sábado, 15 de setembro de 2012

15/SETEMBRO/2012 - UNIDOS CONTRA A TROIKA, TODOS NA RUA!



Com grande pena minha, desta vez estou impedida de ir. Com "peias" mesmo!
 Mas   o meu coração está com todos os meus concidadãos que se vão manifestar (a partir desta hora mesmo), com toda a justiça e indignação legítima que já tardava a vir à tona!
Então? Acham que há mais lugar para tolerância e contemplações? Eu não. Prezo muito a Justiça e revoltam-me os regimes e as pessoas que praticam a Injustiça, contra os seus governados, contra os outros seres humanos em geral, especialmente contra aqueles que mais pacientes são... Que querem, é um nervoso miudinho que me dá nessas situações e não me calo. Acabo a sofrer com isso, mas não me importo ("A razão mesmo vencida/ não deixa de ser Razão", como diz o poeta Aleixo). Blargh para todos vocês, seres injustos, social e pessoalmente! Nem que tenham a lata de se esconderem por detrás da mentira , da falsa valentia,da manipulação insensível e  da arrogância oca que aprenderam a cultivar  desde jovens nas vossas emproadas viditas...
Junto também dua excelentes cartas abertas que aí circulam. A ler. Sublinho que não são minhas, mas subscrevo-as, de duas gerações diferentes que são.Como diz o escritor Eugénio Lisboa numa das cartas, também eu me sinto "exilada no meu próprio país" e a sensação é horrível, creio que a maioria dos que aqui passam também o sentem. Usurpados nos nossos direitos de cidadania e Liberdade...
Aqui vou torcer para que os portugueses façam valer a Liberdade que nos resta neste protesto!
Obrigada Paula (video) e Sílvia (cartas). São umas querida amigas! Seres humanos Cinco Estrelas e não "pálidos" projectos de  seres humanos, desses infelizes feitos de papelão ou megabytes...
O cartaz da manif. em Lisboa(mas há mais umas dezenas de cidades a convocar, de Norte a Sul do país):

(riem-se de quê?! O  cínico e sinistro Gasparov rir-se-á ao ritmo zombie também? aqui parece bem celerezito, a gozar com Portugal de outra forma...)
E AS CARTAS:
1ª- "Vão-se foder"
"Descobri este texto de uma portuguesa de 32 anos, uma cidadã que diz o que sente e pensa a partir da sexta-feira passada. É um texto impressionante, que vivamente recomendo. Leiam, por favor, até ao fim.

"Vão-se foder.
Na adolescência usamos vernáculo porque é “fixe”. Depois deixamo-nos disso. Aos 32 sinto-me novamente no direito de usar vernáculo, quando realmente me apetece e neste momento apetece-me dizer: Vão-se foder!
Trabalho há 11 anos. Sempre por conta de outrém. Comecei numa micro empresa portuguesa e mudei-me para um gigante multinacional.
Acreditei, desde sempre, que fruto do meu trabalho, esforço, dedicação e também, quando necessário, resistência à frustração alcançaria os meus objectivos. E, pasme-se, foi verdade. Aos 32 anos trabalho na minha área de formação, feliz com o que faço e com um ordenado superior à média do que será o das pessoas da minha idade.
Por isso explico já, o que vou escrever tem pouco (mas tem alguma coisa) a ver comigo. Vivo bem, não sou rica. Os meus subsídios de férias e Natal servem exactamente para isso: para ir de férias e para comprar prendas de Natal. Janto fora, passo fins-de-semana com amigos, dou-me a pequenos luxos aqui e ali. Mas faço as minhas contas, controlo o meu orçamento, não faço tudo o que quero e sempre fui educada a poupar.
Vivo, com a satisfação de poder aproveitar o lado bom da vida fruto do meu trabalho e de um ordenado que batalhei para ter.
Sou uma pessoa de muitas convicções, às vezes até caio nalgumas antagónicas que nem eu sei resolver muito bem. Convivo com simpatia por IDEIAS que vão da esquerda à direita. Posso “bater palmas” ao do CDS, como posso estar no dia seguinte a fazer uma vénia a comunistas num tema diferente, mas como sou pouco dado a extremismos sempre fui votando ao centro. Mas de IDEIAS senhores, estamos todos fartos. O que nós queríamos mesmo era ACÇÕES, e sobre as acções que tenho visto só tenho uma coisa a dizer: vão-se foder. Todos. De uma ponta à outra.
Desde que este pequeno, mas maravilhoso país se descobriu de corda na garganta com dívidas para a vida nunca me insurgi. Ouvi, informei-me aqui e ali. Percebi. Nunca fui a uma manifestação. Levaram-me metade do subsídio de Natal e eu não me queixei. Perante amigos e família mais indignados fiz o papel de corno conformado: “tem que ser”, “todos temos que ajudar”, “vamos levar este país para a frente”. Cheguei a considerar que certas greves eram uma verdadeira afronta a um país que precisava era de suor e esforço. Sim, eu era assim antes de 6ª feira. Agora, hoje, só tenho uma coisa para vos dizer: Vão-se foder.
Matam-nos a esperança.
Onde é que estão os cortes na despesa? Porque é que o 1º Ministro nunca perdeu 30 minutos da sua vida, antes de um jogo de futebol, para nos vir explicar como é que anda a cortar nas gorduras do estado? O que é que vai fazer sobre funcionários de certas empresas que recebem subsídios diários por aparecerem no trabalho (vulgo subsídios de assiduidade)?… É permitido rir neste parte. Em quanto é que andou a cortar nos subsídios para fundações de carácter mais do que duvidoso, especialmente com a crise que atravessa o país? Quando é que páram de mamar grandes empresas à conta de PPP’s que até ao mais distraído do cidadão não passam despercebidas? Quando é que acaba com regalias insultosas para uma cambada de deputados, eleitos pelo povo crédulo, que vão sentar os seus reais rabos (quando lá aparecem) para vomitar demagogias em que já ninguém acredita?
Perdoem-me a chantagem emocional senhores ministros, assessores, secretários e demais personagem eleitos ou boys desta vida, mas os pneus dos vossos BMW’s davam para alimentar as crianças do nosso país (que ainda não é em África) que chegam hoje em dia à escola sem um pedaço de pão de bucho. Por isso, se o tempo é de crise, comecem a andar de opel corsa, porque eu que trabalho há 11 anos e acho que crédito é coisa de ricos, ainda não passei dessa fasquia.
E para terminar, um “par” de considerações sobre o vosso anúncio de 6ª feira.
Estou na dúvida se o fizeram por real lata ou por um desconhecimento profundo do país que governam.
Aumenta-me em mais de 60% a minha contribuição para a segurança social, não é? No meu caso isso equivale a subsídio e meio e não “a um subsído”. Esse dinheiro vai para onde que ninguém me explicou? Para a puta de uma reforma que eu nunca vou receber? Ou para pagar o salário dos administradores da CGD?
Baixam a TSU das empresas. Clap, clap, clap… Uma vénia!
Vocês, que sentam o já acima mencionado real rabo nesses gabinetes, sabem o que se passa no neste país? Mas acham que as empresas estão a crescer e desesperadas por dinheiro para criar postos de trabalho? A sério? Vão-se foder.
As pequenas empresas vão poder respirar com essa medida. E não despedir mais um ou dois.
As grandes, as dos milhões? Essas vão agarrar no relatório e contas pôr lá um proveito inesperado e distribuir mais dividendos aos accionistas. Ou no vosso mundo as empresas privadas são a Santa Casa da Misericórdia e vão já já a correr criar postos de trabalho só porque o Estado considera a actual taxa de desemprego um flagelo? Que o é.
A sério… Em que país vivem? Vão-se foder.
Mas querem o benefício da dúvida? Eu dou-vos:
1º Provem-me que os meus 7% vão para a minha reforma. Se quiserem até o guardo eu no meu PPR.
2º Criem quotas para novos postos de trabalho que as empresas vão criar com esta medida. E olhem, até vos dou esta ideia de graça: as empresas que não cumprirem tem que devolver os mais de 5% que vai poupar. Vai ser uma belo negócio para o Estado… Digo-vos eu que estou no mundo real de onde vocês parecem, infelizmente, tão longe.
Termino dizendo que me sinto pela primeira vez profundamente triste. Por isso vos digo que até a mim, resistente, realista, lutadora, compreensiva… Até a mim me mataram a esperança.
Talvez me vá embora. Talvez pondere com imensa pena e uma enorme dor no coração deixar para trás o país onde tanto gosto de viver, o trabalho que tanto gosto de fazer, a família que amo, os amigos que me acompanham, onde pensava brevemente ter filhos, mas olhem… Contas feitas, aqui neste t2 onde vivemos, levaram-nos o dinheiro de um infantário.
Talvez vá. E levo comigo os meus impostos e uma pena imensa por quem tem que cá ficar.
Por isso, do alto dos meus 32 anos digo: Vão-se foder"


2ª- CARTA DE EUGÉNIO LISBOA AO P.-M.
CARTA AO PRIMEIRO-MINISTRO DE PORTUGAL

Exmo. Senhor Primeiro Ministro

Hesitei muito em dirigir-lhe estas palavras, que mais não dão do que uma pálida ideia da onda de indignação que varre o país, de norte a sul, e de leste a oeste. Além do mais, não é meu costume nem vocação escrever coisas de cariz político, mais me inclinando para o pelouro cultural. Mas há momentos em que, mesmo que não vamos nós ao encontro da política, vem ela, irresistivelmente, ao nosso encontro. E, então, não há que fugir-lhe.

Para ser inteiramente franco, escrevo-lhe, não tanto por acreditar que vá ter em V. Exa. qualquer efeito — todo o vosso comportamento, neste primeiro ano de governo, traindo, inescrupulosamente, todas as promessas feitas em campanha eleitoral, não convida à esperança numa reviravolta! — mas, antes, para ficar de bem com a minha consciência. Tenho 82 anos e pouco me restará de vida, o que significa que, a mim, já pouco mal poderá infligir V. Exa. e o algum que me inflija será sempre de curta duração. É aquilo a que costumo chamar “as vantagens do túmulo” ou, se preferir, a coragem que dá a proximidade do túmulo. Tanto o que me dê como o que me tire será sempre de curta duração. Não será, pois, de mim que falo, mesmo quando use, na frase, o “odioso eu”, a que aludia Pascal.

Mas tenho, como disse, 82 anos e, portanto, uma alongada e bem vivida experiência da velhice — a minha e da dos meus amigos e familiares. A velhice é um pouco — ou é muito – a experiência de uma contínua e ininterrupta perda de poderes. “Desistir é a derradeira tragédia”, disse um escritor pouco conhecido. Desistir é aquilo que vão fazendo, sem cessar, os que envelhecem. Desistir, palavra horrível. Estamos no verão, no momento em que escrevo isto, e acorrem-me as palavras tremendas de um grande poeta inglês do século XX (Eliot): “Um velho, num mês de secura”... A velhice, encarquilhando-se, no meio da desolação e da secura. É para isto que servem os poetas: para encontrarem, em poucas palavras, a medalha eficaz e definitiva para uma situação, uma visão, uma emoção ou uma ideia.

A velhice, Senhor Primeiro Ministro, é, com as dores que arrasta — as físicas, as emotivas e as morais — um período bem difícil de atravessar. Já alguém a definiu como o departamento dos doentes externos do Purgatório. E uma grande contista da Nova Zelândia, que dava pelo nome de Katherine Mansfield, com a afinada sensibilidade e sabedoria da vida, de que V. Exa. e o seu governo parecem ter défice, observou, num dos contos singulares do seu belíssimo livro intitulado The Garden Party: “O velho Sr. Neave achava-se demasiado velho para a primavera.” Ser velho é também isto: acharmos que a primavera já não é para nós, que não temos direito a ela, que estamos a mais, dentro dela... Já foi nossa, já, de certo modo, nos definiu. Hoje, não. Hoje, sentimos que já não interessamos, que, até, incomodamos. Todo o discurso político de V. Exas., os do governo, todas as vossas decisões apontam na mesma direcção: mandar-nos para o cimo da montanha, embrulhados em metade de uma velha manta, à espera de que o urso lendário (ou o frio) venha tomar conta de nós. Cortam-nos tudo, o conforto, o direito de nos sentirmos, não digo amados (seria muito), mas, de algum modo, utilizáveis: sempre temos umas pitadas de sabedoria caseira a propiciar aos mais estouvados e impulsivos da nova casta que nos assola. Mas não. Pessoas, como eu, estiveram, até depois dos 65 anos, sem gastar um tostão ao Estado, com a sua saúde ou com a falta dela. Sempre, no entanto, descontando uma fatia pesada do seu salário, para uma ADSE, que talvez nos fosse útil, num período de necessidade, que se foi desejando longínquo. Chegado, já sobre o tarde, o momento de alguma necessidade, tudo nos é retirado, sem uma atenção, pequena que fosse, ao contrato anteriormente firmado. É quando mais necessitamos, para lutar contra a doença, contra a dor e contra o isolamento gradativamente crescente, que nos constituímos em alvo favorito do tiroteio fiscal: subsídios (que não passavam de uma forma de disfarçar a incompetência salarial), comparticipações nos custos da saúde, actualizações salariais — tudo pela borda fora. Incluindo, também, esse papel embaraçoso que é a Constituição, particularmente odiada por estes novos fundibulários. O que é preciso é salvar os ricos, os bancos, que andaram a brincar à Dona Branca com o nosso dinheiro e as empresas de tubarões, que enriquecem sem arriscar um cabelo, em simbiose sinistra com um Estado que dá o que não é dele e paga o que diz não ter, para que eles enriqueçam mais, passando a fruir o que também não é deles, porque até é nosso.

Já alguém, aludindo à mesma falta de sensibilidade de que V. Exa. dá provas, em relação à velhice e aos seus poderes decrescentes e mal apoiados, sugeriu, com humor ferino, que se atirassem os velhos e os reformados para asilos desguarnecidos, situados, de preferência, em andares altos de prédios muito altos: de um 14º andar, explicava, a desolação que se comtempla até passa por paisagem. V. Exa. e os do seu governo exibem uma sensibilidade muito, mas mesmo muito, neste gosto. V. Exas. transformam a velhice num crime punível pela medida grande. As políticas radicais de V. Exa, e do seu robôtico Ministro das Finanças — sim, porque a Troika informou que as políticas são vossas e não deles... — têm levado a isto: a uma total anestesia das antenas sociais ou simplesmente humanas, que caracterizam aqueles grandes políticos e estadistas que a História não confina a míseras notas de pé de página.

Falei da velhice porque é o pelouro que, de momento, tenho mais à mão. Mas o sofrimento devastador, que o fundamentalismo ideológico de V. Exa. está desencadear pelo país fora, afecta muito mais do que a fatia dos velhos e reformados. Jovens sem emprego e sem futuro à vista, homens e mulheres de todas as idades e de todos os caminhos da vida — tudo é queimado no altar ideológico onde arde a chama de um dogma cego à fria realidade dos factos e dos resultados. Dizia Joan Ruddock não acreditar que radicalismo e bom senso fossem incompatíveis. V. Exa. e o seu governo provam que o são: não há forma de conviverem pacificamente. Nisto, estou muito de acordo com a sensatez do antigo ministro conservador inglês, Francis Pym, que teve a ousadia de avisar a Primeira Ministra Margaret Thatcher (uma expoente do extremismo neoliberal), nestes termos: “Extremismo e conservantismo são termos contraditórios”. Pym pagou, é claro, a factura: se a memória me não engana, foi o primeiro membro do primeiro governo de Thatcher a ser despedido, sem apelo nem agravo. A “conservadora” Margaret Thatcher — como o “conservador” Passos Coelho — quis misturar água com azeite, isto é, conservantismo e extremismo. Claro que não dá.

Alguém observava que os americanos ficavam muito admirados quando se sabiam odiados. É possível que, no governo e no partido a que V. Exa. preside, a maior parte dos seus constituintes não se aperceba bem (ou, apercebendo-se, não compreenda), de que lavra, no país, um grande incêndio de ressentimento e ódio. Darei a V. Exa. — e com isto termino — uma pista para um bom entendimento do que se está a passar. Atribuíram-se ao Papa Gregório VII estas palavras: “Eu amei a justiça e odiei a iniquidade: por isso, morro no exílio.” Uma grande parte da população portuguesa, hoje, sente-se exilada no seu próprio país, pelo delito de pedir mais justiça e mais equidade. Tanto uma como outra se fazem, cada dia, mais invisíveis. Há nisto, é claro, um perigo.

De V. Exa., atentamente,

Eugénio Lisboa

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Setembro aqui, de novo....


(c )Margarida Alegria(Setembro de 2012, Portugal)
Em breve (muito breve) terão muitos e novos posts. Prometo também resposta a todos os comentários simpáticos que aqui fizeram nos últimos dias.Tenho estado com pouca ou nenhuma net, o que me trocou certas "voltas", mas o que até virá por bem, apesar de tudo.
 Para já tem sido prioritário apanhar muito sol , enquanto não o taxam também. Estar perto de quem nos quer bem (pelo menos de alguns). Retemperar forças para tanto que aí já cai em catadupa e nos espera. Com o passar dos anos aprendi a relativizar. E aprendi amargamente e em anos  recentes a não voltar a me deixar ludibriar, em matéria de atitudes, de sentimentos.  Cada vez mais me capacito: se há algo que "odeie" é o Egoísmo, a Crueldade, a Arrogância. Formas requintadas e supremas de Estupidez.
E isto não e fazer-me de vítima: já fui vítima de  FACTO de muita coisa e de muitos "bandidos", mas não invento isso e  admito-o e ouso lutar a sério contra a iniquidade. Ao contrário de quem se faz  vítima a toda a hora (talvez para se dar importância que não tem)  e se julga alvo de perseguição(!!!) de todos os ângulos, mas depois diz que não tem vocação para esse papel (suspiro... enfim!)...Ao menos soubessem  fazer verdadeiros balanços de vida e corrigir os erros enquanto podem... sarar algumas feridas dos outros...Mas há quem se recuse a aprender e a se arrepender. Quem se julga "superior"(até com direito a medir o  amor armando-se em ser "hiper-sensível"..),  eterno e com  manha para ludibriar a boa vontade alheia, os ainda ingénuos. Verdadeiramente triste, essas "Almas"... sem Luz, quando poderiam ter sol, nem que fosse de Setembro. Vidas azedas  e desperdiçadas  por mera estupidez. Mas sempre com gosto   em magoar o demais.  Vidas fátuas que podem ter  verdadeiros  paladinos a seu lado, mas que os tomam por garantidos e os  desprezam em troca de quimeras superficiais. Felizmente são aberrações pouco comuns. Só podem ser...
Setembro está de novo aí, com a sua melancolia e  surpresa.
Aí estaremos também. Com coragem. Fiquem com David Sylvian.

domingo, 19 de agosto de 2012

Música para dias de Verão: Fernanda Takai - Diz Que Fui Por Aí (ao vivo)


(Fernanda Takai- Diz Que Fui Por Aí (ao Vivo)--DVD" Luz Negra", 2009?)
Esta música começou por ser um Samba, de Wilson Simonal com ritmo muito diferente. Depois (a malograda) Nara  Leão   transformou-a  em Bossa-nova, na versão mais famosa até agora.
Nesta variante, FernandaTakai , também vocalista do grupo  brasileiro Patu Fu, ,dá-nos  a versão suave e dulcíssima de balada,  qe alguns puristas julgam traidora do  original , mas que a  maioria apreciou.
Por vezes é difícil  dizer se uma versão é melhor que o original. Geralmente não o é, mas temos  de saber escutar.
Já no resto  da vida e especialmente  no que toca a pessoas,prefiro sem dúvida o original à cópia, a essência que  existe em cada um às  várias versões que as pessoas tentam dar de si próprias. Desnecessariamente. Não passam de máscaras e no fundo não escondem nada. Se calhar só o vazio.
Eu também vou andar por aí, como diz a letra descontraída da canção : e como só os brasileiros para aliarem uma bela melodia à leveza aparente das letras!-- Mas só aparente. Reparem que ,apesar do "andar por aí" parecer irresponsável, no fundo o que importa é o ir PENSANDO e pensando no que mais importa a cada um. O "Nela" de Simonal decerto era uma sua amada, mas para nós poderá ser algo mais amplo: a VIDA em geral, a Saúde, a FELICIDADE... enfim, o que mais valorizamos nos nossos passeios despreocupados pela existência estival (e não só).
Vou andar por aí, mas estarei sempre atenta, pois o essencial para mim não tem férias: Atenta à vida, à Educação em perigo, à Felicidade que nos foi prometida mas que se parece arredar para longe constantemente, pelo menos no que toca a alguma tranquilidade e segurança que haviamos conquistado com trabalho.
Não levo violão, pois o não tenho, mas vou andando com os olhos atentos às estrelas no céu, entre as nuvens.Às flores que brotam nos recantos esquecidos, aos seixos originais na areia e aos limos que se estendem em verdes e vermelhos salgados na água que vivifica e nos reduz à nossa pequena e justa  dimensão no Universo. 
Não creio ser "popular", mas sempre fui sociável , de forma sossegada,vá lá,  tenho não  digo "muitos" amigos mas bastantes e sempre a aumentar. Assim tento tratá-los sempre com carinho.Alguns mais próximos, outros mais distantes ... Alguns sei que são mesmo bons amigos, pois não fazem  inúteis "saladas  de desconfiança na cabeça" no que Eduardo Galeano denunciou , numa entrevista que  vi há dias, como um dos factores de empobrecimento da Humanidade: a (des)educação que existe para a desconfiança (que prolifera e que leva os humanos, irmãos em espécie e em sonhos,  a virarem as costas uns aos outros e a ficarem cada vez mais sós. Só com união e confiança sobreviveremos à vida dura que se agudiza, concordo com ele!)
Por isso, fiquem tranquilos,"irmãos"... Eu vou andar "por aí", num Verão de sol entimidado, tentando dar atenção aos "meus" e ao que importa, com Confiança q.b., convivendo no grau que posso, mas sobretudo, esquecendo todas as versões de mim que possa vir a tentar usar na Vida.
Pois a vida é só uma (para já!!!), a vida é curta.
A Vida é bela, apesar de tudo.
Mas optemos pela original.
Enxotemos as máscaras.
Bom passeio pelos dias de sol e muita Vida "por aí " a todos!
(pronto.. era só uma música e deu nisto...  tenham Paciência!) ;)
Margarida Alegria (19-8-2012, in blog "Alegrias e alergias")

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Flutuações... para o MEC

(esquis flutuadores, daquelas invenções  malucas de todos os tempos...)
Acabado de divulgar, no blogue do Paulo Guinote, um Comunicado do MEC sobre os concursos de Mobilidade de professores. Um texto que é involuntariamente humorístico, nas justificações, nos dados(?) e no "choradinho" apologético que faz.
Clicar AQUI para o post no blogue " A Educação do Meu Umbigo".
Entre outras coisas  o gabinete do MEC alega a famosa "Flutuação demográfica e de população escolar".
Pois... agora a culpa é das mães (como se viu no post imediatamente anterior, aqui no "Alegrias e Alergias")... ou da falta delas... Voltamos à discriminação das mulheres via institucional.;)
Dizem as notícias de hoje  que há mais 2254 profs. obrigados a concorrer ao concurso de Mobilidade interna (DACL) do que no ano passado, mas devido às tais FLUTUAÇÕES e a uma... "melhor gestão de recursos".
E  dizem ainda que o que fizeram  foi obrigar as escolas a dizerem os professores que não teriam horário completo (ainda antes de as turmas estarem feitas, não se saber quantas turmas havia, antes das transferências habituais de alunos, antes de tudo!). E dizem-no como prova de eficiência! e não (como foi) como ausência de competência sobre o funcionamento do trabalho nas escolas e sua organização e não (COMO FOI!) um inútil exercício de terror e de tortura em fazer muitos mais concorrer, depois num mês retirar mais alguns dessas listas de proscritos e... no início do ano lectivo, é mais que certo, quase todos a voltarem para as escolas de origem, por óbvia falta de vaga nas outras(daahhh!!) e muitos mais professores a serem necessários nas escolas e a reduzir essa lista (mas já não aos olhos do POVO, que entretanto vai  lendo notícias parvas de que esses profs andaram a fazer desperdiçar o Erário Público ( as fundações, ah essas não... e as PPPs, coitadinhas...) e a roubar lugar aos mais novos!
GESTÃO DE RECURSOS(???) ou malabarismos para fazer desaparecer disciplinas e horas de docência empobrecendo o currículo e o País,  para poupar uns tostões para dar a especuladores insaciáveis?!
Flutuações?... ou pôr milhares de professores a flutuar na instabilidade e na precariedade, depois de DEZENAS de anos de serviço o país?!
Parecia mal colocar-lhes simplesmente "UM PAR DE PATINS", por isso optam  por estas "Flutuações" de demografia , flutuações de ordens e contra-ordens, flutuações de argumentação. À falta dos patins, optam por uns "Esquis Flutuantes", para  esses docentes se equilibrarem como puderem durante os escassos anos próximos (até serem despedidos!), na grande quantidade de ÁGUA metida pelo MEC,  mais ou menos de propósito! No mar revolto de uma Crise empolada por quem vive à custa dela...
Um mar de vómito completo que estes Young Turks sem qualquer sensibilidade ou mérito suscitam! :(
Veremos se a maré não mudará...
"Alergia" (17-8-2012, in blog "Algrias e Alergias")


Mais uma bela carta-crónica: "Merceeiros e bombistas" (sobre o rumo da Educação e a suposta falta de crianças...)


(carta à directora do jornal "Público", 17-8-2012)
Já há umas semanas defendi aqui que algumas cartas`"ao director", neste caso à Directora, publicadas nos jornais são belos nacos de prosa e mereciam estatuto de crónica residente, mais depressa que os textos de certos políticos e  "comentadeiros" da nossa praça.
Neste caso, a de hoje de um correspondente habitual e sempre pertinente, Rui Silvares, da Cova da Piedade. E a propósito de uma campanha de desinformação que vai por aí e que, perante a falta de argumentos válidos, diz agora se há mais professores sem horário é porque há menos alunos, as senhoras portuguesas não têm bebés e coisa e tal...e não devido aos malabarismos curriculares do MEC. De um ano para o outro quase quintuplicar o número de professores sem horas lectivas (e que estavam por razões várias em outras funções nas escolas, ou destacados fora delas)?! As mães começaram a atirar as crianças ao mar? E logo no ano em que aumentam os alunos  nas escolas, até devido, entre outras razões ao alargamento da escolaridade obrigatória até ao 12º Ano e 18 anos de idade?
Por isso esta carta é mais pensada e informada do que o artigo de meia página publicado há dias (já a Silly season, só pode ser... com tanto cronista a ir de férias... Precisam de colaboradores? Textos para ocuparem as páginas e que sirvam mais do que para fingir que contêm ideias? Façam favor de contactar, senhores da redacção...) de um tal José Carvalho, com a etiqueta de "professor Universitário" e... "investigador de História" (??). Deve ser contra este que Rui Silvares aqui se indigna com razão, como já na quarta-feira se indignou Santana Castilho na sua crónica.
Esse senhor "investigador" (JC) parece ter nascido por volta de 1979, ainda um tanto imberbe, admitamos, mas mesmo assim sem justificação para tal arrazoado no seu texto "Professores Desempregados" . Decerto será um prof. Universitário nalguma U. Privada e de "equivalência relvada", pois é tão pobre  a sua argumentação e até a sua escrita que até muitos meus alunos apenas no 10º ano fariam melhor!
Anda de roda de uma suposta estatística que descobriu entusiasmado ( nas suas "investigações"? ) sobre a redução de número de nascimentos e nada mais, esquecendo factores como a imigração e todos os factos sobre alterações de leis da Educação e da organização já aqui apontadas noutros textos. E quanto ao estilo, paupérrimo tanto para um artigo como para um prof. do Ensino Superior (?!), termina numa espécie de "nha nhã nhã, tomem lá malandros, comunas e camaradas que o que há é menos crianças, pim!" -- a frase não é esta, não tenho agora o texto diante de mim, mas o tom e o remate era mesmo neste estilo, usando até o termo "camaradas" (sim!!!!!) e parecendo o outro do PS ( o advogado pequenino e sempre bem governadinho) com a frase famosa  do "Habituem-se!".
Na altura estive para comentar aqui e até para escrever à directora, mas depois achei que daria importância a um ser sem "sustância" e afinal havia que fazer  férias também a estes disparates... que por surgirem em Agosto até poderiam não ter grande eco. Mas felizmente S. Castilho e Rui Silvares tiveram paciência para tal. Agradeço-lhes!
São duas as linhas mestras, na estratégia "bombista"* de que fala Rui S.,  para preparar um futuro despedimento criminoso de professores , que ainda são bem precisos neste país ainda tão iletrado ( e pelo menos para formar melhores profs Universitários que esse sr. José Carvalho...):
- Alegar que de repente as crianças são menos (e até por isso justificam  o encerramento revoltante da MAC, "apenas" e  talvez  a melhor maternidade do país) enquanto abrem alegremente maternidades privadas com menor qualidade pelos arredores de Lisboa...);
- Alegar que os professores sem horário lectivo até já existiam(deviam a ndar escondidos nalguma arrecadação pelas escolas!), mas que agora divulgaram e não antes (mentira! Ainda o ano passado foram divulgados, com número contrastante com o de agora!) e que por isso esses profs veteranos estão a tirar lugar aos mais novos, os contratados. Mais uma vez o suscitar da Inveja nacional, sentimento que nunca e nunca baixa de cotação e que absorve as energias  dos cidadãos lusos que deveriam ir para a luta da defesa dos seus direitos, deixando-os assim na famosa "apatia"...
Apatia? Até um dia...:/

(* campanha preparada pelos "spin doctors" do governo para as informações vertidas para as notícias e acolitada por... "ácaros" como este dr. Carvalho de indigente análise.)



sábado, 11 de agosto de 2012

apresentação da Plataforma pela Educação


Pode transmitir algo de tímido, este video de lançamento público,mas, como em tudo, devemos privilegiar  o Conteúdo em vez da Forma.
Há por aí muitos lutadores  "especializados" mas  que o são apenas a  partir do sofá, ou, com dizia uma querida amiga e colega minha,  infelizmente já noutra dimensão, "escondendo-se por detrás de um teclado". Tanto  neste caso como em outras situações das suas tristes vidas.
Há quem seja mais ou menos telegénico.  Mais ou menos eloquente.  O   importante é que cada um faça a sua parte, revele união e dê o seu contributo para o esclarecimento do País sobre o que se está a  passar de ANORMAL no mundo educativo, sob a capa de um procedimento "Normal".
Há muito para andar e   sofrer, no   Ano Lectivo que se aproxima. Aqui há uma  grande vontade  de  luta com gente dentro.
 Falta   apenas  a adesão dos restantes professores e de quem mais se   precupe com a Escola Pública.  Esquecendo estilos e divisões...
Força!
E aqui fica o Link para o blogue da Plataforma:
http://escolapublicappe.blogspot.pt/
Novo link para a Plataforma, agora no Wordpress(Obrigada Isabel Moura):
http://plataformadeeducacao.wordpress.com/

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

CARTOONS/BD; Nuninho, o Xobredotado... é Avaliado (série Jejé e Companhia)


(c) Margarida Alegria (6-8-2012, in blog "Alegrias e Alergias")
Já não era sem tempo a publicação da anunciada Banda-desenhada sobre a Avaliação do Nuninho, da série Jejé e Companhia.
Cheguei a tê-la numa só prancha/página, mas acabei por a transformar em duas pranchas, para ficar mais legível, para incluir tudo ou quase tudo que haveria a dizer e especialmente porque assim pude incluir mais algumas vinhetas providenciais.
Sei que está um pouco palavroso nas vinhetas, um pouco ao estilo de Edgar P. Jacobs( "Blake & Mortimer"), mas tudo o que é dito nos balões tem o devido "sumo". E porque o próprio ministro Crato nos incutiu, antes de ser ministro e nos primeiros meses de desgovernação, esse estilo de muitas palavras. Modéstia à parte, penso que o palavreado desta b-d tem mais "sustância" que todo um ano das entrevistas e ideias desse senhor. Mais outro que enganou muitos. Não é para dizer "eu bem me parecia", pois detesto ter razão nestas coisas, porém, aquando da sua nomeação, fiquei um tanto de pé atrás (ver os posts aqui publicados desde o início do blog, a 30 de Outubro de 2011, dos quais destaco alguns LINKS MAIS ABAIXO), mas mesmo assim ainda pensei que PELO MENOS NUM ASPECTO o seu Ministério poderia ser um pouco melhor do que os de MLRodrigues e Isabel Alçada: o respeito pelos professores, na sua profissão e dignidade, msmo que se advinhassem tempos de austeridade. No último mês temos visto que "aos costumes disse nada" e a esse tal "respeito" que apregoava perante os holofotes também...
Enfim, como costumo dizer: entregue-se algum tipo de poder e afague-se a vaidade de alguém, que poucos são os que resistem a se manterem coerentes. Isto ao nível dos governantes, mas não só.
Podem-me acusar de andar a dourar a imagem a estes "meninos desgovernantes", ao associá-los assim a crianças. De facto as crianças nem mereceriam a associação. Faço-o, por um lado, para podermos manter uma certa visão de Humor, mesmo nestes tempos conturbados. Defendo que o Humor nos pode manter de cabeça fria para as lutas (que são lutas mesmo, pois estão a fazer-nos autêntica guerra, aos professores e à maioria dos portugueses!) que vamos ter de enfrentar. Por outro lado, já dos tempos do Jejé Sócrates que vejo estes novos políticos não como adultos responsáveis, mas como criançolas que , em vez de brincarem às casinhas ou ao pião, escolheram brincar com o destino de países inteiros.
  Consolem-se portanto se voltei a conseguir fazer humor, depois de uma série de Posts bem mais soturnos.
Leiam e meditem em cada vinheta. Outras avaliações se seguirão, nas próximas semanas, alternando com a repescagem de alguns posts esquecidos em rascunho e ainda com algum descanso estival de que careço. Serão avaliados o Vitinho, o inevitável Varito, o Pepé, o "indemitivel" Migas e... mais veremos.
Já sabem, podem partilhar e divulgar, mas indicando a fonte e dizendo que o vão fazer. Obrigada.
Relembro que irei agora ter mais tempo para actualizar e completar as páginas dos cartoons publicados antes deste blog (ver separadores acima, "Outros Cartoons da Alegria " e "Jejé e Companhia").Para lerem os outros cartoons da série publicados aqui, até para conhecerem os seus protagonistas, cliquem na Etiqueta "Jejé e Companhia", aqui em baixo ou na coluna de etiquetas à direita, no blog, ou então na etiqueta "Cartoons", para verem esses e outros cartoons.
Seguem-se os links de alguns dos posts sobre o MEC, para melhor relembrar os temas aqui focados e para esclarecer quem estiver mais "de fora" do tema Educação em Portugal. E depois confirmem se , apesar de me acusarem alguns de mau agouro, não tinham razão de ser as minhas críticas e observações. Antes não tivesse... :((
Sobre Nuno Crato, sua atitude e medidas do MEC(clicar títulos para aceder aos posts, aqui, como disse, os mais relevantes)-- o tom verde claro dos títulos é opção do editor do blogger, para este modelo:
-Ana Drago na Audição da Comissão de Educação...(20-7-2012)- Ver as "não-respostas do ministro.

( NOTA: Ena! E acabei de chegar aos 50 seguidores via Google  e aos 30 pelo Facebook! Thanks! :)))
Margarida Alegria (6-8-2012, in blog "Alegrias e Alergias")

sábado, 4 de agosto de 2012

30 mil+ 15 mil... não falta muito para "gasear" com o desemprego os 200 mil... :(

(c) Margarida Alegria (12-7-2012, Lisboa, Manifestação de Professores, um dos cartazes mais visionários e eloquentes)
Por vezes, quem critica o sistema que se está a criar no País, de autêntica diabolização de algumas profissões, especialmente de todas as que são da Função Pública ,-- a "origem" de todos os problemas, segundo os políticos neoliberais e seus comentadores e jornalistas encartados-- é visto como "exagerado" e alarmista.Mas tem razão. Assim, temos de facto a nítida perseguição e crítica negativa a profissões ns quais  a população (pelas sondagens) até confia mais do que em todas as outras. As outras em que precisamente o povo MENOS confia (poíticos à frente, mas também advogados e... jornalistas).
Temos a perseguição e o calcar aos pés dos professores, dos enfermeiros, dos médicos, também dos polícias e dos bombeiros e de todos os funcionários de repartições em geral, vistos ainda com uma imagem à séc-XIX, uns aduaneiros com brilhantina, mangas de alpaca e ronceirice atrás de um guichet gordurento, o que já está longe da realidade, na maioria dos casos. Calca-se desta forma a Função Pública (FP)deixando passar ao lado, sem reparos, a multidão de assessores e outro funcionários que entram directamente para o poder na FP, via nomeação no Diário da República, sem se saber as verdadeiras qualificações e passando até a chefiar funcionários de carreira e longa experiência que acabam por ter de acatar os seus dislates e disfarçar e compor com muito trabalho a incompetência desses boys e girls. Muitos dos FPúblicos ficam até arrumados em prateleiras, não porque estas  sejam douradas, mas porque são incómodos, porque mais contestatários e MUITO competentes. Aí está o desperdício e "as gorduras" do Estado a cortar: recolocar à frente os  funcionários mais competentes e experientes e cortar as novas gorduras dos boys recrutados. Mas não, claro... o que interessa é a propaganda para fora e não a melhoria dos serviços.
Quanto aos professores, depois dos ataques à sua dignidade pela sinistra Maria de Lurdes e depois reforçada, sob a capa de sorrisos, por Isabel Alçada, temos agora o novo triturador dos docentes, o Crato, o tal que queria implodir o MEC antes de ser Ministro. Afinal o que quer é implodir a Escola Pública, derrubando um dos seus pilares fundamentais, os professores. Com manobras d gabinete, sem negociação,  de manipulação dos recursos (aumento de alunos por turma, fim de desdobramentos de turmas em aulas  de Ciências experimentais, fim de cursos de adultos e limite de ofertas de turmas de Cursos profissionais, alteração de Currículo, associação de escolas em "Mega-agrupamentos" , redução do ensino artístico a uma nota de rodapé no Currículo, bem como de Ed. Física e do desporto escolar, etc etc.. com aumento extra-legal do nº de horas lectivas de uns professores, para deixar outros em "horários-zero" "custe o que custar"...). E no meio disto tudo, tentando mais  uma vez virar professores contra professores: fazendo crer que quem tira vaga aos docentes contratados com muito anos de serviço, são os professores do Quadro e ainda mais anos de serviço...mas agora obrigados a concorrer à mobilidade interna. E levando esses professores do Quadro virar as costas aos profs contratados, para salvar o seu lugar no sistema, numa guerra do "salve-se sem puder".
Retomando o início do texto, quem compara a guerra aos f. Públicos com a colocação de Judeus e outros em campos de exterminação, --para serem gaseados(os mais fraco para a escravaturas: doentes, mais exaustos,mais velhos etc) ou escravizados até ao limite das forças-- não é assim tão exagerado. A "luz ao fundo do túnel" de bancarrota que os nossos desgovernantes financeiros buscam parece ser mesmo o  levar para a exclusão e o extermínio Professores e restante F. Pública não "creditada" com equivalências dadas por cartões partidários ou da "cunha".
Pois não são professores, médicos, enfermeiros... profissionais que ingressam numa carreira por REAL MÉRITO e por concurso e não "pela porta do cavalo"?
Defender a Função Pública (a verdadeira) é defender a isenção da defesa dos cidadãos que aí podem ver o apoio às suas queixas e problemas, o que não acontece  se lidarem apenas com programas de computador (que bloqueiam, vão abaixo, estão mal programados...) sem alma e com dirigentes -boys incompetentes.
No caso dos Professores: já nos haviam colocado no braço a "estrela amarela" daqueles que "não queriam ser avaliados como os outros" (uma , ou duas neste caso, mentira repetida, tanto o  é que....), uma tremenda mistificação que se disseminou em 2008, perante o choque de se ver pela primeira vez 70 ou 80% dos professores  de todo o país a protestar em Lisboa. Melhor, já haviam conseguido, como fizeram os nazis hitlerianos, que os próprios professores  desenhassem e colocassem a sua própria estrela, pois infelizmente por vezes tantos docentes são os piores carrascos para si próprios e para os colegas.Sabem do que falo: muitos correram a pedir  avaliação e aulas assistidas e a querer "Excelentes" de papelão e a serem "bufos" dos outros colegas, como se fossem concorrentes! Isso foi uma   autêntica "estrela amarela " símbolo do nosso complexo de inferioridade. 
O ministro explica que esses professores sem turmas atribuídas vão ser todos "Necessários ao sistema"(?), vão ter "Ocupações nas escolas em actividades lectivas ou de apoio ou outras (???) Be, também chamaram a Dachau e a Auschwistz... campos de Trabalho, de reabilitação, de reeducação, no fundo uma forma de OCUPAR os judeus inúteis e os tornar aproveitados pelo "sistema", nem que depois fosse  recolhendo os seus cabelos  e dentes , ou curtindo a sua pele. E nesse campos também "promoveram" alguns dos prisioneiros a vigilantes dos seus semelhantes, pois os soldados não conseguiriam sozinhos impedir as revoltas. MLRodrigues criou a função de Directores e até de prof "Titulares". E mais tarde surgiram os "professores avaliadores"....A sede de poder e a vaidade tenta muita gente...
Agora faltava a "Solução Final", semelhante à de Hitler. Ela já está aí em marcha: agora mandam uns 13.300 professores do quadro (sairam ontem os resultados provisórios(Leia AQUI "Os números consolidados!" as contas feita pelo blog "Pé ante pé", incluindo uma primeira coluna que mostra quantos dos professores estavam MESMO em horário zero no ano de 2011, para comparação) para uma falsa situação de horário zero, para dizerem ao mundo que esses estavam "há anos a mais no sistema" ( e sabem quais dos grupos mais afectado, para além de EVT e ET? É sobretudo  o Português e também as Ciências e a Matemática!(isto é que é valorizar o que chamava de "disciplinas essenciais", Sr. Ministro?). A esses juntam-se um milhar e meio e tal que foram excluídos desse concurso, alegando que não são "professores da carreira" (muitos foram parar a essa lista por engano!). E juntemos-lhes os que para já ficaram com pelo menos seis horas lectivas no horário, continuando nas escolas. Juntando a pelo menos 30 mil, dos 40 mil professores contratados que concorreram a vagas que sobrassem nas escolas... veja-se a "sangria" forçada que está no corredor da morte do desemprego! Isto quando em 2006 a própria MLR dizia que tinhamos à justa os professores necessários aos sistema (e já faltavam tantos , em algumas disciplinas que agora são trocadas, pelos licenciados, por carreiras na investigação!).
Contas, por alto mas não longe da lista dos docentes (com muitos anos de serviço, repita-se, alguns com 50 e até 60 anos de idade!) prontos a serem "gaseados", nos falsos chuveiros de serem "necessários ao sistema", como tenta tranquilizar o Ministro: 30 mil dos contratados + 15 mil dos "efectivos" agora "horários-zero", ou melhor  "0+/0, 5"= 45 mil funcionários para o lixo, de entre  100 ou 200 mil os que os Troikas e os empresários mamões no Estado querem que se alcance...
Pensem nisto, docentes e outros membros da FP. Se agora não é altura de denunciarmos isto , de sermos UNIDOS e de lutar contra estes planos de extermínio, quando será a hora?
Ah pois, mas ,porém, todavia, contudo....
Ai querem conjunções? ORA! :/
(está a ser um longo e penoso Verão, mas em Setembro é que virá a canícula. Temos de a saber enfrentar e vencer.)
 Margarida Alegria (4-8- 2012, in blog "Alegrias e Alergias")

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

O Futuro ("à moda das Bestas")... está já aí... :((

(uma foto, colhida por aí, das manifestações "Occupy Wallstreet)
Nunca me preocupara muito com essa coisa de  vivermos num tipo de "sociedade capitalista". Sempre tive a noção que, mal ou bem, sempre precisámos de dinheiro ou algum sistema de troca, para a sociedade funcionar. O dinheiro não será um mal em si. Dos tempos de Escola. aprendi que a sociedade Ocidental a que pertencemos fez uma longa caminhada dos tempos dos castelos isolados para o da vida em cidades, com uma maior abertura social e comercial, com toda a complexidade que isso acarretou. Aprendi que passámos dos tempos mais obscuros do Feudalismo, dos suseranos todo-poderosos e dos seus servos da gleba semi-escravos, para o Capitalismo, com a afirmação de uma nova classe intermédia centrada no valor do trabalho e das trocas comerciais. Sim, a tal burguesia. E assim estávamos há uns séculos, com novas classes intermédias de transição, como a alta-burguesia, a pequena burguesia... Não era um sistema ideal, mas dentro de alguns parâmetros de decência  dos ideais posteriores da Revolução Francesa (Liberdade, Igualdade,Fraternidade) e com o desenvolvimento da ideia de Estado Social, que sobrecarregava de impostos mas em troca de melhores condições para todos--- Saúde, Educação, segurança social, estradas e transpostes públicos--. podia ser um sistema equilibrado, quando reforçado pelo sistema político chamado democracia. Pelo mundo fora, quanto menos democrata fosse um regime, pior era a qualidade de vida desse país.
Recentemente, alguns países como a China vieram inverter (e perverter) essas noções: oos chineses descobriram que podiam aliar capitalismo e desenvolvimento económico à continuação de um regime sem liberdade, totalitário.
Ora isso veio mexer com muitas cabecinhas "mal formadas" do Ociedente, ora pactuando com esses regimes e deslocalizando para lá empresas em troca de trabalho escravo (os servos da gleba actuais, amarrados não aos campos ,mas às fábricas), ora defendendo a ideia que o Estado Social Europeu e dos países mais desenvolvidos é "perdulário", "gordo", etc... e que os trabalhadores é que pesam nos custos das empresas e atrasam o desenvolvimemto e a riqueza (uma grande mentira propagada por "especialistas" patetas, portanto). O que  se pensarmos bem corresponde à velha história do homem que achava que o burro que lhe carregava as mercadorias é que era caro pelo que comia, deixou de lhe dar de comer, o burro morreu e ficou sem burro para os carregamentos. Gente mais estúpida não pode haver, mas continuam com largas horas de antena nas TVs e jornais.
Por outro lado, já que o trabalho deixou de ser um  valor em si, proliferaram os que enriquecem sem ser pelo trabalho, artificialmente, nas Bolsas de Valores e Internets. Que se arrogam credores de empresas que nem sabem o que fabricam ou cujos trabalhadores nunca conheceram, ou que fabricam  produtos que nem compram no dia -a-dia.
Isto para comentar o cartaz do idoso acima: o capitalismo, na busca doentia do lucro de uns poucos por desprezo ao bem-estar da maioria, realmente deixou de FUNCIONAR. Está caduco, corrupto e só está a levar ao empobrecimento dos seres humanos e à quebra da qualidade de vida. E não... não eram os custos sociais que "pesavam". Todos vemos e sabemos que o tal "Não há dinheiro" (PIM!) é uma frase falsa e demagoga: o dinheiro existe, não foge por frinchas do chão, está é cada vez mais concentrado em poucas mãos e , o que ainda é pior, tem ido parar às mãos de pessoas que não sabem o que é trabalho, nem o que são dificuldades, o que é viver do seu salário honesto.E que multiplicam o dinheiro real dos outros em dinheiro virtual que vai para os seus cofres. Há dinheiro, mas na mão de BESTAS, em suma.
Perguntei há tempos à  "minha" cabeleireira, mulher esperta e perspicaz, se sentia muito a quebra de clientes, por tantas professoras e outras pessoas que usavam os seus serviços terem passado a poupar nas idas mensais ao seu salão.  Respondeu-me, com sabedoria: sim, havia as clientes semanais que passaram a mensais, as mensais que passaram a ir raramente...mas por outro lado "havia aquelas a quem as crises passam sempre por baixo" e ainda (reparem bem) aquelas que passaram a ter muito dinheiro para gastar em cabeleireiros e não só. POIS... o dinheiro não se evola no ar, vai para algum bolso. Se o dinheiro não andasse assim a mudar de mãos, sob os "panos",  não existiriam crises.
Com tal iniquidade instalada e reforçada por governos ignorantes, cobardes, quando não cúmplices dessas jogadas, o pleno instala-se e há que tirar o pouco que muitos têm, nem que seja espezinhando-lhes os direitos.
Pois sim, em Portugal, país modesto e pacato mas de gente trabalhadora, está a levar-se para a frente essa destruição da Democracia, esse limitar da Liberdade de todos, o substituir da Igualdade pelo falso Mérito a disfarçar desigualdades e o fim da Fraternidade, substituida pelo Assistencialismo de um "favor" que se faz e não dos direitos Humanos e sociais que todos devem ter.
Portanto, o Capitalismo continua, desta vez em mau funcionamento porque se tornou "Selvagem" e sem leis que não só a do vale tudo para obter lucros. E o que é mais curioso é que se aliou a um regresso de um tipo de Feudalismo novo (as organizações sindicais não exageram ao chamar-lhe isso, como os "analistas" dizem!), com uma mão-cheia de suseranos que agora são grandes empresas todo-poderosas e os servos  da gleba mal pagos nos seus ofícios, mais ou menos qualificados, no que falsamente chamam de lei  de  oferta e procura do Mercado.
Faço aqui o balanço de algumas notícias recentes, todas dos quatro primeiros dias desta semana! E são apenas algumas dessas revoltantes notícias... (clicar nos títulos para ler o que elas dizem, nos jornais).
Ora espreitem e pensem:

"Novo código do Trabalho entra hoje em vigor" (ontem, "Diário Económico "dia 1-8-2012)
" O bê-a-bá do novo Código de Trabalho" (agência Financeira, 1-8-2012)
E lemos ainda  sobre outra "bela" promulgação, que, não se sabe como, tantos os Troikas como os  nativos seguidores alegam ser uma das medidas "fundamentais" para dinamizar o País e ajudar a pagarmos as dívidas  aos Mercados e  corrigir o défice (?!?!):
 Pois. Vai ser outra "fonte de riqueza" para uns, enquanto o país cumpre o objectivo de empobrecer "custe o que custar", ao permitir a hipótese de despejar até os inquilinos mais  idosos. Reparem neste excerto:
"Uma nota publicada no portal da Internet da Presidência da República diz que Cavaco Silva decidiu promulgar o diploma depois de o Governo ter dado publicamente garantias de que vai “assegurar a estabilidade contratual e a proteção social” dos arrendatários em situação mais vulnerável. A lei agora promulgada prevê a atualização das rendas mais antigas, incidindo nos contratos celebrados antes de 1990, e deverá afetar cerca de 255 mil contratos de arrendamento, segundo os dados que constam do Census 2011 do INE."
Daí os próprios jornais ironizarem, como faz Pedro Carvalho, no Diário Económico:
Recomendo a leitura de todo o artigo, mas deixo aqui em excerto uma amostra da gravidade desta promulgação(os sublinhados  a negrito são meus):
"O grande problema desta nova lei é que prevê um período transitório de cinco anos que protege os idosos, deficientes e carenciados, ou seja, a maior parte dos inquilinos que beneficiam de rendas congeladas. Passando estes cinco anos, ninguém sabe o que vai acontecer a estes inquilinos quando forem obrigados a pagar pelo arrendamento o valor de mercado, ou quando forem despejados das suas habitações.
A ministra terá dado a Cavaco garantias de que o Governo assegurará a protecção social dessas pessoas daqui a cinco anos e o Presidente da República, com base nessa "garantia", promulgou o diploma."

Traduzindo, essa parte da lei ainda não está decidida nem regulamentada. O habitual. Fica ao sabor da onda do Futuro.

Daí a cinco anos já Cavaco está a cuidar dos bisnetos na Quinta da Coelha (ou outra melhor que arranjar entretanto, como idoso muito poupado ao longo da vida que é e  foi e assim não sujeito às agruras desses gastadores que andaram  a viver "à-pala" dos outros e do Estado em tugúrios de rendas baixas congeladas). E a Ministra estará em novos voos do seu currículo, numa qualquer  Grande Empresa Público-privada agora sob alçada de medidas suas . Vejamos: pela simpatia que parece ter pela EDP, na tibieza  e  na ausência de amor ao património Natural reveladas no vergonhoso caso que opõe os ambientalistas e Unesco à EDP e a construção da Barragem de Foz-Tua, paisagem ímpar, parece-me que optará por algum lugar de  administradora (não -executiva) pela empresa do sr. Mexia e do sr. Catroga.
Os velhinhos e deficientes, esses, terão de passar por um duro crivo de comprovação oficial  da sua pobreza e serão deixados aos ventos dinâmicos e inesperados das leis do Mercado. Ou talvez não. Se confiarmos na palavra e promessas sempre seguras destes governantes.(cof cof!...)
Por estes dias já estamos a ver os resultados destes cortes desvairados (Não falo aqui no que se passou ontem com os dados de professores que graças a manobras sádicas do MEC vão para a Mobilidade,  assunto que deixo para outro post):
Não, não foi nenhum acaso infeliz. As regras de "austeridade" levaram o Ministério da Saúde  a obrigar ao racionamento os horários para os utentes, em muitas localidades país fora. O de Castanheira de Pêra, em vez de encerrar às 20h, como dantes, passou a fechar às 18h. Leiam a notícia(que é incompleta em relação à versão papel ou do Público para assinantes), mas noutra fonte pesquisei o seguinte:o senhor ter-se-á sentido mal, acorreu ao Centro no seu próprio carro, mas terá chegado uns minutos depois da hora...Foi encontrado já sem vida, dentro do automóvel.  Acrescente-se que  não é a primeira vez que se perde uma vida por ali, nos últimos dias, tendo os bombeiros acudido a alguém  que vivia no centro da vila. já tarde demais.
Revolta, sente o cidadão minimamente racional e sensível. Já o Ministro da Saúde deverá ter encolhido os ombros e rezado um terço por alma dos dois infelizes(ou até uma novena, pois dizem que no fundo é bom rapaz). Um outro governante mais acima da hierarquia até nos chamará de piegas por falarmos deste caso de puro azar. Pois é...quem mandou ao homenzinho viver numa terreola como Castanheira de Pêra ou outras das centenas condenadas a voltar à pobreza e desertificação? Quem lhe mandou sentir-se mal àquela hora e não  dentro do horário? Portugueses "bandalhos" e incumpridores!  Sentiu-se mal "acima das suas possiblilidades", pensou que a Saúde que os impostos que todos pagam era igual para todos, mas não.
 A ARS decidira que depois das 18h não compensava ter médicos ou sequer paramédicos naquele CS. O homem foi perdulário e... não deve ter entendido o sentido patriótico do sacrifício nacional. Em troca, foi ele um dos  milhares ou milhões de cordeiros imolados no Sacrifício ao deus-dinheiro, mas isso já não interessa a quem decide estas coisas.
Ficamos também a saber que, ao contrário do Sol, a Austeridade  dos últimos anos quando nasceu não foi para todos:

(Já nem  falo dos outros dos escândalos de os cortes dos subsídios da Função Pública não foi aplicada a todos...)
E de entre estes Turbo-gestores, salienta-se um  caso:

O mais curioso é que o cavalheiro em questão "desvaloriza o assunto" (pois, para ele ganhar mais ou menos uns milhares não faz diferença...) e  alega até desconhecer essa totalidade de cargos(!!!), que isso resulta de ser accionista nessas empresas.
Não venham dizer que estas notícias são movidas pela Inveja lusa. O que isto escandaliza é pelo desequilíbrio social, a falta-de-vergonha na cara e o sabermos que nem um génio da Lâmpada poderia gerir bem todas essas empresas. Enquanto isso, tantos licenciados e doutorados que se vêem obrigados a emigrar neste país ingrato, nação madrasta para a maioria...
No entanto, com alguma consciência de Justiça social e equidade, poderiamos ter algumas realidades resolvidas de outro modo. Vejam um exemplo:

"Apoio social- Rede Europeia Anti-Pobreza quer casas para sem-abrigo
Aos mais pobres e aos sem-abrigo deveria ser permitido ocupar edifícios devolutos que, com "um pouco de vontade política", poderia abrigar milhões de pessoas. Os Estados poderiam ainda aumentar os impostos sobre estes imóveis para terem uma fonte de receita, propõe a Rede Europeia Amti-Pobreza, no 11º Encontro Europeu de Pessoas em Situação de Pobreza que decorreu em Bruxelas, na Bélgica. "
(Público. 31-7-2012- texto completo)

 Transcrevi a notícia completa  e breve da versão em papel. Mas para saber mais, procurar online aqui:


Ai... isso seria promover os "okupas" e tal... Pois. É preferível ter  as casas entaipadas  e a cair e entregues à delinquência , à bicharada e ao risco de incêndios. No tal país onde assim se prefere a arrendar casas ou restaurá-las. Era preciso mudar as leis e serem mais arrojadas e coisa e tal... Não vi regras criadas para a penalização dos donos de casas devolutas, na nova lei das rendas. Mas posso estar enganada.
Isto são ideias de "perigosos anarcas"... ou e "comunistas"... Enfim, depois admirem-se com o ressurgir dos extremismos Europa fora. Está mais que estudado que sempre que aumenta o equilíbrio de direitos sociais e de bem -estar da sociedade, os "comunismos" e  extremismos diminuem nos países que assim  se desenvolvem.
Os nosso indigentes (em destreza cultural e sensibilidade) desgovernantes, pelo contrário, optaram pelo regresso ao Feudalismo. Mas o  novíssimo "Feudo-capitalismo", claro, pois  no fundo a vida é uma constante espiral de continuidade... no retrocesso.
(no entanto penso que há pormenores dos tempos feudais que não gostariam de ver ser-lhes aplicados um dia  a eles, pois não? Como nos casos do que os povos, após as guerras, faziam aos "personagens" autores   de traições...)
Margarida Alegria (2-8-2012. in blog "Alegrias e Alergias")
Nota: este post devia ter saído ontem, dia 2 de Agosto, mas o editor do Blogger portou-se mal..