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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

CARTOON:Feriados (4º e último na série de 4)"A verdadeira razão para alguns patrões quererem abolir os feriados"

(c) Margarida Alegria Outubro/2012 (in blog "Alegrias e Alergias")
Passo aqui só para postar o há longo tempo prometido 4º e último Cartoon da série sobre os Feriados e das verdadeiras razões para tanta urgência na abolição dos mesmos.
Os três primeiros abalançavam-se pelas possíveis motivações  secretas e "freudianas" do tão voluntarioso Ministro Álvaro da Economia.
De tantas coisas que se pode resolver numa Concertação social, tirar Feriados ao massacrado Povo Português deve ser realmente a medida mais urgente e eficaz...
Lá está: é  mais outra a mostrar o espírito castigador e revanchista deste desgoverno. Não nos bastava ouvirmos a palermice de que "vivemos acima das nossas possibilidades", nestes anos de Democracia. Aliás esse "nós" abrange assim confortavelmente o "eles", corruptos e/ou irresponsáveis perdulários, num manto diáfano generalista que assim ajuda a os encobrir, a ajudar os verdadeiros responsáveis a fugirem, uma vez mais. Não bastava isso. Insensíveis e cruéis, tinham  que dizer ao povo que agora também não tem direito a períodos de descanso e alguns folguedos. É como aqueles pais que, para além de cortarem a mesada dos filhos todos, só porque um deles andou a estragar a mobília , não contente, os impede de ir brincar para o jardim ou ver televisão durante um ano. Pois...mas o que vemos é que o tal  filho prevaricador é  precisamente o que normalmente até se consegue escapar pela janela e arranja maneira de ir ver TV na casa do vizinho... Os bem comportados, esses, incapazes de desonestidades, lá cumprem o castigo todo, "custe o que custar".
É este tipo de espírito castigador de beatas de sacristia bolorentas e de hipocrisia pré-democracia que impera agora nos mandantes do país e  na sua trupe de seguidores fanáticos e/ou bem pensantes(bem de meninos-bem, não de inteligência). A teoria do "inevitável"...mas onde o que é inevitável para uns é menos inevitável para os outros, parafraseando  os Animais  da "Quinta" de  Orwell. Curioso também que os que mais vejo apoiar estas medidas suicidas e empobrecedoras do país, foram precisamente os que primeiro trataram de pôr a salvo os seus bens,transferir os dinheirinhos. Afinal confiam nestes jovens génios "iluminados", nestes "Young Turks" à portuga, ou não?
Adiante. Aqui estão os links para os anteriores cartoons/posts da série, seguido de outro que fiz há um Ano, quando se pensava que era então o último Dia de Todos os Santos como feriado, em Portugal:
- Cartoon: Feriados( 1 de 4...)o Varito Ké xer miniztro...
Este novo Cartoon fecha a série com a perspectiva patronal.
Acaso as confederações patronais acreditam mesmo que menos uns feriados vão melhorar significativamente a Produtividade? A Produtividade está a baixar(o índice da COMPETITIVIDADE,por seu lado, é um índice de que se tem falado pouco mas que é, segundo os BONS economistas, o índice principal de que as medidas estão ou não a fazer avançar o país... não estão, pois Portugal tem baixado nesse Ranking!), porque neste contexto não há quem invista e arrisque e os que arriscavam estão a ser sugados. Mas também não é pelos "altos" (???) salários cá praticados e que de forma tão lesta querem baixar, também de forma disfarçada por esta coisa dos "feriados" a mais, que a produtividade subirá. Os nossos feriados não são mais que na maioria dos países prósperos e isso é uma mentira que só quem não investiga um pouco engole acriticamente. Mas já falei disso. E também já disse que a ignorância é uma das nossas maiores desgraças. Muito português aceita tudo acriticamente, por ignorância ou por preguiça crédula.
Claro que este cartoon é uma caricatura, mas perante uma tão grande estupidez na proposta desta medida, por pessoas que para outras coisas são tão manhosas, só pode ter por detrás uma verdadeira razão parecida com essas ilustradas...
E o certo é que muito patrão, que ora é "Viciado em trabalho" ora arranja outras formas de descansar sempre e quando quer, não entende como é importante para as famílias das classes mais humildes terem os seus feriados para o "passeio dos tristes", para um tempo com filhos e netos, para o descanso numa vida sem tréguas. Não entendem como as tradições, religiosas ou outras, são momentos revigorantes que melhor podem ajudar quem trabalha a encarar o seu trabalho como uma missão também feliz e não como um simples fardo quase esclavagista. E não entendem os ciclos dos dias, das Estações, da Comunidade que esses dias marcam.
O acabar com estes feriados, sejam´"só" quatro, fossem eles 10, fosse apenas só um, é a meu ver um dos maiores disparates, como o foi há uns anos (felizmente medida abandonada) aquilo de acertarmos o relógio pelo meridiano da Europa Central e não pelo nosso, que levou a um descalabro biológico de sonos na população, especialmente nas crianças... então lá se entendeu, vá lá, que há outros valores e riquezas para alé do  dos endeusados "Mercados". E pensar que o Mundo deve centrar-se em redor dessa ditadura e caprichos dos mercados é o erro fundamental que está a destruir a Europa e a Economia Global. Confundir Economia com especulação dos Mercados é a maior estupidez que aí grassa, da qual um dos primeiros adoradores que me lembro foi o nosso Presidente (há uns anos,quando era PM,  ao contrário do sensato povo português interrogado nas ruas lisboetas, Cavaco a congratular-se por um bêbado irresponsável chamado Ieltsin ter tomado o poder na Rússia, pois então  os russos entrariam numa "Economia de Mercado"(sic! C.S. dixit!) e bláblá! Vi e ouvi e não esqueço tal dislate cultural...).
Mas mais estúpido do que as manhas de Patrões que, como é evidente, nas Concertações tentam puxar "a brasa à sua sardinha", é a estupidez de um governo imaturo, inculto e impreparado, que aceita tal sugestão como séria, como aceita a "seriedade" tantas medidas parvas e inadmissíveis que a Troika lhes lança, "atirando o barro à parede"!  Se A Troika sugerisse que o fundamental era oferecermos em sacrifício de fogueira as nossas crianças e passarmos a não beber água  mas a consumir só cerveja alemã, para não irritar os mercados... estes garotos no dia seguinte iriam proclamá-lo como medidas salvadoras, no Parlamento! Pelos vistos esta rapaziada dos tais "bons alunos" (leia-se, alunos graxistas e acríticos, não BONS alunos mesmo!), agarra em todo o barro atirado que se lhes cola nas paredes cerebrais e faz logo um "fresco" de "reformas" com nomes pomposos como "Refundação" (quando à Reforma das Fundações disseram nada...), como "calibragem" de orçamentos, "ajustamentos"... e com, ao falarem em "Refundação do Memorando", querem dizer "Revisão do Estado social e da Constituição " às três pancadas e com cábulas feitas pelos troikas! Ou seja... Estes governantes não obedecem a uma Constituição Portuguesa, mas a um... Memorando! Que estão a fazer ainda à frente da nossa República? Já não são legítimos!
Em suma, mais estúpido que uma proposta leviana do patronato é a estupidez de quem aceita a proposta como válida e construtiva. Alguns vinham há anos propondo sempre essa "medida", como o requinte da salvação da Economia. Nenhum governo lhes deu crédito. Estes miúdos aceitaram logo. Nem quero imaginar se, para além  de cairem submissamente  nas garras da merkelina e da troika,caem  ainda nas garras de um qualquer vígaro daqueles das feiras e ladrões de velhinhos! Ainda tornarão lei a vacina nacional com "banha-da-cobra"!!!
Epa...mas já fizeram isso mesmo não foi? levaram uma maioria eleita e céptica de um Parlamento dito democrático a votar a "droga" viscosa que é este Orçamento de Estado para 2013, levaram o País a obrigar os velhinhos a entregar parte das pensões e os desempregados a ficarem sem parte dos subsídios... vão taxar a torto e a direito tudo o que mexe e mais os imóveis (que menos se conseguem mexer). Querem maior engolir à força do "Elixir da Curta Vida" do que este pelos Portugueses?! O Doutor Doxley, o Doutor Menguela e os profs Karambas  deste mundo passeiam-se por São Bento! Socorro!
Bem, consolem-se com o cartoon que sempre é mais ligeiro que estas realidades trágicas.
Fico por aqui e foi já com grande esforço que acrescentei estas palavras. Mas ,pelo que está a acontecer à velocidade da Luz no País, tinha de o  dizer, mesmo a  bastante  custo.
O resto do prometido fica para o Fim-de-semana, se já estiver  totalmente o.k....:(
Margarida Alegria (2-11-2012, in blog "Alegrias e Alergias")
(Adenda; onde falo de Produtividade, acrescentei a referência ao índice da COMPETIVIDADE, pois era a esse que me referia quando falava da  sua relevância para as estimativas económicas, mais do que o de produtividade. Confundi as duas palavras, desculpem...)

sábado, 6 de outubro de 2012

A imagem do dia de ontem, 5 de Outubro, dia da República Portuguesa (e dia dos Professores)

Ah, desculpem... Confundi...  as semelhanças...Uma casa em geral de pernas para o ar e uma casa-de-banho em particular seria algo de dramático . De consequências previsíveis e sempre péssimas, para os que estão do lado de baixo...
Felizmente esta é apenas uma fantasia para exposição.
A imagem de ontem foi esta:


pela cara satisfeita ao içar a bandeira da República Portuguesa, nas comemorações de ontem, o nosso Presidente da República dá a entender que, das duas uma:
- Ou não se apercebeu que a bandeira estava ao contrário, o que se vê pela a imagem do escudo e das  cinco quinas, dai o sorriso igual ao que retribuiu às vaquinhas açorianas;
- Ou até se apercebeu e está satisfeito, por assim demonstrar aos mercados, à "Troika" e aos restantes "lá fora", que Portugal continua o "bom aluno" totó de sempre e que está submisso, de valores invertidos, não independente (ontem Ramalho Eanes mencionou que a bandeira Invertida significa país dominado; outros explicam que no mar tal bandeira significa pedido de socorro...) pose que foi iniciada já nos seus tempos de PM em que incentivou o desmantelamento da produção do país, em troca dos subsídios da Comunidade Europeia...;
Tendo em conta a total indiferença que votou às duas senhoras que também protagonizaram a cerimónia--a que interrompeu o seu discurso aos brados de que já  não tinha como sobreviver e a outra , cantora lírica, que cantou o "Acordai" de Lopes Graça, enquanto Cavaco Silva continuava o seu discurso hipócrita de louvor aos professores  cuja humilhação por Lurdes Rodrigues ele apoiou, desde 2005-- deve ter sido a segunda hipótese a que lhe motivou o rasgado sorriso, infelizmente.
Não há mesmo palavras que bastem...para esta vergonha e esta revolta colectiva que sentimos.
Deixo aqui, no próximo parágrafo, o que acabei de responder em comentário num post anterior e que alargo a todos os portugueses indignados: que não se conformem!
"Um país que era "apenas" melancólico a tornar-se assombrado. E com tanta gente heróica a tentar aguentar-se de cabeça mais ou menos erguida( na família, no comércio, os heróis da indústria que não fecha e os que ainda conseguem exportar, apesar das medidas patéticas e criminosas...), enquanto umas autênticas bestas andam aí a defender o desmantelamento de Portugal!
Faltam as palavras e falta o ânimo para os descrever, a estes traidores  inclassificáveis e a todos estes que levaram o país à ruína, por décadas.
Devemos indignar-nos. É compreeensível e lógico que esmoreçamos...mas devemos manter alguma resistência,
pois agora Portugal depende de cada cidadão, com a sua acção, a palavra (e já não bastam palavras), a coragem individual mas também solidária.
Estou cada vez mais convicta que isto não é só uma crise económica. É uma autêntica Guerra económica  e social de uma élite que ainda quer ser mais poderosa e rica à custa da miséria da maioria. É uma autêntica Guerras de VALORES de quem acha que uns humanos valem mais do que os outros, uns têm "mérito" e outros não, quando afinal o exemplo que dão é de "Dona Cunha", nepotismo e amiguismo e não de mérito de qualquer espécie.Temos de nos aguentar e não fugir, não escondermo-nos ou "jogar a toalha" como dizem no Brasil.
Aprendi que é nos momentos mais conturbados da minha vida que me torno mais resiliente (a quebra vem depois...!) e que faço das tripas coração para me rebelar contra as injustiças. Estamos a viver um momento crucial em que devemos renegar o Mal, a Mentira e a falta de Ética, com todas as forças! Faltam palavras, mas não podemos esperar por "salvadores" providenciais. Os salvadores dos portugueses só podem ser os portugueses, os verdadeiros portugueses..."
É o meu contributo para reflectirmos sobre o momento que vivemos.Denunciar, comentar, protestar, meditar... Claro que não basta...
Alergia (6/10/2012, in "blog "Alegrias e alergias")
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Nota da "Redacção" do blog: havia o quarto e último cartoon da Alegria sobre a abolição de feriados, finalmente terminado (coisa de dificuldade em... desenhar carros! eheh). Porém, tal como uma série de outros cartoons já prontos, terá de aguardar a ultrapassagem de um contratempo técnico para a introdução dessas imagens no blog. Aguardem, que não tardarão! Entretanto vão-se "entretendo" com outros posts sem... "bonecada".

terça-feira, 15 de maio de 2012

DOIS CARTOONS-FERIADOS (2º e 3º de 4)-Pu Ké ke u Varito num gozta de Feriaduz (Jejé e Companhia)

(C) Margarida Alegria (blog "Alegrias e Alergias", 11a 15 de Maio 2012)

(C) Margarida Alegria (blog "Alegrias e Alergias", 11 a 15 de Maio de 2012)
Depois de uns dias com problemas "tecnológicos" (sem Net, o que me boicotou o planeado), eis aqui finalmente mais uns cartoons da Série sobre a abolição dos feriados.
Neste caso mas dois com o pequeno herói Varito. NO anterior, vimos qual era o sonho de reinar do pequeno. Aqui especulo um pouco sobre as razões prováveis  (AS VERDADEIRAS, não alegadas!) para tanta sanha contra os Feriados, sejam eles nacionais ou religiosos.
Senão vejamos, como disse em comentário no post anterior (VER AQUI O POST com o CARTOON 1): alguém acredita verdadeiramente que mais uns quatro dias de trabalho, para além de desvalorizar os salários, vão aumentar a produção nacional, a produtividade do País e dos trabalhadores? E isto quando em todo o mundo se vem provando que mais vale uma hora de trabalho bem aproveitada do que quatro pouco rentáveis, sem tecnologia ou motivação?
NÃO! Só pode haver outros motivos menos patrióticos e explicáveis pela psiqué, o ID mais profundo e todos aqueles termos  estranhos dos psicólogos e psicanalistas que justifiquem este ódio aos feriados.
TODAS as nações têm feriados(e muitas bem mais que nós!): os ligados à sua religião e à sua independência e outros marcos nacionais são fundamentais. Podem dizer que ninguém os celebra. Pois ora bem! E não há tanta gente que nem o seu aniversário celebra? Para quê ir por aí? Vamos deixar  cair a data colectiva só porque os citadinos não comemoram certos feriados religiosos, ou porque pessoas desligadas do sentido do país nem sabem o que se comemora num feriado nacional? Mas pelo menos ajuda a lembrar. E quem quiser comemora.Os outros descansam, passeiam, põem limpezas em dia.. Não pode haver feriados mais na moda e outros menos na moda, pois nesse caso celebrávamos os de marcos mais recentes e abandonávamos os mais "antigos" ... assim como uma cobra gigante que muda a pele e a larga por aí. Não: há que manter a nossa identidade nacional, ao menos para que saibamos responder à criancinha quando pergunta: "Hoje é feriado de quê?". E é ou não divertido vermos que há umas série de Nossas senhoras quase "rivais" entre si, sendo tudo a mesma: comemora-se o bebé que nasce, mas também a da Conceição e a da Assunção, que é diferente da ascenção (Jesus com "motor" próprio!), ...
E dos Nacionais, como são importantes as datas dos  feriados que estes "complexados" aboliram! Portugal não nasceu com o 25 de Abril, por mais impostante que tenha sido!
E qual é essa de que somos um país laico e não sei quê... então os senhores dos mercados e uns quantos "palonços" autênticos, que só pensam no olear das suas fábricas, agora põem uns contra os outros pelo país a discutir se os feriados nacionais valem mais que os religiosos, ou maçons contra monárquicos por causa deste ou daquele feriado, quando o que interessa é que são feriados bem antigos e marcantes e que todos deveriam ser respeitados pelos empresários que podem muito bem aproveitar as centenas restantes de dias para o progresso do país... Que se deixem de desculpas esfarrapadas! Qualquer dia reclamarão pelo fim da semana inglesa e pelo trabalho a todos os dias da semana  e por 24 horas de trabalho e pelos trabalhadores a dormir num beliche dentro da fábrica, como milhões de chineses,  pois nunca chegará nunca parece chegar para a sua ganância, por mais máquinas que sejam inventadas para aliviar o trabalho do Homem, máquinas que deveriam ser para nos tornarmos mais donos do nosso Tempo e não o contrário, escravizados ao valor absoluto do dinheiro disfarçado de Valor trabalho!
Já falei aqui da importância do descanso de quem trabalha, mas há que salientar outro aspecto: um país não vive só de Economia e Finanças, pos mais  (e demasiado ) importantes que se tenham tornado ao longo dos séculos. Um país tem de ter tradições, momentos de encontro, momentos de memória colectiva, nacional ou Universal, e não viver apenas para o círculo familiar, a cirandar entre o calor do lar e o jugo do trabalho. Estou à vontade para falar. Mesmo quando não estou a trabalhar, gosto de me ocupar. Não imagino a minha vida sem produzir algumas coisas, sem estar com certa actividade. Mas isso deve ser apenas UMA parte da nossa vida.
Por isso, e retomando o início com referência aos cartoons, creio que os que conspiraram contra os feriados já tinham algum trauma de longa data contra eles! Alguns patrões sonham com  a abolição dos feriados há "séculos" e disso falarei mais tarde, como verão. Não devem suportar estar em casa com os seus e depois.... Já o nosso ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, mais conhecido por O Álvaro, deve ter um dos dos traumas (ou ambos) dos acima apontados: ou bem que na escola vivia o drama de confundir as datas todas e assim sonhar aboli-las, ou bem que, ao contrário do que apregoa (que é para PRODUZIR MAIS), sofria com tanto que havia para fazer  nos feriados! Não concordam?
Mas lá está, os feriados servem para fugir das rotinas, até das dos fins de semana...e as Tias-avós Aldegundes e Álvara também merecem uma ocasional visita!
(Falta portanto o 4.º e último Cartoon sobre os Feriados, assim a Net e a tecnologia me ajudem...)
Margarida Alegria (15-5-2012, in blog "Alegrias e Alergias")

quinta-feira, 10 de maio de 2012

CARTOON-Feriados (1 de 4): U Varito Ké Xer miniztro Kando fôr G'ande!(Jejé e Companhia...)

(c) Margarida Alegria (in blog "Alegrias e Alergias", 10-5-2012)
POIS É! Como sabem, ontem o super-Ministro Álvaro, da des-Economia e Outros estragos, decretou que sempre seriam abolidos os  tais quatro feriados: dois civis, 5 de Outubro da Implantação da República e 1 de Dezembro,  da Restauração da Independência Portuguesa; e ainda dois religiosos, mas estes apenas por um período de cinco anos, por acordo com a Santa Sé-- o Dia do Corpo de Deus e, pasme-se!, o dia de Todos os Santos (a 1 de Novembro e que, por colado ao dia dos Fiéis Defuntos é usado para a visita aos cemitérios e consequente visita à terra natal). E os portugueses mais uma vez a encolher os ombros perante toda esta estupidez!
Pois não é mais que uma estupidez, digo-o com todas as letras, uma perfeita INFANTILIDADE, como se, num país onde os trabalhadores têm mais horas de trabalho do que na puritana Alemanha e outros países (está nos números da OCDE e da OIT, senhores!), esses mesmos  que nos chamam de preguiçosos, o obrigar a ter ainda mais horas de trabalho anual fosse substituir o trabalho mais eficiente e a tacanhez e ganância empresarial de tantos ditos gestores tão incultos.
E o argumento de que aumentará o... EMPREGO, ainda é mais disparatado, pois já todos vêem que será ao contrário, exigindo cada vez mais horas e suor aos mesmos, enquanto tantos gostariam de ter nem que fosse um part-time.
Mas o objectivo que interessa é, todos sabemos, desvalorizar o preço do trabalho, embaratecer mão-de- obra por portas travessas, baixar salários de forma encapotada, como se ao nos fazerem formigas chinesas alguma vez pudessemos competir com os chineses em particular e asiáticos em geral por essa via, nós meros 10 milhões. Qual trabalho qualificado qual quê, qual aposta na originalidade e na "excelência", qual aumento de produtividade!
Só pode ser muita tacanhez e falta de visão de quem pouco sabe do trabalho por experiência própria, de quem sempre pôde trabalhar em horário livre em tachos "cunhados". Ou isso, ou o que ainda é pior, uma total vontade de agradar a especuladores bolsistas que nos sugam e a patrões pouco honestos e oportunistas que aproveitam a crise para choramingar esses feriados como empecilho à produtividade! Antes colavam-se a pedir contratos e subsídios, hoje, com as " vacas magras", "colam-se" a pedir alterações laborais.
Foi o que o Ministro Álvaro papagueou há uns tempos: que a menor produtividade era culpa das leis laborais!!!(Santo Descaramento!). também o ministro das Finanças veio  há escassos dias alegar que afinal o desemprego ia aumentar ainda muito mais, o que era prova da... RIGIDEZ Laboral! Hum... como disse? Há mais desemprego, PORQUE as rígidas leis laborais não permitem muito os despedimentos?! Será? Ou será que as leis proibem por acaso a contratação de pessoas? Muito me espanta esta nova Crença económica, que é tão ceguinha como a dos crédulos seguidores da defunta "Santa da ladeira"!
Já se falou aqui no blogue longamente sobre o disparate da abolição dos feriados tão marcantes como o 1º de Dezembro (VER ESTE POST AQUI_ "As últimas horas do feriado condenado oficialmente) e por agora não tenho muito tempo para acrescentar mais nada, que a noite já vai alta.
O cartoon já diz muito: que temos desgovernantes infantis, com menos criatividade e soluções para o país que um vulgar grupo de crianças nas suas brincadeiras.
Assim como há uns anos se dizia que parecia que a Manuela Ferreira Leite ou a Mª de Lurdes Rodrigues guiavam parte da sua governação como ministras da Educação, a partir das "bocas" de mamãs! que escutariam no cabeleireiro, começo a achar que agora estes "Young Turks", estes "garotos", como hoje lhes ouvi chamar  um  angustiado homem do povo, se guiam por palpites não só da Troika ou da Merkel, o que já seria péssimo, mas pelos compinchas da mesa de bridge, ou do campo de golfe...
Quem trabalha merece as suas pausas, algumas até fora das rotinas dos fins-de semana, para celebrar as memórias colectivas, para reencontrar  ritos, pessoas e lugares para além dos lugares, das pessoas e dos "ritos" do seu ambiente de trabalho!
Este CARTOON, como podem ver, é mais um da série "Jejé e Companhia", na sua extensão actual do "Clube do Pepê".
Quem não conhecer a série tem duas formas de se actualizar:
1- na barra superior do blog, a seguir à foto/cabeçalho, tem os separadores de páginas independentes: clique na que diz "Jejé e companhia"; aí verá os primeiros episódios/cartoons da série, publicados anteriormente no  meu Facebook e em outro blogue. A página ainda está em construção, faltando alguns cartoons da última fase do reino de Jejé, nunca publicados, bem como anotações, legendas, links...
2- Para ver os cartoons já publicados NESTE Blog, clique na etiqueta Cartoons de um dos Menús da barra mais à direita do blog e verá todos os cartoons aqui publicados, entre os quais os da série.Ou então clique directamente na etiqueta "Jejé e Companhia".
NOTA: mais uma vez lembro e peço; se quiserem partilhar o post e/ou o cartoon, podem fazê-lo à vontade, exceptuando se for para uso contra os meus princípios e contra os Direitos Humanos. ;as peço que tenham a GENTILEZA de avisarem aqui que o vão fazer e para onde o levam e também de mencionarem a autoria e o blogue do Cartoon (estes aqui, vossos humildes fornecedores...) :)
Como também podem ver no título, este é o nº 1 de uma série de 4 sobre a "medida" dos feriados. Amanhã  e no Domingo saem os restantes três que vos garanto são MELHORES que este! Este é uma... introdução, digamos assim.
Amanhã então direi mais algumas palavras, com os Cartoons 2, 3 e 4!
Boa noite!
Margarida Alegria (10-5-2012, in blog "Alegrias e Alergias")

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Desafio "piegas" de Carnaval

Atrevo-me hoje a fazer um apelo à desobediência dos portugueses, nesta época em que andam esmagados pelo discurso derrotista da austeridade.
Não é propriamente um incentivar à desobediência civil, face à proibição do nosso PM  que os funcionários públicos possam parar no Carnaval. Lá continuará, Passos Coelho, convicto ,na sua ficção delirante, de que lautos proveitos virão desse dia , tornando Portugal mais produtivo, como se obrigar as pessoas a irem trabalhar sisudas possa alguma vez incentivar qualquer Ecomomia que seja. Eu por mim falo: quanto mais me querem impor alguma coisa injustamente e sem lógica, mais eu tendo a me rebelar e querer contrariar.
Já aqui se comentou, noutro post, essa decisão infeliz de PPC de não permitir a tolerância de ponto, usando a argumentação (?)própria de quem está de luto, num funeral e não de quem governa e quer ser mobilizador. O segundo argumento(?!?!) que usou ainda é mais ridículo, com o facto de virem cá os atarefados senhores da Troika e "parecer mal"... Primeiro, ninguém os mandou virem sempre em épocas de feriados e pontes em Portugal e segundo, porque até desconfio que o genial Antero (feroz paladino do Carnaval) , do "Anterozóide" , tem inteira razão ao revelar que os senhores até escolheram esta data de propósito (ora espreitem o seu cartoon, AQUI). :))
Portugal é um dos pais europeus do  aplaudido Carnaval brasileiro, a par com a Itália (Veneza) e os festejos primaveris  gregos ao deus Dionísio. Depois, houve o feliz "casamento" com  os ritmos as danças  e a mística africanos. O Carnaval, lembremos ao nosso Pedro, tem por origem a palavra "carne" e a época que antecede a AUSTERA Quaresma do jejum e reflexão e em que eram permitidos uns dias de abuso carnal (em várias vertentes, digestiva e não só). Muitas terras do interior até celebram momentos carnavalescos com "enterros e funerais" diversos e simbólicos(Judas, Velhas, etc), a representar o nosso "bode expiatório" já não judeu e lavar as almas, em preparação para um renovar de vida e fim do Inverno.Os corsos carnavalescos são netos desses desfiles "de funeral" de tempos imemoriais. O nosso Pedro tem de saber aliar a dedicação que diz ter  ao país com algum respeito pelas  suas raízes culturais. Mas, como tantos produtos "de estufa" não captam o sabor da Terra, assim  deve faltar também aos nossos ex-jotinhas  tal percepção ontológica...
Quer que vivamos em pobreza crecente e eterno INVERNO/ INFERNO...
E já nem falo, como já expliquei antes, no desastre Económico a nível das localidades e do Turismo, que esta medida traz, ainda para mais  em cima da hora... Muitas autarquias declararam tolerância unilateralmente e fizeram muito bem!
Posto isto, ressalvo que raramente, desde os tempos idos de criança, celebro o Carnaval. Não me alegra particularmente, muito menos vou assistir aos seus desfiles. Só numa ou outra festa pontual e de forma mínima. Mas respito quem o faz e delicio-me sempre com os cortejos alegres de crianças em autêntico desfile de inocência alegre e disneilandesa pelos jardins e ruas, todos os anos. Nunca me coíbo de meter conversa e de aceitar uma serpentina ou esguicho de bisnaga na cara! Ainda nos últimos dias consegui falar com a Branca de neve, um pequeno presidiário de ar muito composto, um cow-boy de pantufas e duas Minnies. Deve-se incentivar os sorrisos e  a magia na pequenada, do mesmo modo que se incentiva ao estudo quando ele é necessário.
Porém, este ano, precisamente devido à "proibição" governativa, a essa aberração no calendário, tenciono festejar em grande e em mais que um dia o nosso Entrudo. Nos dias de descanso vou atirar umas serpentinas e, garanto, até já comprei uns artefactos (económicos!) para me mascarar! ;))
E QUAL É O MEU DESAFIO A TODOS especialmente aos funcionários públicos, mais uma vez os bodes expiatórios do Carnaval Desgovernativo, Troikista e Ultraliberal? Pois bem: mesmo que sejam obrigados a ir para a repartição, contrariados, ou para reuniões infindas e maçudas convocadas por chefes ou directores mais papistas... digo,  " mais passistas que o Passos", vão mascarados e cumpram os serviços mínimos de Carnaval, com uma ou outra serpentina ou um apito.
 Julgo que não virá mal nenhum ao mundo se um funcionário atender  os utentes ao balcão, com seriedade e eficácia , usando um nariz de palhaço ou uma cabeleira alaranjada ou orelhas de Minnie. Também não há problema lançar uma bisnagada perfumada ao colega do lado, enquanto se carimbam impressos. Nem em se atirar uma mão cheia de confettis a um Director de turma carrancudo, enquanto se discute mais um Plano de Recuperação de um aluno sorna ou se escreve mais uma acta interminável.
Deveria ser essa a nossa resposta "piegas" mas não preguiçosa aos "Young Turks" (já foi explicado aqui, num dos primeiros posts do blog,  porque usamos tanto esta expressão para os qualificar, ver os Tags do blogue) que nos levam ao abismo de boné na mão , subservientes, perante as Mérkeis deste sistema(enquanto estas bebem canecas de litro de cerveja em carnavais de Munique ou festas da cerveja...), sempre confundindo o ter as rédeas do poder nas mãos com o ter sempre razão.
Levemos todos as serpentinas  e outros pequenos adereços carnavalescos para o trabalho. Usemos a oposição festiva , por contraste aos pobres  deputados de "oposição" que fazem "abstenção violenta". Sugiro até a estes que também levem as suas serpentinas e buzinas, para as apitar nas reuniões e hemiciclo, em substituição das palmas e dos "muito bem!" aos discursos!
Estou a falar muito a SÉRIO, ou não fosse Carnaval!
Expliquemos de vez ao Pedrito e muchachos o que significa o provérbio inglês "All work and no play make Jack a dull boy " (só trabalho , sem diversão, fazem do Jack um rapaz chato/"uma seca"). Porque a vida são dois dias... e já devemos todos estar no segundo, mas não gostamos de ver ninguém a adiantar os ponteiros do  nosso relógio! :(
Margarida Alegria
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ANEXO: A propósito de SERPENTINAS, fiquei a saber há pouco mais uma situação lamantável para as pequenas e médias empresas de Portugal. A maior fabricante de serpentinas portuguesa, a "Fábrica de papéis pintados", da Foz do Douro, no Porto, viu este ano a suas vendas quebrar em 50% as suas vendas, não por ausência de foliões, mas pela perda de um dos seus principais clientes, uma grande Superfície/Hipermercado (Belmiro? Amorim?). O trabalho de horas extra e "banco flexível de horas" que praticavam por esta época, viu-se restringido subitamente (LER E OUVIR AQUI a notícia da TSF). Fui ver então o rolo de serpentinas que tinha ali, comprado num desses hipermercados. Com desgosto vi que era de produção espanhola... E não o tinha comprado aos chineses por julgar estar a comprar produto português, ai a minha pressa! (mas até as lojas chinesas agora nos asseveram:" compLe, compLe! Bom tecido! Veja maLca: fablicado em Poltugal!!!"-- reconhecendo a nossa qualidade). Também há poucos meses a fábrica de lacticínios das Marinhas rescindiu contrato com o Continente, pois esta empresa queria quase obrigar a marca a ter de  pagar para fornecer tais hipermercados! pois... "Compre Português"...
Faço portanto um segundo apelo: procurem nas tabacarias e papelarias as serpentinas da fábrica de Papéis Pintados, certifique-se que são dessa marca portuguesa e ajude assim esta nossa pequena indústria tradicional!
E BOM CARNAVAL  A todos!
(mas ainda voltarei com posts carnavalescos...)
 Margarida Alegria (18-2-2012, sábado de Carnaval, in blog "Alegrias e Alergias)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

As últimas horas do feriado condenado oficialmente

(Miguel de Vasconcelos é defenestrado, em 1640)


Sobre o Dia da Restauração, que hoje se comemora oficialmente talvez pela última vez, já disse tudo o que pensava, há precisamente um ano, num detalhado texto noutro blogue,AQUI:

"É DENTRO DE CADA UM QUE COMEÇA A RESTAURAÇÃO E A REVOLUÇÃO" ( Nota:se quiserem comentar é fazê-lo aqui, pois esse blogue já está fechado)

... Não altero uma única vírgula desde então. Aí está tudo o que penso sobre a importância da Mudança, da Liberdade, da Revolução pessoal e da Restauração (da liberdade e de nós próprios). Pois a revolução mais difícil é a da vida de cada um e a Restauração começa dentro de cada um de nós. Daí falharem tanto os consensos.

De resto, vou comentar agora um pouco a estupidez hipócrita e pura do querer abolir os feriados. Aí vai.

Há muitos países no Mundo, desses dos ditos exemplares e mais prósperos, tanto na Ásia como pela Europa, que têm tantos ou mais feriados que nós. Se estes não coincidem entre países e atrapalham as exportações e contactos, então é uma questão de as empresas organizarem melhor as suas agendas. Se é por mais umas horas de trabalho, é contraproducente e com pouco peso efectivo. É ridículo. Ainda acabar com algumas tolerâncias de ponto e "pontes", aceito, ou poderá ser algo a combinar entre o patronato e os seus funcionários, caso a caso.

Mas abolir feriados e andar a debater em aflição tonta, pois afinal todos eles são importantes para as populações, histórica ou religiosamente, é absurdo. O que ainda por cima leva a prevalecer a guerra de lobbies (ou de "Alecrim e Manjerona" !), como agora entre os republicanos e os monárquicos, se é mais importante o 5 de Outubro ou o 1 de Dezembro, se a Nossa Senhora da Conceição é uma "santa" mais poderosa do que a da Assunção ou Vice-versa! Afinal, não é a mesma Nossa Senhora? E não é o mesmo país?

Julgo que é mesmo uma discussão contraproducente, que só vai tirar as poucas hipóteses de descanso a muita gente e, a curto e longo prazos vai deprimir ainda mais o país em crise.

Será fácil aos gestores de empresas, o patronato em geral, defender o fim dos feriados, visto que eles próprios podem ter um horário mais flexível, onde até as simples viagens de negócios proporcionam algum desanuviar das rotinas do trabalho. Já o operário fabril ou o funcionário administrativo não tem essas hipóteses. E, como já aqui disse em posts anteriores, há mais vida para além dos mercados, da crise financeira e das dívidas. Há que conseguir tempos para a família, o lazer e desporto, a cultura, ou simplesmente para o sonhar.

Por isso subscrevo as palavras de muitos depoimentos num artigo do Público de hoje(versão papel), que tem por título "com menos feriados Portugal fica mais pobre" (por Ana Dias Cordeiro) ou ainda com este AQUI, no mesmo jornal.


Mas não apenas por questões de patriotismo, --que será bacoco até num país moribundo que permite ser comandado por uma Troika, que diz COMO se deve governar o país para obter o dinheiro para lhe pagar...-- mas por questão de direitos dos cidadãos, como expliquei acima, e por achar sobretudo que não é a abolição de feriados, nem dos 13 existentes, que vai incentivar a Economia ou aumentar a produtividade. E é uma porta aberta para depois o patronato vir a reclamar a abolição do fim-se-semana à inglesa, ou a redução das férias, ou o fim das férias pagas... é só iniciar este tipo de medidas que o neoliberalismo serôdio e voraz vigente levará tudo à frente, aumentando as já "colossais" desigualdades entre os portugueses!


O 1 de Dezembro marca a INDEPENDÊNCIA do país. Ou afinal acham que não foi importante? Hum... talvez tenham razão: estariamos um pouco melhor se tivéssemos continuado a ser espanhóis. (suspiro)


A Independência pela mão de D. Afonso Henriques já deixou de ser comemorada, com a força do 1 de Dezembro, provavelmente. Mas o 25 de Abril não foi o mesmo tipo de libertação! Muito menos o 5 de Outubro, porque afinal, em termos de mentalidade, continuámos a ser um povo monárquico no sentir, com uma minoria republicana nas cidades e nas elites. Basta ver como até tivemos um Presidente da República, republicano dos cinco costados, que foi comparado a um Rei durante os seus mandatos. Sim! Mário Soares! Lembram-se? :))

Já os feriados religiosos, embora muita gente já não os cumpra em rituais, às vezes é o que resta de festa e de identidade e pausa da lavoura no interior de Portugal, já tão abandonado e empobrecido. Não destruamos ainda mais a cultura tradicional do país nem as ocasiões de reencontro de famílias e comunidades!


Para além de irmos dar uma terrível machadada na indústria de pirotecnia, uma das únicas em que conseguimos competir com os chineses! ;)


E não é em chineses que nos querem transformar a todos, com estas medidas patetas de "gestão" tosca e pouco imaginativa ?!


Então deixem-nos as festas e as pausas sem as quais corremos o perigo de deixarmos de ser portugueses, pachorrentos mas criativos, e passarmos a ser cinzentões como algumas de sociedades soturnas sem sol. Essas que até no saber viver dos povos do Sul estão ultimamante a admirar o exemplo para arrepiar o estilo de vida, antes apenas de trabalho. A saber aproveitar mesmo os momentos de sol que não têm em igual abundância.

Cá para mim, os povos "troikas" de nariz empinado para com os países "PIIGS", estão ansiosos para que estes se tornem neles, sem tempo que não para o trabalho... para depois poderem ser ELES mais como nós somos. Só que esse é um segredo bem escondido que não revelam aos seus obedientes servos/bons alunos de Portugal! Ai pois é! Deve ser esse o "plano"! Admirem-se!!! ;)

(e ainda um detalhe: como poderemos, futuramente, compreender e saborear o termo "defenestrar", se abolirmos a lembrança do 1 de Dezembro?!) :))

"Alergia" (1 de Dezembro de 2011, dia da Comemoração da Restauração da Independência de Portugal)