ministro Álvaro e "sus muchachos" apanharam-nos! Ora tomem lá ficar sem descontos, "prontos"! Saiam da sua "ZONA de CONFORTO"!!! Toca a ir para a Escola de boleia com o papá, como fazem os meninos bem comportados (ai não têm carro? ... hum...os pais não têm trabalho? hã... ai não têm pai?... hum, bem, mas o Ministro diz que logo logo, já para o ano, a Economia e a crise começam a acabar... Ou é a crise que acaba... hã.. ou é a Economia...que recomeça... Ora, verifiquem os "indicadores" tá bem?! Quais indicadores? Hã... olhem , o meu - desta mão- RUA! para fora deste parêntesis, que já estão a pensar demais!!!)


- Por fim a última hipótese: a da Saúde. Não poupando nada, antes pelo contrário com esta medida, o Ministro Álvaro pretende abarcar sob a alçada do seu super-ministério... o Ministério da Saúde. Sim deve ser isso. É dois em um: os jovens passam a andar mais a pé, os velhinhos nem saem de casa e não se constipam e assim, saudáveis e quase "arianos", como agradará à lady Merkel, irão menos aos hospitais( a não ser se vítimas de atropelamentos, ou de facadas de assaltos, coisa pouca... da juventude...). Fica todo o Portugal contente. Pelo menos o "Poortugal", como já nos chamam por aí.


Vou dar uma sugestão, para os velhinhos avarentos mais enérgicos: pratiquem skate ou patinagem e poderão prescindir facilmente dos TP.


AGORA A SÉRIO (de novo): não sabe o governo, com tanto grupo de estudos de honorários milionários a avaliar as situações:


a) que os TP, tal como a Saúde e a Educação não foram criados para dar lucro;

b)que os maiores prejuízos nas empresas Públicas de transportes têm derivado da sua má gestão, até danosa, com estratégias sem nexo e gastos sumptuários nas administrações (frotas de luxo, etc, para os seus quadros-- extensos demais, enquanto cortam nos motoristas e mecânicos), que não se aplica simplesmente o ónus dos gastos nos bilhetes, pois por isso foram um investimento... PÚBLICO?
c) que nas zonas de interior, muitas empresas e carreiras de autocarros só existem durante o período Escolar, o que os outros habitantes aproveitam para usar, satisfeitos;mas que o fim destes descontos irá acabar com muitas destas carreiras, isolar mais estes jovens e também os habitantes de muitas aldeias? E sabiam ainda que esses jovens só podem usar esses autocarros "dentro" do seu horário oficial de estudantes, o que muito dificulta todo e qualquer tentativa dos mesmos em ir à escola para actividades extra-curriculares?

d) que mesmo os que optarem por ir para a Escola a pé, como faziam os nossos antepassados nos tempos da Guerra Mundial e do salazarismo, chegarão ao mesmo encharcados pelas chuvas, têm de ficar nela TODO O DIA e... isso não será uma boa medida preventiva de saúde (além de tudo o mais que já explanei)

Verificamos portanto, que as paragens de autocarro passarão, cada vez mais, a ser uns "monos" de mobiliário urbano a convidar ao vandalismo, locais ermos, cheios de publicidade e pouco préstimo, pois quem primeiro deveria cuidar da CAUSA PÚBLICA é o primeiro a dar-nos um "chuto" no traseiro e dizer: MALANDRO! A querer usar Transportes públicos? Arreda, seu DESPESISTA!

"Alergia" (16-11-2011)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O Alvarito anda a pôr as garras de fora...!



O outrora sorridente, estrangeirado e em-mangas-de-camisa super-ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, "Álvaro", como quis que o chamassem ( Álvaro, call me Álvaro...,parece-nos ouvir...), já anda não só a perder o sorriso pelo caminho, nas andanças pelo país real e pelo confronto com a dura realidade que é governar a sério, no terreno, em vez de uma posição de cátedra, com uns binóculos; como a vestir mais o casaco, a adoptar mais a pose da arrogância de quem não gosta de ser contestado.
Onde é que já vimos este "filme"? Ah, pois, reinado de D. Sócrates, o tal que perdia o sorriso mal se afastavam os holofotes e fugia pelas portas traseiras sempre que a contestação alastrava. Ah e muitos dos seus ministros. A Dona Lurdes não era de sorrisos, fez até o percurso contrário, ou assim tentou, talvez por sugestão de desastrados consultores de imagem, que , perante a sua fama de "Bruxa má do Oeste", tentaram inverter o processo, tarde demais, tentando em vão transformá-la em sedutora de coxa descontraída e sorriso colado a "cuspo" na cara amarga.

Já a Dona Alçada a Pesudónima teve também um início de carreira ministerial um tanto semelhante ao do nosso Álvaro: começou com largos sorrisos, em inaugurações , entrevistas e videos para pôr as criancinhas a nanar,e terminou ríspida, arrogante como o seu protector do Executivo, e de sorriso muito mais baço, grandes olheiras e gaguejos. Também ela porque não gostou de ser constestada, pensado de início que o seu papel se resumiria a um deslizar diáfano pelas passerelles dos Conselhos de ministros e do cortar-fitas em novos Caixotes escolares. Mas enganara-se! As "suas" políticas eram igualmente más, perpetuadoras das raízes daninhas plantadas-- com carga de "bazooka" e minas anti-pessoal (leia-se: anti-professores e funcionários) -- pela sua predecessora. E não era por contraste de estilo, aparente, que escaparia à contestação. Apenas um senhor de bigode de um sindicato e mais os seus homólogos se deixaram enganar, para desgraça da Educação, num fatídico Janeiro de 2010.

Bem, adiante.Esta semana, o nosso bom Álvaro foi explicar-se perante o Parlamento e de novo perdeu o sorriso e se enfadou, quando questionado sobre a urgência de se elevar o salário mínimo em 2012, como estava programado.

As televisões omitiram essa parte, mas a atenta TSF relatou e transmitiu as suas palavras, eivadas de uma sobranceria como é raro ver. Assim, começou por admitir que era importante elevar o salário mínimo. Disse até que era "uma hipótese interessante".(sic) E acrescentou, perante a indignação da oposição parlamentar e dos ouvintes da gravação, que neste momento era uma "hipótese demagogicamente interessante.". E desatou numa explicação de que fora assim que se errara após os 25 de Abril, ao subir bastante os salários dos trabalhadores, o que depois paralisou as nossas exportações e blá blá blá!!!!

O senhor ministro Álvaro, perdão, o Álvaro deve ter estado emigrado realmente há muito tempo, estudando apenas os números estatísticos e desligando-os do seu contexto histórico.

Primeiro, toda a gente que viveu esse período quente sabe que após a revolução, os investidores estrangeiros começaram a te receio de importar de Portugal, não só pela instabilidade política global, mas pela ausência de muitos dos nossos gestores, exilados voluntariamente ou à força durante o PREC. Não foi aquela "coisa" matemática de mão-de-obra mais cara levar a desinvestir...

Segundo, certamente (embora não conheça a vida do senhor, digo, do Álvaro) que se não fora o 25 de Abril e os pais dele terem começado a ganhar melhor(?), quem sabe, não poderia ter ido estudar e doutorar-se pró "Extranjero" e poder voltar de lá com uma auréola de salvador da pátria económica e um exalar de ideias pós-modernas tipo Brise-contínuo, a gabar o produto autóctone ,das trouxas de ovos ao Galo de Barcelos, com aquelas frases lindas de que certos produtos portugueses eram tão bons que até ... pareciam estrangeiros...! e por aí fora.

Não sei que ideias brilhantes tem o Álvaro, digo, este senhor (bolas, mal o conheço, não é?) para o país e acredito piamente que esteja pleno de boa vontade e de ânsia em ajudar a pátria, mas ,caramba!, antes que a sua energia de mangas arregaçadas se esgote qual pilha de coelhinho da Duracell contrafeita na China.... que guarde essa energia e verve de espadachim (ele sim)demagogo e conferencista, como se estivesse numa das sua preelecções teóricas de Universidade e se lembre que ESTÁ A FALAR DA VIDA DAS PESSOAS! Do que as pessoas têm durante o mês para dar de comer aos filhos e para pagar as contas!

Não lhe bastava ter feito um aumento "colossal" dos transportes e da Energia, agora surge com a arrogância académica que surge completamente descabida perante a gravidade REAL destes assuntos!

Preocupar-se COM AS PESSOAS isso ,sim, seria deveras uma "HIPÓTESE INTERESSANTE"!

E não vir,em vez disso, com teses revanchistas e serôdias contra o 25 de Abril, como se tivessem vindo da Revolução dos cravos todos os males para hoje não termos um Portugal glorioso!Veremos como fica na época pós-Álvaro, sobretudo na época das novas e antigas clientelas dos nossos desgovernantes, que vão de novo delapidar o erário público, perante a impotência nervosa do bem-intencionado Álvaro! QUE TAMBÉM JÁ SORRI MENOS... e que( pouco convicto das medidas que o obrigam a tomar) TAMBÉM JÁ GAGUEJA !