Com alguns comentários,mais curtos ou mais extensos, várias das últimas novidades do Mundo da Educação em Portugal (os títulos são os links, como habitual):
Tudo bem, assim a frio, não será daí que virá maior mal ao mundo. Mas... é PARA QUÊ?
É só para não ficarem umas disciplinas a "rir-se" das outras? É para transformar a escola em aulas de preparação para testes? É para verdadeiramente aferir o sistema? É só para melhor penalizar... digo, "avaliar" os docentes? É mesmo por um maior rigor nas aprendizagens, ou é para dar mais um filão de negócio a centros de explicações, a centros criadores de testes, quem sabe se a correctores externos de testes (pagos a peso de ouro, ao contrário dos escravos do sistema, já que cada vez confiam menos nos docentes que o próprio MEC emprega)? Ou é para dar apenas a IMAGEM de rigor? Ou é, muito provável hipótese no reino da pseudo-meritocracia e do novo darwinismo social-- destes boys que sempre foram amparados e cunhados nas suas próprias vidas --a forma de fazer a triagem(já lhes ouvi mais que uma vez este termo) entre "castas"de cidadãos cada vez mais cedo?
Como disse acima, acho que ,a haver subjugação constante a exames, ao menos que seja a tudo (mas mesmo tudo!), para depois não se dizer que umas disciplinas valem mais que outras. Resta saber se é no Sistema da Examocracia, a juntar ao da Bu(r)rocracia já vigente, que vai a Educação Portuguesa plantar as suas raizes, como se fosse uma panaceia Universal, ou se afinal sempre se traçam ou não metas e propósitos gerais educativos, uma noção clara do que se entende por Educar os alunos na plenitude de seres humanos que são (e não apenas activadores de uma ínfima parte dos seus cérebros, excluindo a criatividade e a arte, por exemplo). A ver vamos em que dá mais esta "Pré-medida " assim lançada para o alarme dos jornais e TVs.
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Algumas alunas/os do 12º ano,do Porto, criaram um "movimento" de protesto contra os exames nacionais. E esta, hen? Começaram a colar cartazes e pelo Facebook querem alargar o protesto a todo o país. Dizem que não é pelo facilitismo, mas antes pelo contrário, para que o Sistema seja mais justo (por exemplo nos tantas vezes aberrantes critérios de correcção) e sobretudo de Avaliação Contínua e não continue a favorecer quem tem mais possibilidades económicas e/ou de apoio:
Vamos ver no que dá, mas , a haver protestos contra o que seja, estes já não devem ser só da parte dos professores e seus sindicatos, senão só consideram que estamos a ser "corporativos"...
Espera-se igual energia dos Encarregados de Educação. E espera-se que os autarcas, por seu lado , não usem só os custos educativos como chantagem contra o corte de verbas do Governo central para os seus Municípios. Se têm vereadores da cultura e da Educação, estes deveriam lutar, também e sobretudo, pelas questões EDUCATIVAS.
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E esta que vai continuar polémica:
O ministro diz que é para situações temporárias e não para criarem as famosas "Turmas de Nível" discriminadoras. Se for assim, pode resultar, julgo que será um pouco como o sistema das chamadas "Assessorias" já usado por certas Escolas. Isto desde que permitam um verdadeiro trabalho em co-docência, com condições e tempos para tal e não um dividir de turmas entre os desgraçados que leccionam a estes grupos difíceis até ao fim da carreira, para aliviar outros que poderão continuar com as mal disfarçadas turmas de élite dentro da mesma escola. Sempre houve esse sistema subterrâneo e sempre existirá ( nos meus tempos de estudante eram as famosas turmas da manhã, nem que o resto dos Ano de Escolaridade fosse todo no turno da tarde) mas há que limar as arestas desse tipo de manobras, em vez de atirarem as decisões todas para directores que variam em bom senso, sentido de justiça e até em grau de preocupação com a verdadeira evolução dos alunos. E fazer tudo para consolidar uma verdadeiro combate à indisciplina, que esse sim seria meio caminho andado para combater o insucesso, num curículo que nem é assim tão exigente, como constatam os mais diversos alunos ucranianos, moldavos e russos imigrantes, que quando cá chegam fazem um brilharete!
Porém, uma medida destas, vinda de um MEC que preconizou turmas de 30 alunos, alunos com NEEs aos molhos integrados em turmas grandes e mega-agrupamentos escolares(ai é "Unidades Organizacionais que se diz, não é? Já há novo logotipos na forja?), parece apenas um paliativo para se poder dividir um pouco algumas turmas noutras mais pequenas e minorar o descalabro...
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E outra curiosidades:
Pergunta: MAIS AINDA?!?! Pois pedem para o "se(c)tor privado"... ainda se pedissem para as Escolas em geral... :///
E, já agora, não querem ainda mais subsídios do Estado? Não chega aquilo em que foram aumentados este ano, ao arrepio dos conselhos da famosa "Troika"?
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E ainda:
Ups!!! Sorry! Ai isto é em Timor-Leste... Por momentos julguei ler um dos chavões que também se usavam por cá até não há muito tempo. E até uma canção do "desaparecido" cantautor de protesto, Sérgio Godinho de sua graça. A comparar com a letra dessa canção, só faltam estes items aos Timorenses, pois a Paz e o Pão por lá já não devem faltar a rodos (a paz eu sei que resiste, graças a homens de Paz como Xanana, já o pão...).Bem, pelo menos os timorenses não perdem de vista quais são os bens essenciais a um povo, nem que seja por ideal de campanha política. Por Portugal, nem isso. Já só têm os ideiais de: liberalização dos despejos, negócios na Saúde e Educação,ou seja, Habitação, Saúde e Educação só para alguns. (que suponho serem os "esforçados" não piegas e não preguiçosos e que querem pôr Portugal a "mexer"--- hum... os "portugueses-mexias"?--, a acreditar nos lindos anúncios de Galps-criança, CGDs e outras empresas "autónomas" e destemidas, criadas com belos fundos comuns dos nossos impostos....). Adiante...
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Concordo, em vários pontos com o que dizem. Por razões que um dia aqui explanarei. Isto de andar a saltar de Programa e programa e experiência em experiência educativa, sem nunca fazer o balanço verdadeiro das situações nem sondar "as bases" é um dos grandes males do país e do nosso Sistema. E não é só com as NO. O que houve neste caso foi criar mais uma "comissão liquidatária" das NO, sem mais, com um parecer do Instituto Superior Técnico que nunca me lembro de ter sido citado como acompanhante deste Programa ou outros, a extinguir tudo de uma assentada. Ou como se para avaliar o Ensino Básico fosse só pedir pareceres de profs Catedráticos das Universidades distantes, ups! isso é o que fazem sempre também, não é?... pois. Darei outro exemplo, mais "chão". É como se, para avaliar a beleza da Branca de Neve, fossem buscar a opinião, nem sequer dos seus pares, ou dos príncipes, ou do espelho Mágico, mas dos Duendes subterrâneos da sub-cave da Fossa das Marianas, ou os feiticeiros estrábicos das ilhas Bora-bora, ou até, quem sabe, da rainha má sua madrasta!
As NO tinham muitos defeitos e sou das primeiras a dizer, mas havia que aproveitar o que prestava e deitar fora o resto e não defraudar mais uma vez os cidadãos nas suas expectativas. Há formandos que não mereciam estas N.O., mas há muitos outros de inteligência e capacidades (que não tiveram hipóteses de estudar mais noutros tempos) que agora se poderão de novo retrair a completar os seus estudos. Ah, mas se vão todos emigrar, ou se vão para caddies de golfe ou empregados de resorts, isso também já não interessa, pois não? Balanços para quê? Isso até nem os próprios Ministérios fazem às suas despesas, para quê "balançar"?
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E se lessem um título como o que se segue, sobre os Exames nacionais que começaram ontem:
FIABILIDADE DOS CORRECTORES DOS EXAMES NACIONAIS POSTA EM CAUSA (sem link)
o que pensariam?
Exacto! "Coisa e Tal", Correctores = Professores, esses malandrecos não são "fiáveis",e tal...Ai Céus! o que vai ser agora?!
Pois bem, era essa a chamada de primeira página (em papel) para a notícia que vinha no seu interior, de título um pouco diverso...
"RESULTADOS DOS EXAMES NÃO DEPENDEM SÓ DO QUE OS ALUNOS SABEM" (sem link)
Bastante diferente, não lhes parece? Estiveram mal, senhores do "Público"!Não se faz...
A notícia fala entre outras coisas de um estudo no Reino Unido sobre a fiabilidade dos Exames, sobre a falta de avaliação mais completa por parte de perguntas como as de escolha múltipla(um dia me dedicarei a discorrer sobre esse primor educativo) e , pelo que entendi, acaba por salientar a importância do bom senso Humano na correcção das perguntas de maior desenvolvimento, por contraste com um mais desumanizado e apertado critério de correcção de questões que se pretendiam mais imparciais! E esta? Traduzindo: no fundo as perguntas que implicam o "justifique" etc avaliam melhor as reais capacidades dos alunos e são sujeitas a uma maior abertura na correcção e daí até a menos perguntas consideradas totalmente erradas. E que a Matemática , como a Português e outras disciplinas, o abuso de perguntas de escolha múltipla (incentivado pelo Ministério ao longo dos últimos anos, sublinhe-se) deveria recuar, para dar lugar a questões que pusessem os saberes em prova, como na Gramática, ou os problemas Matemáticos. Mas posso ter lido mal e não sei se a notícia online estará diferente, Ei~la, esta já com Link:
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Bem... tendo em conta o tempo e esforço de... concepção, é caso para nos perguntarmos, nesse caso, quantos meses terá tido a sua... "GESTAÇÃO"! :))))
Pobres professores ligados ao GAVE...
hum... cof cof...adiante...
(Já para a correcção, não importa que os professores percam as suas férias,sejam obrigados a frequentar acções de formação "sobre correcção", sem qualquer préstimo e sem dispensa de aulas, em tempo delas, ou que acumulem tarefas sem direito a ajudas de custo... quantas horas e pestanas "queimadas"...)
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E finalmente, uma notícia que deixa a todos mais tristes, neste quase Paraíso(?) à beira mar plantado:
"Constança, disléxica, não conseguiu concluir o Exame de Língua Portuguesa"
(in Público)
Fosse este país um outro qualquer mais decente, tal notícia causaria estranheza pela relevância dada. Mas como devem estar a par dos últimos tempos,uma notícia polémica , esta "Constança, disléxica" foi o centro de uma polémica, pois o Júri Nacional De Exames , contrariamente a outros anos lectivos e em cima da hora, veio fazer desta menina o exemplo do que julgam os seus tristes membros ser o "rigor" e igualdade, etc., não cedendo ao pedido da sua mãe para que tivesse a prova de Língua Portuguesa de 9º Ano em sala à parte, com o enunciado do texto lido em voz alta por um professor(o que sempre fora facultado a alunos como ela). Os professores que acompanharam não foram ouvidos, nem os Professores do ensino Especial, nem a Associação de Dislexia, nem tão pouco a Direcção Regional de Educação respectiva, todos a favor do pedido a aluna. Já o Ministro Crato lavou as mãos "à Pilatos" e remeteu a decisão para esse JNE, que considerou que a meia hora extra a que diversos alunos têm direito bastava para suprir as dificuldades. Gente que não sabe que há Dislexias e Dislexias e que foi indiferente a todos os pareceres especializados (médicos até) que defendiam o direito da aluna ao que solicitara! Crato. responsável máximo pelo MEC, poderia ter desbloqueado a situação, mas chutou para o lado, preferindo o seu périplo de embaixador da "Educaciolândia" , com palestras e visitas e fugazes comentários a eventuais mudanças no seu Reino.
Por mim, desde que há muitos anos vi que, para alunos com deficiência auditiva, a bitola de direitos extra era a rotineira receita de meia-hora extra de exame, já nem sei que mais possa espantar sobre este sistema...
A Mãe de Constança não desiste e vai levar o caso a Tribunal, não já pela sua "Constância, disléxica" (e como lhe ficou o cognome!), mas por todos os meninos que no futuro possam vir a estar na sua situação. Pelos "Manuéis, disléxicos" pelas "Marias, disléxicas" e todos os restantes cidadãos que tiveram o azar de nascerem portadores de alguma deficiência ou diferença, neste Reino das maravilhas da Inclusão...
Votos de coragem à Constança e à sua Mãe! Podem dizer os rezinzas do costume que há outros que não tiveram essas benesses anteriormente, mas é porque não tiveram o espírito de iniciativa nem se mexeram por um movimento de pais e mães de "Constâncias" e se calhar deveriam ter lutado como esta senhora, uma Cidadã em pleno.
Margarida Alegria (19-6-2012, in Blog "Alegrias e Alergias")
E.... por falar em rezinzas, venham daí os "antónios anónimos" que preferem comentar o tom colorido (dadaísta, não acham?, para um país de educação Gugu-Dadá como o nosso) desta súmula comentada de notícias, a apresentarem opiniões e ideias sobre os temas.